sexta-feira, 11 de julho de 2014

Retrato de Rapaz, por Mário Cláudio

No quadro “São João Batista” (1513), Leonardo da Vinci retrata o jovem Salai. 

O mais recente romance de Mário Cláudio é uma séria viagem à oficina de Leonardo da Vinci (1452-1519), com uma base histórica credível, focada na relação do mestre com os seus dois discípulos, Gian Giacomo Caprotti e Francesco Melzi, muito em particular o primeiro, a que Leonardo chamava Salai ou Il Salaino, “pequeno diabo”, "diabrete".

A vida de Leonardo regista diversos factos que alguns biógrafos entendem ser a prova da sua homossexualidade, hipótese que continua a gerar polémica nos meios eruditos. Quando ainda trabalhava com Verrocchio, Leonardo foi ilibado por falta de provas de uma acusação anónima, mas manteve depois uma relação muito próxima com os seus discípulos. Era comum os mestres da época, e não só nas oficinas de artistas, contratarem jovens para o serviço das suas casas, onde cresciam como se fossem da família e aprendiam o seu ofício. Salai chegou ao estúdio de Leonardo em 1490, com apenas 10 anos de idade. Melzi, filho de um aristocrata milanês, tornou-se seu aprendiz em 1506.

Apesar dos defeitos de Salai, que Leonardo classificou nos seus escritos como "ladrão, mentiroso, teimoso e glutão", o rapaz de Oreno era o favorito do mestre, que o utilizou como modelo. O quadro mais conhecido, retratando Salai, é o São João Batista (1513), existindo um desenho erótico realizado sobre um retrato de Salai - ou sobre um esboço do quadro - intitulado "O Anjo Incarnado" (c. 1515), descoberto na Alemanha em 1991. Após a morte do aprendiz, provavelmente num duelo, Leonardo manteve o seu retrato (como São João Batista) junto à cabeceira até ao último suspiro, em França. Francesco Melzi acompanhou o mestre até à morte e assegurou depois a publicação póstuma dos seus escritos, imortalizando o génio de Leonardo da Vinci. 

“Retrato de Rapaz” (D. Quixote, 139 páginas, 12,90€) evoca o pintor, o escultor, o inventor, o anatomista, a pretexto de um mergulho nas relações humanas e sociais de uma época que viu nascer o Humanismo. Pelo arrojo do tema e pela coragem de abordar um aspeto controverso da vida de Leonardo da Vinci, este romance adquire particular relevância na obra de Mário Cláudio, 30 anos depois de “Amadeo” (1984), sobre o pintor Amadeo de Souza-Cardoso.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

2014, o ano d’O Grego

Doménikos Theotokópoulos “El Greco”, Autoretrato, 1604

O grande acontecimento artístico ibérico de 2014 são as comemorações do 4º centenário da morte de Doménikos Theotokópoulos, ou El Greco, pintor nascido na Grécia (Creta) em 1541. Conhecido principalmente pela obra que produziu em Toledo desde 1577, exibida com merecido orgulho nos maiores museus espanhóis e uma referência artística na arte universal, El Greco só adquiriu fama intemporal no final do século XIX, quando foi redescoberto por pintores impressionistas e expressionistas que estudavam as obras de pintura clássica no Museu do Prado.

Apesar de ter pintado para as elites do seu tempo, o facto de ser conhecido por “o grego” e de ter ficado praticamente esquecido durante quase três séculos deve-se sobretudo a uma secundarização do artista em favor da figura maior da pintura espanhola, Diego Velázquez (1599-1660), embora também seja evidente que o pintor emigrante teimava em sublinhar a sua origem assinando as obras com o nome original, difícil de pronunciar e de memorizar. Era então habitual os artistas que se fixavam em países estranhos adotarem nomes locais, como aconteceu em Portugal com os pintores flamengos Francisco Henriques e Frei Carlos, que ficaram na história do Renascimento português.

A originalidade de El Grego reside no modo como combinou aspetos da arte bizantina, do renascimento e do maneirismo, uma sensibilidade estética muito própria (que alguns estudiosos atribuem a doenças oftalmológicas) e a exploração criativa dos limites dos cânones artísticos dominantes nessa época. Viveu alguns anos em Veneza, onde trabalhou com Ticiano (c.1485-1576) e também em Roma, pintando na capital do catolicismo várias obras que lhe deram fama internacional entre os principais encomendadores de arte, os ricos decisores católicos. O Espólio ou O Desnudamento de Cristo,  iniciada no verão de 1577 e concluída em 1579 para o altar da Catedral de Toledo, foi uma encomenda do reitor da Catedral de Toledo, Diego de Castilha, por influência do filho, Luis de Castilha, que estava em Roma e era amigo de El Grego.

Em 1577 foi para Madrid com o objetivo de se tornar pintor da corte do poderoso Filipe II, o único monarca que foi rei de Espanha, da Inglaterra e de Portugal (Filipe I), senhor de territórios que se estendiam até às Filipinas. Após desentendimentos com a corte, El Greco foi chamado a Toledo (capital de Espanha até Filipe II ter mudado a corte para Madrid em 1561) onde pintou obras-primas como “A Ascensão da Virgem” (1579) ou “A Santíssima Trindade” (1579) e acabou por se fixar nesta cidade montando aí uma oficina de pintura em 1585.

As obras-primas emblemáticas de El Grego foram pintadas em Toledo, entre as quais “O Espólio” (1579), o impressionante quadro “O Enterro do Conde de Orgaz” (1587/88) e “Vista de Toledo” (1612), ficando o artista para sempre ligado a esta belíssima cidade, recortada pelo rio Tejo, que partilha com Lisboa. A maior exposição de obras de El Greco jamais realizada foi a principal atração de Toledo entre março e junho de 2014, reunindo dezenas de pinturas oriundas de coleções dos maiores museus do mundo e de colecionadores privados a pinturas que nunca chegaram a sair de Toledo. Nos Espaços Grego, abertos todo o ano, as pinturas encontram-se expostas nos seus lugares originais, para onde foram concebidas pelo artista, regressando algumas delas a esses locais após décadas de ausência.

A evocação de El Grego conta também com a participação de artistas contemporâneos, chamados a criar peças artísticas para a exposição “Toledo Contemporánea”, no Centro Cultural San Marcos, destacando a belíssima cidade histórica – e a Arte Ibérica – nos roteiros turísticos internacionais.

Doménikos Theotokópoulos, “El Grego”, El entierro del Conde de Orgaz, 1587/88, óleo s/tela, 480X360 cm, Igreja de São Tomé, Toledo. Encomendado em 1586 pelo pároco da igreja de Santo Tomé, Andrés Núñez de Madrid, o grandioso quadro era um tributo ao benemérito Senhor da vila de Orgaz, falecido no início do século XIV, evocando o acontecimento prodigioso que, segundo a tradição, terá ocorrido durante a transladação dos seus restos mortais em 1327: durante o enterro, Santo Agostinho e Santo Estêvão desceram do céu para sepultarem com as próprias mãos o Senhor de Orgaz. As exigências da encomenda, muito pormenorizada, limitaram a criatividade do artista na metade inferior do quadro, representando a terra, tendo maior liberdade na parte superior, pintando “um céu aberto de glória”. À procissão de personalidades da época, de Santo Agostinho e Santo Estêvão sepultando o Senhor de Orgaz, e até do próprio filho, retratado no canto inferior esquerdo, El Greco contrapôs um céu de surpreendente irrealidade, desajustado da realidade visível, com cores estranhas à própria natureza, transformando uma mera composição imaginada por um pároco numa obra-prima da arte universal.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Inimigos duplicados


Estreia hoje em Portugal o thriller "Enemy" (2014), cujo argumento, do espanhol Javier Guillón, é baseado no romance “O Homem Duplicado”, do Nobel português José Saramago, publicado em 2002. Realizado por Denis Villeneuve, o filme chega já premiado (Prémio Méliès d'Argent no Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha, em Sitges) ao nosso país, contando com a participação dos atores Jake Gyllenhaal (“Brokeback Mountain”, “Prince of Persia”, “Prisioners”), Mélanie Laurent, Sarah Gadon e Isabella Rossellini.

O "Homem Duplicado" é uma história de suspense sobre o conceito de identidade, saber quem somos enquanto indivíduos, únicos, numa época dominada pela imagem e por relações humanas e profissionais baseadas na aparência. Segundo Saramago (1), a pergunta central do livro é "quem sou eu?" e não quem é o outro. A semelhança física extrema entre duas personagens, os sósias Tertuliano Máximo Afonso, professor de História, e Daniel Santa-Clara, ator, aproxima-os e lança-os no desafio de testarem a sua semelhança trocando de identidade. Uma situação que se verifica também com alguns gémeos, tentados a trocar de papéis usando as semelhanças físicas. A ameaça identitária criada pela descoberta da duplicação só desaparece quando é eliminada. O sobrevivente pode assim escolher uma das identidades disponíveis mas o efeito perverso da duplicação é que, num mundo tão diverso, a duplicação possa ser mais generalizada e o homem duplicado descobre que tem afinal não um mas vários rivais. O fio da narrativa é tão forte em "O Homem Duplicado" que chega a secundarizar o prazer do texto nessa obra de Saramago, apresentada pelo próprio sob o lema “"O caos é uma ordem por decifrar" (Livro dos contrários) e uma citação de Laurence Sterne, “Acredito sinceramente ter intercetado muitos pensamentos que os céus destinavam a outro homem”.

VER o trailer oficial.

(1)-Entrevista no programa brasileiro Roda Viva, Canal Cultura, 13/10/2003

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Curta Artes

Os programas “Curta Artes”, "Museu Vivo", "Arte Documenta" e “Visita Guiada”, produzidos pelo canal cultural de televisão SescTV, de São Paulo, Brasil, apresentam artistas e obras de arte contemporâneas, com depoimentos dos artistas e visitas guiadas às suas exposições.
São Paulo acolhe uma das três mais importantes bienais internacionais de arte contemporânea e oferece museus de referência internacional, com destaque para o MASP, assim como 32 centros culturais e desportivos.

30ª Bienal Internacional de São Paulo (2012). Juntamente com a Bienal de Veneza e a Documenta de Kassel, que se realiza de 5 em 5 anos, a Bienal de São Paulo domina o circuito internacional de arte contemporânea.

A programação de 24 horas da SescTV contempla a música, dança, teatro e cinema, para além das artes plásticas e da arquitetura.

O Sesc (Serviço Social do Comércio) é uma impressionante instituição nacional brasileira sem fins lucrativos que visa proporcionar bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio, familiares e sociedade.

Mira Schendel em Serralves


No Museu de Serralves decorre até 24 de junho uma interessante exposição retrospetiva de Mira Schendel (1919-1988), artista nascida na Suíça e radicada no Brasil. Com uma impressionante história de vida, Myrrha Dagmar Dub, filha de um emigrante checo e afilhada de um conde italiano, tornou-se refugiada devido às suas raízes judaicas e ativismo social em Itália, viajando pela europa até emigrar para o Brasil, em 1949. Aí começou a pintar, no meio de grandes dificuldades económicas e tendo apenas como referência os mestres da pintura moderna europeia. Em São Paulo, passou a assinar os seus trabalhos simplesmente com o primeiro nome, Mira, e adquiriu, por casamento, o apelido Schendel. Com formação em Filosofia, amiga de Max Bense (autor de uma curiosa teoria estética) e integrada num círculo cultural paulista de raízes germânicas, produziu uma vasta obra pictórica explorando os limites da abstração. No início da década de 1960, trabalha o conceito de “transparência” na perspetiva filosófica (a perceção humana do tempo e do espiritual) e desenhando sobre papel de arroz, delicado e semitransparente, passando depois aos “objetos gráficos” integrando letras e outros elementos gráficos assim como o contributo literário de poetas brasileiros.

Na década de 1970, Mira Schendel integrou na sua obra aspetos tecnológicos inovadores, ao nível da conceção e produção, afirmando-se como uma das mais importantes artistas brasileiras contemporâneas. Na década de 1980 regressou à pintura, trabalhando com têmpera e integrando nas suas telas a folha de ouro e pó de tijolo.

Na sala central de Serralves podem ser apreciadas obras da última série de Schendel, os “Sarrafos” (1987), formas geométricas negras que escapam do seu suporte de modo diferente dependendo do ponto de vista do observador, questionando os limites da forma, a bidimensionalidade da pintura e do seu suporte tradicional, assim como o espaço do observador e a sua participação na obra.

A exposição patente em Serralves foi organizada em associação com a Tate Modern e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, na sequência da exposição realizada em Londres no final de 2013. Com curadoria de Tanya Barson e Taisa Palhares, essa exposição reuniu cerca de 250 obras provenientes de coleções públicas e privadas – a maior retrospetiva da obra de Mira Schendel até à data, após a grande homenagem prestada na 22ª Bienal Internacional de São Paulo (1994) e a exposição no MoMA em 2009.

“Natureza morta”, 1953, óleo s/tela. As referências europeias marcaram as primeiras obras da artista, que se mudou para São Paulo em 1953…

... mas também as explorações abstratas com materiais pouco apreciados nos círculos artísticos na época: tintas baratas, gesso, areia, madeira. S/título, 1954, têmpera e gesso s/madeira.

“Ondas Paradas de Probabilidade”, instalação, 1969. Obra criada para a 10ª Bienal de São Paulo, composta por um gigantesco cubo formado por fios de nylon e uma citação bíblica (Livro dos Reis, I, 19) sobre a relação entre conhecimento e fé, “a visibilidade do invisível, daquilo que age sem eu o vejamos – como, por exemplo, processos físicos ou espirituais” (Mira Schendel).

“Variantes”, 1977, óleo s/papel de arroz e acrílico. O conceito de transparência é fundamental na obra de M.S. e as curadoras destacaram a importância de outro aspeto fundamental, a consciência / conhecimento do espaço.

“Sarrafo” (1987), tinta acrílica, têmpera e gesso s/madeira. Nas últimas obras, M. S. explorava os limites da forma, dos suportes e o espaço do observador.

sábado, 31 de maio de 2014

50 anos da Árvore – evocação dos fundadores

 
Armando Alves, s/título, 2012, acrílico s/tela

Comemorando meio século de existência, a Cooperativa Árvore prossegue a evocação dos artistas fundadores da importante cooperativa portuense de atividades artísticas. Após homenagear o sócio nº 1, Ângelo de Sousa, apresenta obras de Armando Alves até 17 de junho 2014. Estes dois artistas integraram o grupo “Os Quatro Vintes”, com outro artista fundador da Árvore, José Rodrigues (Luanda, 1936) e Jorge Pinheiro (Coimbra, 1931). Os quatro vintes terminaram o curso da Escola de Belas Artes do Porto com a classificação de 20 valores no início da década de 1960.

O ano começou com a exposição de homenagem a Ângelo de Sousa (Lourenço Marques, atual Maputo, 1938-Porto, 2011) na Cooperativa Árvore, comissariada por Miguel Sousa, filho do artista, e Laura Soutinho. Intitulada “64-FE-66”, a mostra reuniu 36 obras que o artista expôs na Cooperativa nos anos de 1964, 1965 e 1966. A EDP associou-se a esta homenagem, apoiando a exposição na Árvore e promovendo na sua galeria na sede portuense (ao lado da Casa da Música) uma mostra de obras experimentais de fotografia e vídeo de Ângelo de Sousa, com curadoria de Sérgio Mah e que decorre até 6 de julho.

Armando Alves reinterpretou o tema da paisagem na pintura, com base no seu experimentado trabalho gráfico, de inovadora referência. A árvore como tema principal aparece na obra de Armando Alves desde a conceção da escultura “Árvore Tecnológica” (2008, CETSJ – São João da Madeira). Um conjunto importante de obras foi exposto na Galeria São Mamede no Porto (novembro 2012) e em Lisboa (janeiro 2013), servindo agora de base à exposição na Cooperativa Árvore. A edição comemorativa de uma serigrafia de Armando Alves completa a exposição, que termina a 17 de junho.


O Grupo "Os Quatro Vintes" formou-se em 1968, realizando exposições coletivas até 1972. Em 2011, o falecimento de Ângelo de Sousa justificou a merecida evocação desse coletivo através da exposição “Depois dos Quatro Vintes: Percursos Individuais”, no Palácio das Artes – Fábrica de Talentos, no Porto. A curadoria da exposição, que reuniu obras inéditas da coleção Millennium BCP e outras coleções particulares foi entregue a Lúcia Almeida Matos e Rui Paiva.

O espetáculo da pintura na Street Art AXA Porto

 
 Draw

Encerra hoje a Street Art AXA, a maior exposição de street art realizada no Porto até à data, ocupando 5 pisos do edifício AXA, na Avenida dos Aliados, com a participação de artistas nacionais e estrangeiros e dando natural destaque aos artistas urbanos portuenses. O italiano Fra.Biancoshock, fundador do “Efemerismo”, o espanhol Okuda San Miguel e o francês L’Atlas, representam a Street Art europeia. Outros artistas internacionais, como Blek Le Rat, Shepard Fairey, Miss Van, YZ, Quick ou Jeff Aerosol, são evocados através de 12 obras expostas no AXA graças à colaboração da galeria Magda Gallery Paris Shangai

As obras de pintura, graffiti, instalação, stencil e paste up, a maior parte de grande dimensão, distribuem-se pelas salas e corredores de 5 pisos (1º, 2º, 3º, 6º e 7º) do edifício que a Câmara do Porto (Porto Lazer – Projeto 1ª Avenida) consagrou às atividades artísticas desde abril de 2013 para intensificar a dinâmica cultural da baixa portuense.   

Há muito que a Street Art deixou de ser vista como uma arte menor e marginal, multiplicando-se as iniciativas públicas à medida que vem aumentando a sua credibilização artística e aceitação do público. Muitos dos artistas urbanos são já artistas plásticos com formação superior (1) e intensificam-se as interações e interferências disciplinares. Os artistas portuenses “Neutro” (Rui Roncha) e Frederico Draw, por exemplo, são Mestres em Arquitetura pela FAUP. “Bug” (Pedro Bolito) e Oker são licenciados em design e trabalham em publicidade.

As exposições e festivais de Street Art são hoje frequentes em muitos países, nos 5 continentes, preferencialmente em espaços abertos, mas o atual modelo de exposição em espaços fechados deve muito a um projeto francês, o “Tour Paris 13”, inspirado por um galerista parisiense e cuja influência pode ver-se na exposição no Edifício AXA.

O “Tour Paris 13” foi uma exposição coletiva de Street Art / arte urbana que decorreu em outubro de 2013 num edifício no 13e arrondissement de Paris com demolição marcada para o mês seguinte. 100 artistas de todo o mundo intervencionaram o seu interior e exterior transformando o edifício construído na década de 1960 numa gigantesca obra de arte efémera. Entre os 11 artistas portugueses estavam o cada vez mais conhecido “Vihls” (o artista plástico Alexandre Farto) e dois participantes da Street Art AXA 2014: Eime e Maismenos. A exposição parisiense foi noticiada em todo o mundo e recebeu 30 mil visitantes (média de mil visitantes por dia).

Artistas portugueses presentes no Street AXA Porto 2014: Alma, Bifes, Bug, Costah, Dexa, Draw, Ego (Maze), Eime, Fedor, Godmess, Hazul, Mesk, Mots, Mr. Dheo, Natz, Neutro, Oker, Third, Virus, Chei Krew, Maismenos. VER MAIS informações sobre estes artistas.

(1) - Algumas exposições e concursos de Arte Urbana começam já a impôr como condição essencial o amadorismo dos artistas - como acontece atualmente (maio/junho 2014) com o Street Art Kras organizado pela galeria Urban Forms na cidade russa de Krasnoiarsk.

Algumas imagens (fotos de Glória Reis)

Fra.Biancoshock

 Okuda

 L'Atlas

 Natz

Draw

 Mr. Dheo


Bifes






Natz

Virus

Dexa

 
 Maismenos

 Hazul

Eime

 Godmess