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sexta-feira, 29 de março de 2013

"Obras incorporadas" em Tibães, Bragança e Lamego


O crucifixo de Fernando Reis e as “obras incorporadas” de Ana Maria, Evelina Oliveira, Henrique do Vale

A exposição “Obra Incorporada”, que esteve em fevereiro no Mosteiro de São Martinho de Tibães, encontra-se agora patente ao público no Museu do Abade de Baçal, em Bragança, até ao dia 4 de abril. Seguirá depois para o Museu de Lamego, onde ficará de 7 de abril a 2 de maio 2013.

A exposição é apenas a parte final de um projeto do arquiteto Fernando Reis, iniciado em 2012. Inspirada nos projetos de interpretação criativa de uma forma comum, igual para todos (como a “cow parade”, de dimensão internacional, o “Homem T” ou “A Dança dos Ursos”), Fernando Reis convidou artistas nortenhos (naturais ou ativos no norte do país) para criarem uma obra a partir de uma base comum – um crucifixo de madeira por ele desenhado.

Catroze artistas responderam ao desafio: Agostinho Santos, Ana Maria, António Cunha, Damião Matos, Emerenciano, Evelina Oliveira, Henrique do Vale, Humberto Nelson, Jean Pierre Porcher, José Emídio, Manuela Bacelar, Paulo Hernâni,  Paulo Neves e Rui Vitorino Santos. Cada qual exprimiu livremente a sua sensibilidade relativamente ao tema, explorando as possibilidades do conceito de crucifixo, o mais forte símbolo da cristandade, utilizando-o como suporte de representação e trabalho plástico, algumas vezes com incorporação de outros materiais.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

ANA MARIA NA GALERIA SÃO MAMEDE - LISBOA

Pintura de Ana Maria


“Se me desses um jardim de amor pintava flores de chá e abrigava as minhas memórias
Fazia crescer impressões para transportar num colar que me ensinava a amar”
(Ana Maria)

A Galeria de São Mamede em Lisboa anuncia uma importante exposição da artista Ana Maria, a partir de 14 de Outubro. Intitulada “Pintura, Chá e Amor” a exposição composta por 13 pinturas e 15 desenhos estará patente até 11 de Novembro.

Ana Maria, pintora neofigurativa abstratizante, nasceu em Lisboa, em 1959. Licenciou-se em Filosofia. Expõe individualmente desde 1983 tendo sido distinguida no decurso da sua carreira com diversos prémios, entre os quais o «Prémio Nacional de Pintura Júlio Resende» (1990) duas menções honrosas na Bienal de Vª Nª de Cerveira (1991 e 2003), e o importante Prémio Amadeo de Souza-Cardoso em 2005.

Como refere o Arqº Joaquim Carvalho Mota no texto de apresentação do catálogo (cujo texto integral se anexa), “Cada uma das composições inventa um tempo diferente, sem medo, aborrecimento, passado ou futuro. Novas e moderníssimas formas, para criar múltiplas encenações com figuras, todas vivas, todas prontas para o movimento, ao mínimo sinal de agilidade mental. (…)Neste universo de realismo mágico, onde a lei é o desejo, tudo é promessa de felicidade, objecto belo, espirais arco-íris, perpetuamente tempestades de afectividades, libertação da lógica, viagens. As emoções, profundas, juntam-se ao fantástico, em melancolia romântica, pelo apelo forte das imagens, formas aparentemente sinceras, amistosas, difíceis de elucidar.”

Ana Maria convida o espectador a entrar no seu mundo através de um texto muito interessante do qual reproduzimos as primeiras linhas:

“Foi no dia da passagem de todas as passagens que olhou a margem, expôs rios coloridos e descobriu a transparência, a leveza, e todas as coisas belas que puderes esperar. Não tinha medo de pintar.
Nem sempre foi assim, noutros tempos vivia na ingenuidade, preocupada apenas com a evidência, produzia para existir. Não sabia que o tempo tornava a arte num mar grandioso de ondas contínuas sem descansar, sem sossegar, que o seu ”ser” se revelaria numa espiritualidade resistente, combatente, à custa de luta, da tensão e do desejo. ( ...)”

Como referiu Rogério Ribeiro, “Ana Maria tem o sentido maior deste caminhar numa sublime paisagem – quase aérea, quase etérea – como se de um imenso rendilhado se tratasse. (...),espécie de continentes flutuantes que não procuram nenhum porto como morada.
É um trabalho de minúcia exaustiva, de contenção cromática, caminhos de fragmentos que se alinham e desalinham, que se aproximam e se afastam, numa lógica que a própria pintura sustenta e alimenta. É um trabalho que não procura diluir fronteiras entre elementos – a terra e a água (o mar) – aqui assumidos como lugares simbólicos: a pintura alastra, quase tentacular, na tela.”

Francisco Pereira Coutinho
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R. da Escola Politécnica, 1671250-101 Lisboa, de segunda a sexta das 10 às 20,00h e aos sábados das 11 às 19,00 horas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ana Maria em Seia


A abertura da ARTIS IX contou com a presença da artista Ana Maria, que esteve recentemente na Feira do Livro de Braga para apresentar o seu projecto/livro de artista “A Cor da Escrita: a palavra, a cor e a natureza do artista vistas no papel (24, 25 de Abril e 1 de Maio) e participou numa colectiva de arte contemporânea promovida pela Galeria Ikon.

Ana Maria pratica uma pintura espacial, orgânica e luminosa que (me) evoca a linguagem plástica do pintor e arquitecto Hundertwasser (austríaco, como Gustav Kilmt, e neto de um filósofo, Joseph Maria Stowasser). A artista mobiliza uma vasta paleta de cores para construir narrativas pessoais e perspectivas poéticas de um mundo continuamente em transformação, uma metamorfose lírica que envolve a artista atraindo-a para uma carreira multifacetada.

Segundo Eurico Gonçalves, "A sua obra surpreende e fascina pelo modo meticuloso como concebe uma imagética minuciosa, que se organiza como um complexo labirinto de sentido enigmático na fronteira da figuração/abstracção." (LER texto crítico completo).

Ana Maria é autora de textos para catálogos e revistas (“a palavra de artista” - Revista Bombart nº 1), para além de pequenas narrações que ilustra, e colabora em eventos e oficinas de arte organizados por artistas, galerias e instituições.


A artista registou no seu blogue a passagem por Seia:
http://anamariapintora.blogspot.com/2010/05/on-road-agaiin-seia.html



Ana Maria nasceu em Lisboa em 1959.
Licenciada em Filosofia (Faculdade Letras da Universidade do Porto, 1982).

Expõe desde 1980, tendo participado em exposições colectivas nacionais e algumas no estrangeiro como “ A Itinerância da Arte Portuguesa” - Japão em 1998.

Encontra-se representada em numerosas colecções particulares e instituições públicas e privadas.

Foi premiada diversas vezes, a última das quais em 2005 (Prémio Amadeo de Souza-Cardoso – Amarante).

Na área do teatro e da performance trabalhou, em equipa, ao nível da concepção estética, do espaço cénico, figurinos e trabalho de actor.
Tem organizado e participado em eventos com carácter multidisciplinar (música, pintura, vídeo).

Últimas Exposições Individuais:

2007 – Mais Vale Mudar O figurino Do Que morrer Nas mãos do Encenador – Galeria S. Mamede – Lisboa
2008 – Retratos para o Sedutor ou o Demolidor de Retratos - Galeria S. Mamede- Porto
2009- The Lady A Pintura E O JAZZ- BFLAT
2009 – Apresentação de “imagens animadas” na Cadeira de Van Gogh

Últimas Exposições colectivas:

2009 – Participação no evento HOMEM T – Organizado pelo Espaço T- Porto
2009 – Bienal de Cerveira – Área Panorâmica – Tui – Galiza
2009 – Exposição de pintura em cerâmica – Avilez – Espanha
2009 – Exposição de Cerâmica – Aveiro
2009 – Exposição de Cerâmica No CRAT – Porto
2009 – Participação no projecto OUT ART
2010 – Galeria Ikon – Braga
2010 – ARTIS IX – Seia (como artista convidada).

Performances:

2009 – O Jogo das Cartas – V.N. Cerveira
2009 - A Dança dos Olhos – Bienal Internacional de V. N. de Cerveira
2010 – Apresentação da Máquina Encantadora em Miguel Bombarda

Work in Progress:

2009 – Clube Literário - Projecto Colectivo – A Máquina Encantadora – Ana Maria, Tita Costa e Simão Bolivar

http://pintoraanamaria.blogspot.com/

http://anamariapintora.blogspot.com/