Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 25 de Abril. Mostrar todas as mensagens

sábado, 24 de abril de 2010

FRANCO CHARAIS

O Pintor que foi Capitão de Abril


No dia em que se comemora o 36º aniversário da Revolução dos Cravos, a mais profunda e pacífica revolução da História nacional, nada mais oportuno que evocar neste blogue sobre arte e artistas um dos capitães de Abril, Franco Charais, que se tornou pintor concretizando um sonho de juventude.

Franco Charais (n. Porto, 1931) integrou o movimento de Capitães de Abril em 1974 e colaborou na redacção do Programa do Movimento das Forças Armadas – cujos objectivos foram sintetizados em “3 Dês”: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver. Entre 25 de Abril de 1974 e 1982, desempenhou funções na Comissão Coordenadora do Programa, Conselho de Estado, Conselho da Revolução e Comando da Região Militar do Centro. Fundou depois um projecto de cooperação técnica com Angola, Moçambique , Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, do qual se retirou catorze anos mais tarde. Foi então que decidiu dedicar-se a tempo inteiro à pintura, uma paixão que vinha da juventude mas que nunca teve muito tempo para desenvolver. Considera-se, assim, um pintor autodidacta.

Actualmente, Franco Charais é General reformado do Exército Português e estabeleceu-se em Portimão, onde partilha o atelier (1) – e a vida – com a pintora Stela Barreto.

Membro da Sociedade Nacional de Belas Artes, expõe desde 1995.

Participou em diversas exposições, nas galerias municipais de Albufeira, Aveiro, Beja, Carvoeiro, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa (Padrão dos Descobrimentos, Cervejaria da Trindade, Museu Militar, Associação 25 Abril, Galeria Chiado d´Arte), Lagos, Loulé, Parede, Portalegre, Portimão, Porto, Guimarães, Setúbal, Santo Tirso, Sesimbra, Sintra, Silves, Vila Real, Vilamoura, Viena (Áustria), Boston (EUA), Bona (Alemanha) e colectivas na Sociedade Nacional das Belas Artes, na ANAP, em Palos de La Fronteira e Valência (Espanha), em Lourdes e Angoulême (França), no Japão (Okinawa) e Barcelona (V Salão Internacional de Artistas Contemporâneos Independentes).

Pintor Convidado de Honra no 1º Salão de Artes Plásticas de Angoulême, França, 2001.

Em 2005, publicou o livro “ O Acaso e a História. Vivências de um Militar” (Ancora Editora), testemunho pessoal, militar e políticol de um dos protagonistas da Revolução de Abril.

Franco Charais participa como artista convidado na ARTIS 2010 – IX Festa das Artes e Ideias em Seia (2), assim como Stela e Sofia Barreto.

(1) - “MONTRA D´ARTE” - Rua da Hortinha 42, R/C Esq, 8500-522 Portimão.
(2) - De 08 de Maio a 06 de Junho 2010.
www.montradarte.com
www.francocharaispintor.blogspot.com
www.francocharaisarte.blogspot.com

terça-feira, 21 de abril de 2009

No 35º Aniversário da Revolução dos Cravos


Trinta e cinco anos após o 25 de Abril de 1974, recordemos a Revolução dos Cravos (uma das mais pacíficas revoluções da História Universal) através de imagens e sons incontornáveis:

- O início do movimento foi anunciado no Rádio Clube Português pela senha 1 - a canção "E Depois do Adeus" (letra de José Niza e música de José Calvário), interpretada por Paulo de Carvalho no Festival Eurovisão da Canção.

- Para confirmar o movimento utilizou-se a senha 2 - a canção "Grândola Vila Morena" (letra e música de Zeca Afonso).

- Comunicado do posto de comando do Movimento das Forças Armadas - MFA.

- O herói de Abril, Salgueiro Maia, ocupa o Terreiro do Paço e cerca o Quartel do Carmo. Foram os momentos mais delicados da Revolução.

- Proclamação da Junta de Salvação Nacional, lida pelo General António de Spínola. Estava consumada a Revolução dos Cravos.