domingo, 31 de março de 2019

Exposição Museu de Causas em Seia


O projeto museológico Museu de Causas / Coleções Agostinho chega no início de março a Seia, com o apoio do Município de Seia, através de uma exposição representativa das coleções que irão integrar o futuro museu gaiense.

A exposição do Museu de Causas em Seia realiza-se na Casa Municipal da Cultura de Seia, com inauguração a 09 de março 2019, pelas 18 horas, ficando patente ao público  até 20 de abril 2019.

Com curadoria do artista plástico Sérgio Reis, a mostra reúne 53 obras de 53 artistas de várias origens geográficas, formações artísticas e sensibilidades estéticas, unidos pela consciência da responsabilidade social do artista.

Para estes artistas, as obras de arte devem abordar questões essenciais, como os direitos humanos, as causas cívicas ou as questões ambientais, apresentando-se como alegorias e ironias críticas ou impactantes protestos,  inclusive no modo com mobilizam e combinam diferentes linguagens artísticas, materiais e técnicas.

Entre os artistas que aderiram ao projeto do Museu de Causas conta-se um conjunto de artistas representativo das artes plásticas do Interior, que abordam problemáticas próprias da interioridade, como o isolamento e a desertificação, mas também os incêndios florestais, a baixa natalidade, a população envelhecida, o desemprego, a emigração.

Depois da apresentação do projeto em Vila Nova de Gaia pelo seu mentor, o pintor/jornalista Agostinho Santos, com uma grande exposição no Convento de Corpus Christi, realizaram-se exposições em Santa Marta de Penaguião e Gondomar, seguindo-se Seia, Estarreja e novamente Gaia, com uma mostra integrada na 3ª Bienal Internacional de Arte de Gaia 2019. Uma caraterística das exposições do Museu de Causas é que nunca se repetem, apresentando sempre novos artistas e novas obras.

A entrada é livre, no horário  (alargado) da Casa da Cultura. As visitas guiadas, exclusivas para grandes grupos, estão sujeitas a marcação prévia.

(Notícias Centro TV)



Porta da Estrela, 15 de março 2019

Carlos Filipe Camelo, Agostinho Santos, Sérgio Reis, Ilda Figueiredo



domingo, 30 de dezembro de 2018

Natal na sede da AAIS

 Com o artista e performer Ricardo Cardoso, Presidente da Associação de Arte e Imagem de Seia, na exposição de Natal, 15 e 16 de dezembro.

Eis-me Aqui - Desenho de Adua Guerra Santos


Exposição de desenho EIS-ME AQUI, de Adua Guerra Santos, organizada pelo Município de Seia com curadoria de Sérgio Reis, nas Galerias da Casa Municipal da Cultura de Seia.
Muitas pessoas presentes na inauguração da exposição, no dia 7 de dezembro, uma cerimónia que contou com a presença de Camelo, Presidente da Câmara Municipal de Seia.

A exposição tem como principal objetivo apresentar Adua Guerra Santos e a sua obra recente, mostrando desenhos a grafite e carvão sobre papel e tela realizados entre 2015 e 2018.

A mostra pode ser vista durante dezembro e janeiro de 2019 no seguinte horário: 
De segunda a sexta-feira: das 10H às 18Horas
Domingos das 14:00H às 17:30 Horas








Exposição do Museu de Causas em Valbom


Exposição do Museu de Causas na Casa Branca de Gramido, Valbom, Gondomar.
A minha obra, “S.O.S. – Save Our Souls“, 2016, acrílico sobre tela, sobre o trágico destino de muitos refugiados no Mar Mediterrâneo, tentando desesperadamente chegar à Europa.

Em primeiro plano, uma obra de Agostinho Santos sobre o 25 de Abril, a Revolução dos cravos.
A exposição decorre até 3 de fevereiro 2019. A entrada é livre e as obras não são para venda uma vez que integram as Coleções Agostinho Santos / Museu de Causas.





Revista de Poesia Chão de Brinco nº5


Acaba de sair o nº5, dezembro 2018. Estou na pág. 51, com o poema "Dormindo não sabes", inspirado num desenho do meu filho: um viajante passando a noite na sala de espera de um aeroporto.

Uma das raras situações em que o texto "ilustra" a imagem, mesmo não tendo mil palavras.


Ao longo de 5 anos, a Chão de Brinco publicou 50 poetas, consagrados e novos, e ilustrações de mais de 30 artistas, assim como dossiers sobre poetas que reúnem a admiração e interesse dos editores, Antonino de Resende Jorge e Alfredo Figueiredo.





domingo, 16 de julho de 2017

Abertura da 2ª Bienal de Gaia excedeu as expetativas

No dia 08 de julho, foi inaugurada a 2ª Bienal Internacional de Arte de Gaia. Uma Bienal de Causas, com um conjunto espantoso de exposições em cerca de 6000 m2, qualidade, variedade,... As Artes nacionais com excelente representação. Na conversa com Graça Morais falou-se obviamente da sua obra e contributo fundamental para a Arte Portuguesa Contemporânea, mas também foram abordadas algumas problemáticas da arte e dos artistas no Portugal atual.

Participo com pintura na exposição de Artistas Convidados (Gaia), no Pólo de Cerveira (integrado na XIX Bienal de Arte de Cerveira) e no Pólo de Seia.

2ª Bienal Internacional de Gaia, no Centro Empresarial Fercopor (antiga Coats & Clark) com entrada pela avenida Vasco da Gama, 774, a 800 metros da estação de Metro D. João II, no centro de Vila Nova de Gaia, e estacionamento gratuito no interior do Centro. Os percursos estão bem assinalados, com setas pretas em fundo amarelo. Quem vai do Porto tem setas logo que sai da Ponte do Infante. De segunda a quinta, a Bienal abre apenas à tarde (14:00 às 19:30) e, de sexta a domingo, das 11:00 às 20:00 horas.



Luiz Morgadinho, Ricardo Cardoso e Sérgio Reis


O Mestre (Zulmiro de Carvalho) e o antigo aluno da antiga ESBAP



Graça Morais autografando o catálogo da Bienal


domingo, 5 de março de 2017

“Grito para me fazer ouvir”

Vista parcial da exposição

 Artigo publicado no jornal Porta da Estrela nº 1050 de 22 fevereiro 2017

Encontra-se patente na Casa da Cultura de Seia até 26 de março 2017, uma importante exposição retrospetiva do artista senense Ricardo Cardoso, intitulada "Grito para me fazer ouvir".
A mostra permite acompanhar a evolução artística de Ricardo Cardoso desde o final da década de 1990, então com marcadas influências do mundo fantástico e surreal de H. R. Giger,  e a construção de uma obra surpreendente, marcada pela experimentação e por isso em continua metamorfose.
Ocupando todo o espaço da Casa da Cultura (salão, galerias e foyer do Cineteatro), a exposição reune dezenas de obras realizadas de 1999 a 2017, pintura a óleo sobre tela, desenho e pintura sobre papel, privilegiando os grandes formatos, e alguma escultura, para além da evocação de performances, condensadas na instalação que ocupa boa parte do salão. Esta instalação resulta da performance realizada na inauguração da mostra, no dia 4 de fevereiro, que deu o título à retrospetiva.
O artista iniciou a sua atividade performativa em 2005, tendo já realizado performances artísticas em diversas localidades, geralmente acompanhando as suas exposições. Nas palavras do próprio, a performance começou “por ser uma brincadeira, depois uma forma de entreter o observador” até adquirir muito sentido artístico e enorme importância no contexto global da sua obra, como espaço de criação em que o artista se envolve e expõe pessoalmente, manifestando ao vivo as suas ideias,  entendimentos e preocupações. Nem por acaso, a primeira série de performances surge numa fase muito interessante da obra do artista, caraterizada por um “trabalho mais inquieto e perturbador, onde o negro e as personagens expressivas predominam”, grandes desenhos negros onde o autor aprisionou alguns medos e desespero, oferecendo-os depois ao público como se fossem enormes espelhos de amargura.
Mas a maior e porventura melhor caraterística da obra de Ricardo Cardoso é a continuada aposta na experimentação, arriscando suportes estranhos (como a rede metálica em substituição da tela, por exemplo), interações de materiais em técnicas mistas nem sempre convencionais e combinando nas suas obras elementos orgânicos e geométricos, concretos e abstratos, realistas e surrealistas. Na opinião do artista, o objeto artístico é apenas “um resíduo da obra de arte” e a sua memória (como acontece na performance) o que originou produtos naturalmente muito diversos ao longo dos últimos 18 anos, mas a matriz da sua obra “é a mesma, onde prevalece a insatisfação, inquietude do ser e do presente, procurando sempre a experiência e outro futuro”.
 “Grito para me fazer ouvir” apresenta-se assim como uma espécie de manifesto artístico, revelando o modo como o artista se vê, o que o motiva, o papel social que pretende desempenhar, questionando interventivamente as verdades instituídas e participando na transformação dinâmica da sociedade com a sua participação crítica, estética e social. Para além da sua relevância nas artes plásticas, Ricardo Cardoso é um jovem empresário da área da conservação e restauro do Património e atual Presidente da Associação de Arte e Imagem de Seia.
Ricardo Cardoso nasceu em Seia em 1982. Licenciado em Artes / Desenho pela Escola Superior Artística do Porto  Guimarães e também formado em Conservação e Restauro de Madeiras – Arte Sacra pelo Cearte de Coimbra, expõe desde 2002, em vários pontos do país. Foi distinguido com Menções Honrosas no Agirarte (Oliveira do Hospital, 2010), no 7º Concurso de Arte Jovem (São Romão, 2002) e homenageado pelos artistas de Seia no âmbito da Artis IX (2010). Trabalha em São Romão, onde possui o seu atelier, no Bairro dos Moinhos, ocupando um pavilhão da antiga Fábrica Camello. Para além do espaço de trabalho, o atelier inclui uma galeria de arte, aberta a exposições de outros artistas.


Sérgio Reis

Ricardo Cardoso