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sexta-feira, 6 de abril de 2012

O Castelo em 3 atos

De 14 de abril a 17 de junho, o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, vai acolher trabalhos de vários artistas de diversas áreas, com destaque para a instalação e a escultura, que utilizarão como palco e cenário os seus diversos espaços. O curador da mostra é Paulo Cunha e Silva.

Os artistas convidados prometem intervenções surpreendentes, explorando o tema proposto: "Assalto, Destruição e Reconstrução". O desafio é “utilizar a ideia de Castelo como poderosa metáfora que agarra as grandes questões contemporâneas (…), os temas que agitam o nosso tempo.” Não é de admirar, portanto, que as vetustas salas dos Paços dos Duques possam ser ocupadas por muros de tijolo, montões de escombros, estruturas metálicas retorcidas, entroncamentos de reflexões e de sensações. Alguns dos artistas convidados: Fernanda Fragateiro, Gabriel Abrantes, João Luís Carrilho da Graça, João Pedro Vale, João Onofre, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Miguel Palma, Rui Chafes.

O projeto “O Castelo em 3 Atos” decorrer á em 3 momentos distintos, de abril a novembro de 2012, englobando duas grandes conferências internacionais sobre “O Futuro da Europa” e “O Futuro do Mundo numa Europa sem Futuro (à vista)”, cujos participantes a organização da Guimarães 2012 promete anunciar oportunamente.

Salão de banquetes do Paço dos Duques


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Plataforma das Artes - Guimarães 2012

Está prevista para junho de 2012 a inauguração da Plataforma das Artes, uma grande estrutura cultural em construção na área ocupada pelo antigo mercado municipal de Guimarães, no âmbito da Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura.

A exposição de inauguração apresentará um conjunto de obras de arte da coleção do artista vimaranense José de Guimarães, representativas das várias culturas do mundo.

José de Guimarães (Guimarães, 2011)

José de Guimarães é o pseudónimo de José Maria Fernandes Marques. Nascido em Guimarães em 1939, licenciou-se em engenharia e fez carreira militar, que trocou por uma bem sucedida carreira artística internacional, com importantes exposições um pouco por todo o mundo. Estudioso da arte africana nos anos 70, apaixonou-se pela cultura japonesa no final dos anos 80 e descobriu a arte mexicana nos anos 90, após receber das mãos do então Presidente da República, Mário Soares, a comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1990). Esta distinção tornou-o mais conhecido em Portugal, com a sua obra a ser divulgada através de exposições, imprensa generalista, publicações especializadas e até na publicidade a produtos e serviços diversos.

Por essa altura, José de Guimarães doou um conjunto de 14 obras à sia cidade natal, que se encontram expostas ao público desde 1993 numa sala térrea dos Paços dos Duques de Bragança. A sua obra encontra-se igualmente representada noutros museus da cidade minhota, como o Museu Alberto Sampaio e o Museu Martins Sarmento.

Paços dos Duques de Bragança (abril 2012)

Segundo notícias veiculadas pela imprensa local na época, o artista pretendia que esta exposição no Paço dos Duques fosse o início da criação de um centro de arte contemporânea, desejo que agora se concretiza com a construção da Plataforma das Artes.

O novo complexo cultural vai competir na cidade e na região com o Centro Cultural Vila Flor. Inclui o Centro de Arte, com 11.300 m2, destinado à coleção José de Guimarães, exposições temporárias, espaço polivalente para pequenos espetáculos e serviços. Os ateliers emergentes de apoio à criatividade, restaurante/cafetaria e uma livraria ocuparão uma ala com 750 m2, a somar aos 1.600 m2 ocupados pelos gabinetes de apoio empresarial ("laboratórios criativos"), no total de 13.650 m2.

Algumas obras de José de Guimarães patentes no Paço dos Duques:

"A Ratoeira", 1984, escultura em técnica mista

"Cosmos", 1990, técnica mista s/tela

"Fêmea", 1990, técnica mista s/tela

+ Guimarães 2012 no Artes-Vivas: Guimarães e Maribor
+ Guimarães 2012 no Artes-Vivas: Exposição Toural, no LAB
+ Guimarães 2012 no Artes-Vivas: O Castelo em 3 atos