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terça-feira, 23 de junho de 2015

Exposição retrospetiva da obra de Júlio Vaz Saraiva

 Vista parcial da exposição


Exposição retrospetiva da obra de Júlio Vaz Saraiva na galeria de exposições temporárias do Posto de Turismo de Seia, integrada na Artis XIII. JVS entrou com 16 anos para o gabinete de desenho da Empresa Hidroelétrica da Serra da Estrela. Até à data, a poucos dias de celebrar 87 anos, realizou diversos trabalhos na área do desenho e da ilustração, projetos de valorização do Património e artes decorativas.
Artigo sobre Júlio Vaz Saraiva no jornal Porta da Estrela nº 1011, 15 de maio 2015.



terça-feira, 12 de julho de 2011

EXPOSIÇÃO DE VICTOR MOTA NO TURISMO DE SEIA

“Santo António” - Exposição de cerâmica de Victor Mota
Sala de exposições temporárias do Posto de Turismo de Seia, de 15 de junho a 17 de julho 2011


Victor Mota - "Nossa Senhora entrega Menino a Santo António

O ceramista e escultor Victor Mota regressa – e muito bem – a Seia, na sala de exposições temporárias do Posto de Turismo, com uma série de figuras em grés tratando o tema do Santo António e a simbologia que lhe está associada. Das 27 peças que integram a mostra, 25 são figuras de pequena dimensão, representando o santo em diversas situações, e duas são cenas da vida mítica do santo: “Nossa Senhora entrega Menino a Santo António” e “Santo António casamenteiro” – a peça mais trabalhada, uma composição narrativa em jeito de diorama. Na anterior, a utilização criteriosa da cor destaca e anima as figuras de Maria e do Menino, acentuando as forças em tensão no conjunto, com muitos vazios em volta das figuras e as linhas dos braços convergindo para o centro, onde a alegria incontida do menino transparece da massa fria e inerte da argila. Aliás, a delicadeza dos afetos e a emoção da fé transparece em muitas das peças expostas, levantadas em rude grés pelas mãos conhecedoras e sentido plástico do artista. De notar, ainda, o modo como Victor Mota incorpora elementos geometrizados na construção das figuras sem perder a referência do antropomorfismo e sugerindo algum dinamismo, o que resulta muito bem neste tipo de figuração, tradicionalmente estática.

Santo António foi figura de relevo na Idade Média europeia, suscitando grande popularidade graças à sua sabedoria, dotes oratórios e anunciados milagres, mas também a admiração e respeito dos homens letrados da época. Nascido em Lisboa no final do século XII com o nome de Fernando, o franciscano António notabilizou-se como pregador e ensinou Teologia na Itália e na França, para além do desempenho de cargos na estrutura organizativa dos franciscanos a convite do próprio Francisco de Assis. Foi declarado santo imediatamente após a sua morte, aos 36 anos (ou 40, dada a incerteza do ano de nascimento), no processo de canonização mais rápido de sempre da Igreja Católica. Em 1946, Pio XII proclamou-o Doutor da Igreja, mas o atributo do livro (símbolo da sabedoria e do teólogo) aparece já no primeiro retrato conhecido de Santo António, datado de 1270.

Na iconografia religiosa é incontornável a observância dos atributos – cânones que permitem identificar as figuras, servindo como tópicos visuais da narrativa mítica sancionada pela Igreja. No texto de apresentação da exposição, são referidos outros atributos de Santo António, como o hábito franciscano (às vezes mostrando por baixo o hábito dos agostinhos), a corda com os três nós (pobreza, castidade e obediência), o lírio (símbolo da pureza) e a cruz. O atributo do pão foi estabelecido no século XIX, lembrando que Santo António já aparecia em pinturas do século XVI e XVII distribuindo o “pão dos pobres”. Quanto ao Menino Jesus, este atributo evoca a aparição a Santo António em Camposampiero, testemunhada pelo Conde Tiso, sendo conhecida alguma iconografia mostrando Maria a oferecer o filho em adoração.

A mostra de Seia integra um conjunto de exposições com o mesmo tema, a primeira das quais decorreu em junho na Capela de São Sebastião, nas Caldas da Rainha, onde Victor Mota já tinha realizado em 2010 uma grande exposição sobre o Santo António (50 figuras) e o Presépio.

Victor Mota nasceu em Peniche em 1967.
Frequentou os cursos de modelação decorativa (1987), com o mestre Herculano Elias e Euclides Rebelo, e de escultura cerâmica de figura humana (1988) no CENCAL - Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica das Caldas da Rainha.
Participou ainda em workshops de cerâmica, com o ceramista e artista plástico galego Xhoan Viqueira (trabalhos sobre Bordalo Pinheiro) e com o designer belga Francis Beths (trabalhos sobre mobiliário urbano em cerâmica).
Iniciou a atividade artística na década de 90, tendo participado em várias exposições coletivas de cerâmica e escultura nas Caldas da Rainha, Óbidos e Massamá.
Em 1993, realizou a primeira exposição individual, nas Caldas da Rainha. Em 2010, mostrou o seu trabalho artístico em quatro importantes exposições individuais de cerâmica e escultura, na Capela de São Sebastião (“50 Esculturas de Santo António” e “60 Presépios”), no Céu de Vidro - Parque D. Carlos I (“Biodiversidade no Parque”) e na Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo (“Presépios”), todas nas Caldas da Rainha. Em março de 2011, expôs no Posto de Turismo de Seia ("As 3 Faces da Deusa") e regressou à temática do Santo António nas exposições de verão nas Caldas da Rainha, Seia e Cadaval.






quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

OBRAS DE ARTE EM SEIA - 3

OBRAS DE ERNÂNI OLIVEIRA EM SEIA
Painel de azulejos do Posto de Turismo de Seia
Serigrafia sobre Seia


Aproveitando o momento das obras de transformação do Solar de Santa Rita em Museu do Brinquedo, a Câmara Municipal construiu um pequeno edifício térreo, ao fundo desse espaço, para acolher o Posto de Turismo de Seia – que funcionava então num pequeno espaço do Mercado Municipal.

A obra, executada pela própria autarquia com apoio financeiro do programa comunitário Leader, através da ADRUSE, incluía uma sala de exposições – cujo objectivo era oferecer aos artesãos senenses um espaço nobre de exposição dos seus produtos – e a colocação, no exterior, de um painel de azulejos reproduzindo uma obra de Ernâni Oliveira, executado por Hernâni Cardoso. O novo Posto de Turismo foi inaugurado a 31 de Outubro de 2000.
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O painel inventaria sumariamente alguns locais de interesse turístico do concelho, (como a Cabeça da Velha, o centro histórico de Seia, a Serra da Estrela, a capela de São Pedro e a Igreja da Misericórdia), algumas actividades económicas típicas da região (pastorícia, produção de queijo da Serra e têxteis), sem esquecer a campânula (campânula herminii), planta característica da Estrela.

O painel regista alguns pequenos defeitos, fruto da precipitação na aplicação dos azulejos devido à apressada conclusão da obra.

A Câmara Municipal editara anos antes uma serigrafia de Ernâni Oliveira, que foi reproduzida num desdobrável promocional do concelho, em 1998.
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.Ernani Oliveira nasceu em Lisboa a 27 de Dezembro de 1936.
Licenciado em artes Plásticas, pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Foi bolseiro da Academia das Belas Artes de Lisboa em Paris.
Leccionou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, durante seis anos, e na Escola de Artes António Arroio, até 1998.
Participou em inúmeras exposições colectivas e individuais de pintura, em Portugal e no estrangeiro. Trabalha regularmente com as Galerias de Arte «A Grade» em Aveiro, «DITEC» e «Nova Imagem» em Lisboa.Autor de vários projectos de grandes dimensões, com destaque para os vitrais da Cadeia Civil do Porto, com 60 metros quadrados, e a pintura do Salão Nobre da Câmara Municipal de Tondela, com as dimensões de 2 por 6,5 metros. Realizou ainda vários painéis decorativos, entre os quais um painel alusivo aos Descobrimentos, para a EXPO/98, e o painel para o Posto de Turismo de Seia.
O artista tem editado serigrafias com regularidade e desenvolve igualmente a actividade de designer de comunicação em jornais diários, semanários e agências de publicidade.
Recebeu por duas vezes o Prémio Júlio Mardel, da Academia das Belas Artes de Lisboa.
Fontes:
Jornal de Santa Marinha nº 179, 01/11/2000 e JSM nº 206; desdobrável turístico “Seia – Porta aberta para a Serra da Estrela”, 1998.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Exposição "Centenário de Tavares Correia"

Foi inaugurada no dia 21 de Fevereiro, na sala de exposições do Posto de Turismo de Seia, uma exposição comemorativa do centenário de Tavares Correia (1908-2008).

Apesar de tardia, a comemoração tem o mérito de proporcionar uma importante exposição, que reune algumas obras interessantíssimas e bem representativas da melhor fase da pintura de Tavares Correia.

Para além de alguns desenhos realizados durante a sua formação na Sociedade Nacional de Belas Artes, nos anos 20, a exposição mostra obras que Tavares Correia exibiu em Paris, de pequeno formato, assim como apontamentos de viagem (desenhos, aguarelas) e um bom conjunto de retratos: sua mãe, a esposa e o avô materno - que Tavares Correia recordava com saudade - para além dos auto-retratos.

O Dr. José Albano do Couto Tavares Segurão (1844-1932) era Sub-Delegado de saúde à data do nascimento do neto - no antigo Solar de Pedro de Cêa, situado na cerca do castelo. Chegou a Presidente da Câmara Municipal (1914) e Administrador do Concelho. Foi o Dr. Albano quem ofereceu a Tavares Correia os primeiros materiais de desenho e pintura, em 1925.

À entrada da sala de exposições, pode ver-se um auto-retrato da última fase da pintura de Tavares Correia, baseado numa foto de que o artista gostava particularmente. Esta foto foi reproduzida em catálogos das suas exposições anuais e no cartaz do Prémio Nacional de Pintura Tavares Correia, a seu pedido, por ocasião dos Encontros de Arte '93. No quadro pode ainda ver-se o brasão dos Corrêa de Carvalho.
Aqui ficam algumas imagens da exposição.

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D. Esther Tavares do Couto Segurão Corrêa




Dr. José Albano do Couto Tavares Segurão