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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Obras de Manuel Seita na A2

“Onde o tempo passa”, 2006, esculturas em bronze

O ceramista e escultor Manuel Seita nasceu a 10 de Junho de 1970 em Vila Verde de Ficalho. Licenciou-se em Escultura na ESAD – Caldas da Rainha em 2005. Dedica-se também à pintura e performance.

“Onde o tempo passa 1 e 2”, 2006, oito esculturas em bronze, área de serviço de Almodôvar da A2 - CEPSA Portuguesa S.A.

domingo, 28 de abril de 2013

"She Changes" Matosinhos


Janet Echelmann, "She Changes"

Quem chegar a Matosinhos pelo lado do Castelo de S. Francisco Xavier (Castelo do Queijo) e do Parque da Cidade do Porto (o maior parque urbano do país, da autoria do arquiteto paisagista Sidónio Pardal) ou descendo a Estrada de Circunvalação até ao mar, encontra uma gigantesca rede de pesca pairando sobre a Praça da Cidade de S. Salvador, a rotunda que separa o Porto de Matosinhos.

Trata-se de uma das principais obras da escultora norte-americana Janet Echelmann, cujas esculturas com redes podem ser encontradas em cidades como Madrid, Roterdão, Nova Iorque ou Nova Jérsia, mas a escultura de Matosinhos, pelo aparato da estrutura, qualidades dinâmicas e permanente interação com o meio, deverá ser considerada uma instalação.

Suportada por três enormes mastros estaiados, o mais alto com 57 metros de altura, a escultura-instalação tem a forma de uma gigantesca rede de pesca, com uma altura equivalente a um prédio de 7 andares. Na realidade são duas, uma exterior e outra interior, presas ao gigantesco anel de 42 metros de diâmetro, por sua vez  suspenso dos 3 mastros.

A aquisição e localização da obra são justificadas pela alusão à atividade piscatória no concelho de Matosinhos, responsável pela sua importância industrial no ramo das conservas de peixe, homenageando “os pescadores da terra que corajosamente se aventuram mar adentro”(1). Atendendo à sua forma, que à noite ganha cores para sugerir transparências, o povo chama-lhe “anémona gigante”. Na verdade, intitula-se “She Changes”, enfatizando a constante mudança de forma da estrutura por ação do vento e da iluminação noturna.

A obra custou cerca de 900 mil euros (2), incluindo a construção da rede e da estrutura de suspensão, pagos pelo Programa Polis, e foi inaugurada em dezembro de 2004, quando Narciso Miranda era presidente.

A rede resistiu cerca de 3 anos às nortadas e borrascas de inverno. Como as negociações com a escultora para a substituição da rede não avançavam, a CMM interpôs uma providência cautelar e, em fevereiro de 2008, retirou mesmo a rede invocando o “estado de necessidade”. Poucos meses depois, a rede foi substituída por uma réplica, construída  num material mais resistente, com garantia de cinco anos e um custo de 170 mil euros, segundo o JN.  Cerca de ano e meio depois, a rede apresentava já evidentes sinais de detioração.

2006. A primeira rede, vista da rampa de acesso ao areal da Praia de Matosinhos.

2010. A segunda rede, vista do passeio da marginal. Repare-se na amarração do mastro. Ao fundo, o Edifício Transparente.

She Changes” tem sido muito fotografada ao longo destes quase 9 anos. Algumas das melhores fotos devem-se a José Pestana (fevereiro 2008), Ricardo Vilela (2011) ou Pedro Sarmento (2013).

(1)-Site da CMM.
(2)-METRONEWS, 04 julho 2008

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Fritz Røed


Fritz Røed, “Sverd i fjell” (Espadas na rocha), bronze

Ontem, passaram precisamente dez anos sobre o desaparecimento do escultor norueguês Fritz Røed (15 de agosto de 1928 – 20 de dezembro de 2002).

Entre as suas obras mais conhecidas, algumas das quais podem ser vistas no parque de esculturas em Bryne, destaca-se “Sverd i fjell” (Espadas na rocha), um monumento composto por três gigantescas espadas de bronze cravadas num rochedo em Stavanger, Noruega.

As espadas representam os três reis que se defrontaram na Batalha do Fiorde de Hafr, em 872. O rei vitorioso, Harald Harfagre, unificou a Noruega.

O monumento foi inaugurado pelo rei Olav V em 1983.

sábado, 21 de julho de 2012

Figuras do Mosteiro, exposição de escultura de Dora Tracana em Coimbra


Decorre até 30 de setembro, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, a exposição “Figuras do Mosteiro”, de Dora Tracana. A exposição resulta de uma residência artística de seis meses da escultora em Santa Clara-a-Velha e integra fotografias de Artur Côrte-Real e vídeo de Gonçalo Barros e Hugo Barreto.

A escultura de Dora Tracana evoca as mais diversas simbologias através da combinação de elementos formais, explorando temas como o Corpo, o Tempo, o Sofrimento, a Verdade, o Amor. Até há pouco tempo, a escultora combinava os materiais de modo a libertar a sua linguagem matéria e a reforçar a carga simbólica das suas obras, mas tornou-se totalmente figurativa nos anos mais recentes e com preferência pelo ferro fundido. Uma mudança explicada pelas vivências da artista, que as suas obras refletem inexoravelmente quando, através delas, a escultora questiona o sentido da vida e comunica a sua interpretação do mundo.

Natural da Guarda, Dora Tracana é licenciada em escultura – variante Pedra e mestre em comunicação estética pela Escola Superior de Tecnologias Artísticas de Coimbra. Realizou algumas exposições individuais e participou em diversas coletivas, sobretudo na Guarda e em Seia, onde residiu.

A exposição “Figuras do Mosteiro” foi inaugurada no passado dia 4 de julho, Dia da Cidade de Coimbra, integrada no programa das Festas da Rainha Santa Isabel 2012.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

AFONSO HENRIQUES - 900 ANOS (1109-2009)

Estátua de D. Afonso I em Guimarães, de Soares dos Reis (1887)


Várias cidades do país comemoram em 2009 os 900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques, fundador da nacionalidade e primeiro rei de Portugal.

Guimarães é o palco privilegiado destas iniciativas, mas outras cidades indissociáveis da vida de Afonso Henriques e da fundação da nacionalidade, como Viseu e Santarém, também se associam às comemorações.


Em Guimarães, sob o lema “900 anos, 900 horas”, as mais diversas instituições da cidade, evocam o nascimento, a vida e a obra de D. Afonso Henriques: Biblioteca Municipal Raul Brandão, o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, a Sociedade Martins Sarmento, o Museu de Alberto Sampaio e o Paço dos Duques de Bragança, para além da Câmara Municipal de Guimarães, que coordena o programa, e de quase todas as escolas do concelho.


O programa iniciou-se em Janeiro, com a 1ª Mostra de Música Moderna de Guimarães, e terá o seu ponto alto a 24 de Julho, com a cerimónia de homenagem a D. Afonso Henriques, que será presidida pelo Presidente da República.

Este intenso e exigente programa comemorativo em Guimarães serve ainda para preparar a Capital Europeia da Cultura de 2012.

Na apresentação do programa das comemorações, foi ainda anunciado o regresso da estátua de D. Afonso Henriques ao seu local primitivo, nos jardins da Alameda de S. Dâmaso. A estátua é da autoria de Soares dos Reis, considerado o maior escultor português do século XIX, que a realizou em 1887. Em Lisboa, no Castelo de S. Jorge, existe uma réplica da estátua de Soares dos Reis, oferecida pela cidade do Porto e inaugurada em 1947.

terça-feira, 21 de abril de 2009

OBRAS DE ARTE EM SEIA - 7


Dorita de Castel-Branco: Estátua de Afonso Costa

A menos de ano e meio das comemorações do centenário da República, evoquemos o senense Afonso Costa, o dirigente político que mais marcou a vida da I República até ao sidonismo. Chefe (“Presidente do Ministério”) de três governos republicanos, entre 1913 e 1917, duas vezes ministro (Finanças e Justiça), escolheu o exílio após o golpe de Sidónio Pais (5 de Dezembro de 1917). Ver busto da autoria de António Paiva e breve biografia publicada pela Assembleia da República.

Casa onde nasceu Afonso Costa (demolida nos anos 60) - desenho de Júlio Vaz Saraiva
Apesar de afastado da vida política nacional, Afonso Costa prestou importantes serviços à República no estrangeiro, como chefe da delegação portuguesa à Conferência da Paz e à Sociedade das Nações, chegando a presidir à assembleia geral da Sociedade das Nações.
Foi, aliás, uma das derradeiras esperanças dos republicanos para a salvação do regime, tendo sido convidado a formar governo no final de 1923, pelo recém-eleito presidente da República, Teixeira Gomes, mas a falta de apoio dos nacionalistas levou-o a regressar a Paris. Colaborou depois com outros exilados na Liga de Defesa da República, criada para combater internacionalmente a ditadura nascida do 28 de Maio de 1926.
Terá visitado Seia pela última vez no final de 1923 ou no início de 1924. Em 1971, no centenário do seu nascimento e 34 anos após a sua morte no exílio (Paris, 01 de Maio de 1937), vieram para o jazigo da família, em Seia, os restos mortais do político republicano (Seia Católica, Nº 424, Julho de 1971; Monografia de Seia, pág. 334).
Dez anos depois (08 de Novembro de 1981) foi inaugurada a sua estátua em Seia, pelo então Presidente da República, General Ramalho Eanes. Era Ministro da Cultura, Francisco Lucas Pires. Uma foto de Eanes discursando, da autoria do fotógrafo senense Serafim Correia, foi então capa do jornal “Diário de Notícias”.
Ainda sobreviviam, na época, alguns ressentimentos em relação às políticas anticlericais de Afonso Costa e ameaças anónimas impuseram a necessidade de guarda armada à estátua durante a noite.


DORITA
De aspecto frágil e sensível – muito diferente da figura tradicional do escultor, Dorita Castel-Branco afirmou-se como escultora de corpo inteiro, capaz de lidar criativamente com os materiais brutos da escultura, a pedra, o ferro, a madeira, para produzir a pequena peça, a medalha precisa e delicada, ou o grande conjunto escultórico destinado à praça pública. “Moça frágil, desmedido escultor” – assim a classificou Jorge Amado, após uma visita ao seu atelier, em 1982.
Em 1981, Dorita marcara o ano artístico graças à inauguração de duas importantes obras de sua autoria: o conjunto escultórico dedicado aos Emigrantes, no largo fronteiro à estação de Santa Apolónia, em Lisboa, e um grande monumento na ilha de Taipa, em Macau. Em Novembro, foi inaugurada em Seia a estátua de Afonso Costa.
No ano seguinte, a 20 de Dezembro, é inaugurado o Monumento ao Centenário da Cidade da Figueira da Foz, de sua autoria, na Rotunda do Centenário. A medalha comemorativa dos 100 anos da cidade também foi realizada pela escultora.
Para além da linguagem específica das formas (estilizadas, geometrizadas, muitas vezes exprimindo movimento) o que sobressai das suas obras é uma grande força interior. A sua obra criativa é muito vasta e as suas esculturas públicas (34 esculturas ou conjuntos escultóricos implantados em jardins e praças ou edíficios públicos), encontram-se dispersas por todo o país, no antigo território de Macau (Ilha da Taipa), no Brasil (Embaixada de Portugal em Brasília e Rio de Janeiro) e na Venezuela (Embaixada de Portugal em Caracas).
“A escultura de Dorita rejeita todos os elementos vinculados à escultura tradicional. Num trajecto que parte da figuração para a essencialidade da forma, o seu projecto artístico baseia-se num processo de simplificação gradual da figura, esquematizada e descaracterizada, até atingir uma síntese plástica não figurativa, inserindo-se numa tendência cada vez mais forte para a forma pura, perceptível e abstracta.” Prof.José Fernandes Pereira, in Dicionário de Escultura Portuguesa ,2005.
Dorita de Castel-Branco nasceu em Lisboa a 13 de Setembro de 1936. Em 1962, concluiu o curso superior de escultura na escola superior de Belas Artes de Lisboa. Em 1963 e 1964, frequentou em Paris a “École Supérieure de Beaux Arts” e a “Académie de Feu de Paris” com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian,


Começou a expor em 1965, tendo realizado 25 exposições individuais em diversos espaços e galerias e participou em mais de uma centena de mostras colectivas, em Portugal e no estrangeiro.
Foi distinguida com diversos prémios – entre os quais o o 1º prémio da II Bienal Internacional del Deport, em Barcelona (1969) e o 1º Prémio Edinfor de Escultura (1993).
Professora do ensino liceal a partir de 1962, nos liceus D. Leonor, D. João de Castro e Maria Amália Vaz de Carvalho e nas escolas secundárias Patrício Prazeres e António Arroio, exercendo a docência durante 34 anos, em simultâneo com a actividade artística.
Faleceu em Lisboa em 23 de Setembro de 1996.
Está representada nos museus Nacional de Arte Moderna e Antoniano de Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian de Lisboa e Paris, Biblioteca Nacional de Lisboa e Museu Regional de Aveiro.
Em 2007, foi homenageada com uma grande exposição no Casino Estoril.
O espólio de Dorita Castel-Branco está a cargo da Câmara Municipal de Sintra, em exposição na Casa Dorita Castel-Branco, localizada na Quinta da Regaleira.
Fontes: Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses, Fernando de Pamplona, Livraria Civilização, Vol. II; Catálogo da Exposição de Homenagem a Dorita - Galeria de Arte do Casino Estoril, 2007; Correio da Manhã, 14 Fevereiro 2007, “Casino inaugura exposição de Dorita Castel’Branco”.
NB: as fotos deste post foram actualizadas em 2010, após as obras de limpeza e restauro do monumento realizadas pela CMS no âmbito das comemorações do Centenário da República.

sexta-feira, 20 de março de 2009

OBRAS DE ARTE EM SEIA - 6

Monumento à Criança (Torroselo, 1979)

Continuando a evocar Manuel de Almeida Sousa, que teria hoje 54 anos (11 de Janeiro de 1955), visitemos a sua terra natal para apreciar o Monumento à Criança.

Em 1979, comemorou-se o Ano Internacional da Criança e a Junta de Freguesia de Torroselo decidiu associar-se às comemorações construindo um monumento à criança. A iniciativa era inédita na região e acarretava alguns custos para as magras disponibilidades da Junta, mas esta contava com o dinamismo e desembaraço de Manuel Almeida Sousa, em mandato de estreia nas lides autárquicas (1976-1979).

O escultor escolhido, J. Reis Duarte (também autor do Monumento ao Dr. Alcino Simões, na Lousã), concebeu um conjunto escultórico composto por duas pequenas figuras e um volumoso plinto de suporte. A solução para dar dimensão e peso ao monumento com o máximo de poupança foi inteligente, já que o plinto integra a cena esculpida, funcionando como um muro sobre o qual as crianças brincam com uma pomba.

A fundição das figuras e construção do monumento ficou a cargo da Metalúrgica da Beira – Catraia, Oliveira do Hospital, conforme indicado na placa.

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Situado numa pequena praça junto da escola do 1º Ciclo/antiga escola primária de Torroselo (onde Manuel Sousa colaborava com sua esposa, a professora Emília Ferrão Sousa, na organização e dinamização de actividades com as crianças), o monumento serve de suporte a várias mensagens emotivas, bem ao gosto do Homem sensível e amigo das crianças que era o criador da Escola Evaristo Nogueira. Para além do conhecido verso de Fernando Pessoa, “O melhor do mundo são as crianças”, então muito citado, e da referência ao Ano Internacional da Criança, pode ler-se:

“Flor mais linda do jardim,
Sol mais quente da esperança,
Prémio mais alto do amor,
Sempre tu, criança!”

No mês seguinte à inauguração do monumento, Manuel Sousa concluiu a sua licenciatura em História (11 de Julho de 1979). Seria Presidente da Junta de Freguesia de Torroselo até 1982.

sexta-feira, 13 de março de 2009

OBRAS DE ARTE EM SEIA - 5

Ângelo Ribeiro: Monumento aos Combatentes do Ultramar (2008)
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A construção de um monumento aos combatentes do Ultramar era uma intenção da Câmara pelo menos desde 2000, quando o Presidente Eduardo Brito propôs homenagear os 43 jovens militares do concelho de Seia que perderam a vida na guerra colonial em África (1961-1974). Chegou a realizar-se um concurso de ideias, no qual sobressaiu a proposta de Ângelo Ribeiro, um escultor natural de Vila Nova de Gaia cujos trabalhos de pequenas dimensões/maquetas foram bastante apreciados na Artis II.

No entanto, a localização inicialmente prevista (o antigo jardim da Casa das Obras, nas traseiras da Câmara) revelou-se insuficiente para acolher o monumento com 12 metros de comprimento – um longo, ondulado e maciço painel vertical, em aço corten, que suporta os nomes dos 43 militares mortos na guerra do Ultramar. O pesado painel não apoia directamente no solo, “criando a sensação de levitação, reforçando assim a ideia da leveza do tempo», e contém uma abertura antropomórfica com 1,80 metros de altura, representando uma ausência - “uma figura ausente, uma figura vazia...». Destacada do painel, a figura que representa a memória tem uma dimensão maior, “pois a sua memória além de forte é permanente” e encontra-se sobre uma linha de cascalho – um tapete, um caminho orientado para sudeste, apontando a direcção do antigo Ultramar.


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Segundo referiu o autor na memória descritiva, o monumento pretende “simbolizar o silêncio deixado pelos nossos soldados que caíram na guerra do Ultramar”, sendo por isso uma “homenagem ao silêncio da omnipresença das pessoas que deixaram o seu povo, as suas famílias, as suas raízes. Ao silêncio da sua dor. Ao silêncio da distância. Ao silêncio...”.

O Monumento aos Combatentes do Ultramar foi inaugurado no dia 25 de Abril de 2008, na Avenida dos Bombeiros Voluntários, junto à Urbanização Martinhos, em local aberto e relvado. Esta zona ficará brevemente mais interessante e mais movimentada pois já está a ser construída uma grande rotunda de acesso à via circular de Seia, que ligará a rotunda do Pingo Doce a São Romão, passando por Quintela.

Em 2005 e 2008, Ângelo Ribeiro expôs em Seia, primeiro na Casa Municipal da Cultura e, depois, no espaço verde da quinta do Carvalhal, no CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela, juntamente com o escultor Moisés Tomé. Na ocasião, foi editado um magnífico catálogo com toda a informação sobre os autores e as peças da exposição ao ar livre, intitulada "DE ESCULTURA".



O escultor de Gaia foi ainda o autor do troféu Campânula de Mérito Municipal, atribuído anualmente pelo Município de Seia a personalidades e instituições, pelos seus “feitos notáveis em prol do Concelho e do País, cujo mérito deve ser publicamente reconhecido”.



Ver mais obras de Ângelo Ribeiro no seu blog.



Ângelo Ribeiro nasceu em Vila Nova de Gaia em 1967. Curso de Belas Artes - Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, 1995. Desde então, vem desenvolvendo a sua actividade plástica de forma regular em torno da investigação “eu” em diálogo com o “espaço” explorando as tecnologias da pedra, do aço e do bronze. Elemento fundador do grupo de Escultura raizdecinco.

Expõe regularmente desde 1994, sobretudo em exposições colectivas, as últimas das quais:


2003: Exposição de arte Erótica, Porto; Artis II – como artista convidado, Seia; Humaniartes, Porto; Escultura, Universidade Portucalense, Porto; Arte Erótica, Gondomar; Bronzes, Galeria de Arte da Sé, Viseu.

2004: Arte erótica, Casa Eros, Porto; Com sequência, Galeria Projecto, Porto; III Prémio de Artes Plásticas-Baviera séc. XX; Workshop de Escultura em metal de Caminha, Vilar de Mouros; Exposição de Escultura, jardins da Igreja Matriz, Caminha.

2005: Exposição de Escultura, Casa Municipal da Cultura, Seia; II concurso de Artes Plásticas de Penedono; Exposição de Escultura, Auditório Municipal de Cultura, Santa Marta de Penaguião; Exposição de arte CERTAME, Gondomar; Exposição de Arte Erótica, Gondomar.


2006: III Concurso de Artes Plásticas, Penedono.

2007: LandArt na Lavandeira, Vila Nova de Gaia.

2008: De Escultura, quinta do Carvalhal, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela, Seia.


Atelier em Pedroso, Vila Nova de Gaia.



Fontes: catálogo DE ESCULTURA (CISE-CM Seia, 2008); angeloribeiro.blogspot.com; informação oficial em www.cm-seia.pt; jornais locais Porta da Estrela e Jornal de Santa Marinha.

quarta-feira, 11 de março de 2009

OBRAS DE ARTE EM SEIA - 4

Henadzi Lazakovich e o busto do Dr. Manuel Sousa (São Romão, 2003)

No próximo dia 25 de Março, passam 9 anos sobre o trágico desaparecimento de Manuel de Almeida Sousa (Torroselo, 11/01/1955 - Seia, 25/03/2000). Nunca será demais recordar o amigo insubstituível, optimista, voluntarioso, dedicado, incentivador, generoso. Uma das personalidades da vida senense nos anos 80 e 90, distinguiu-se na política, ensino, solidariedade e cultura.
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Após várias homenagens, com ponto alto na homenagem póstuma na 1ª Gala do Concelho de Seia / Entrega dos prémios “Estrelas da Serra”, organizada pelo Jornal Notícias da Serra e Orfeão de Seia, em 2002, foi formada uma comissão para preparar uma grande homenagem a Manuel Sousa, em 2003.

Constituída por diversas personalidades ligadas sobretudo às colectividades do concelho, a comissão organizou uma recolha de fundos para um busto, a ser colocado à entrada da Escola Evaristo Nogueira – estabelecimento de ensino semi-particular fundado pelo homenageado, em sociedade com António Eduardo, e por ele dirigido até ao dia do fatídico acidente.

O busto foi encomendado ao escultor Soares Branco, que trabalhou a partir de várias fotografias, mas o resultado ficou aquém das expectativas da Comissão e da viúva de Manuel Sousa, Emília Sousa Esse trabalho foi posteriormente concretizado por Henadzi Lazakovich, o escultor bielorrusso radicado em Seia, que seguiu as linhas de composição de Soares Branco, bem patentes numa comparação estrutural entre os bustos do Dr. Guilherme e de Manuel Sousa.


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A homenagem a Manuel de Almeida Sousa decorreu em 27 e 28 de Setembro de 2003, com um vasto programa de actividades centralizado na Escola Evaristo Nogueira. Na Casa Municipal da Cultura, esteve patente uma exposição fotográfica organizada pela Fototeca de Seia, “Manuel Sousa - Vida e Obra”.

Henadzi Lazakovich (Guena) nasceu em Kirovsk, Bielorrússia, em 1966. Reside em Seia desde 2002, trabalhando na Fundação Aurora Borges, em Santa Marinha.

Frequentou o Tecnicom de Arte Decorativa de Bobruisk entre 1981 e 1984 e a Universidade Pedagógica, Faculdade de Arte de Vitebsk, entre 1987 e 1993.

É pintor de Arte e escultor, trabalhando ainda na área do restauro de talha e de pintura. Participou em várias exposições colectivas em Seia, com destaque para a ARTIS – Festa das Artes e Ideias de Seia, Góis e Castanheira de Pêra (2008).


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Em 2004, integrado numa equipa de trabalho com técnicos do Museu do Pão, esculpiu em massa de pão os bustos dos 34 Reis de Portugal, destinados a uma exposição inédita do já famoso museu senense, que decorreu entre Outubro de 2004 e Março de 2005.

Fontes: "Estrelas da Serra", Mário Jorge Branquinho, Jornal Notícias da Serra/Orfeão de Seia, 2002; site da Escola Evaristo Nogueira; Jornal Notícias da Serra; Jornal de Notícias; Porta da Estrela; Jornal de Santa Marinha.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

LAGOA HENRIQUES (1923-2009)

Autor de desenhos e esculturas, poeta, conferencista, inspirador de sucessivas gerações de criadores artísticos, Mestre Lagoa Henriques faleceu na noite de 21 de Fevereiro de 2009, em Lisboa, aos 85 anos, após doença prolongada.

António Augusto Lagoa Henriques nasceu em Lisboa a 27 de Dezembro de 1923.

Diplomou-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto, com nota máxima, e participou nas Exposições Gerais de Artes Plásticas (1946-51), na Bienal de São Paulo e na Exposição Internacional de Bruxelas (1957) antes de ser nomeado assistente de Barata Feyo em 1959.

Entre 1960 e 1963, trabalhou em Itália com o escultor Marino Marini. De regresso a Portugal, aceitou o cargo de professor de desenho e escultura (1963) na EBAP. Em 1966, mudou-se para a ESBAL.

Um grande incêndio destruiu o seu atelier no início dos anos 70. O incidente marcou-o e representou um momento de viragem na sua obra, caracterizada pela ligação das formas eruditas ao quotidiano, o contacto com as pessoas, a cidade e a natureza. “O grande problema do nosso tempo é conciliar a técnica com a ética, a estética e a poética”, disse.
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A sua obra mais conhecida é a estátua de Fernando Pessoa, na esplanada do Café Brasileira, no Chiado, exemplo emblemático do seu conceito de intervenção artística. É autor das estátuas de Ferreira Borges, no Palácio da Justiça, Porto, de Guerra Junqueiro, em Lisboa, e de Alves Redol em Vila Franca de Xira - famosa sobretudo pelo polémica que suscitou ao retratar o escritor nu, apenas com a boina na cabeça.
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Estátua de Alves Redol

Recebeu os Prémios Soares dos Reis, Teixeira Lopes e o Prémio do Real Gabinete Português de Leitura, 1ª Medalha SNBA e o Prémio de Escultura da II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian.

Representado no MNAC, M. Soares dos Reis, FCG, MAM em São Paulo, entre muitos outros.

Fontes: Dicionário de Pintores e Escultores Portugueses, Fernando de Pamplona, Ed. Civilização; Arte Portuguesa-Anos Quarenta, vol. 2, FCG, 1982; Jornal Público, 22/02/2009

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dora Tracana - Pessoa poética


Nasceu a 1 de Janeiro na Guarda e vive actualmente entre Seia – onde trabalha – e Coimbra – onde concluiu a licenciatura em escultura / variante Pedra e Madeira, em 1995, na Escola Superior de Tecnologias Artísticas de Coimbra, e frequenta actualmente o mestrado em comunicação estética.


A escultura de Dora Tracana faz sentido, desdobra-se em simbologias e narrativas poéticas perspectivadas pelo título - “A Porca da Vida” ou “O Tempo; Pêndulo, Cruz, Paixão”, por exemplo (ver estas e outras esculturas em www.amar-arte.blogspot.com), mas sua principal característica distintiva é o modo como explora a dialéctica dos materiais e a interacção de formas significantes para questionar o sentido da vida e comunicar a sua interpretação do mundo.


Organizando alguns dos temas recorrentes, obtemos uma espécie de mapa de leitura: o Corpo, o Tempo, o Sofrimento, a Verdade, o Amor. Em "O Tempo; Pêndulo, Cruz, Paixão", por exemplo, para além da articulação específica de formas e de materiais, que têm uma gramática e sentidos próprios, a autora combinou os diversos elementos simbólicos para conferir ao conjunto um acentuado dramatismo, sobrepondo a ideia da passagem/contagem do tempo à de sofrimento para nos confrontar com duas verdades incontornáveis da vida e despoletar em cada um de nós a reflexão fundamental: quando, onde, como sofri, e porquê - pois só através desta reflexão conseguiremos saber se nos identificamos ou não com a perspectiva da autora. Seja qual for a conclusão, essa experiência passará a fazer parte das nossas vidas.


O conjunto de cinco peças expostas na Casa da Cultura de Seia (anteriormente vistas no CISE) permite uma experiência igualmente enriquecedora. Num texto intitulado "Pessoa", a autora explicita o seu projecto e apela à construção criativa da autenticidade da Pessoa, convocando cada um em particular ("TU").


"PESSOA


Este projecto pretende reflectir uma sociedade, através de cinco exemplares. Pode-se visualizar, nas peças escultóricas, um tronco (corpo), as raízes que o aguentam (suporte) e uma hélice em volta do corpo (vida). O corpo é o suporte do rosto (mascara), consoante a forma como esse suporte segura a mascara assim esta nos transmite uma expressão diferente. Temos então cinco corpos, Cinco suportes diferentes e cinco expressões diferentes. Tento com isto transmitir que muitas vezes somos moldados pelo meio em que estamos inseridos. A PESSOA pode ser a interpretação do papel que lhe coube representar. Consoante o texto que lhe foi destinado assim pensa, fala, actua, vive. Podemos encarnar a PESSOA do papel que nos foi destinado a representar no palco da vida. Podemos adaptar-nos ao molde que nos foi sorteado. A identidade do indivíduo tem por base o molde do meio que nos sufoca ou liberta, mas nunca a identidade de um indivíduo é uma realidade definitivamente estabelecida.


TU podes construir A PESSOA


Depende de ti seres TU.”



As 5 peças relacionam-se pela estrutura comum (poste/tronco; base/raízes/pés/garras) e por uma faixa branca que "estende" aos pés das figuras um excerto conclusivo de um texto da autora:
“A identidade do indivíduo tem por base o molde do meio que nos sufoca ou liberta, mas nunca a identidade de um indivíduo é uma realidade definitivamente estabelecida.”
A identidade de cada figura é dada por uma máscara suspensa do tronco por uma espécie de mola/hélice que envolve todo o "corpo" criando espaços próprios de movimento, acção, vida.

Fontes (biografia e foto da artista): Agenda Cultural CMS/Casa Municipal da Cultura de Seia.

domingo, 11 de janeiro de 2009

TODOS OS NOMES - OS OUTROS SÉRGIO REIS

É certo que os nomes interessam menos que as pessoas mas também é certo que passamos imenso tempo em busca de traços comuns, gostos ou interesses ou assuntos que nos associem uns aos outros, principalmente para não nos sentirmos sós ou isolados no meio da multidão.

A não ser que a associação onomástica seja ditada por mera comodidade de arrumação, como acontece nas enciclopédias, ela terá sempre consequências positivas. Mesmo que seja restrita, no caso dos nomes e apelidos raros, invulgares e condicionados pela genealogia, ou mais alargada, como acontece com os nomes vulgares e os apelidos comuns (os nossos Antónios e Josés Silvas, equivalentes ao John Smith britânico). Não me refiro evidentemente ao nome completo, que escapou inteiro ao arbítrio do nomeado, mas sim ao nome efectivamente utilizado pelas pessoas, geralmente um nome e um apelido, incluindo nomes artísticos e pseudónimos. Esses sim, foram escolhidos e até melhorados pelos próprios com vista a uma maior identificação – até ao exagero dos heterónimos, que se enquadram melhor nos distúrbios de personalidade, mesmo que forjados em contexto criativo, artístico ou literário.

A fixação doentia num nome é o fio condutor do romance de José Saramago, “Todos os Nomes” (1997). Ao contrário do Sr. José, protagonista dessa obra, não sou coleccionador de nomes nem estou disposto a correr todos os riscos para desembrulhar vidas alheias. Limitei-me a uma breve pesquisa no Google, completada com outras consultas mais convencionais, e terminei com seis Sérgios Reis, três dos quais ligados à criação e expressão artísticas.


Escultura de Sérgio Reis - eu - 1994

O Sérgio Reis mais famoso é nome artístico de Sérgio Bavine, cantor sertanejo muito popular no Brasil, mas interessei-me particularmente pelos dois Sérgios Reis portugueses, também naturais de Lisboa, com obras mais que interessantes nas áreas da Escultura/Medalhística e da Fotografia - ver olhares.aeiou.pt/o_outono_repousa_foto256335.html por exemplo. O Sérgio Reis Escultor tem uma curiosa ligação a Seia.


O fotógrafo Sérgio Reis

Outro Sérgio Reis é conhecido no Brasil pelos seus livros sobre os caminhos de Santiago e é uma figura da rádio e da TV de Porto Alegre. Ver mais dados sobre este Sérgio Reis em www.geocities.com/alkaest_2000/sergioreis.htm



Os dois restantes Sérgio Reis – o Director de Marketing de uma grande empresa brasileira e o Director Geral do Hotel Altis Belém – não me dizem tanto, por desenvolverem a sua actividade em áreas que não me interessam particularmente, mas registe-se que a sua nomeação para estes cargos ocorreu em 2008.


O Sérgio Reis Escultor

Nasceu na Lapa, Lisboa, a 1 de Julho de 1980 e reside em Vialonga. Curso de Escultura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e formação específica na área da Medalhística e Artes Visuais para Monitores e Educadores de Expressão Plástica. Frequenta actualmente o Mestrado em Museologia e Museografia da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e tem exercido funções docentes de Educação Tecnológica e Educação Visual no ensino oficial.


O artista tem algumas ligações a Seia, em termos de experiência profissional, pois desempenhou funções de monitor numa colónia de férias em Seia na Quinta do Crestelo em 2006 e 2007.
É membro do Centro de Investigação de Medalha Contemporânea “Volte Face”, da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira e membro fundador dos D’Forma 4.
Escultura de Sérgio Reis, 2008

Participou em diversas exposições colectivas em Portugal (Alhandra, Arruda dos Vinhos, Caxias, Horta – Faial, Lisboa, Moura, Parede, Seixal, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira, Vila Verde), EUA (Filadélfia, Nova Iorque), Brasil (Rio de Janeiro), Finlândia, Áustria (Viena), Japão.
O artista tem desenvolvido um trabalho interessante no campo da escultura de espaços abertos, privilegiando a forma humana em posições dinâmicas ou de relacionamento.


Parque da Serafina, Monsanto, 2005

Tem obtido particular sucesso na área da Medalhística, com Menções Honrosas em diversos concursos nacionais e internacionais de Medalhas, com destaque para a Bienal Internacional de Medalha Contemporânea do Seixal (2003) e Bienal Internacional de Medalha Contemporânea Dorita Castel-Branco (2005 e 2007), assim como alguns prémios em concursos de troféus: Troféu FIKE (Festival Internacional de Curtas Metragens de Évora) em 2001; Troféu para o “Prémio Literário Fernando Namora” da Estoril Sol em 2004; troféu para o “Mundial de Pirotecnia de Lisboa 2006”.


O Sérgio Reis Cantor

Sérgio Bavine nasceu em São Paulo (Bairro de Santana*), a 23 de Junho de 1940.

Começou na Jovem Guarda, onde obteve sucesso com “Coração de papel” (1967) e gravou o seu primeiro disco de música sertaneja em 1972. O seu disco "O Melhor de Sérgio Reis", lançado em 1981, vendeu mais de 1 milhão de cópias.


O cantor sertanejo ficou conhecido em Portugal desde a sua participação na telenovela “O Rei do Gado” (Rede Globo, 1996/1997), onde desempenhou o papel de cantor num dueto sertanejo de ficção denominado "Pirilampo & Saracura" e assinou algumas músicas da trilha sonora. Na telenovela “Pantanal” (1990, Rede Manchete) fez o papel de Tibério.

Em 2003, gravou seu primeiro DVD, "Sérgio Reis e filhos - violas e violeiros". Grandes nomes da música popular brasileira gravaram duetos com Sérgio Reis, que possui um disco de homenagem a Roberto Carlos.

Mais dados na página oficial: http://www.sergioreis.com.br

O artista é autor da maior parte das suas canções. Uma delas, intitula-se “O Pincel e o Criador”:

O Pincel E O Criador (Sérgio Reis)

Se Desenhar O Céu Colorir O Mar
Navegar Num Barquinho De Papel
Seguindo O Brilho Da Imaginação
Que Sai Do Pincel
Vai Ver A Lua Dançar E O Sol Sorrir
A Terra Com O Sonho Se Encontrar
A Vida Acordar Para Aplaudir
O Amor Cantar
Cada Passo Que Se Dá
Pra Sempre Em Sua Historia As Marcas Vão Ficar
Faça O Bem E O Bem Terá
É Só Acreditar Ter Fé Pra Tudo Realizar
Deixe A Luz De Cada Ser
Mostrar O Solo Que Ainda Não Pisou
Faça O Que Quiser Fazer
Sem Esquecer Que O Amor A Sua Imagem O Criou
Sorrindo, Cantando
Um Pedacinho De Papel
Na Mão Um Lápis E Um Pincel
Pra Retocar A Emoção
Fazer Feliz Um Coração


Fontes: indicadas no texto; Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço; Parque Recreativo do Alto da Serafina.