domingo, 3 de maio de 2015

Abriu a ARTIS XIII


 Abertura das exposições coletivas de artes plásticas e de fotografia do Artis XIII, com obras de desenho, pintura, escultura, colagem, instalação, homenagens a artistas e um excelente espetáculo da Orquestra Juvenil de Seia.


 Pintura de Sérgio Reis e Virgínia Pinto. Interessante combinação de materiais e de formas. Depois de surpreender na escultura, combinando diferentes materiais, Virgínia Pinto regressa à pintura para novas e felizes experimentações.

 "Imag ' in ' Action", do 7ª Sena - Núcleo Cinéfilo de Seia, "Geometria Cromática", de Glória Reis, "Natureza morta", de Alberto Alves

 Vista parcial da exposição de fotografia, no foyer do cineteatro da Casa da Cultura.

Exposição ARTE + do Grupo 9 na Miguel Bombarda

O Segredo de Lázaro, Sérgio Reis, acrílico s/tela, díptico.

A nova exposição coletiva do Grupo 9, ARTE +, abriu a 2 de maio no Gallery Hostel, na Rua de Miguel Bombarda, integrada no ciclo das Inaugurações Simultâneas.

A exposição reúne obras de Chi Pardelinha, Florentina Resende, Hermínia Cândido, Manuel Carvalho, Manuela Taxa, Maria Rafael, Marília Resende, Mário Portugal, Marta de Aguiar, Paulo Medeiros, Sérgio Reis e Silvestre Raposo.

Entretanto, até 15 de maio, decorre em Vinhais outra exposição coletiva do Grupo 9.


Grupo 9 - coletiva ARTE + na Gallery Hostel da Rua Miguel Bombarda, Porto. 

Fotos de Glória Reis.





Natureza Mágica - fotografias de Pedro Ribeiro

No Porta da Estrela de 30 de abril, Pedro Ribeiro e o Espaço Museológico da Misericórdia de Seia.



Igreja da Misericórdia e Casa do Despacho, Seia. Óleo s/tela de Tânia Antimonova, Col. CMS.


ARTIS XIII - pré-montagem da exposição de artes plásticas


No dia 28 de abril, ao fim da tarde, pré-montagem da exposição coletiva de artes plásticas para o Artis XIII, na Casa da Cultura de Seia - com Dora Tracana, Eulália Clara, José Guilherme Nunes, Luiz Morgadinho, Madalena Cunhal, Mário Jorge Branquinho, Ricardo Cardoso e Virgínia Pinto.


Dora Tracana participa no Artis 2015 com duas peças. A artista natural da Guarda foi selecionada para a Bienal de Arte de Nova Iorque de 2015 e Bienal do Dubai de 2016.

José Guilherme Nunes, Luiz Morgadinho, Ricardo Cardoso.

Vista parcial


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Desenho, criação e consciência


Luís Filipe S. P. Rodrigues, 2010. 408 pp. Contém entrevistas a: Alberto Carneiro, Alcino Soutinho, Álvaro Siza Vieira,Ângelo de Sousa, António Pedro, Jaime Silva, José Rodrigues, Lagoa Henriques,Luísa Arruda, Luísa Gonçalves, Mário Bismark, Pedro Saraiva e Vítor Silva.

domingo, 8 de março de 2015

“Estranhos dias à Janela”, de Mário Jorge Branquinho


“Estranhos dias à Janela”, livro de Mário Jorge Branquinho, apresentado a 7 de Março na Casa da Cultura de Seia*

“Estranhos Dias à Janela” é o título do livro de escrita criativa de Mário Jorge Branquinho, cuja cerimónia de apresentação terá lugar no próximo dia 7 de Março, pelas 21.30 horas, no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia.

Editado pela Sinapsis, do grupo Elêtheia Editores, o livro de 158 páginas, “leva-nos a viajar pelo mundo, numa dimensão suavemente poética”, segundo o artista plástico Sérgio Reis, que assina um dos textos introdutórios. O mesmo responsável acrescenta que se trata de “uma escrita apurada, culta e criativa, que se desdobra em significados e sentidos, levando a universos reais e imaginários, de fragâncias e fantasias, para dar que pensar”.

O livro será apresentado pelo professor António Silva Brito e haverá ainda outras intervenções, de amigos do autor.

No foyer do cineteatro estará patente uma exposição das 25 fotografias que fazem parte do livro, feitas a partir de janelas de vários países, “remetendo a olhares reflexivos de horizontes diversos e ao interior de cada espectador”.

No palco, vão igualmente registar-se intervenções musicais e dramatização de textos por músicos e atores locais.


Mário Jorge Branquinho é licenciado em Ciências Sociais e Mestrado em Animação Artística. É programador cultural e diretor e fundador do CineEco, Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela. Autor dos livros “Sentido Figurado” e “O Mundo dos Apartes”.

Intervenções dos oradores AQUI no blogue Seia Portugal.

Alberto Toscano Pessoa, Filipe Camelo (Presidente da CMS), Mário Jorge Branquinho, Maisa Antunes (Univ. de Coimbra e Univ. da Bahia), Sérgio Reis e António Silva Brito. Foto JSM

Cineteatro praticamente cheio para o lançamento do livro. Foto MJB.

Exposição do Grupo Nove em Vinhais


Decorre até 15 de maio 2015 a exposição do Grupo Nove na Casa da Cultura Solar dos Condes de Vinhais, em Bragança.

A mostra reúne um conjunto diversificado de obras de pintura e escultura de onze artistas, o Grupo Nove - que deve esta designação ao facto de o grupo inicial ser constituído por nove artistas:
Chi Pardelinha, Florentina Resende, Manuel Carvalho, Manuela Taxa, Maria Rafael, Marta de Aguiar, Paulo Medeiros, Sérgio Reis e Silvestre Raposo.

A próxima exposição do Grupo Nove terá lugar na Hostel Gallery, na Rua de Miguel Bombarda - Porto, entre os dias 2 de maio e 19 de junho 2015.



quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Deixem-me sair...

Para variar do "tirem-me deste filme" ou do "tirem-me desta cena", eis a versão "quero sair deste quadro". É um facto que nunca se sai... mas "o sonho comanda a vida" (António Gedeão).
Feliz Natal 2014 e Bom Ano Novo 2015.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Chão de Brinco - nova revista de poesia

Revista de poesia Chão de Brinco N.º 1 - Novembro de 2014 (foto: Facedesign)

Poemas e desenhos de Fernando de Castro Branco, Francisco Nóbrega Gonçalves, Helga Moreira, Joaquim Castro Caldas, José Valle Figueiredo, Moncef Louhaibi, Nuno Júdice, Pires Laranjeira, Rosa Alice Branco, Sérgio Reis, Veiga Luís, Vergílio Alberto Vieira. Desenhos de José Mário e fotografia de Egídio Santos e Leszek Szurkowsky.

Evocação do poeta Luís Veiga Leitão (1912-1987) e do grupo Poetas do Café (Diplomata) através de uma foto de grupo: Aureliano Lima, Egito Gonçalves, Luis Veiga Leitão, Mário Cláudio, Helga Moreira, Isabel de Sá, Álvaro Magalhães, António Campos, Arnaldo Saraiva, José Emílio-Nelson, Jorge Velhote, Laureano Silveira, Amadeu Baptista, Manuel Alberto Valente e Glória Padrão.


Edições Cardo. 72 páginas. Coordenação de Antonino Jorge e Alfredo de Resende Figueiredo. 
Encomendas pelo e-mail: cardoedicoes@gmail.com

domingo, 2 de novembro de 2014

Henrique Pousão

Autorretrato, 1878, Museu Soares dos Reis

Excelente evocação de Henrique Pousão no programa Visita Guiada (RTP2) de Paula Moura Pinheiro - com Elisa Soares, curadora do Museu N. de Soares dos Reis. Pousão (1859-1884) faleceu aos 25 anos, tuberculoso, mas deixou um conjunto de obras impressionante. A obra abordada no programa é uma pintura irreverente apresentada pelo pintor à Academia, "Esperando o Sucesso" (1882). No Museu Soares dos Reis encontram-se expostas algumas obras de Pousão, inclusive os quadros inacabados "Rapariga deitada no tronco de uma árvore" (1883) e "Mulher da Água - Capri" (1883) - referidos em alguns livros como "Um pequeno prazer" e "De volta", respetivamente. Esses quadros (ver fotos) integravam a remessa anual de artista pensionado - 3 telas no 3º ano) No final do verão de 1883, o pintor solicitou autorização e um subsídio ao Governo para regressar a Portugal, onde faleceu a 25 de março de 1884.

Visita Guiada (link)

"Rapariga deitada no tronco de uma árvore", 1883, óleo s/tela

"Mulher da Água - Capri", 1883, óleo s/tela

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Artistas senenses pintam mural alusivo ao 20º Cine’Eco e expõem fotografia de Natureza


Uma das atividades paralelas do 20º Cine’Eco, pensada para marcar esta edição histórica, foi a pintura de um mural com cerca de 30 metros, na Avenida D. Ester Barata, junto à Central de Camionagem de Seia. Outra, não menos relevante devido ao interesse das obras, é a exposição de fotografia de Natureza de Pedro Ribeiro, intitulada “Natureza Mágica”, que decorre até final de outubro no foyer do cineteatro. A Associação de Arte e Imagem é uma das principais parceiras do Cine’Eco.

Uma equipa de 5 artistas plásticos, dois de Seia e três convidados, trabalharam intensamente durante todo o dia da abertura do Cine’Eco, mas a chegada da chuva, pelo final da tarde, obrigou ao adiamento dos últimos retoques para o sábado seguinte. Luiz Morgadinho e Tania Antimonova (pelos artistas de Seia), Alexandre Magno (Mangualde), Manuel Machado (Oliveira do Hospital) e Vitor Zapa (Braga), partiram de um esboço inicial organizado a partir de um elemento central, uma película cinematográfica, rodeada por vários elementos naturais e humanos representativos da Serra da Estrela: um rebanho e o respetivo pastor, um burro pastando, um muro antigo de granito, o recorte da montanha, a cidade e a flor que é o símbolo do concelho de Seia, a campanula herminii, típica dos prados e urzais da Estrela. Evoca-se ainda o sistema de projeção antigo, com a tradicional máquina de bobines, uma vez que o cineteatro já dispõe de equipamento digital, tendo os artistas aproveitado a oportunidade para uma singela homenagem ao projecionista Zeca, funcionário da Casa da Cultura.

A pintura mural encontra-se no acesso pedonal ao centro da cidade e é visível de vários ângulos, inclusive das varandas do Hotel Camelo. Espera-se agora que esta iniciativa tenha continuidade e que a própria Câmara promova a pintura artística dos restantes muros.

No Foyer do Cineteatro, Pedro Ribeiro mostra um bom conjunto de fotografias de Natureza, paisagem e vida selvagem, com grande realismo, riqueza de pormenor, sentido estético - na composição e na hábil utilização da cor. Tudo servido por uma qualidade técnica que reforça o poder de sedução das imagens. Quase sentimos o fervilhar da vida em ambientes naturais que os visitantes da Estrela vão encontrando nas suas caminhadas pelo interior da montanha mas raramente com a beleza e intensidade mágica que podemos admirar nestas fotografias.


Pedro Ribeiro é licenciado em Educação Visual e Tecnológica e Mestre em Design Gráfico, incluindo-se a Fotografia e a Pintura na sua formação pluridisciplinar. Na área da fotografia, é fotógrafo freelancer, colaborador de revistas especializadas, com diversos primeiros prémios em concursos organizados por revistas de fotografia e pelo C.I.S.E. – Centro de Interpretação da Serra da Estrela.

 Manuel Machado, Luiz Morgadinho, Alexandre Magno, Vitor Zapa, Tania Antimonova

Sérgio Reis, Manuel Machado, Alexandre Magno e Tania Antimonova

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Já andamos à procura da Liberdade? Será desorientação ou (mais) um sinal dos tempos?

Aeroporto Sá Carneiro, Porto, 2014. Foto: Sérgio Reis

Decorreu este fim-de-semana em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, o 3º Encontro Presente e Futuro, organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e intitulado “A Procura da Liberdade”. A ideia central da promoção do Encontro sublinhava o facto de só em liberdade podermos debater o tema da liberdade, mas a mim parece-me, com todo o respeito, que a necessidade de debatermos um determinado tema só se coloca quando pressentimos ou percebemos algum problema relativamente a isso. Atualmente é fácil de explicar e de entender até que ponto as nossas decisões e comportamentos individuais e coletivos são condicionados, inclusive a capacidade de cada um se revoltar contra imposições, restrições, proibições. Noutro sentido, a perda de autonomia política e económica de Portugal suscitou fundamentadas preocupações. Como podemos sentir-nos livres se o peso da dívida pública compromete cada português com 20 mil euros, uma quantia gasta em nome de cada um de nós por aqueles que elegemos para gerir os bens comuns. Ainda noutro sentido, pese-se os riscos que a globalização traz à liberdade, a possibilidade de vigilância mútua e controlo permanente através da Internet e satélite, emissão obrigatória de faturas, o cada vez mais inevitável dinheiro de plástico,… 
Por tudo isto, não me parece estranho que tanta gente tenha sentido a necessidade de pensar e debater a Liberdade nos nossos dias, o estado da liberdade em Portugal e o seu futuro nas diversas áreas da vida contemporânea. Parece-me, isso sim, muito preocupante. Um sinal dos tempos que vivemos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Primeiras obras de Marwan em Serralves


Exposição das primeiras obras do artista sírio Marwan, nome artístico de Mohamed Marouan Kassab-Bachi  (n. Damasco, 1934) no Museu de Serralves -  desenhos com variados meios e técnicas, aguarelas e pintura a óleo realizadas entre 1962 e 1972. A diretora do Museu, Suzanne Cotter, continua apostada em divulgar artistas do médio oriente, seguindo-se a primeira exposição antológica da artista iraniana Monir Shahroudy Farmanfarmaian (n. Qazvin, 1924), em fase de montagem e com inauguração marcada para 5ª feira, dia 9.

Em 1957, Marwan fixou-se em Berlim, desenvolvendo a partir daí uma carreira internacional. Contemporâneo de Georg Baselitz, a sua obra enquadra-se na chamada Nova Figuração. Frequentou durante seis anos o atelier de Hann Trier (1915-1999), período que deu lugar a uma significativa produção de desenhos, abundantemente representada na exposição.


A oferta de arte contemporânea em Serralves completa-se com algumas obras da coleção do museu, destacando-se as obras com movimento e som de Liam Gillick e as formas geométricas em quadros improvisados de Amalia Pica. 

 Autorretrato, 1964

 A Cruz, 1966

 Cara Paisagem, 1972

 Homem com boneca, 1971

 Vista parcial



Obra da artista argentina Amália Pica (Coleção de Serralves)

Desenhos de Siza Vieira no Porto


Exposição de desenhos de Álvaro Siza Vieira num espaço projetado pelo próprio, a Ginkgo Gallery, no Centro Comercial Miguel Bombarda, Porto. 

Fotos: Glória Reis.


O tema dos centauros

"Judith e Holoferne"


domingo, 28 de setembro de 2014

Sérgio Reis, deputado federal


Oi, caras.
Tem por aí gente que não cansa de me perguntar se estou correndo p´ra eleições, enchem meu mail com Parabéns, Que beleza de cartaz, Que cara mais jovem meu deus, a idade passou ao lado, nem vai ter jeito de ser velho antes de morrer, Vai em frente Sérgio Reis, isto para não falar no facebook, uma correnteza de likes que até entope o servidor, sorte a minha não ter celular, quebrou logo no arranque da crise, mas não, pode comer e dormir em sossego, minha gente, o cara aí é o tal Sérgio Reis do Brasil, que nem é nome dele mesmo, é pseudônimo, na realidade o tal de cantor sertanejo, ator de novela e outro tanto lá, mudou o apelido que era Bavini para Reis, deu folga na família, mas Bereraca insistiu, que eu era sim senhor esse tal, nem havia diferença a não ser a barba e o chapéu e os óculos, tirando tanta diferença eu passava por ser o mesmo cara, Bereraca é de Casa Mole, nasceu teimosa e não adianta esclarecer os nordestinos teimosos de Casa Mole, mas ainda assim eu respondi, Pôxa, você gostava mesmo de me atirar às feras, lá no Brasil nem podia me candidatar e cá também não tem jeito, tenho mais onde me esfarrapar, Sérgio Reis Bavini para mim é assunto arrumado, é certo que vai ganhar e o mesmo desejo a Tiririca, que faz piada com tudo e a gente já não ri desde a Copa do Mundo, agora acho que vou parar de escrever à José Saramago e mandar daqui para vocês, amigos brasileiros, um abraço do tamanho do mundo, não vale a pena exagerar.
Sérgio Reis*


*De Portugal, escrevendo em português do Brasil ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.


El Greco: Arte e Ofício

As comemorações do IV Centenário da morte de El Greco, que reuniram em Toledo a maior parte das suas obras ao longo de 2014, entrou na reta final com a exposição “El Greco: Arte e Ofício”, no Museu de Santa Cruz de Toledo, Sacristia da Catedral e Museu de El Greco. Através de mais de 90 obras oriundas de todo o mundo e até 9 de dezembro, o visitante pode perceber como o pintor de Toledo transformava as ideias em obras de arte. Entre as preciosidades expostas contam-se “São Francisco e o Irmão Leão” (proveniente de Cádiz) ou a recém restaurada “Madalena Penitente” (Worcester Art Museum – Texas, EUA), assim como 4 desenhos e 4 estampas realizadas sob orientação de El Greco no final da sua vida. 

O Museu do Exército, em Toledo, mostra ao vivo as armas pintadas por El Greco nas suas telas.


Madrid acolhe atualmente duas importantes exposições, “El Griego e a Pintura Moderna” (Museu do Prado, até 5 de outubro) e a exposição que esteve patente até agosto em Valladolid, 'Entre o céu e a Terra” (Academia de Belas Artes de São Fernando, até 8 de novembro).

Página oficial El Greco 2014

sábado, 27 de setembro de 2014

Pintura Surrealista de Luiz Morgadinho no Museu Abel Manta - Gouveia

Luiz Morgadinho

Foi hoje inaugurada a exposição de Pintura de Luiz Morgadinho, no espaço que o Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta reserva às exposições temporárias. Sem maiores formalidades, a ocasião reuniu um vasto grupo de amigos do artista, muitos deles também artistas, algum público local e contou com a presença do Presidente da Câmara, Luís Tadeu Marques, e esposa, do Presidente da Junta de Freguesia de Gouveia, João Amaro, e da Diretora do Museu Abel Manta.

A exposição reúne obras de pintura a acrílico sobre tela e técnica mista (pintura e colagem) produzidas desde 2011. As obras mais recentes, de 2014, demonstram o elevado grau de exigência técnica do artista, como na tela “Núpcias” (um forte comentário visual aos costumes populares), com a novidade das colagens – recortes de fotos combinadas com a pintura, uma ligação que resulta em formas bem trabalhadas, sendo necessária uma observação atenta para perceber onde acaba a fotografia e começa a pintura, e vice-versa. Destaca-se ainda a série “Tudo vê”, um conjunto de acrílicos s/tela de pequeno formato explorando o conceito de “big brother” (difundido por George Orwell no último romance que escreveu, “1984”, em 1949) com amplas conotações, sociais, políticas e religiosas que remetem para este nosso tempo de liberdades aparentes, irreverências controladas, felicidade pré-fabricada.

Como se sabe, não existe apenas um surrealismo, cada artista propõe e explora a sua ideia de surrealismo. A ideia surrealista, mais que um conceito, é um sinónimo de liberdade. O surrealismo moderno de Luiz Morgadinho combina o realismo (e mesmo o hiper-realismo) com grafismos populares e caricaturas, muitas vezes em ambientes oníricos ou exóticos, combinando a pintura clássica com o cartoon para elaborar mensagens de caráter social e político, inspiradas e inspiradoras.

De resto, mantenho o que escrevi em 2009 sobre a pintura de Morgadinho, um texto reproduzido parcialmente na promoção que a Câmara Municipal de Gouveia faz à exposição na sua página oficial:

Luiz Morgadinho, na sua obra criativa, utiliza técnicas de pintura convencionais para nos mostrar mais caminhos de comunicação, alargar as janelas e corredores do gosto artístico tradicional, ao mesmo tempo que desafia o acomodado entendimento da realidade. Servindo-se de um dos métodos preferidos dos surrealistas, o ilusionismo fotográfico, e guiado pelo princípio da imaginação como motor da criação, constrói malabarismos filosóficos para desmascarar as incongruências do nosso tempo.” 

A exposição decorre até 26 de outubro 2014.


Vista parcial da exposição.

Vista parcial da esxposição.