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terça-feira, 20 de julho de 2010

"ALEGRIAS" - Fotografia de Herman Mertens

Fotografia de Herman Mertens no Museu Municipal de Resende, de 23 de Julho (inauguração pelas 18h00) a 19 de Setembro 2010.
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"Preparando esta exposição em Resende, Herman Mertens visitou a terra e lugares vizinhos, demorou-se nas redondezas, conheceu pessoas que ali moram, fez amigos. Encantou-se com a paisagem e com os vestígios do passado, que gosta de fotografar para sentir o mundo ao seu redor e compreender o tempo presente ou o que lhe parece estranho. Ficou maravilhado com as pessoas que conheceu e fotografou, nos locais onde habitam e trabalham, rodeados pelos seus objectos quotidianos, memórias e sonhos. Para Herman, “fotografar é mais do que carregar no botão. É entrar na imagem que vê. Sentir um momento da vida dos outros”.

O elemento humano é essencial em muitas das suas fotos: difuso e secundarizado, tratando-se de gente anónima, desconhecidos; mas dominante a transbordando personalidade quando fotografa pessoas conhecidas e amigos. Como se as ligações entre as pessoas fossem a luz mais necessária a essas imagens felizes. Por terras de Resende e em volta, Herman Mertens vivenciou a pacífica e verdadeira alegria da gente simples e amável que tão bem o recebeu. As fotografias desta exposição, justamente intitulada “Alegrias”, envolvem o observador nos sentimentos e cumplicidades que lhes deram origem a fixaram no tempo como um agradecimento e uma mensagem de esperança num mundo melhor".

Sérgio Reis

terça-feira, 2 de março de 2010

Exposição em Resende

A Casa do Mundo - Exposição de Pintura de Sérgio Reis, Museu Municipal de Resende, 06 de Março a 18 de Abril de 2010.
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Vista parcial da exposição "A Casa do Mundo"
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A vereadora da Cultura, Dulce Pereira, apresentou o artista e a exposição
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Sérgio Reis apresentou os seus trabalhos. Ao fundo, Carla Vicente, responsável pelo Museu Municipal de Resende

O interesse dos visitantes marcou a inauguração da exposição

Dezenas de pessoas visitaram a exposição durante a tarde



José Vicente (
Multivica) concebeu um catálogo original, quase um "objecto"


A Casa do Mundo

O ponto de partida sempre foi o desafio de captar ambientes e sensações através de formas e cores. Não se trata de uma mera representação mas sim de repetidos exercícios de fixação de espaços voláteis, com contrastes de luz, cheios e vazios, repletos de presenças e de ausências, sombras, personagens abstractos que “vão e voltam, atravessam os quadros, saem de um para regressar noutro, passeiam através deles” (Teolinda Gersão). Pairam, diluem-se na cena, desaparecem em seguida nos seus armários e armaduras de fantasmas emancipadores do homem, anjos e demónios libertadores.

“Aquilo que às vezes parece
um sinal no rosto
é a casa do mundo
é um armário poderoso
com tecidos sanguíneos guardados
e a sua tribo de portas sensíveis.
…………………………………
“Acendo os interruptores, acendo a interrupção,
as novas paisagens têm cabeça, a luz
é uma pintura clara (…).”

“A Casa do Mundo”, de Luiza Neto Jorge (“O Seu a Seu Tempo”, 1966)

A série Per.cursos é um regresso às composições abstractas, em painéis estreitos e extensos que lembram tiras de Banda Desenhada ou sequências fílmicas, nos quais o “lirismo das formas e dos motivos simbólicos se expande em traços delicados e cores esfuziantes” (Pires Laranjeira).

“O fascínio e a sedução das cores – as variações tonais dos azuis, predominantes num primeiro olhar, acalmam e não agridem; os verdes ambivalentes; a luz e o calor que brotam dos amarelos, alaranjados e vermelhos, recordam as paixões, os pecados e os perigos – e o movimento das linhas que desenham as formas picturais representadas, embarcam-nos numa “espiral do sentir (…) como diz Pedro Baptista. Fruir as obras deste artista é descobrir significados em que se acredita.”
Paula Valdrez