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terça-feira, 3 de julho de 2012

Mixed Media de Ernesto de Sousa em Serralves


Cartaz: ARARA


O Conselho de Administração da Fundação de Serralves convida V. Ex.ª para a inauguração da exposição de Ernesto de Sousa,  e performance, sessão única, que decorrerá no próximo dia 06 de Julho de 2012, na Casa de Serralves, das 22h00 às 24h00. Na noite de inauguração a entrada para a exposição é feita exclusivamente pela Rua de Serralves, 999.A presente exposição estará patente até 26 de Agosto de 2012.


"Almada, um Nome de Guerra" e "Nós Não Estamos Algures"


Durante as décadas de 60 e 70, Ernesto de Sousa desenvolveu os projetos "Almada, um Nome de Guerra" e "Nós Não Estamos Algures", inspirados na sua admiração por Almada Negreiros.

A performance terá uma única sessão, no dia 6 de julho, com direção artística de João Sousa Cardoso, com participação musical do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e direção musical do jovem maestro senense Jaime Reis.

A exposição comissariada por João Fernandes e Ricardo Nicolau aborda o processo de conceção dos projetos, incluindo diverso material da época e ilustrativo da vida e obra de Ernesto de Sousa e fica patente até 26 de agosto 2012. O catálogo da exposição, de autoria de Ana Baliza e Marta Ramos, será apresentado em data a anuncia.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ernesto de Sousa recordado em Guimarães e Serralves



Este sábado,16 de Junho, Ernesto de Sousa é recordado em Guimarães, com uma exposição documental no Centro de Assuntos de Arte e Arquitetura (CAAA), intitulada “Documentando Dom Roberto”, por ocasião do 50º aniversário do filme. A inauguração está marcada para as 14.30 horas, seguindo-se o lançamento do livro e de um DVD com o taking off. A esposa estará presente, assim como familiares e amigos.

"Dom Roberto", a única longa-metragem de Ernesto de Sousa (1921-1988), realizada em 1962 e contando com alguns dos atores portugueses mais afamados (Raul Solnado, Glicínia Quartin, Rui Mendes, Nicolau Breyner, …) foi premiado em Cannes ("Melhor Filme para a Juventude" e "Filme da Jovem Crítica") mas o realizador foi preso pela PIDE, polícia política portuguesa, quando saía do país para receber os prémios. Como não podia deixar de ser, a exposição recorda esta peripécia através das reações publicadas na imprensa estrangeira, o telegrama que realizadores de renome internacional (François Truffaut, Alain Resnais, Agnès Varda,…) subscreveram e foi enviado a Salazar, o diploma do Festival de Cannes, a censura, as polémicas e as críticas favoráveis nas melhores revistas estrangeiras sobre cinema, assim como diversos aspetos da vida e obra de Ernesto de Sousa.

A reposição do mixed-media “Almada, Um Nome de Guerra” está agendada para o dia 6 de julho, em Serralves. Almada Negreiros foi uma referência para Ernesto de Sousa, que divulgou incansavelmente a sua personalidade e obra. “Nome de Guerra” é o título de um romance de Almada Negreiros, escrito em 1925.

“Almada, Um Nome de Guerra” começou a ser produzido em 1969, com capital particular e contributos de artistas, críticos e cineastas amadores. Ficou terminado em 1973 e estreou em 1983, em Madrid. Trata-se de um filme-processo / filme-aberto, em 35 e 16 mm, projeções de slides e várias fontes sonoras, música de Jorge Peixinho interpretada pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa.
A exposição gráfica e as projeções digitalizadas podem ser vistas em Serralves até 01 de setembro.

Ernesto de Sousa, artista pluridisciplinar que José Riço Direitinho apelidou de “Operador Estético” (Público, 28 de outubro 2011), destacou-se em vários domínios artísticos, com destaque para as artes visuais, cinema, teatro, sempre do lado das vanguardas, desenvolvendo igualmente importante atividade na área do jornalismo, rádio e crítica.