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domingo, 16 de julho de 2017

Abertura da 2ª Bienal de Gaia excedeu as expetativas

No dia 08 de julho, foi inaugurada a 2ª Bienal Internacional de Arte de Gaia. Uma Bienal de Causas, com um conjunto espantoso de exposições em cerca de 6000 m2, qualidade, variedade,... As Artes nacionais com excelente representação. Na conversa com Graça Morais falou-se obviamente da sua obra e contributo fundamental para a Arte Portuguesa Contemporânea, mas também foram abordadas algumas problemáticas da arte e dos artistas no Portugal atual.

Participo com pintura na exposição de Artistas Convidados (Gaia), no Pólo de Cerveira (integrado na XIX Bienal de Arte de Cerveira) e no Pólo de Seia.

2ª Bienal Internacional de Gaia, no Centro Empresarial Fercopor (antiga Coats & Clark) com entrada pela avenida Vasco da Gama, 774, a 800 metros da estação de Metro D. João II, no centro de Vila Nova de Gaia, e estacionamento gratuito no interior do Centro. Os percursos estão bem assinalados, com setas pretas em fundo amarelo. Quem vai do Porto tem setas logo que sai da Ponte do Infante. De segunda a quinta, a Bienal abre apenas à tarde (14:00 às 19:30) e, de sexta a domingo, das 11:00 às 20:00 horas.



Luiz Morgadinho, Ricardo Cardoso e Sérgio Reis


O Mestre (Zulmiro de Carvalho) e o antigo aluno da antiga ESBAP



Graça Morais autografando o catálogo da Bienal


sábado, 9 de abril de 2016

Exposição Onda Bienal anuncia pólo da 2ª Bienal de Gaia em Seia


Foi ontem inaugurada na Casa Municipal da Cultura de Seia a exposição Onda Bienal em Seia, com a presença de Agostinho Santos (Presidente dos Artistas de Gaia e Diretor da Bienal de Gaia), Carlos Filipe Camelo (Presidente da Câmara Municipal de Seia), Luiz Morgadinho (Presidente da Associação de Arte e Imagem de Seia), artistas locais e da região (Gouveia, Mangualde, Viseu) e convidados.
O momento solene teve como ponto alto o anúncio formal da criação em Seia de um pólo da 2ª Bienal Internacional de Gaia, a realizar em julho, agosto e setembro de 2017, ao lado de Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e outras cidades do norte de Portugal.
A Onda Bienal é um projeto que decorre da 1ª Bienal de Gaia (2015) e que pretende levar a ação da Bienal a outras localidades no ano entre duas bienais, em parceria com outras associações de artistas e municípios.

 Apresentando a exposição Onda Bienal em Seia

 Luiz Morgadinho, Sérgio Reis, Carlos Filipe Camelo, Agostinho Santos, Virgínia Pinto, Florentina Resende

 Vista parcial da exposição

Vista parcial da exposição

Fotos: CMS e Sérgio Reis


terça-feira, 23 de junho de 2015

Mural E Agora? - Artis XIII


Pintura de mural com 4 X 14 metros no Festival ARTIS XIII, na avenida junto à Central de Camionagem de Seia, pelos artistas Alexandre Magno da Silva, Luiz Morgadinho, Ricardo Cardoso, Sérgio Reis, Virgínia Pinto e Vitor Zapa.

Início da obra coletiva. Foto: Mário Jorge Branquinho

 
"The end". Da esquerda para a direita, "os culpados do costume": Alexandre Magno, Vítor Zapa, Sérgio Reis, Virgínia Pinto, Ricardo Cardoso, Luiz Morgadinho. Foto: Mário Jorge Branquinho.

Vista parcial do mural com 14 metros de comprimento

domingo, 3 de maio de 2015

ARTIS XIII - pré-montagem da exposição de artes plásticas


No dia 28 de abril, ao fim da tarde, pré-montagem da exposição coletiva de artes plásticas para o Artis XIII, na Casa da Cultura de Seia - com Dora Tracana, Eulália Clara, José Guilherme Nunes, Luiz Morgadinho, Madalena Cunhal, Mário Jorge Branquinho, Ricardo Cardoso e Virgínia Pinto.


Dora Tracana participa no Artis 2015 com duas peças. A artista natural da Guarda foi selecionada para a Bienal de Arte de Nova Iorque de 2015 e Bienal do Dubai de 2016.

José Guilherme Nunes, Luiz Morgadinho, Ricardo Cardoso.

Vista parcial


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Artistas senenses pintam mural alusivo ao 20º Cine’Eco e expõem fotografia de Natureza


Uma das atividades paralelas do 20º Cine’Eco, pensada para marcar esta edição histórica, foi a pintura de um mural com cerca de 30 metros, na Avenida D. Ester Barata, junto à Central de Camionagem de Seia. Outra, não menos relevante devido ao interesse das obras, é a exposição de fotografia de Natureza de Pedro Ribeiro, intitulada “Natureza Mágica”, que decorre até final de outubro no foyer do cineteatro. A Associação de Arte e Imagem é uma das principais parceiras do Cine’Eco.

Uma equipa de 5 artistas plásticos, dois de Seia e três convidados, trabalharam intensamente durante todo o dia da abertura do Cine’Eco, mas a chegada da chuva, pelo final da tarde, obrigou ao adiamento dos últimos retoques para o sábado seguinte. Luiz Morgadinho e Tania Antimonova (pelos artistas de Seia), Alexandre Magno (Mangualde), Manuel Machado (Oliveira do Hospital) e Vitor Zapa (Braga), partiram de um esboço inicial organizado a partir de um elemento central, uma película cinematográfica, rodeada por vários elementos naturais e humanos representativos da Serra da Estrela: um rebanho e o respetivo pastor, um burro pastando, um muro antigo de granito, o recorte da montanha, a cidade e a flor que é o símbolo do concelho de Seia, a campanula herminii, típica dos prados e urzais da Estrela. Evoca-se ainda o sistema de projeção antigo, com a tradicional máquina de bobines, uma vez que o cineteatro já dispõe de equipamento digital, tendo os artistas aproveitado a oportunidade para uma singela homenagem ao projecionista Zeca, funcionário da Casa da Cultura.

A pintura mural encontra-se no acesso pedonal ao centro da cidade e é visível de vários ângulos, inclusive das varandas do Hotel Camelo. Espera-se agora que esta iniciativa tenha continuidade e que a própria Câmara promova a pintura artística dos restantes muros.

No Foyer do Cineteatro, Pedro Ribeiro mostra um bom conjunto de fotografias de Natureza, paisagem e vida selvagem, com grande realismo, riqueza de pormenor, sentido estético - na composição e na hábil utilização da cor. Tudo servido por uma qualidade técnica que reforça o poder de sedução das imagens. Quase sentimos o fervilhar da vida em ambientes naturais que os visitantes da Estrela vão encontrando nas suas caminhadas pelo interior da montanha mas raramente com a beleza e intensidade mágica que podemos admirar nestas fotografias.


Pedro Ribeiro é licenciado em Educação Visual e Tecnológica e Mestre em Design Gráfico, incluindo-se a Fotografia e a Pintura na sua formação pluridisciplinar. Na área da fotografia, é fotógrafo freelancer, colaborador de revistas especializadas, com diversos primeiros prémios em concursos organizados por revistas de fotografia e pelo C.I.S.E. – Centro de Interpretação da Serra da Estrela.

 Manuel Machado, Luiz Morgadinho, Alexandre Magno, Vitor Zapa, Tania Antimonova

Sérgio Reis, Manuel Machado, Alexandre Magno e Tania Antimonova

sábado, 27 de setembro de 2014

Pintura Surrealista de Luiz Morgadinho no Museu Abel Manta - Gouveia

Luiz Morgadinho

Foi hoje inaugurada a exposição de Pintura de Luiz Morgadinho, no espaço que o Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta reserva às exposições temporárias. Sem maiores formalidades, a ocasião reuniu um vasto grupo de amigos do artista, muitos deles também artistas, algum público local e contou com a presença do Presidente da Câmara, Luís Tadeu Marques, e esposa, do Presidente da Junta de Freguesia de Gouveia, João Amaro, e da Diretora do Museu Abel Manta.

A exposição reúne obras de pintura a acrílico sobre tela e técnica mista (pintura e colagem) produzidas desde 2011. As obras mais recentes, de 2014, demonstram o elevado grau de exigência técnica do artista, como na tela “Núpcias” (um forte comentário visual aos costumes populares), com a novidade das colagens – recortes de fotos combinadas com a pintura, uma ligação que resulta em formas bem trabalhadas, sendo necessária uma observação atenta para perceber onde acaba a fotografia e começa a pintura, e vice-versa. Destaca-se ainda a série “Tudo vê”, um conjunto de acrílicos s/tela de pequeno formato explorando o conceito de “big brother” (difundido por George Orwell no último romance que escreveu, “1984”, em 1949) com amplas conotações, sociais, políticas e religiosas que remetem para este nosso tempo de liberdades aparentes, irreverências controladas, felicidade pré-fabricada.

Como se sabe, não existe apenas um surrealismo, cada artista propõe e explora a sua ideia de surrealismo. A ideia surrealista, mais que um conceito, é um sinónimo de liberdade. O surrealismo moderno de Luiz Morgadinho combina o realismo (e mesmo o hiper-realismo) com grafismos populares e caricaturas, muitas vezes em ambientes oníricos ou exóticos, combinando a pintura clássica com o cartoon para elaborar mensagens de caráter social e político, inspiradas e inspiradoras.

De resto, mantenho o que escrevi em 2009 sobre a pintura de Morgadinho, um texto reproduzido parcialmente na promoção que a Câmara Municipal de Gouveia faz à exposição na sua página oficial:

Luiz Morgadinho, na sua obra criativa, utiliza técnicas de pintura convencionais para nos mostrar mais caminhos de comunicação, alargar as janelas e corredores do gosto artístico tradicional, ao mesmo tempo que desafia o acomodado entendimento da realidade. Servindo-se de um dos métodos preferidos dos surrealistas, o ilusionismo fotográfico, e guiado pelo princípio da imaginação como motor da criação, constrói malabarismos filosóficos para desmascarar as incongruências do nosso tempo.” 

A exposição decorre até 26 de outubro 2014.


Vista parcial da exposição.

Vista parcial da esxposição.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Liberdade às Imagens e Palavras – pintura de Luiz Morgadinho na Casa da Cultura de Seia

Luiz Morgadinho, “Reformados de Portugal”, 2011, acrílico s/tela. ©LM

Decorre até final de outubro, nas galerias da Casa da Cultura, a primeira exposição individual de Luiz Morgadinho em Seia. Intitulada “Liberdade às Imagens e Palavras”, a exposição reune 41 obras realizadas nos últimos anos, entre as quais duas séries de 7 pequenos quadros,“Tudo vê” e “Aldeia”, de 2013. Para além de uma linguagem plástica própria, deliberadamente fixada na área do “naïf”, o traço comum destas obras é o seu poder narrativo visual, irreverente e trocista, aliando uma estrutura comunicativa muito próxima do "cartoon" ao delírio imagético e culto do bizarro - hoje entendido como “surrealismo”.

Fundado há cerca de 90 anos em França por André Breton, o Surrealismo apresentava-se então como “Automatismo psíquico puro, pelo qual se pretende exprimir, quer verbalmente, quer pela escrita, ou por qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento (…) na  ausência do controle  exercido pela razão, sem qualquer preocupação  estética ou moral”. As novas propostas de apreensão da realidade (1), a irreverência e liberdade criativa defendidas pelo movimento, em parte herdadas da revolução dadaísta, agrada sobretudo aos jovens artistas, o que ajudou à difusão internacional do movimento. No entanto, as obras estranhas dos surrealistas e a personalidade complexa dos principais ideólogos e artistas do movimento, transformaram o termo “surrealismo” em sinónimo de estranho, bizarro, absurdo. Em muitos países, os ideais ortodoxos do Surrealismo adaptaram-se às realidades locais e Portugal não foi exceção. Alguns artistas sobreviventes do Grupo  Surrealista de Lisboa, de Os Surrealistas e dos grupos do Café Gelo e do Café Royal, mantiveram aceso o culto do surrealismo original mas o surrealismo tem recebido, na última  década, um forte impulso renovador de artistas naturais e residentes na região centro. Com boas  relações com outros grupos surrealistas, sobretudo americanos e europeus, alguns destes artistas agruparam-se e viajam atualmente nas carruagens da frente do surrealismo internacional, expondo em diversos países da Europa e Américas ao lado dos seus congéneres locais.

Luiz Morgadinho é um desses artistas, um pintor de inspiração surrealista, ou, como ele próprio prefere dizer, um "operário plástico do naife e do bizarro". Em 2012, participou na exposição coletiva internacional “Surrealism in 2012”, realizada em Reading, EUA, com trabalhos individuais e obras coletivas executadas em parceria com elementos da Secção  surrealista do Mondego. Em 2013, participou na exposição coletiva itinerante “Somos todos criados pelo amor”, que levou obras surrealistas a  várias cidades da República Checa.

Natural de Coimbra (1964), Morgadinho reside em Santa Comba de Seia e dirige a Associação de Arte e Imagem de Seia. Em 2009, foi homenageado na ARTIS VIII - Festa das Artes e Ideias de Seia e recebeu em 2010 o Prémio Município de Oliveira do Hospital no âmbito do AGIRARTE 13, pela obra "No País dos Lambe Botas”. Este  título ilustra adequadamente o posicionamento crítico do artista relativamente ao seu tempo, como salienta Miguel de Carvalho: “Morgadinho é um desses arcanjos, um poeta da imagem que se aproxima subtilmente da crítica social e política, questionando a pertinência e a capacidade simbólica da vida tradicional, desfigurando profundamente os seus clichés e as suas convenções” (2).

Depois da exposição individual de pintura em Oliveira do Hospital, “Ontogénese do Quotidiano” e da exposição individual itinerante “Ad Instar… à semelhança de…”, que esteve patente em Trancoso e na Guarda, Luiz Morgadinho realiza finalmente uma grande exposição individual em Seia.


Notas:
(1)-Mais do que um movimento artístico, o surrealismo é uma maneira de ver, sentir e pensar o mundo. A experiência surrealista privilegia a imaginação, tentando por diversos meios superar a contradição entre objetividade e subjetividade, conciliar sonho e realidade numa sobre-realidade, a “surrealidade” (“surrealité”). Ou, nas palavras de Mário Cesariny, evocando o Primeiro Manifesto: "E para a idéia da Totalidade duma Vida Única nós acreditamos na conjugação futura desses dois estados, na aparência tão contraditórios, que são o Sonho e a Realidade. Acreditamos numa Realidade Absoluta, numa SURREALIDADE, se é lícito dizer-se assim." (“A Afixação Proibida”, Mario Cesariny de Vasconcelos)
(2)-Miguel de Carvalho, texto de apresentação da exposição.

Luiz Morgadinho, “Tudo vê – I”, 2013, acrílico s/cartão telado. ©LM

Luiz Morgadinho, “Civilização”, 2012, acrílico s/tela. ©LM

Luiz Morgadinho, “Olhando o futuro”, 2012, acrílico s/tela. ©LM

sábado, 16 de março de 2013

Luiz Morgadinho na República Checa com o movimento surrealista internacional


Morgadinho mostrará na República Checa 4 trabalhos a preto e branco da série “Na Aldeia”. 

Desde a primeira Exposição Internacional Surrealista (Londres, 1936), o Surrealismo impôs-se progressivamente como um importante movimento internacional. Em Portugal, a primeira exposição data de 1949 (1ª Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa – a primeira e única do grupo) mas as coletivas surrealistas têm recebido, nos últimos anos, um forte impulso de artistas naturais ou residentes na região centro. Com boas relações com outros grupos surrealistas, sobretudo americanos e europeus, alguns destes artistas viajam atualmente nas carruagens da frente do surrealismo internacional, expondo em diversos países da Europa e Américas ao lado dos seus congéneres locais.

Um desses artistas é Luiz Morgadinho, natural de Coimbra (1964) e residente em Seia. Depois da exposição individual de pintura em Oliveira do Hospital, “Ontogénese do Quotidiano” (Casa da Cultura do Dr. César de Oliveira, fevereiro 2013), participa em março na coletiva “Surrealizar o Sonho”, em Vizela, e na exposição internacional do surrealismo que irá percorrer importantes cidades da República Checa ainda em 2013. Uma agenda cheia – e “em cheio” – que dá bem a ideia da importância da obra de Morgadinho no contexto do surrealismo atual.

Surrealizar o Sonho

Hoje, dia 16 de março, pelas 16 horas, abre nas Termas de Vizela a exposição coletiva “Surrealizar o Sonho”, reunindo obras de Adias Machado, Alberto D’Assumpção, Alua Pólen, André Ribeiro, António Porto, Arnaldo Macedo, Carlos Godinho, Dina de Souza, Kim Molinero, Luís Fernando Graça, Luiz Morgadinho, Marco Santos, Pedro Prata, Sílvia Marieta, Susana Bravo e Vítor Zapa. Promovida pela Fundação Jorge Antunes com o apoio da Câmara Municipal  de Vizela, a exposição decorre até 12 de abril.

Exposição Internacional do Surrealismo na República Checa

Os artistas surrealistas portugueses Cruzeiro Seixas, João Rasteiro, Luiz Morgadinho, Miguel de Carvalho e Pedro Prata integram o grupo internacional de surrealistas que irá mostrar as suas obras em várias cidades da República Checa, com destaque para Praga, Brno (capital da região da Moravia), Jihlava (capital da região de Vysočina), Ostrava (a terceira maior cidade da R. Checa), Třebíč (a terceira cidade da Moravia), e também em Prostějov, Žďár nad Sázavou, Rajhrad e Mohelno, uma pequena cidade próxima de Třebíč.

Sob o lema “Somos todos criados pelo amor”, a exposição é inaugurada em Praga no dia 8 de abril, na Galeria de Arte AzeReT (Tereza ao contrário) da bailarina e atriz checa Tereza Pokorná Herz, e fica pela capital da República Checa até 30 de abril.



terça-feira, 1 de maio de 2012

PINTURA DE LUIZ MORGADINHO NO TMG


Luiz Morgadinho, “Sermão aos peixes”

Ad Instar… à semelhança de…” é o título da próxima exposição de pintura de Luiz Morgadinho, que abre amanhã, dia 2 de maio, no espaço do Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda. A exposição esteve patente em fevereiro no Centro de Interpretação da Cogula, em Trancoso.
Pintor autodidata de inspiração surrealista, Luiz Morgadinho (n. Coimbra, 1964) define-se como “operário plástico do naïf e do bizarro”. Participou recentemente no “Surrealism in 2012” do Goggleworks Center for the Arts, Reading, EUA com trabalhos individuais e obras coletivas executadas em parceria com elementos do Cabo Mondego Section of Portuguese Surrealism.
A exposição decorre até ao final do mês.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

DOIS ARTISTAS SENENSES NA "SURREALISM 2012", EM READING, EUA

Capa do catálogo da exposição

Oito artistas portugueses, entre os quais se contam dois artistas senenses, Luiz Morgadinho e Marta Peres, vão representar o surrealismo português numa grande exposição internacional nos EUA. A inaugurar a 6 de janeiro, a “Surrealism 2012” decorre até 19 de fevereiro de 2012 em Reading, uma das principais cidades do Estado da Pensilvânia, próxima de Filadélfia.

A exposição evoca o início do quinto ciclo solar no calendário Maia e é organizada por Joseph Jablonski, elemento ativo do Grupo Surrealista de Chicago. Este grupo foi fundado por Franklin e Penelope Rosemont no início dos anos 60, após uma viagem a Paris, onde contactaram com André Breton (1896-1966), o líder do grupo de intelectuais franceses que deu origem ao movimento surrealista nos anos 20 do século passado. A organização da mostra pretende dar ao público norte-americano da costa nordeste dos EUA, polarizada pela proximidade geográfica de cidades como Nova Iorque, Filadélfia e Baltimore, uma visão abrangente do movimento surrealista internacional desde os anos 60 do século XX à atualidade (1). Para tal, contou com a colaboração do movimento surrealista norte-americano e de grupos surrealistas internacionais, entre os quais a Secção do Cabo Mondego do Grupo Surrealista Português, o grupo holandês CAPA, o francês Mordysabbath (de Thomas Mordant e Ody Sabon), ou o britânico SLAG (Surrealist London Action Group).

Instalada no grandioso e moderno espaço do complexo cultural GoggleWorks, a exposição reúne 248 obras de artistas surrealistas oriundos de 23 países, com uma expressiva representação europeia (Bélgica, Espanha, França, Grã-Bretanha, Holanda, Irlanda, Noruega, Portugal, República Checa, Sérvia, Suécia) e a participação de artistas iraquianos, japoneses e indonésios. As representações mais numerosas são, naturalmente, a norte-americana e a canadiana, assinalando-se a presença de vários países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba, México e Porto Rico.

Os artistas que representam Portugal, à exceção de Cruzeiro Seixas, têm todos ligações à Secção do Cabo Mondego do Grupo Surrealista Português: João Rasteiro (poeta), Luiz Morgadinho (pintor), Marta Peres (pintora), Miguel de Carvalho (poeta e colagista), Pedro Prata (pintor), Rik Lina (pintor e poeta) e Seixas Peixoto (pintor). Rik Lina é um holandês radicado em Portugal que também colabora com o grupo CAPA (Collective Automatic Painting Amsterdam) de que foi um dos fundadores.

Luiz Morgadinho, “A Marcha dos Homens de Pensamento Empalhado”/“The hay march of the intellectuals”, óleo s/tela - obra exposta em Reading, EUA.

Os artistas participam com trabalhos individuais e obras coletivas de desenho, pintura, colagem, aguarela, fotografia, gravura e escultura, seguindo a estética do surrealismo. As linhas orientadoras da estética surrealista, foram estabelecidas por André Breton em 1924, com a publicação do primeiro manifesto surrealista, e explicitadas em 1929, no segundo manifesto. O Surrealismo é um movimento literário e artístico de origem francesa, hoje difundido a nível mundial. Reconhecendo a internacionalização do movimento, Breton publicou em 1942 uma espécie de terceiro manifesto, mas o surrealismo bretoniano foi progressivamente enriquecido e fortalecido com contributos estéticos das culturas dos diversos países onde se desenvolveu, tendo sobrevivido a diversas cisões e regenerações – o que também aconteceu em Portugal em 1948 (cisão do Grupo Surrealista de Lisboa).

A ligação dos surrealistas portugueses ao grupo surrealista de Chicago teve início nos anos 70, por intermédio de Mário Cesariny e posteriormente através de Cruzeiro Seixas, Raul Perez e Mário Botas. No grande encontro de surrealistas realizado em Chicago em 1976, denominado "Marvelous Freedom/Vigilance of Desire", a secção portuguesa foi fortemente representada e aplaudida pela elevada qualidade poética dos seus trabalhos. Em 2005, por intermédio de Mário Cesariny, Miguel de Carvalho estabelece contactos com o Grupo de Chicago. Três anos depois, convida os surrealistas de Chicago a participarem numa das maiores exposições internacionais de surrealismo realizadas nos últimos anos na Europa, "O Reverso do Olhar", que teve lugar em Coimbra em 2008, depois apresentada na Amadora (“A Voz dos Espelhos”), ainda em 2008, e em Lagoa (“Iluminações Descontínuas”) já em 2009. A participação portuguesa na mostra de Reading vem, sobretudo, na continuidade dessas exposições (2) e da presença dos surrealistas portugueses na mostra internacional “El Umbral Secreto, 2009-2010”, em Santiago do Chile – graças à ligação de Rik Lina e de Miguel Carvalho ao grupo chileno do movimento PHASES.

Luiz Morgadinho nasceu em Coimbra em 1964. Reside em Santa Comba de Seia. Pintor autodidata, de inspiração surrealista, regista no seu currículo diversas exposições coletivas e individuais em Portugal e no estrangeiro. Em 2010, recebeu o Prémio Município de Oliveira do Hospital, na AGIRARTE 13 e Menções Honrosas em Lisboa (1996), Torres Novas (1997) e Nisa (2000). Foi homenageado em 2009 na ARTIS VIII – Festa das Artes e Ideias de Seia. Participa atualmente (até 29 de fevereiro) numa exposição de surrealistas em Lisboa, na Leya/Barata.

Marta Peres nasceu em Coimbra em 1989. Reside em Seia. Iniciou a sua atividade artística em 2007, na área do surrealismo, tendo participado em algumas exposições coletivas, com destaque para o ARTIS – X Festival de Artes Plásticas de Seia. Realizou a primeira exposição individual em 2010. É o membro mais recente da Secção do Cabo Mondego do Grupo Surrealista Português.

Entrada do GoggleWorks, em Reading

(1) - Segundo o texto de apresentação da exposição no site oficial.
(2) - "Reverso do Olhar" (no Museu da Cidade de Coimbra, Edifício Chiado, e na Galeria Pinho Diniz, Casa Municipal da Cultura de Coimbra, 03 de maio a 28 de junho 2008), "A Voz dos Espelhos" (Galeria Artur Bual, Amadora, de 6 de setembro a 19 de outubro de 2008) e "Iluminações Descontínuas" (Convento de S. José, Lagoa, 17 de janeiro a 28 de fevereiro de 2009).

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

LUIZ MORGADINHO PREMIADO NO AGIRARTE 13

RICARDO CARDOSO FOI TAMBÉM DISTINGUIDO

Luiz Morgadinho, "No País dos Lambe Botas", 2010, óleo s/tela

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A obra intitulada "No País dos Lambe Botas”, de Luiz Morgadinho, foi distinguida com o Prémio Município de Oliveira do Hospital no âmbito do AGIRARTE 13. Ao contrário do que tem sido habitual, o premiado só foi conhecido ontem, dia 28, a três dias do encerramento das exposições.

A obra "Confronto I", de Ricardo Cardoso (Seia, 1982), foi também distinguida com uma Menção Honrosa. Foi a primeira vez que se atribuiu uma menção honrosa em 13 anos de AGIRARTE.

Luiz Morgadinho, por Sérgio Reis

Luiz Morgadinho é um pintor de inspiração surrealista, cuja obra aborda geralmente temas da actualidade com ironia crítica e recorrendo a uma estrutura comunicativa muito próxima do "cartoon". Natural de Coimbra (1964), reside em Seia, sendo membro da direcção da Associação de Arte e Imagem de Seia. Em 2009, foi homenageado na ARTIS VIII - Festa das Artes e Ideias de Seia. Integra o grupo Trisena.

Após o encerramento em Oliveira do Hospital, a maior parte das obras apresentadas pelos 19 artistas participantes será exposta em Tábua, na Biblioteca Municipal João Brandão, e posteriormente em Góis, num esforço da organização - a Associação OHs XXI, liderada por Luís Antero - para estender o evento a outras localidades.

Henrique do Vale venceu o Prémio do Município em 2008, com a obra "Guarda do Vinho" (acrílico s/tela) e, em 2009, o vencedor foi Sérgio Reis, com a obra "Reencontros" (acrílico s/tela).

http://www.ohs21.org/
http://www.radioboanova.com/

sábado, 9 de maio de 2009

LUIZ MORGADINHO - pintor surrealista


*Existem vários e bons motivos para distinguir Luiz Morgadinho no contexto dos artistas senenses: em primeiro lugar, por ter representado esses artistas enquanto membro da direcção da Associação de Arte e Imagem de Seia, e a sua participação na organização de várias edições da ARTIS – Festa das Artes e das Ideias de Seia; depois, pela qualidade intrínseca da sua obra e os reflexos desta no prestígio global dos artistas senenses e das artes em Seia.

Luiz Morgadinho vive exclusivamente da sua arte, trabalhando simultaneamente para diferentes tipos de mercados, e esta liberdade espinhosa reforça a sua representatividade e bom exemplo.

Uma parte da sua obra plástica trata, assim, aspectos imediatos da realidade com interesse histórico e turístico, distinguindo-se sobretudo pela técnica adoptada: o desenho e pintura com café.

A sua obra criativa, ao inverso, utiliza técnicas de pintura convencionais para nos mostrar mais caminhos de comunicação, alargar as janelas e corredores do gosto artístico tradicional, ao mesmo tempo que desafia o acomodado entendimento da realidade.

Servindo-se de um dos métodos preferidos dos surrealistas, o ilusionismo fotográfico, e guiado pelo princípio da imaginação como motor da criação, Luiz Morgadinho constrói malabarismos filosóficos para desmascarar as incongruências do nosso tempo.

Os surrealistas revelam o sonho e o imaginário, fontes inesgotáveis e misteriosas de criatividade. O insólito, o cómico e o grotesco exprimem-se livremente nas suas obras e por isso o espírito e métodos deste movimento internacional, cujas bases teóricas foram estabelecidas por André Breton em 1924, continuam a atrair os artistas e poetas jovens. Nem todos, porém, persistem na infindável busca do ideal surrealista e Luiz Morgadinho faz parte do cada vez mais restrito e selecto grupo de continuadores do Surrealismo, uma opção que data da sua fixação em Seia, em 1999. Pode bem dizer-se que a parte mais significativa e divulgada da sua fase surrealista foi realizada por cá, entre nevões no alto da Serra e os prados férteis de Santa Comba de Seia.

Natural de Coimbra, onde nasceu em 1964, o artista assume-se como pintor autodidacta, apesar de ter frequentado o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra e o Curso de Artes e Técnicas do Fogo na Escola Avelar Brotero.

Nos anos 80, partiu para a capital em busca de espaço para a sua irreverência vanguardista, chegando a integrar “algumas formações na área do rock alternativo, performances, e de acção libertária”. Logo depois, decidiu quebrar com as rotinas do emprego certo e passou a dedicar-se exclusivamente às artes. Realizou algumas experiências na área da cerâmica e aprendeu diferentes técnicas de pintura com os artistas Jorge Marcel, António Montelhano e Jorge Carlos de Oliveira.

Pelo meio dos anos 90, a vida de Luiz Morgadinho estava definitivamente moldada pela agitação artística da Lisboa boémia e o artista desdobrava-se em projectos diversos. Para além da intensa produção de pinturas com café e aguarelas, publicou um livro em parceria com o pintor e escritor Jorge Carlos de Oliveira, ilustrou um livro do Prof. Luís Filipe Maçarico e a colectânea “Arte 98”, de Fernando Infante do Carmo.

Realizou então algumas exposições individuais em Portugal, Espanha e França, e participou em várias colectivas, tendo conquistado duas menções honrosas: em Lisboa (1996) e Torres Novas (1997).

A sua fixação em Seia não travou o seu envolvimento em projectos diversificados. Manteve ligações com a vida artística lisboeta e continuou a expor em colectivas, arrecadando nova menção honrosa, em Nisa, no último ano do milénio.

Participou em praticamente todas as mostras colectivas realizadas na região desde o início do novo século até à data, com destaque para as Exposições Colectivas dos Artistas Senenses, as várias edições da ARTIS e algumas AGIRARTE, realizadas na vizinha Oliveira do Hospital.

Representado no museu do café de Cadenazzo, na Suíça, em várias Câmaras Municipais portuguesas e no Ayuntamento de Olivenza, Espanha, para além de diversas colecções particulares dispersas pelos cinco continentes, Luiz Morgadinho é uma mais-valia para a Associação de Arte e Imagem de Seia e para a dinâmica cultural que se pretende intensificar na cidade e na região.

Sérgio Reis

(*Texto lido na homenagem a Luiz Morgadinho, incluída na cerimónia de abertura da ARTIS VIII, no dia 09 de Maio de 2009).


Desenho e pintura com café



"Retrato de uma essência", acrílico s/tela, 2006


"Depois do homem partir", acrílico s/tela, 2008


"Chapitôt da Vida", acrílico s/ tela, 2001
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"D. Peta após prolongamento", acrílico s/tela, 1999