domingo, 8 de março de 2015

“Estranhos dias à Janela”, de Mário Jorge Branquinho


“Estranhos dias à Janela”, livro de Mário Jorge Branquinho, apresentado a 7 de Março na Casa da Cultura de Seia*

“Estranhos Dias à Janela” é o título do livro de escrita criativa de Mário Jorge Branquinho, cuja cerimónia de apresentação terá lugar no próximo dia 7 de Março, pelas 21.30 horas, no Cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia.

Editado pela Sinapsis, do grupo Elêtheia Editores, o livro de 158 páginas, “leva-nos a viajar pelo mundo, numa dimensão suavemente poética”, segundo o artista plástico Sérgio Reis, que assina um dos textos introdutórios. O mesmo responsável acrescenta que se trata de “uma escrita apurada, culta e criativa, que se desdobra em significados e sentidos, levando a universos reais e imaginários, de fragâncias e fantasias, para dar que pensar”.

O livro será apresentado pelo professor António Silva Brito e haverá ainda outras intervenções, de amigos do autor.

No foyer do cineteatro estará patente uma exposição das 25 fotografias que fazem parte do livro, feitas a partir de janelas de vários países, “remetendo a olhares reflexivos de horizontes diversos e ao interior de cada espectador”.

No palco, vão igualmente registar-se intervenções musicais e dramatização de textos por músicos e atores locais.


Mário Jorge Branquinho é licenciado em Ciências Sociais e Mestrado em Animação Artística. É programador cultural e diretor e fundador do CineEco, Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela. Autor dos livros “Sentido Figurado” e “O Mundo dos Apartes”.

Intervenções dos oradores AQUI no blogue Seia Portugal.

Alberto Toscano Pessoa, Filipe Camelo (Presidente da CMS), Mário Jorge Branquinho, Maisa Antunes (Univ. de Coimbra e Univ. da Bahia), Sérgio Reis e António Silva Brito. Foto JSM

Cineteatro praticamente cheio para o lançamento do livro. Foto MJB.

Exposição do Grupo Nove em Vinhais


Decorre até 15 de maio 2015 a exposição do Grupo Nove na Casa da Cultura Solar dos Condes de Vinhais, em Bragança.

A mostra reúne um conjunto diversificado de obras de pintura e escultura de onze artistas, o Grupo Nove - que deve esta designação ao facto de o grupo inicial ser constituído por nove artistas:
Chi Pardelinha, Florentina Resende, Manuel Carvalho, Manuela Taxa, Maria Rafael, Marta de Aguiar, Paulo Medeiros, Sérgio Reis e Silvestre Raposo.

A próxima exposição do Grupo Nove terá lugar na Hostel Gallery, na Rua de Miguel Bombarda - Porto, entre os dias 2 de maio e 19 de junho 2015.



quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Deixem-me sair...

Para variar do "tirem-me deste filme" ou do "tirem-me desta cena", eis a versão "quero sair deste quadro". É um facto que nunca se sai... mas "o sonho comanda a vida" (António Gedeão).
Feliz Natal 2014 e Bom Ano Novo 2015.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Chão de Brinco - nova revista de poesia

Revista de poesia Chão de Brinco N.º 1 - Novembro de 2014 (foto: Facedesign)

Poemas e desenhos de Fernando de Castro Branco, Francisco Nóbrega Gonçalves, Helga Moreira, Joaquim Castro Caldas, José Valle Figueiredo, Moncef Louhaibi, Nuno Júdice, Pires Laranjeira, Rosa Alice Branco, Sérgio Reis, Veiga Luís, Vergílio Alberto Vieira. Desenhos de José Mário e fotografia de Egídio Santos e Leszek Szurkowsky.

Evocação do poeta Luís Veiga Leitão (1912-1987) e do grupo Poetas do Café (Diplomata) através de uma foto de grupo: Aureliano Lima, Egito Gonçalves, Luis Veiga Leitão, Mário Cláudio, Helga Moreira, Isabel de Sá, Álvaro Magalhães, António Campos, Arnaldo Saraiva, José Emílio-Nelson, Jorge Velhote, Laureano Silveira, Amadeu Baptista, Manuel Alberto Valente e Glória Padrão.


Edições Cardo. 72 páginas. Coordenação de Antonino Jorge e Alfredo de Resende Figueiredo. 
Encomendas pelo e-mail: cardoedicoes@gmail.com

domingo, 2 de novembro de 2014

Henrique Pousão

Autorretrato, 1878, Museu Soares dos Reis

Excelente evocação de Henrique Pousão no programa Visita Guiada (RTP2) de Paula Moura Pinheiro - com Elisa Soares, curadora do Museu N. de Soares dos Reis. Pousão (1859-1884) faleceu aos 25 anos, tuberculoso, mas deixou um conjunto de obras impressionante. A obra abordada no programa é uma pintura irreverente apresentada pelo pintor à Academia, "Esperando o Sucesso" (1882). No Museu Soares dos Reis encontram-se expostas algumas obras de Pousão, inclusive os quadros inacabados "Rapariga deitada no tronco de uma árvore" (1883) e "Mulher da Água - Capri" (1883) - referidos em alguns livros como "Um pequeno prazer" e "De volta", respetivamente. Esses quadros (ver fotos) integravam a remessa anual de artista pensionado - 3 telas no 3º ano) No final do verão de 1883, o pintor solicitou autorização e um subsídio ao Governo para regressar a Portugal, onde faleceu a 25 de março de 1884.

Visita Guiada (link)

"Rapariga deitada no tronco de uma árvore", 1883, óleo s/tela

"Mulher da Água - Capri", 1883, óleo s/tela

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Artistas senenses pintam mural alusivo ao 20º Cine’Eco e expõem fotografia de Natureza


Uma das atividades paralelas do 20º Cine’Eco, pensada para marcar esta edição histórica, foi a pintura de um mural com cerca de 30 metros, na Avenida D. Ester Barata, junto à Central de Camionagem de Seia. Outra, não menos relevante devido ao interesse das obras, é a exposição de fotografia de Natureza de Pedro Ribeiro, intitulada “Natureza Mágica”, que decorre até final de outubro no foyer do cineteatro. A Associação de Arte e Imagem é uma das principais parceiras do Cine’Eco.

Uma equipa de 5 artistas plásticos, dois de Seia e três convidados, trabalharam intensamente durante todo o dia da abertura do Cine’Eco, mas a chegada da chuva, pelo final da tarde, obrigou ao adiamento dos últimos retoques para o sábado seguinte. Luiz Morgadinho e Tania Antimonova (pelos artistas de Seia), Alexandre Magno (Mangualde), Manuel Machado (Oliveira do Hospital) e Vitor Zapa (Braga), partiram de um esboço inicial organizado a partir de um elemento central, uma película cinematográfica, rodeada por vários elementos naturais e humanos representativos da Serra da Estrela: um rebanho e o respetivo pastor, um burro pastando, um muro antigo de granito, o recorte da montanha, a cidade e a flor que é o símbolo do concelho de Seia, a campanula herminii, típica dos prados e urzais da Estrela. Evoca-se ainda o sistema de projeção antigo, com a tradicional máquina de bobines, uma vez que o cineteatro já dispõe de equipamento digital, tendo os artistas aproveitado a oportunidade para uma singela homenagem ao projecionista Zeca, funcionário da Casa da Cultura.

A pintura mural encontra-se no acesso pedonal ao centro da cidade e é visível de vários ângulos, inclusive das varandas do Hotel Camelo. Espera-se agora que esta iniciativa tenha continuidade e que a própria Câmara promova a pintura artística dos restantes muros.

No Foyer do Cineteatro, Pedro Ribeiro mostra um bom conjunto de fotografias de Natureza, paisagem e vida selvagem, com grande realismo, riqueza de pormenor, sentido estético - na composição e na hábil utilização da cor. Tudo servido por uma qualidade técnica que reforça o poder de sedução das imagens. Quase sentimos o fervilhar da vida em ambientes naturais que os visitantes da Estrela vão encontrando nas suas caminhadas pelo interior da montanha mas raramente com a beleza e intensidade mágica que podemos admirar nestas fotografias.


Pedro Ribeiro é licenciado em Educação Visual e Tecnológica e Mestre em Design Gráfico, incluindo-se a Fotografia e a Pintura na sua formação pluridisciplinar. Na área da fotografia, é fotógrafo freelancer, colaborador de revistas especializadas, com diversos primeiros prémios em concursos organizados por revistas de fotografia e pelo C.I.S.E. – Centro de Interpretação da Serra da Estrela.

 Manuel Machado, Luiz Morgadinho, Alexandre Magno, Vitor Zapa, Tania Antimonova

Sérgio Reis, Manuel Machado, Alexandre Magno e Tania Antimonova

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Já andamos à procura da Liberdade? Será desorientação ou (mais) um sinal dos tempos?

Aeroporto Sá Carneiro, Porto, 2014. Foto: Sérgio Reis

Decorreu este fim-de-semana em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, o 3º Encontro Presente e Futuro, organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos e intitulado “A Procura da Liberdade”. A ideia central da promoção do Encontro sublinhava o facto de só em liberdade podermos debater o tema da liberdade, mas a mim parece-me, com todo o respeito, que a necessidade de debatermos um determinado tema só se coloca quando pressentimos ou percebemos algum problema relativamente a isso. Atualmente é fácil de explicar e de entender até que ponto as nossas decisões e comportamentos individuais e coletivos são condicionados, inclusive a capacidade de cada um se revoltar contra imposições, restrições, proibições. Noutro sentido, a perda de autonomia política e económica de Portugal suscitou fundamentadas preocupações. Como podemos sentir-nos livres se o peso da dívida pública compromete cada português com 20 mil euros, uma quantia gasta em nome de cada um de nós por aqueles que elegemos para gerir os bens comuns. Ainda noutro sentido, pese-se os riscos que a globalização traz à liberdade, a possibilidade de vigilância mútua e controlo permanente através da Internet e satélite, emissão obrigatória de faturas, o cada vez mais inevitável dinheiro de plástico,… 
Por tudo isto, não me parece estranho que tanta gente tenha sentido a necessidade de pensar e debater a Liberdade nos nossos dias, o estado da liberdade em Portugal e o seu futuro nas diversas áreas da vida contemporânea. Parece-me, isso sim, muito preocupante. Um sinal dos tempos que vivemos.