domingo, 15 de novembro de 2015

Anabela Pedrosa, ilustradora


Recebi hoje o novo livro de Cristina Magalhães com ilustrações de Anabela Pedrosa, ”História da História (com pés e cabeça)”, apresentado publicamente há seis dias na Casa Allen, Porto. O texto de Cristina Magalhães é divertido e ágil, delicioso de ler pois parte de uma ideia original, começar a história ao contrário (“Foram felizes para sempre”) e está visualmente muito bem apresentada graças à capa, paginação e ilustrações de Anabela Pedrosa. Linha e mancha sugestivas, cor e texturas subtis, fluindo nas páginas e dialogando sabiamente com os fundos e com o texto. O livro é precioso e as autoras estão claramente de parabéns.

Anabela Pedrosa nasceu em Paços de Brandão em 1970. Formada em Design de Comunicação pela ESAD de Matosinhos é Diretora criativa do Departamento de Design e Comunicação na empresa L.M.C.O. Arquitetura e Design, no Porto. Para além deste livro, ilustrou "O Dragão Napoleão e os Amigos" de Eugénia Martins (editora Lugar da Palavra, 2012), "Gustave" de Ana Rita Soares (Chiado Editora, 2015), "Vou pintar um arco-íris" de Alice Cardoso (Recortar Palavras, 2015) e colabora anualmente como ilustradora no livro "Histórias da Ajudaris".



“História da História (com pés e cabeça)”

Texto de Cristina Magalhães com ilustrações de Anabela Pedrosa. Edita-me Editora, Porto, novembro de 2015.

domingo, 1 de novembro de 2015

ARTE NOSTRA DAMUS 15

Vista parcial da exposição

A exposição coletiva itinerante da  MOITAMOSTRA 2015, ARTE NOSTRA DAMUS 15, inaugurou ontem, dia 1 de novembro, no Atelier/Galeria Ricardo Cardoso em São Romão. Depois de Viseu e Lisboa, a exposição é mostrada em Seia até final de novembro, seguindo depois para Oliveira do Hospital e Braga.

Promovida pelo GEIC - Grupo Experimental de Intervenção Cultural e organizada pela artista Cristina Vouga, a exposição apresenta obras de pintura, desenho, escultura, cerâmica, colagem e fotografia de 16 artistas: Alberto D'Assumpção; Alexandre Magno; Anabela Calado; Carlos Saramago, Cristina Vouga; José Manuel Heitor; Joana D'Assumpção; Luís Dias Ribeiro; Luís Morgadinho; Maria Rito; Miguel Carvalho; RIK Lina; Ricardo Cardoso; Sérgio Reis; Seixas Peixoto e Vítor Zapa.

Atelier/Galeria - Ricardo Cardoso
Bairro dos Moinhos nº4 (antigas Fábricas Camello)
S. Romão, Seia



 Alexandre Magno, Sérgio Reis, Ricardo Cardoso, Luís Ribeiro, Cristina Vouga e Elsa Pinto


sexta-feira, 31 de julho de 2015

I Bienal de Gaia 2015 reúne 433 artistas

A I Bienal de Gaia 2015 reúne 433 artistas, com obras expostas em diversos locais da cidade de Vila Nova de Gaia e Porto (ver mapa). Organizada pelos Artistas de Gaia - Cooperativa Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Gaia, a Bienal decorre até 09 de agosto 2015.


HORÁRIO DAS EXPOSIÇÕES
- De segunda a sexta-feira, das 14h às 19h
- Sábados e domingos, das 10h às 19h
Entrada livre


“António Ferro: O Inventor do Salazarismo”

Um livro fundamental para conhecer o escritor, jornalista e político português responsável pela política cultural do Estado Novo. À frente do Secretariado de Propaganda Nacional (Secretariado Nacional de Informação após a II Guerra), António Ferro (1895-1956) concebeu toda uma estratégia cultural que marcou o século XX português, conciliando tradição com a modernidade, o popular com o erudito, as frágeis e efémeras manifestações populares com as imponentes manifestações da autoridade do Estado. Editor da revista “Orpheu”, que introduziu o Modernismo em Portugal, apoiou e divulgou alguns dos artistas mais arrojados do seu tempo e a arte moderna, tendo sido afastado do poder pela elite conservadora do regime até um quase exílio em Berna.


O livro de Orlando Raimundo (Dom Quixote, 2015) permite compreender a importância de Ferro na história da cultura do século XX português, através de relatos muito vivos, que se compreendem melhor em contraponto com o documentário de Paulo Seabra «ESTÉTICA PROPAGANDA UTOPIA no Portugal de António Ferro»(1).

(1) - 1ª parte | 2ª parte do documentário.

O plágio na Arte

O artista japonês Kenjiro Sano plagiou o belga Olivier Debie – ou as semelhanças entre os logótipos do Teatro de Liége e dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 são puramente ocasionais? No cerrado, veloz e complexo mundo de imagens em que vivemos, em frenético modo de (re)produção e difusão simultânea de milhões de imagens tidas por originais, nenhum artista pode garantir que é absolutamente original e inovador, que não está a plagiar involuntariamente outro artista. O problema é que, para a máquina judicial, o plágio é crime. No mínimo, involuntário. 

Os limites da Arte

Quais são os limites da Arte? A arte enquanto intervenção política e social deve ser crítica mas pode (ou deve?) ser agressiva? As performances radicais do artista russo Petr Pavlensky são geralmente muito polémicas. A última, na Praça Vermelha, atirou-o para o banco dos réus. O julgamento está marcado para setembro.

O Retrato na Coleção do CAM



Decorre até 19 de outubro no Centro de Arte Moderna da FCG, em Lisboa, a exposição “Olhos nos Olhos” – o Retrato na Coleção do CAM-FCG, abordando “múltiplas técnicas, modos de representação, correntes estilísticas, e um permanente fascínio pelo registo de si próprio ou dos que são próximos ou, no lado oposto, o desejo de captar as celebridades ou os grandes vultos da cultura e da história”.