sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Obras de Manuel Seita na A2
domingo, 28 de abril de 2013
"She Changes" Matosinhos
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Fritz Røed
sábado, 21 de julho de 2012
Figuras do Mosteiro, exposição de escultura de Dora Tracana em Coimbra
segunda-feira, 27 de abril de 2009
AFONSO HENRIQUES - 900 ANOS (1109-2009)
Guimarães é o palco privilegiado destas iniciativas, mas outras cidades indissociáveis da vida de Afonso Henriques e da fundação da nacionalidade, como Viseu e Santarém, também se associam às comemorações.
Em Guimarães, sob o lema “900 anos, 900 horas”, as mais diversas instituições da cidade, evocam o nascimento, a vida e a obra de D. Afonso Henriques: Biblioteca Municipal Raul Brandão, o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, a Sociedade Martins Sarmento, o Museu de Alberto Sampaio e o Paço dos Duques de Bragança, para além da Câmara Municipal de Guimarães, que coordena o programa, e de quase todas as escolas do concelho.
O programa iniciou-se em Janeiro, com a 1ª Mostra de Música Moderna de Guimarães, e terá o seu ponto alto a 24 de Julho, com a cerimónia de homenagem a D. Afonso Henriques, que será presidida pelo Presidente da República.
Este intenso e exigente programa comemorativo em Guimarães serve ainda para preparar a Capital Europeia da Cultura de 2012.
Na apresentação do programa das comemorações, foi ainda anunciado o regresso da estátua de D. Afonso Henriques ao seu local primitivo, nos jardins da Alameda de S. Dâmaso. A estátua é da autoria de Soares dos Reis, considerado o maior escultor português do século XIX, que a realizou em 1887. Em Lisboa, no Castelo de S. Jorge, existe uma réplica da estátua de Soares dos Reis, oferecida pela cidade do Porto e inaugurada em 1947.
terça-feira, 21 de abril de 2009
OBRAS DE ARTE EM SEIA - 7
DORITA
sexta-feira, 20 de março de 2009
OBRAS DE ARTE EM SEIA - 6
Continuando a evocar Manuel de Almeida Sousa, que teria hoje 54 anos (11 de Janeiro de 1955), visitemos a sua terra natal para apreciar o Monumento à Criança.
Em 1979, comemorou-se o Ano Internacional da Criança e a Junta de Freguesia de Torroselo decidiu associar-se às comemorações construindo um monumento à criança. A iniciativa era inédita na região e acarretava alguns custos para as magras disponibilidades da Junta, mas esta contava com o dinamismo e desembaraço de Manuel Almeida Sousa, em mandato de estreia nas lides autárquicas (1976-1979).
O escultor escolhido, J. Reis Duarte (também autor do Monumento ao Dr. Alcino Simões, na Lousã), concebeu um conjunto escultórico composto por duas pequenas figuras e um volumoso plinto de suporte. A solução para dar dimensão e peso ao monumento com o máximo de poupança foi inteligente, já que o plinto integra a cena esculpida, funcionando como um muro sobre o qual as crianças brincam com uma pomba.
A fundição das figuras e construção do monumento ficou a cargo da Metalúrgica da Beira – Catraia, Oliveira do Hospital, conforme indicado na placa.
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Situado numa pequena praça junto da escola do 1º Ciclo/antiga escola primária de Torroselo (onde Manuel Sousa colaborava com sua esposa, a professora Emília Ferrão Sousa, na organização e dinamização de actividades com as crianças), o monumento serve de suporte a várias mensagens emotivas, bem ao gosto do Homem sensível e amigo das crianças que era o criador da Escola Evaristo Nogueira. Para além do conhecido verso de Fernando Pessoa, “O melhor do mundo são as crianças”, então muito citado, e da referência ao Ano Internacional da Criança, pode ler-se:
“Flor mais linda do jardim,
Sol mais quente da esperança,
Prémio mais alto do amor,
Sempre tu, criança!”
No mês seguinte à inauguração do monumento, Manuel Sousa concluiu a sua licenciatura em História (11 de Julho de 1979). Seria Presidente da Junta de Freguesia de Torroselo até 1982.
sexta-feira, 13 de março de 2009
OBRAS DE ARTE EM SEIA - 5
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A construção de um monumento aos combatentes do Ultramar era uma intenção da Câmara pelo menos desde 2000, quando o Presidente Eduardo Brito propôs homenagear os 43 jovens militares do concelho de Seia que perderam a vida na guerra colonial em África (1961-1974). Chegou a realizar-se um concurso de ideias, no qual sobressaiu a proposta de Ângelo Ribeiro, um escultor natural de Vila Nova de Gaia cujos trabalhos de pequenas dimensões/maquetas foram bastante apreciados na Artis II.
No entanto, a localização inicialmente prevista (o antigo jardim da Casa das Obras, nas traseiras da Câmara) revelou-se insuficiente para acolher o monumento com 12 metros de comprimento – um longo, ondulado e maciço painel vertical, em aço corten, que suporta os nomes dos 43 militares mortos na guerra do Ultramar. O pesado painel não apoia directamente no solo, “criando a sensação de levitação, reforçando assim a ideia da leveza do tempo», e contém uma abertura antropomórfica com 1,80 metros de altura, representando uma ausência - “uma figura ausente, uma figura vazia...». Destacada do painel, a figura que representa a memória tem uma dimensão maior, “pois a sua memória além de forte é permanente” e encontra-se sobre uma linha de cascalho – um tapete, um caminho orientado para sudeste, apontando a direcção do antigo Ultramar.
Segundo referiu o autor na memória descritiva, o monumento pretende “simbolizar o silêncio deixado pelos nossos soldados que caíram na guerra do Ultramar”, sendo por isso uma “homenagem ao silêncio da omnipresença das pessoas que deixaram o seu povo, as suas famílias, as suas raízes. Ao silêncio da sua dor. Ao silêncio da distância. Ao silêncio...”.
O Monumento aos Combatentes do Ultramar foi inaugurado no dia 25 de Abril de 2008, na Avenida dos Bombeiros Voluntários, junto à Urbanização Martinhos, em local aberto e relvado. Esta zona ficará brevemente mais interessante e mais movimentada pois já está a ser construída uma grande rotunda de acesso à via circular de Seia, que ligará a rotunda do Pingo Doce a São Romão, passando por Quintela.
Em 2005 e 2008, Ângelo Ribeiro expôs em Seia, primeiro na Casa Municipal da Cultura e, depois, no espaço verde da quinta do Carvalhal, no CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela, juntamente com o escultor Moisés Tomé. Na ocasião, foi editado um magnífico catálogo com toda a informação sobre os autores e as peças da exposição ao ar livre, intitulada "DE ESCULTURA".

O escultor de Gaia foi ainda o autor do troféu Campânula de Mérito Municipal, atribuído anualmente pelo Município de Seia a personalidades e instituições, pelos seus “feitos notáveis em prol do Concelho e do País, cujo mérito deve ser publicamente reconhecido”.
Ver mais obras de Ângelo Ribeiro no seu blog.
Ângelo Ribeiro nasceu em Vila Nova de Gaia em 1967. Curso de Belas Artes - Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, 1995. Desde então, vem desenvolvendo a sua actividade plástica de forma regular em torno da investigação “eu” em diálogo com o “espaço” explorando as tecnologias da pedra, do aço e do bronze. Elemento fundador do grupo de Escultura raizdecinco. Expõe regularmente desde 1994, sobretudo em exposições colectivas, as últimas das quais:
2003: Exposição de arte Erótica, Porto; Artis II – como artista convidado, Seia; Humaniartes, Porto; Escultura, Universidade Portucalense, Porto; Arte Erótica, Gondomar; Bronzes, Galeria de Arte da Sé, Viseu.
2004: Arte erótica, Casa Eros, Porto; Com sequência, Galeria Projecto, Porto; III Prémio de Artes Plásticas-Baviera séc. XX; Workshop de Escultura em metal de Caminha, Vilar de Mouros; Exposição de Escultura, jardins da Igreja Matriz, Caminha.
2005: Exposição de Escultura, Casa Municipal da Cultura, Seia; II concurso de Artes Plásticas de Penedono; Exposição de Escultura, Auditório Municipal de Cultura, Santa Marta de Penaguião; Exposição de arte CERTAME, Gondomar; Exposição de Arte Erótica, Gondomar.
2006: III Concurso de Artes Plásticas, Penedono.
2007: LandArt na Lavandeira, Vila Nova de Gaia.
2008: De Escultura, quinta do Carvalhal, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela, Seia.
Atelier em Pedroso, Vila Nova de Gaia.
Fontes: catálogo DE ESCULTURA (CISE-CM Seia, 2008); angeloribeiro.blogspot.com; informação oficial em www.cm-seia.pt; jornais locais Porta da Estrela e Jornal de Santa Marinha.
quarta-feira, 11 de março de 2009
OBRAS DE ARTE EM SEIA - 4
No próximo dia 25 de Março, passam 9 anos sobre o trágico desaparecimento de Manuel de Almeida Sousa (Torroselo, 11/01/1955 - Seia, 25/03/2000). Nunca será demais recordar o amigo insubstituível, optimista, voluntarioso, dedicado, incentivador, generoso. Uma das personalidades da vida senense nos anos 80 e 90, distinguiu-se na política, ensino, solidariedade e cultura.
Após várias homenagens, com ponto alto na homenagem póstuma na 1ª Gala do Concelho de Seia / Entrega dos prémios “Estrelas da Serra”, organizada pelo Jornal Notícias da Serra e Orfeão de Seia, em 2002, foi formada uma comissão para preparar uma grande homenagem a Manuel Sousa, em 2003.
Constituída por diversas personalidades ligadas sobretudo às colectividades do concelho, a comissão organizou uma recolha de fundos para um busto, a ser colocado à entrada da Escola Evaristo Nogueira – estabelecimento de ensino semi-particular fundado pelo homenageado, em sociedade com António Eduardo, e por ele dirigido até ao dia do fatídico acidente.
O busto foi encomendado ao escultor Soares Branco, que trabalhou a partir de várias fotografias, mas o resultado ficou aquém das expectativas da Comissão e da viúva de Manuel Sousa, Emília Sousa Esse trabalho foi posteriormente concretizado por Henadzi Lazakovich, o escultor bielorrusso radicado em Seia, que seguiu as linhas de composição de Soares Branco, bem patentes numa comparação estrutural entre os bustos do Dr. Guilherme e de Manuel Sousa.
A homenagem a Manuel de Almeida Sousa decorreu em 27 e 28 de Setembro de 2003, com um vasto programa de actividades centralizado na Escola Evaristo Nogueira. Na Casa Municipal da Cultura, esteve patente uma exposição fotográfica organizada pela Fototeca de Seia, “Manuel Sousa - Vida e Obra”.
Henadzi Lazakovich (Guena) nasceu em Kirovsk, Bielorrússia, em 1966. Reside em Seia desde 2002, trabalhando na Fundação Aurora Borges, em Santa Marinha.
Frequentou o Tecnicom de Arte Decorativa de Bobruisk entre 1981 e 1984 e a Universidade Pedagógica, Faculdade de Arte de Vitebsk, entre 1987 e 1993.
É pintor de Arte e escultor, trabalhando ainda na área do restauro de talha e de pintura. Participou em várias exposições colectivas em Seia, com destaque para a ARTIS – Festa das Artes e Ideias de Seia, Góis e Castanheira de Pêra (2008).
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Em 2004, integrado numa equipa de trabalho com técnicos do Museu do Pão, esculpiu em massa de pão os bustos dos 34 Reis de Portugal, destinados a uma exposição inédita do já famoso museu senense, que decorreu entre Outubro de 2004 e Março de 2005.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
LAGOA HENRIQUES (1923-2009)
António Augusto Lagoa Henriques nasceu em Lisboa a 27 de Dezembro de 1923.
Diplomou-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto, com nota máxima, e participou nas Exposições Gerais de Artes Plásticas (1946-51), na Bienal de São Paulo e na Exposição Internacional de Bruxelas (1957) antes de ser nomeado assistente de Barata Feyo em 1959.
Entre 1960 e 1963, trabalhou em Itália com o escultor Marino Marini. De regresso a Portugal, aceitou o cargo de professor de desenho e escultura (1963) na EBAP. Em 1966, mudou-se para a ESBAL.
Um grande incêndio destruiu o seu atelier no início dos anos 70. O incidente marcou-o e representou um momento de viragem na sua obra, caracterizada pela ligação das formas eruditas ao quotidiano, o contacto com as pessoas, a cidade e a natureza. “O grande problema do nosso tempo é conciliar a técnica com a ética, a estética e a poética”, disse.
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A sua obra mais conhecida é a estátua de Fernando Pessoa, na esplanada do Café Brasileira, no Chiado, exemplo emblemático do seu conceito de intervenção artística. É autor das estátuas de Ferreira Borges, no Palácio da Justiça, Porto, de Guerra Junqueiro, em Lisboa, e de Alves Redol em Vila Franca de Xira - famosa sobretudo pelo polémica que suscitou ao retratar o escritor nu, apenas com a boina na cabeça.
Estátua de Alves Redol
Recebeu os Prémios Soares dos Reis, Teixeira Lopes e o Prémio do Real Gabinete Português de Leitura, 1ª Medalha SNBA e o Prémio de Escultura da II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian.
Fontes: Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses, Fernando de Pamplona, Ed. Civilização; Arte Portuguesa-Anos Quarenta, vol. 2, FCG, 1982; Jornal Público, 22/02/2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Dora Tracana - Pessoa poética

Fontes (biografia e foto da artista): Agenda Cultural CMS/Casa Municipal da Cultura de Seia.
domingo, 11 de janeiro de 2009
TODOS OS NOMES - OS OUTROS SÉRGIO REIS
A fixação doentia num nome é o fio condutor do romance de José Saramago, “Todos os Nomes” (1997). Ao contrário do Sr. José, protagonista dessa obra, não sou coleccionador de nomes nem estou disposto a correr todos os riscos para desembrulhar vidas alheias. Limitei-me a uma breve pesquisa no Google, completada com outras consultas mais convencionais, e terminei com seis Sérgios Reis, três dos quais ligados à criação e expressão artísticas.
Escultura de Sérgio Reis - eu - 1994 
O fotógrafo Sérgio Reis
Outro Sérgio Reis é conhecido no Brasil pelos seus livros sobre os caminhos de Santiago e é uma figura da rádio e da TV de Porto Alegre. Ver mais dados sobre este Sérgio Reis em www.geocities.com/alkaest_2000/sergioreis.htm

Os dois restantes Sérgio Reis – o Director de Marketing de uma grande empresa brasileira e o Director Geral do Hotel Altis Belém – não me dizem tanto, por desenvolverem a sua actividade em áreas que não me interessam particularmente, mas registe-se que a sua nomeação para estes cargos ocorreu em 2008.
O Sérgio Reis Escultor
É membro do Centro de Investigação de Medalha Contemporânea “Volte Face”, da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira e membro fundador dos D’Forma 4.
Participou em diversas exposições colectivas em Portugal (Alhandra, Arruda dos Vinhos, Caxias, Horta – Faial, Lisboa, Moura, Parede, Seixal, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira, Vila Verde), EUA (Filadélfia, Nova Iorque), Brasil (Rio de Janeiro), Finlândia, Áustria (Viena), Japão.
O artista tem desenvolvido um trabalho interessante no campo da escultura de espaços abertos, privilegiando a forma humana em posições dinâmicas ou de relacionamento.

O artista é autor da maior parte das suas canções. Uma delas, intitula-se “O Pincel e o Criador”:
Se Desenhar O Céu Colorir O Mar
Navegar Num Barquinho De Papel
Seguindo O Brilho Da Imaginação
Que Sai Do Pincel
Vai Ver A Lua Dançar E O Sol Sorrir
A Terra Com O Sonho Se Encontrar
A Vida Acordar Para Aplaudir
O Amor Cantar
Cada Passo Que Se Dá
Pra Sempre Em Sua Historia As Marcas Vão Ficar
Faça O Bem E O Bem Terá
É Só Acreditar Ter Fé Pra Tudo Realizar
Deixe A Luz De Cada Ser
Mostrar O Solo Que Ainda Não Pisou
Faça O Que Quiser Fazer
Sem Esquecer Que O Amor A Sua Imagem O Criou
Sorrindo, Cantando
Um Pedacinho De Papel
Na Mão Um Lápis E Um Pincel
Pra Retocar A Emoção
Fazer Feliz Um Coração






