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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Primeiras obras de Marwan em Serralves


Exposição das primeiras obras do artista sírio Marwan, nome artístico de Mohamed Marouan Kassab-Bachi  (n. Damasco, 1934) no Museu de Serralves -  desenhos com variados meios e técnicas, aguarelas e pintura a óleo realizadas entre 1962 e 1972. A diretora do Museu, Suzanne Cotter, continua apostada em divulgar artistas do médio oriente, seguindo-se a primeira exposição antológica da artista iraniana Monir Shahroudy Farmanfarmaian (n. Qazvin, 1924), em fase de montagem e com inauguração marcada para 5ª feira, dia 9.

Em 1957, Marwan fixou-se em Berlim, desenvolvendo a partir daí uma carreira internacional. Contemporâneo de Georg Baselitz, a sua obra enquadra-se na chamada Nova Figuração. Frequentou durante seis anos o atelier de Hann Trier (1915-1999), período que deu lugar a uma significativa produção de desenhos, abundantemente representada na exposição.


A oferta de arte contemporânea em Serralves completa-se com algumas obras da coleção do museu, destacando-se as obras com movimento e som de Liam Gillick e as formas geométricas em quadros improvisados de Amalia Pica. 

 Autorretrato, 1964

 A Cruz, 1966

 Cara Paisagem, 1972

 Homem com boneca, 1971

 Vista parcial



Obra da artista argentina Amália Pica (Coleção de Serralves)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

JOAQUIM PINTO - Um artista senense em Newark

Pintura de Joaquim Pinho - "New York City Hall/Câmara Municipal de Nova Iorque"
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Em 1999, a I Exposição Colectiva de Artistas Senenses foi uma agradável surpresa para quem julgava Seia um vazio de artes e de artistas. De então para cá, as exposições colectivas de artistas senenses e depois a ARTIS – Festa das Artes e Ideias em Seia, vêm acrescentando mais e mais artistas a esse significativo número inicial, e outros vão sendo revelados ou (re)descobertos. No primeiro caso, temos por exemplo um Renato Paz, que Mário Jorge Branquinho deu a conhecer recentemente no seu blog www.seiaportugal.blogspot.com. No segundo caso, os artistas que residem longe da sua terra natal e por cá vão sendo lembrados e revisitados a pretexto de uma notícia, um contacto, uma efeméride. Este é o caso de Beto Cruz ou de Joaquim Pinto.

No ano passado, recuperei uma antiga informação de Tavares Correia, sobre a existência de um senense emigrado nos EUA que também se dedicava à pintura, de nome Joaquim Pinto, natural de Girabolhos. Graças ao professor José Alberto Silva, de Girabolhos, consegui a sua morada, em Kearny, New Jersey. Recebi ontem uma resposta simpática de Joaquim Pinto, com alguns dados biográficos e fotografias dos seus quadros.

Joaquim Guilherme Correia Pinto nasceu na freguesia de Girabolhos, concelho de Seia, a 30 de Agosto de 1942.

Na sua juventude, em 1956/57, trabalhou nos testes de subsolo com vista à construção da barragem do Rio Mondego, entre Girabolhos e Abrunhosa (Currais).

Em 1959, com 17 anos, emigrou para o Brasil. Instalou-se em São Paulo seis meses antes da inauguração da nova capital federal, Brasília. Aí, frequentou o Instituto Foto Cine Bandeirante, mas não chegou a terminar o curso pois os negócios levaram-no a mudou-se para Santos.

Após viver 10 anos no Brasil, resolveu tentar a sorte nos EUA. Chegou a Newark em Março de 1970, com um contrato de trabalho como cortador de carnes. Casou um ano depois, tendo três filhos (Sílvia, Suelly, António) e uma neta (Raquel).

Em 1974, na palestra de abertura de uma escola de pintura em Newark, ficou impressionado com uma demonstração de pintura ao vivo do pintor Manuel Roça e decidiu começar a pintar.

Parente de Tavares Correia (a sua avó era prima direita dos pais de Tavares Correia e do pai do Dr. Guilherme) recebeu do Mestre senense algumas orientações, perceptíveis nas suas obras. Quando Tavares Correia fez 90 anos, veio propositadamente dos EUA para comemorar a data e visitar a sua última exposição, a “exposição do Adeus”.

As paisagens de Joaquim Pinto imitam os parâmetros tradicionais, acrescidos de um sabor popular na selecção dos temas e tratamento “naïf” das formas, sobretudo nas obras mais antigas, como “Lincoln Tunnel” – pintado por ocasião do 200º aniversário dos EUA, em 1976). Quadros como “New York City Hall” (“Câmara Municipal de Nova Iorque”, I e II – com sombras) revelam uma maturidade técnica muito interessante, com a preocupação de captar os efeitos da luz do dia em dois momentos diferentes. Entre as diversas paisagens que pintou, contam-se algumas vistas da sua terra natal, Girabolhos.

O tema dos Descobrimentos mereceu igualmente a atenção de Joaquim Pinto, admirador dos feitos náuticos dos portugueses, inspirando-o na pintura de boas marinhas (“Velas ao Vento”, com excelentes pormenores técnicos contrastando com o exagerado velame da caravela, e “Sagres”).

Em Maio, a ARTIS permitirá (re)fazer o balanço da situação das artes em Seia, apesar de limitada devido às obras que fecharam a Casa da Cultura. No entanto, será sempre oportuno trazer a primeiro plano artistas – e outras pessoas – que projectam extra-muros o nome e as riquezas senenses, sejam elas naturais, patrimoniais ou humanas.

Pintura de Joaquim Pinto - "Lincoln Tunnel", 1976



Pintura de Joaquim Pinto - "Velas ao Vento"

segunda-feira, 16 de março de 2009

Nadir Afonso - O Artista que foi Arquitecto

São muito interessantes as recentes entrevistas de Nadir Afonso ao Público (ler aqui) e à SIC Notícias (ver aqui). Com uma louvável lucidez e frescura, o artista transmontano que foi arquitecto, fala de si, da sua pintura e dos seus projectos. Dos episódios pitorescos (a inscrição em Arquitectura na ESBAP, as meias de picasso, o retoque dos quadros, etc.) à Fundação Nadir Afonso, a instalar em Chaves, destaco principalmente os momentos em que o Mestre clarifica a sua posição em relação à arquitectura e à crítica de arte.
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O que (não) surpreende nestas entrevistas é a clareza e força afirmativa do seu "manifesto" (defendendo a lógica matemática da composição, entendida também como "diálogo" entre formas e entre cores), apresentado sem rodeios e com todas as letras, mas com uma enorme humildade para um artista da sua dimensão. Transparece ainda a exigência e o rigor da sua pintura, que nos transporta para diferentes níveis de percepção/entendimento do real.
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Com uma interessante carreira na Arquitectura, tendo trabalhado com dois dos maiores arquitectos de sempre (Le Corbusier e Oscar Niemeyer - que defendiam o oposto: o ângulo recto e a linha curva, respectivamente), cabe perfeitamente na galeria dos melhores arquitectos portugueses, ao lado de um Fernando lanhas, e logo atrás de Siza Vieira - que assina o projecto da Fundação Nadir Afonso. Aliás, a Arte Portuguesa Contemporânea possui excelentes arquitectos-pintores - um pouco pela razão apontada pelo Mestre flaviense: ao tempo, quem terminava o Curso dos Liceus nem sempre tinha "coragem" para se inscrever no Curso de Pintura.

quinta-feira, 5 de março de 2009

"Séraphine" (con)vence nos Césares 2009


O filme «Séraphine», de Martin Provost, foi o grande vencedor dos Césares de 2009, conquistando sete troféus. Na 34ª cerimónia dos Césares, o equivalente aos Óscares em França, Dustin Hoffman recebeu o prémio de carreira (César Honorário).

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.“Séraphine”, de Martin Provost, conta a relação entre o coleccionador e negociante de arte alemão Wilhelm Uhde e a artista naïf Séraphine Louis (Yolande Moreau), que ele descobriu em Senlis. Ver trailer do filme.

Para além de Yolande Moreau, a vencedora do César para a Melhor Actriz, foram nomeadas: Catherine Frot ("Le crime est notre affaire"); Kristin Scott Thomas ("Il y a longtemps que je t`aime"); Sylvie Testud ("Sagan"); e Tilda Swinton ("Júlia").

Entre os sete filmes candidatos ao César para Melhor Filme, estava "A Turma", Palma de Ouro do Festival de Cannes 2008, “Paris” e “Mesrine: L'instinct de mort”.
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O filme policial "Mesrine: L'instinct de mort" (o gangster francês Jacques Mesrine, morto pela polícia em Paris, em 1979), com nove nomeações, obteve três Césares, vencendo as categorias de Melhor Realizador, Melhor Actor e Melhor Som. Ver trailer do filme.

Outro candidato ao César de Melhor Actor era Guillaume Depardieu, filho de Gérard Depardieu. O seu desempenho em "Versailles" e a emoção suscitada pela sua morte prematura (Outubro de 2008, de pneumonia) não foram suficientes para retirar o César a Vincent Cassel, protagonista de "Mesrine".

O filme que retrata cinco dias na vida de uma família, «Le Premier Jour du Reste de ta Vie», arrecadou os Césares para o Melhor Actor Revelação, Melhor Actriz Revelação e Melhor Montagem.

“A Turma”, de Laurent Cantet, um filme entre a ficção e o documentário, que retrata o quotidiano de uma sala de aulas numa escola dos arredores de Paris, conquistou apenas o troféu de Melhor Argumento Adaptado.

Na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, foram nomeados: "Eldorado", de Bouli Lanners, "Gomorra" de Matteo Garrone, "Into the wild" de Sean Penn, "Le silence de Lorna" de Jean-Pierre et Luc Dardenne, "There will be blood" de Paul Thomas Anderson, "Two lovers" de James Gray e "Valsa com Bachir" de Ari Folman. Nenhum filme português foi considerado.

Os Césares de 2009 ficaram marcados pela polémica em torno da falta de uma categoria específica para a comédia, com fortes tradições no cinema francês. Esta limitação levou a que a comédia “Bem-vindo ao Norte”, realizado e protagonizado por Dany Boon, recebesse apenas uma nomeação, para Melhor Argumento Original – um prémio que caiu também no cesto de “Séraphine” – apesar do sucesso da película, bateu todos os recordes em França com 20 milhões de espectadores. A polémica foi sanada – ou adiada? – quando o Presidente da Académie des Arts e Techniques du Cinema, que promove a cerimónia e atribui os Césares considerou a possibilidade da criação de um novo César, já em 2010, para Melhor Filme de Humor.

Césares 2009

“Séraphine”: Melhor Filme Francês, Melhor Actriz (Yolande Moreau), Melhor Argumento Original, Melhor Fotografia, Melhor Banda Sonora, Melhor Guarda-Roupa e Melhor Direcção Artística.

“Mesrine”: Melhor Realizador (Jean-François Richet), Melhor Actor (Vincent Cassel) e Melhor Som.

“Le Premier Jour du Reste de ta Vie”: Melhor Actor Revelação (Marc-André Grondin), Melhor Actriz Revelação (Deborah François) e Melhor Montagem.

“Il y a Longemp que je t’Aime”: Melhor Primeiro Filme (Philippe Claudel); Melhor Actriz Secundária (Esla Zyklberstein).

“A Valsa com Bashir”: Melhor Filme Estrangeiro.

“Un Conte de Noel”: Melhor Actor Secundário (Jean-Paul Roussillon).

“A Turma”: Melhor Argumento Adaptado.

“Les Miettes”: Melhor Curta-Metragem.

“Les Plages d’Agnès”, de Agnès Varda: Melhor Curta-Metragem Documental.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

HELENA ABREU

Há dias, a propósito do centenário do nascimento de Tavares Correia, afirmei logo no início que “Tavares Correia e Helena Abreu são, sem qualquer dúvida, os mais importantes artistas senenses de sempre.” Natural de Santa Eulália, onde nasceu em 1924, Helena Abreu é de facto uma artista que engrandece o nome de Seia no exterior, sendo de longe a mais consagrada artista senense de sempre. O nome e alguma obra da artista são hoje conhecidos pelos senenses, sobretudo aqueles que melhor tratam os assuntos da sua terra.

Não era assim em 1993, quando o jornal Porta da Estrela (então dirigido por António Brito) publicou a 10 de Julho de 1993 um artigo de minha autoria intitulado - “Helena Abreu – uma artista de renome internacional natural de Santa Eulália”, que surpreendeu quase toda a gente. A artista tomou conhecimento do artigo e dirigiu-me uma carta muito amável, da qual transcrevo o seguinte:

“…estando eu há longos anos afastada da minha terra, não imaginava que nela fosse lembrada com palavras tão elogiosas e sentidas! Vivi em Santa Eulália e em S. Tiago até aos 11 anos; sobretudo de S. Tiago recordo com profunda saudade os cantinhos onde brinquei, a Escola onde meus pais foram professores e as amigas que tive, muitas já desaparecidas.”

Helena Abreu e Almeida Santos na sua exposição em Seia - 03/07/2001(JSM 16/07/01)
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Com vida familiar e profissional estabelecida no Porto desde 1935, os esparsos contactos com familiares (a artista é prima do Dr. Almeida Santos) e amigos de infância não foram suficientes para revelar localmente a artista que já era reconhecida além fronteiras. Não constava do exaustivo inventário de J. Quelhas Bigotte (“Escritores e Artistas Senenses”, Seia, 1986), muito menos da sua “Monografia da Cidade e Conselho de Seia” e nem aqueles que haviam estudado pelos seus livros, no Liceu, alguma vez sonharam que a desembaraçada autora de tão expressivas ilustrações e rigorosas composições geométricas era sua conterrânea, e muito menos sonhavam que seria uma das mais importantes artistas portuguesas, como ficou provado na exposição retrospectiva que realizou em 2004 na Câmara Municipal de Matosinhos. Também eu segui – no antigo Liceu de Santa Maria da Feira – os preceitos desses manuais, apreciando sobretudo as linhas fluidas e elegantes dos desenhos de Helena Abreu, que são aliás a base distintiva das suas obras. Folheando esses livros, verdadeiros manuais práticos de desenho e utilização da cor, percebe-se bem por que foram livros únicos durante 15 anos.



De resto, Helena Abreu colaborou como ilustradora na edição de outras obras. Logo em 1948, ano em que termina o Curso Especial de Pintura, é convidada pelo Mestre Joaquim Lopes a ilustrar o seu livro “Soares dos Reis”.


Capa de Helena Abreu - Livraria Civilização, 1961


Em 1999, o nome e currículo da artista foi naturalmente incluído no catálogo da I Exposição Colectiva de Artistas Senenses, que pretendia oferecer uma panorâmica exaustiva das artes em Seia, desde o artista mais antigo que se conhecia aos artistas senenses mais jovens. No ano seguinte, a pretexto de uma exposição colectiva do MAC em Seia (Dezembro de 2000), eu e o Mário Jorge Branquinho convidámos Helena Abreu a expor como representante dos artistas senenses no evento. As obras da artista destacaram-se naturalmente na exposição, pela qualidade do desenho e sentido da cor, impressionando os visitantes e os artistas de Coimbra, em particular o saudoso Pinho Dinis. Um dos senenses que se rendeu imediatamente à obra de Helena Abreu foi José Santos, então Presidente do Orfeão de Seia. Logo de seguida, o Orfeão de Seia editou uma serigrafia reproduzindo uma tela de Helena Abreu, colaboração repetida em 2007, com a edição de duas peças da Vista Alegre com desenhos da artista.


Serigrafia editada pelo Orfeão de Seia

Como ficou definitivamente provado na exposição retrospectiva de 2004, a obra de Helena Abreu possui características únicas e um lugar importante na História da Arte portuguesa do século XX – sendo citada sem favor na obra de referência do meio artístico nacional até 1990 (edição de actualização em 1991), o “Dicionário de Pintores e Escultores”, de Fernando Pamplona. De resto, a especificidade da sua obra tem sido sublinhada por diversos críticos e resultará da interacção de alguns princípios ordenadores, com destaque para as temáticas, que condicionam todo o trabalho. A preferência pela figura feminina e crianças, envoltas em serenidade, afectividade e alegria, deixa entrever uma concepção intimista de um mundo exterior agressivo e carregado de incertezas, mas transmite uma enorme ternura e redobrada esperança no próximo. “Esta tensão entre a objectividade e a interioridade, sempre perceptível nos seus trabalhos, manifesta-se principalmente na sua concepção de formas femininas” (Margarida Botelho, Diário de Lisboa, 06-04-1982).


Óleo de Helena Abreu


O elemento mais distintivo da sua obra, o desenho, está sempre visível e é estruturante, sem ser demasiado narrativo. Esquemático, com traços diluídos, o desenho define as formas, marcando a composição muito equilibrada, com fundos apenas sugeridos ou mesmo abstractos, jogando com as transparências e opacidades do claro-escuro para criar a ilusão da profundidade. Finalmente, a leveza e a luminosidade da cor percorre toda a obra. As cores frias predominam, reservando-se as cores quentes e os tons claros para as figuras principais.



Maria Helena Pais de Abreu nasceu em Santa Eulália, Seia, a 4 de Agosto de 1924. Reside no Porto desde 1935.

Licenciatura em Desenho – Escola Superior de Belas Artes do Porto e Universidade do Porto e Coimbra. Curso Especial de Pintura pela ESBAP. Curso de Pintura a Fresco dirigido pelo Mestre Dórdio Gomes.

Em 1952, inicia a sua actividade docente, que exerceu durante 36 anos. Publica entretanto o “Compêndio de Geometria Descritiva” (em parceria com o Dr. Ferrer Antunes), assim como o “Compêndio de Desenho” (em parceria com o Arq. Francisco Pessegueiro), que foi seleccionado como livro único durante quinze anos.

É mãe do arquitecto e pintor Abreu Pessegueiro.

Participou em mais de uma centena de exposições colectivas, de entre as quais: “Levantamento da Arte do Séc. XX”, Museu Soares dos Reis e Sociedade Nacional de Belas Artes (1975); “Salon des Artistes Français”, Grand-Palais, Paris (1977, 1980, 1985); “Salon d’Automne, Grand-Palais, Paris (1978); exposição em Charlotte (USA, 1981); XVIII Prix International d’Art Contemporain (Monte Carlo, Mónaco,1984); I, II, III, IV e V Bienal Internacional de Arte de V. N. Cerveira; I, II, III Bienal de Desenho, Cooperativa Árvore (Porto, 1983, 85, 87); Exposição da Cruz Vermelha, Expo’98; várias edições da Bienal dos Rotários de Vila Nova de Gaia; Estugarda (1991); várias exposições colectivas na Galeria de Arte do Casino Estoril.

Em 1968, realizou a sua primeira exposição individual, no Ateneu Comercial do Porto. Outras exposições individuais: Lourenço Marques (Maputo), 1972; Fundação Engº António de Almeida (1974, 78, 81, 83, 84, 86, 88); Vigo (Galiza) (1976); Museu de Aveiro (1986); Galeria Tempo, Lisboa (1987); Galeria de Arte do Casino Estoril (1992); Galeria Espaço d’Arte TLP, Porto (1993); Gonfilarte Galeria, Vila Praia de Âncora (1993); Biblioteca Municipal de Seia – CMS (1994); Paços do Concelho de Matosinhos (1995, 98, 2000); Sala de exposições do Posto de Turismo de Seia (2001- exposição integrada nas comemorações da elevação de Seia a cidade – 3 de Julho).

Em 2004, realizou uma importante exposição retrospectiva na Câmara Municipal de Matosinhos.
Em 2001, o Orfeão de Seia editou uma serigrafia a partir de uma obra da artista e, em 2007, duas peças em porcelana da Vista Alegre com desenhos de Helena Abreu, assinalando o 30º aniversário da colectividade.

Prémio Rodrigues Júnior em 1945 e 46. Menções Honrosas nos “Salon des Artistes Français”, Paris, 1978 e 1980; Prémio Almada Negreiros, 1994.

Membro da “Societé des Artistes Français” desde 1980.

Foi agraciada com as medalhas “Grau Prata” (1989) e Municipal de Mérito “Grau Ouro” pela Câmara Municipal do Porto.
Câmpanula de Mérito Cultural do Município de Seia, 03 de Julho de 2009.

Representada em Museus nacionais e em colecções oficiais e particulares, em Portugal e no estrangeiro, com destaque para: Fundação Engº António de Almeida, Porto; Museu de Arte Contemporânea, Lisboa; Museu Nacional de Aveiro; Ministério da Justiça; Câmara Municipal do Porto; Câmara Municipal de Matosinhos; Câmara Municipal de Maputo-Moçambique; Câmara Municipal de Seia; Palácio de São Bento (Assembleia da República), Lisboa.



Aguarela de Helena Abreu


Fontes: Helena Abreu, Bial, 1991 / “Dicionário de Pintores e Escultores”, de Fernando Pamplona / catálogos de exposições da artista / Jornal Porta da Estrela

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

No centenário do nascimento de Mestre Tavares Correia

Tavares Correia e Helena Abreu são, sem qualquer dúvida, os mais importantes artistas senenses de sempre. Helena Abreu (Santa Eulália, 1924) tem obra reconhecida e premiada em Portugal e no estrangeiro. Foi homenageada pela Câmara Municipal do Porto, pelo seu contributo para as Artes portuenses, e pelo Município de Seia e Artistas Senenses, enquanto artista natural do concelho.

José Tavares Correia de Carvalho nasceu em Seia pelas 5 horas da madrugada do dia 5 de Dezembro de 1908 e faleceu a 21 de Setembro de 2005*, no Hospital da Universidade de Coimbra, a poucos dias do seu 97º aniversário. Faria 100 anos no passado dia 8 de Dezembro, mês em que o realizador Manoel de Oliveira festejou efectivamente o centenário ainda no activo, cheio de vida e de projectos para mais filmes. Voltando ao artista senense, note-se a curiosa coincidência entre as datas supracitadas e a data do falecimento de sua esposa, D. Lúcia Mota Veiga, que nos deixou a 21 de Dezembro de 1992.

Em Fevereiro de 2009, realizou-se em Seia uma importante exposição evocativa da obra do artista.

A vida e obra de Tavares Correia encerra tais particularidades e curiosidades que ele se tornou, naturalmente, um protagonista das Artes em Seia durante a quase totalidade do século XX e, sem qualquer favor, o seu mais completo representante. Consultar o currículo do artista mais abaixo.


Brasão da Família Correia


Primeiro, pela diversidade dos seus interesses artísticos, pontuados por alguns momentos de experimentalismo, e variedade da sua produção artística, desdobrando-se pelas mais diversas áreas criativas e expressivas, do desenho à escultura, com destaque para a pintura, mas também a escrita (sobretudo autobiográfica e de viagens), a fotografia e o cinema. Depois, pela sua dedicação a Seia, onde residiu e trabalhou quase toda a vida, abdicando de uma promissora carreira artística de âmbito nacional (ler artigo mais abaixo) para se tornar conhecido como artista de província, na terra pacata que o viu nascer, próximo dos familiares e amigos de sempre – sem nunca esquecer os seus antigos companheiros e amigos casapianos. Um imenso carinho pela sua terra natal transparece calaramente na sua obra, desde logo na selecção dos temas (a paisagem natural e urbana com neve, os costumes serranos, a história e personalidades de Seia) mas também no orgulho com que se intitulava “Pintor da Neve”.

Em 1930, à data da exposição na SNBA (foto jornal O Casapiano)

Surdo-mudo de nascença, frequentou o Instituto de surdos-mudos da Casa Pia de Lisboa de 1918 a 1927, realizando aí os seus estudos escolares e artísticos, de 1923 a 1926, sob a direcção de Augusto de Campos e Pedro Guedes. Estes artistas reconheceram a sua vocação para as artes e levaram-no a frequentar os cursos de desenho e pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes, que concluiu em 1929.

Tavares Correia ficou conhecido como “pintor da neve” após uma referência elogiosa do jornal “República” em Janeiro de 1934, a propósito de uma bem sucedida exposição do artista senense em Lisboa, dois anos depois da célebre exposição na Sala Balone (onde vendeu todos os 45 quadros logo na abertura) e três anos após a sua participação na XIX Exposição da Sociedade Nacional de Belas Artes (com três quadros seleccionados por Armando Lacerda). Deixou uma obra imensa e variada, que falta catalogar – no interesse de todos os senenses mas, sobretudo, no dos herdeiros – e dar conhecer, através de exposições temáticas do seu espólio, ou mesmo instituindo um museu. A este propósito, ignora-se a situação da sua Casa-museu e da Fundação D. Lúcia Celeste Mota Veiga e Mestre Tavares Correia.

Distinguido com a Medalha de Mérito Municipal em 1985, o pintor senense faleceu sem ter assistido, em vida, ao sonho de ver o seu nome atribuído a uma rua da cidade de Seia, afinal um compromisso assumido pela Câmara Municipal de Seia em 1988, na homenagem realizada por ocasião do seu 80º aniversário, e apesar dos ofícios do próprio e dos amigos José dos Santos Pinto, J. Quelhas Bigotte, Victor Moura (ao tempo, Vereador do pelouro da Cultura), Joaquim Andrade, José Manuel Marques, Manuel de Almeida Sousa, eu próprio e Mário Jorge Branquinho. Tal incumprimento deveu-se, sobretudo, ao preconceito de incluir na toponímia local o nome de figuras ainda vivas, um complexo já então abandonado por uma boa parte dos municípios portugueses, que inauguravam com pompa e circunstância as suas avenidas, ruas e pracetas homenageando políticos, desportistas, escritores e artistas locais. Não terá ajudado muito a insistência de Tavares Correia no que respeita à escolha da rua, apesar de compreensível pois a Câmara Municipal não propunha alternativa nem deixava propôr. O artista perdeu a paciência e encomendou duas placas toponímicas, uma com o seu nome – para ser colocada na rua que passa junto da casa onde nasceu e residia (Rua Dr. Simões Pereira) e outra com o nome do fundador do castelo de Seia, no século XI, Cavaleiro Pedro de Cêa”, destinada a outra rua, mas a Câmara acolheu mal a iniciativa, nem resposta lhe deu e as ditas placas terão desaparecido. Com a morte de Tavares Correia esfumou-se igualmente o óbice principal, passou-se uma esponja sobre quase vinte anos de indecisão, artigos de jornal, requerimentos, placas desaparecidas, … A 03 de Julho de 2006, no 20º aniversário da elevação de Seia à categoria de cidade, o nome do pintor senense foi finalmente atribuído à rua das escolas, que começa ao fundo da Beira Lã e segue pela piscina municipal a caminho da Escola Secundária. Se é evidente que a vontade do falecido não foi integralmente respeitada, com todos os riscos apontados pela superstição popular, parece-me que a Câmara Municipal acabou por cumprir bem a sua promessa ao associar o nome de Mestre Tavares Correia às escolas - sobretudo à Escola Básica que foi baptizada com o nome do seu primo, Dr. Guilherme Correia de Carvalho - onde o artista e a obra despertarão renovada curiosidade ao longo de gerações, contribuindo certamente para a formação integral dos nossos jovens, a seu tempo protagonistas de um futuro sempre em renovação.

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*Em Junho de 2005, terminara a existência física do poeta Eugénio de Andrade (82 anos) e de Álvaro Cunhal (91 anos), figuras ímpares da Cultura portuguesa do século XX, o segundo dos quais com ligações a Seia, assim como do controverso Vasco Gonçalves (83 anos). Nesse ano, Seia também perderia (entre muitas outras boas pessoas) a Drª. Ester Barata Nunes Pereira (26 de Janeiro), Marciano Galguinho (21 de Novembro) e Manuel Dias da Silva (Dezembro), colaborador do jornal Porta da Estrela.



















"Depois da Feira" - Óleo s/tela


BIOGRAFIA RESUMIDA


José Tavares do Couto Segurão Correia da Silva Carvalho nasceu em Seia, a 5 de Dezembro de 1908. Faleceu a 21 de Setembro de 2005, no Hospital da Universidade de Coimbra.

Surdo-mudo de nascença, foi aluno do Instituto de Surdos-Mudos da Casa Pia de Lisboa entre 1917 e 1926. Nessa instituição, completou a instrução primária e desenvolveu a comunicação com o mundo exterior centrada na expressão artística.

Em 1927, voltou à Casa Pia como pensionista, com o intuito de seguir uma profissão de desenhador ou pintor de arte. Pintava e desenhava todas as manhãs e, à tarde, tinha lições de pintura com Augusto de Campos, em Lisboa. Na Casa Pia, tirou o curso de desenhador, tendo depois frequentado aulas na Escola de Belas Artes de Lisboa, como aluno externo. Aí, conheceu mestre Alves Cardoso, que lhe deu aulas de pintura e propôs a sua entrada na Sociedade Nacional de Belas Artes. Um decreto do Ministério da Educação da altura mudou as regras de admissão à Escola de Belas Artes e Tavares Correia prosseguiu os seus estudos na SNBA. Expôs na XIX Exposição da SNBA, onde obteve uma Menção Honrosa. A 14 de Julho de 1929 fez o seu exame de pintura, tendo obtido 14 valores de um júri presidido pelo mestre Carlos Reis.
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"Envasilhando o vinho do Dão" - Óleo s/tela (Casa-Museu Tavares Correia)


Em 1929, rumou a Paris com o seu amigo casapiano Fausto Sampaio. Na capital francesa, desenvolveu a sua técnica de pintura com Lyon Arno e, juntamente com Fausto Sampaio e Carlos Botelho, representou Portugal no Salão Internacional das Artes de Paris. Depois, expôs em Lisboa em 1932, onde vendeu todas as 43 obras expostas. A crítica de então deu-o como “uma revelação no meio artístico português”. Expôs novamente em Lisboa em 1934 e a crítica lisboeta voltou a enaltecer o seu trabalho e chamou-lhe “pintor da neve”.

Optou, depois, por uma carreira profissional muito absorvente, na Câmara Municipal de Seia, sacrificando uma carreira artística nacional – talvez mesmo internacional – para se dedicar ao desenvolvimento sua terra natal. Durante 41 anos, elaborou milhares de projectos de obras, estradas, águas, calcetamentos de ruas, escolas, cemitérios.

Continuou, no entanto a pintar e a expor, tendo realizado cerca de 40 exposições individuais em Seia, Lisboa, Figueira da Foz e Moimenta da Beira.

Tavares Correia ilustrou, com Luís Melo, a Monografia da Vila/Cidade de Seia, da autoria do Padre Dr. José Quelhas Bigotte, Reitor de Seia e reputado investigador da história senense.

Autor do projecto do Monumento aos Mortos da Grande Guerra, em Seia, do monumento a Nossa Senhora da Conceição, em São Romão, e do Padrão Centenário.

Tavares Correia foi também pioneiro do cinema em Seia, realizando alguns filmes das suas viagens (37 países entre 1950 e 1990) e uma ficção intitulada “O cão perdeu o dono”. Os seus filmes foram premiados no país, antigo Ultramar, Espanha, Malta e África do Sul.


Mário Soares visitando a exposição de Tavares Correia em 1987

A 4 de Março de 1934, por iniciativa do jornal “A Voz da Serra”, foi prestada uma homenagem ao “nóvel artista-pintor Tavares Correia” com almoço no Salão da Associação de Socorros Mútuos de Seia.

Em 25 de Setembro de 1985, foi distinguido pela Câmara Municipal de Seia com a Medalha de Ouro e Diploma de Mérito Municipal.

Em 5 de Dezembro de 1988, foi homenageado pela Casa Pia de Lisboa e Câmara Municipal de Seia, num almoço no Hotel Camelo que reuniu 98 pessoas, incluindo uma representação da Casa Pia de Lisboa (mandatada pelo Provedor de então, Dr. Luís Manuel Martins de Rebelo) Presidente e vereadores da Câmara Municipal de Seia.

A 09 de Março 1996, Tavares Correia foi homenageado na Casa Pia, por ocasião do convívio anual de colaboradores e amigos do jornal “O Casapiano”, com a presença do provedor e da direcção do Ateneu Casapiano (CPAC).

As limitações físicas da idade obrigaram-no a deixar de pintar em 2000. Contava 92 anos de idade e 74 de actividade artística. A sua última exposição (“adeus última”) realizou-se no Salão do Rancho Folclórico de Seia, entre 12 e 20 de Agosto de 2000. Continuou, no entanto, a participar regularmente nas exposições anuais dos artistas senenses.


Em 1993 e 1996 realizaram-se duas edições do Prémio Tavares Correia/Concurso Nacional de Pintura e Desenho, com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura e Ministério da Cultura, respectivamente.

A 03 de Julho de 2006, como ponto alto do 20º aniversário da elevação de Seia a Cidade, a Câmara Municipal organizou uma exposição sobre a vida e obra de Tavares Correia, na Casa Municipal da Cultura, e inaugurou a Rua José Tavares Correia de Carvalho.

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"Gansos derrubam o banco do autor" - Óleo s/tela (Casa-Museu Tavares Correia)


Humberto Mota Veiga, dirigente histórico do PCP em Seia, escreveu a propósito do monárquico Tavares Correia: “Viveu e sonhou com a humildade própria da sua grandeza, iluminado por um sentido ímpar de uma vida diferentemente vivida, sem espaço para ódios e vinganças” (Porta da Estrela, 20/05/93).

Tavares Correia saiu de Seia como “menino Zézinho”, em 1917, e regressou em 1929 como pintor de arte, para realizar (a 14 de Agosto) a sua primeira exposição na terra que o viu nascer. A exposição foi um sucesso. Logo depois, partiu de Seia para voltar em 1930 como pintor “estrangeirado”, após representar Portugal (com Fausto Sampaio e Carlos Botelho) numa grandiosa exposição internacional em Paris, realizada em Dezembro de 1929. A Vila de Seia era, então, pouco mais que uma aldeia grande e andava esquecida desde que Afonso Costa (1871-1937) fora obrigado a exilar-se.

A sociedade elitista da época recebeu efusivamente o jovem pintor e vibrou com os estrondosos sucessos das suas primeiras exposições em Lisboa, em 1932 e 1934. A 4 de Março de 1934, por iniciativa do incomparável senense Luís Ferreira Matias, o jornal “A Voz da Serra” promoveu um almoço de homenagem “ao novel artista-pintor Tavares Correia”, que decorreu no Salão da Associação de Socorros Mútuos senense. Estiveram presentes 44 pessoas, certamente “a nata” da sociedade senense da época, e os convites para integrar os quadros técnicos da Câmara Municipal de Seia não se fizeram esperar.

Os primeiros convites foram liminarmente recusados. Os sonhos do jovem artista iam para além de um emprego com limitações de espaço e de horários, mas que oferecia, em contrapartida, a segurança de uma remuneração certa. De resto, era de grande elegância, à época, ocupar os momentos de ócio com actividades “do espírito”, tais como a leitura ou a música, e Tavares Correia foi soçobrando ao apelo das origens, ao aconchego familiar e aos ideais da fidalguia rural – que sempre defendeu pelo menos desde 1925, quando recebeu das mãos de seu pai o anel com o brasão de armas dos Corrêas, um gesto carregado de simbolismo e correspondentes obrigações. A morte do avô materno em Outubro de 1934 e a construção de uma casa com parte dos lucros das exposições em Lisboa, onde vendeu todos os quadros, contribuíram para a fixação definitiva. Em Março de 1937 casou com D. Lúcia Mota Veiga mas não houve descendência.

Durante 41 anos, Tavares Correia foi um qualificado desenhador da Câmara, combinando a prática artística e o desenho técnico na medida do possível, ou seja, descurando a apresentação regular da sua produção artística devido ao absorvente trabalho de gabinete e depois à exploração de novos interesses, com destaque para o cinema e viagens – que chegou a aproveitar para promover os seus filmes. Na verdade, a lista oficial de exposições do artista contempla apenas duas exposições no período compreendido entre Abril de 1937 e Agosto de 1980. Em contrapartida, pode dizer-se que o pintor senense participou activamente na construção da actual cidade de Seia, tantos foram os projectos realizados e as obras de transformação de uma vila que só depois de 1974 se converteu ao betão e à construção em altura, com o primeiro objectivo de conter os limites do centro de Seia e logo depois com a intenção de os alargar cada vez mais a caminho de São Romão – uma inevitabilidade que Tavares Correia compreendia enquanto consequência do crescente desenvolvimento senense nas três últimas décadas mas sem perder uma oportunidade de mostrar o seu desencanto pelo exagero de alguns volumes construídos, a monotonia das fachadas, a desarmonia do conjunto.







Sérgio Reis – “As Artes em Seia” (obra em preparação)

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

Exposição de pintura (Seia, Agosto de 1929) – 36 quadros

Exposição de pintura (Seia, Agosto de 1930) – 35 quadros

Exposição de pintura (Seia, Setembro de 1931) – 43 quadros

Exposição de pintura na Sala Balone (Lisboa, Março de 1932)

Exposição de pintura (Seia, Agosto de 1932)

Casa das Beiras (Lisboa, Março de 1934)

Exposição de pintura (Casino da Figueira da Foz, Setembro de 1934)

Exposição de pintura (Seia, Março de 1936)

Exposição de pintura (Salão dos Bombeiros Vol. de Gouveia, 1936)

Exposição de artes plásticas (Viseu, Setembro de 1936)

Exposição de artes plásticas (Estoril, Dezembro de 1936)

Exposição de pintura (Seia, Julho de 1937)

Exposição de aguarela (Seia, Abril de 1947)

Exposição de aguarela (Seia, Agosto de 1950)

Exposição de pintura (Seia, Agosto de 1980)

Exposição de pintura e aguarela (Seia, Julho de 1982)

Exposição de pintura e aguarela (Seia, Março de 1983)

Exposição de pintura (Seia, Março de 1984) – 35 quadros sobre o tema “Neve”

Exposição de pintura e aguarela (Seia, Agosto de 1985)

Exposição de pintura (Seia, Julho de 1986)

Exposição de pintura (Seia, Maio de 1987)

Exposição de pintura (Seia, Julho de 1987)

Exposição retrospectiva (Salão das Magnólias, Seia, Dezembro de 1988)

Exposição de pintura (Seia, Julho de 1989)

Exposição de pintura (Seia, Setembro de 1990)

Exposição de pintura (Seia, Janeiro de 1991)

Exposição de pintura (Moimenta da Serra, Fevereiro de 1991)

Exposição de desenho (Seia, Agosto de 1991)

Exposição de pintura (Escola Secundária de Seia, Fevereiro de 1992)

Exposição de pintura (Escola Evaristo Nogueira, S. Romão, Março de 1992)

Exposição de pintura (Galeria da Biblioteca M. de Seia, Dezembro de 1992)

Exposição de pintura (Res. Serra da Estrela, Seia, 1 a 8 de Dezembro de 1993)

Exposição de pintura e desenho (Res. Serra da Estrela, Seia, 1 a 11 de Dezembro de 1994)

Exposição de pintura e desenho (Res. Serra da Estrela, Seia, 1 a 12 de Dezembro de 1995)

Exposição de pintura e desenho (Galeria da Biblioteca Municipal de Seia, 9 a 17 de Novembro de 1996)

Exposição de pintura (Seia, 1997)

Exposição de pintura e desenho (Seia, 1998)

Exposição de pintura e desenho (Seia, 1999)

Exposição de pintura e desenho (“adeus última”), Salão do Rancho Folclórico de Seia (12 a 20 de Agosto de 2000)

EXPOSIÇÕES COLECTIVAS

Salão de Paris – exposição internacional (Paris, 1929)

Exposição da SNBA (Lisboa, 1930)

Exposição da SNBA (Lisboa, 1931)

II Exposição de Pintura da Casa Pia (Belém, 1935)

Exposição Internacional de Aguarela (Madrid, 1935)

V Exposição de Artes Plásticas (Estoril, 1936)

Colectiva de Artistas da Beira (Museu Grão Vasco, Viseu, 1986)

Exposição de Artistas Senenses (Domfront, França, 1988)

I Colectiva dos Artistas Senenses (Seia, 1999)

II Colectiva dos Artistas Senenses (Seia, 2000)

III Colectiva dos Artistas Senenses (Seia, 2001)

ARTIS II (Seia, 2003)

ARTIS III/Homenagem dos Artistas Senenses (Seia, 2004)

Artistas Senenses em Lisboa, Centro Cultural Casapiano (Belém, 11/09 a 03/10/2004)

PRÉMIOS E DISTINÇÕES


Taça Cineasta Amador, Figueira da Foz (1966)

Taça Cineasta Amador, Guimarães (1967)

Taça Cineasta Amador, Coimbra (1967)

Taça Cineasta Amador, Rio Maior (1967)

Salva de Prata Cineasta Amador, Lisboa (1968)

Salva de Prata, Câmara Municipal de Seia (1979)

Medalha de Mérito Municipal, Câmara Municipal de Seia (1985)

Homenagem promovida pelo jornal senense “A Voz da Serra”, com almoço no Salão da Associação de Socorros Mútuos de Seia, a 04 de Março de 1934.

Homenagem da Casa Pia de Lisboa e da Câmara Municipal de Seia, Dezembro de 1988.

Homenagem na Escola Evaristo Nogueira, por ocasião da entrega do Prémio Tavares Correia e Troféus do Concurso Nacional de Pintura, 27 de Novembro de 1993.

Homenagem da Casa Pia, por ocasião do convívio anual de colaboradores e amigos do jornal “O Casapiano”, com a presença do provedor e da direcção do Ateneu Casapiano (CPAC), 09 de Março de 1996.

Homenagem dos Artistas Senenses na ARTIS III – Auditório da Casa M. da Cultura, 8 de Maio de 2004

Exposição sobre a vida e obra de Tavares Correia, promovida pela CMS na Casa Municipal da Cultura, por ocasião da comemoração do 20º aniversário (03 de Julho de 2006) da elevação de Seia a cidade, e foi inaugurada a Rua José Tavares Correia de Carvalho.