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domingo, 3 de maio de 2015

ARTIS XIII - pré-montagem da exposição de artes plásticas


No dia 28 de abril, ao fim da tarde, pré-montagem da exposição coletiva de artes plásticas para o Artis XIII, na Casa da Cultura de Seia - com Dora Tracana, Eulália Clara, José Guilherme Nunes, Luiz Morgadinho, Madalena Cunhal, Mário Jorge Branquinho, Ricardo Cardoso e Virgínia Pinto.


Dora Tracana participa no Artis 2015 com duas peças. A artista natural da Guarda foi selecionada para a Bienal de Arte de Nova Iorque de 2015 e Bienal do Dubai de 2016.

José Guilherme Nunes, Luiz Morgadinho, Ricardo Cardoso.

Vista parcial


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Dora Tracana no Museu de Aveiro



A 25 de abril de 2013, a “Audácia da Contemporaneidade” invadirá o Museu de Aveiro, mostrando obras do projeto Avenida de Arte Contemporânea (1) e a exposição itinerante de escultura de Dora Tracana, “Figuras no Mosteiro”, com o apoio da Direção Regional de Cultura do Centro – Museus do Centro.

A exposição “Figuras no Mosteiro” teve lugar pela primeira vez no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra (4 de julho a outubro 2012), fruto de uma residência artística que a escultora aí iniciou em 2010, tendo depois passado pelo Museu da Guarda e pelo Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco (7 de dezembro a 31 de março). A exposição de Aveiro inclui a peça “O Marnoto”, inspirada na figura típica do trabalhador das salinas aveirenses.

A exposição itinerante de Dora Tracana inaugura a nova programação transregional anual de exposições nos museus sob alçada da Direção Regional de Cultura do Centro, que passam a funcionar em rede.

(1)-O projeto Avenida da Arte Contemporânea visa dinamizar a Avenida Lourenço Peixinho, em Aveiro, com acontecimentos artísticos (e outras atividades culturais) unindo a galeria do antigo edifício da Capitania e a antiga estação da CP.

sábado, 21 de julho de 2012

Figuras do Mosteiro, exposição de escultura de Dora Tracana em Coimbra


Decorre até 30 de setembro, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, a exposição “Figuras do Mosteiro”, de Dora Tracana. A exposição resulta de uma residência artística de seis meses da escultora em Santa Clara-a-Velha e integra fotografias de Artur Côrte-Real e vídeo de Gonçalo Barros e Hugo Barreto.

A escultura de Dora Tracana evoca as mais diversas simbologias através da combinação de elementos formais, explorando temas como o Corpo, o Tempo, o Sofrimento, a Verdade, o Amor. Até há pouco tempo, a escultora combinava os materiais de modo a libertar a sua linguagem matéria e a reforçar a carga simbólica das suas obras, mas tornou-se totalmente figurativa nos anos mais recentes e com preferência pelo ferro fundido. Uma mudança explicada pelas vivências da artista, que as suas obras refletem inexoravelmente quando, através delas, a escultora questiona o sentido da vida e comunica a sua interpretação do mundo.

Natural da Guarda, Dora Tracana é licenciada em escultura – variante Pedra e mestre em comunicação estética pela Escola Superior de Tecnologias Artísticas de Coimbra. Realizou algumas exposições individuais e participou em diversas coletivas, sobretudo na Guarda e em Seia, onde residiu.

A exposição “Figuras do Mosteiro” foi inaugurada no passado dia 4 de julho, Dia da Cidade de Coimbra, integrada no programa das Festas da Rainha Santa Isabel 2012.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dora Tracana - Pessoa poética


Nasceu a 1 de Janeiro na Guarda e vive actualmente entre Seia – onde trabalha – e Coimbra – onde concluiu a licenciatura em escultura / variante Pedra e Madeira, em 1995, na Escola Superior de Tecnologias Artísticas de Coimbra, e frequenta actualmente o mestrado em comunicação estética.


A escultura de Dora Tracana faz sentido, desdobra-se em simbologias e narrativas poéticas perspectivadas pelo título - “A Porca da Vida” ou “O Tempo; Pêndulo, Cruz, Paixão”, por exemplo (ver estas e outras esculturas em www.amar-arte.blogspot.com), mas sua principal característica distintiva é o modo como explora a dialéctica dos materiais e a interacção de formas significantes para questionar o sentido da vida e comunicar a sua interpretação do mundo.


Organizando alguns dos temas recorrentes, obtemos uma espécie de mapa de leitura: o Corpo, o Tempo, o Sofrimento, a Verdade, o Amor. Em "O Tempo; Pêndulo, Cruz, Paixão", por exemplo, para além da articulação específica de formas e de materiais, que têm uma gramática e sentidos próprios, a autora combinou os diversos elementos simbólicos para conferir ao conjunto um acentuado dramatismo, sobrepondo a ideia da passagem/contagem do tempo à de sofrimento para nos confrontar com duas verdades incontornáveis da vida e despoletar em cada um de nós a reflexão fundamental: quando, onde, como sofri, e porquê - pois só através desta reflexão conseguiremos saber se nos identificamos ou não com a perspectiva da autora. Seja qual for a conclusão, essa experiência passará a fazer parte das nossas vidas.


O conjunto de cinco peças expostas na Casa da Cultura de Seia (anteriormente vistas no CISE) permite uma experiência igualmente enriquecedora. Num texto intitulado "Pessoa", a autora explicita o seu projecto e apela à construção criativa da autenticidade da Pessoa, convocando cada um em particular ("TU").


"PESSOA


Este projecto pretende reflectir uma sociedade, através de cinco exemplares. Pode-se visualizar, nas peças escultóricas, um tronco (corpo), as raízes que o aguentam (suporte) e uma hélice em volta do corpo (vida). O corpo é o suporte do rosto (mascara), consoante a forma como esse suporte segura a mascara assim esta nos transmite uma expressão diferente. Temos então cinco corpos, Cinco suportes diferentes e cinco expressões diferentes. Tento com isto transmitir que muitas vezes somos moldados pelo meio em que estamos inseridos. A PESSOA pode ser a interpretação do papel que lhe coube representar. Consoante o texto que lhe foi destinado assim pensa, fala, actua, vive. Podemos encarnar a PESSOA do papel que nos foi destinado a representar no palco da vida. Podemos adaptar-nos ao molde que nos foi sorteado. A identidade do indivíduo tem por base o molde do meio que nos sufoca ou liberta, mas nunca a identidade de um indivíduo é uma realidade definitivamente estabelecida.


TU podes construir A PESSOA


Depende de ti seres TU.”



As 5 peças relacionam-se pela estrutura comum (poste/tronco; base/raízes/pés/garras) e por uma faixa branca que "estende" aos pés das figuras um excerto conclusivo de um texto da autora:
“A identidade do indivíduo tem por base o molde do meio que nos sufoca ou liberta, mas nunca a identidade de um indivíduo é uma realidade definitivamente estabelecida.”
A identidade de cada figura é dada por uma máscara suspensa do tronco por uma espécie de mola/hélice que envolve todo o "corpo" criando espaços próprios de movimento, acção, vida.

Fontes (biografia e foto da artista): Agenda Cultural CMS/Casa Municipal da Cultura de Seia.