A exposição itinerante Arte Nostra Damus estará patente até 06 de janeiro de 2016 na Casa da Cultura César de Oliveira em Oliveira do Hospital.
Imagens da abertura, dia 11 de dezembro.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Artista censurado no Sardoal
Câmara Municipal alega
“motivos de força maior” para cancelar exposição de desenho de Ricardo Cardoso [1] [2]
A
exposição de Ricardo Cardoso no Centro Cultural Gil Vicente, na vila do
Sardoal, com inauguração prevista para o passado dia 4 de dezembro, não chegou
a abrir. O Presidente da Câmara viu as obras, não gostou e mandou cancelar a
exposição. Os 10 desenhos sobre as atrocidades do século, que Seia viu na Artis
XIII, foram retiradas das paredes do Centro Cultural por terem sido
consideradas impróprias para a quadra natalícia. Em comunicado, a Câmara
Municipal de Sardoal “esclareceu” que a exposição foi cancelada “por motivos de
força maior”. Na sua página no Facebook,
o artista deixou a seguinte declaração: “Já todos conhecem a minha atitude em
relação à arte e à liberdade criativa, quer os ventos sejam favoráveis ou não.
(…) Não vou obrigar ninguém a gostar de ver os meus trabalhos, mas também
não vou deixar de os fazer ou dar a conhecer porque é Natal.”
Todos
concordamos que o Natal é uma quadra de ternura, fraternidade, convívio
familiar, mas o mundo não para, muito menos os atropelos aos Direitos Humanos em
todo o mundo, cristão e não cristão, que têm o seu Dia Internacional no início
de dezembro. Precisamente por ser Natal, celebrando o nascimento do Salvador que
os seus contemporâneos torturaram e pregaram numa cruz, não devemos esquecer as
atrocidades mais recentes, cometidas pela Humanidade no século XX e início do
século XXI, quando seria suposto os avanços tecnológicos e a democratização da
cultura criarem um novo Homem, capaz de refletir com humanidade sobre o caminho
andado e traçar novas rotas para o futuro. Mas há quem ache que o Natal deve
ser uma “silly season” de final de
ano, ignorando ou escondendo o que está mal para se sentir melhor.
Em
1914 achou-se por bem interromper a 1ª Guerra Mundial para celebrar o Natal mas
as atrocidades cometidas por ambas as partes recomeçaram logo de seguida, com
renovada violência. A 1ª Guerra Mundial vai longe, segundo sábias opiniões já
terá começado a 3ª, mas a dor e a morte são idênticas. E o terror também. Não a
violência e o terror dos filmes que os canais televisivos oferecem tradicionalmente
a pequenos e graúdos durante a quadra natalícia, com caretas e sangue a fingir,
mas o terror paralisante, o medo até de pensar, dar um passo, existir. Como
fingir que não decorrem atualmente no mundo 12 guerras com mais de mil mortos
por ano, a somar a milhares de vítimas anónimas do terrorismo internacional, às
vítimas conhecidas das ditaduras ostensivas ou envergonhadas, às vítimas da
exploração, da escravatura, da pobreza, da fome e da sede em todo o mundo, rico
e pobre.
Quem
conhece Ricardo Cardoso e acompanha a sua obra sabe como estas temáticas são
importantes para ele, refletindo-se nos seus trabalhos artísticos. A exposição
no Sardoal, composta por 10 dos desenhos realizados na Artis XIII – Festival de
Artes Plásticas de Seia, sobre os horrores da humanidade do século XX e início
do século XXI, pretendia atrair olhares e consciências dando rostos e nomes ao
terror, levantando a questão mais sensível do nosso tempo: “que futuro queremos
para a Humanidade?” Uma pergunta mais do que pertinente, urgente nos dias de
hoje, com populações inteiras em movimento pelo globo, fugindo dos seus países
devastados pela pobreza e pela guerra, e com a ameaça crescente do terrorismo,
criado e alimentado por interesses obscuros, utopias cegas e crenças fanáticas.
Por
tudo isto não faz sentido censurar a arte ou os artistas como se alguém ou
alguma instituição tivesse, por iniciativa própria ou “por motivos de força
maior”, o “dever” de proteger os cidadãos de tanto mal exorcizado no papel,
afastando a “pobre gente” da visão dos medos desvairados que muitos artistas já
não suportam dentro das cabeças e que existem cá fora – está visto pelos
atentados no coração da Europa – e estão agora a ser atirados sem piedade, como
flechas mortais, ao coração de cada um de nós.
10 de dezembro, Dia Internacional dos
Direitos Humanos
[1] Publicado no jornal Porta da Estrela nº 1023, 16 de dezembro 2015
[2] A 15 de dezembro foi anunciado que a CM do Sardoal aceitou acolher a exposição de Ricardo Cardoso no Centro Cultural Gil Vicente em janeiro 2016.
Entretanto, recordo aqui a realização de alguns desses
trabalhos na Artis XIII, em maio 2015.
Azulejos na Casa Maria Adelaide, São Romão
Azulejos na
Casa Maria Adelaide, São Romão, representando a formação rochosa natural
conhecida por “Cabeça da Velha” com a Capela de Nossa Senhora do Calvário e o
Presbitério de São Romão.
Fotos de Carlos
Manuel Dobreira
domingo, 15 de novembro de 2015
Pintura ao vivo na Catedral de Viseu - Projeto (RE)CRIAR
Projeto (RE)CRIAR, no dia 26 e 27 de setembro, no claustro da Catedral de Santa Maria de Viseu.
Cada um dos 9 artistas participantes escolheu uma obra de arte da Catedral de Viseu para servir de ponto de partida enquanto tema para a criação de uma obra de arte contemporânea.
Artistas: Luis Duro (Viseu) – Braço de São
Teotónio; José Almeida (Viseu) – Escultura da
Srª da Piedade com Jesus Cristo em seu Colo; Carlos Godinho (Estremoz) – Pia
Batismal; Sérgio Reis (Seia) - Escultura Anjo Rafael e Tobias; Manuela Araújo (Lisboa); Marta de Aguiar (Porto); Luís Correia (Viseu); Alice Piloto (Viseu).
As obras ficarão expostas na catedral até 23 de julho 2016.
Sérgio Reis
Sérgio Reis
Carlos Godinho
Paulo Medeiros
Paulo Medeiros
Luís Duro
Luís Duro
José Almeida
José Almeida
Alice Piloto
Alice Piloto
Marta de Aguiar
Marta de Aguiar
Manuela Araújo
Manuela Araújo
Luís Correia
Luís Correia
Sérgio Reis e Paulo Medeiros
Drª Fátima Eusébio
Anabela Pedrosa, ilustradora
Recebi hoje o novo livro de Cristina Magalhães com
ilustrações de Anabela Pedrosa, ”História da História (com pés e cabeça)”, apresentado publicamente há seis dias na Casa Allen, Porto. O texto de
Cristina Magalhães é divertido e ágil, delicioso de ler pois parte de uma ideia
original, começar a história ao contrário (“Foram felizes para sempre”) e está
visualmente muito bem apresentada graças à capa, paginação e ilustrações de
Anabela Pedrosa. Linha e mancha sugestivas, cor e texturas subtis, fluindo nas
páginas e dialogando sabiamente com os fundos e com o texto. O livro é precioso
e as autoras estão claramente de parabéns.
Anabela Pedrosa nasceu em Paços de Brandão em 1970. Formada
em Design de Comunicação pela ESAD de Matosinhos é Diretora criativa do
Departamento de Design e Comunicação na empresa L.M.C.O. Arquitetura e Design,
no Porto. Para além deste livro, ilustrou "O Dragão Napoleão e os
Amigos" de Eugénia Martins (editora Lugar da Palavra, 2012),
"Gustave" de Ana Rita Soares (Chiado Editora, 2015), "Vou pintar
um arco-íris" de Alice Cardoso (Recortar Palavras, 2015) e colabora
anualmente como ilustradora no livro "Histórias da Ajudaris".
“História da História (com pés e cabeça)”
Texto de Cristina Magalhães com ilustrações de Anabela
Pedrosa. Edita-me Editora, Porto, novembro de 2015.
domingo, 1 de novembro de 2015
ARTE NOSTRA DAMUS 15
Vista parcial da exposição
A exposição coletiva itinerante da MOITAMOSTRA 2015, ARTE NOSTRA DAMUS 15, inaugurou ontem, dia 1 de novembro, no Atelier/Galeria Ricardo Cardoso em São Romão. Depois de Viseu e Lisboa, a exposição é mostrada em Seia até final de novembro, seguindo depois para Oliveira do Hospital e Braga.
Promovida pelo GEIC - Grupo Experimental de Intervenção Cultural e organizada pela artista Cristina Vouga, a exposição apresenta obras de pintura, desenho, escultura, cerâmica, colagem e fotografia de 16 artistas: Alberto D'Assumpção; Alexandre Magno; Anabela Calado; Carlos Saramago, Cristina Vouga; José Manuel Heitor; Joana D'Assumpção; Luís Dias Ribeiro; Luís Morgadinho; Maria Rito; Miguel Carvalho; RIK Lina; Ricardo Cardoso; Sérgio Reis; Seixas Peixoto e Vítor Zapa.
Atelier/Galeria - Ricardo Cardoso
Bairro dos Moinhos nº4 (antigas Fábricas Camello)
S. Romão, Seia
Alexandre Magno, Sérgio Reis, Ricardo Cardoso, Luís Ribeiro, Cristina Vouga e Elsa Pinto
sexta-feira, 31 de julho de 2015
I Bienal de Gaia 2015 reúne 433 artistas
A I Bienal de Gaia 2015 reúne 433 artistas, com obras
expostas em diversos locais da cidade de Vila Nova de Gaia e Porto (ver mapa). Organizada
pelos Artistas de Gaia - Cooperativa Cultural, com o apoio da Câmara Municipal
de Gaia, a Bienal decorre até 09 de agosto 2015.
HORÁRIO DAS EXPOSIÇÕES
- De segunda a sexta-feira, das 14h às 19h
- Sábados e domingos, das 10h às 19h
Entrada livre
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