sábado, 2 de março de 2013

EDUARDO NERY (1938-2013)


Eduardo Nery, "Estrutura Ambígua IV"

Pelas obras de Eduardo Nery, de traço rigoroso e espaços arrumados, nos quais convivem o verso e reverso e perspetivas diversas de formas totalmente díspares, harmonizadas no plano da pintura ou nos variados suportes em que trabalhou, podemos entender a conceção que tinha do mundo e da arte. A ideia base de toda a sua obra é a de construção, quadrado a quadrado, cubo a cubo, tijolo a tijolo, vidro a vidro. Estruturas pensadas e testadas para um mundo sem paredes estanques, a arte sem fronteiras artificiais entre estilos ou movimentos, e por isso se dedicou também à gravura, azulejaria, tapeçaria, vitral, pintura mural, arte pública, colagem e fotografia - para além da pintura. Por isso colecionava arte africana. Por isso ajudou a fundar a Associação Portuguesa de Arte Outsider, que valoriza a arte produzida fora dos circuitos culturais convencionais e os seus autores, sem formação artística e afastados da sociedade pelos mais diversos motivos. É esta conceção aberta e participada do mundo e da arte que nos deixa a todos como herança.

O corpo principal da obra de Eduardo Nery estrutura-se no construtivismo geométrico. Em 1969, Rocha de Sousa chamava a atenção para os jogos perspéticos e espaços ilusórios dos seus quadros, que chegaram a incluir formas tridimensionais articuladas com formas bidimensionais: as pinturas-objeto, entre as quais as “Estruturas Ambíguas”. Nos anos 70, a sua pintura reformula-se com a introdução de fundos planos e paradoxos de representação do espaço, combinando formas díspares em imagens “de mistério e de humor”. Ao nível da pintura, destacam-se ainda as suas paisagens abstratas de temática cósmica, combinando spray e colagem, que realiza até aos anos 90. A fase gestual de 2000/2001 antecede a pintura expressionista de máscaras e, em meados da primeira década do século XXI regressa ao abstracionismo geométrico.

E. Nery, azulejos na Estação de Metro do Campo Grande: "jogo dialético entre modernidade e tradição" (E.N.).

O conceito de estrutura, na construção ou desconstrução das formas e dos espaços, é transversal na obra de E. Nery, que começou por desejar ser arquiteto antes de se tornar artista plástico. Os jogos visuais ou de sentido (ilusões, ritmos, relações cromáticas) são a argamassa necessária à coerência do conjunto - tal como as melodias que resultam da junção e sobreposição de sons dissonantes. A propósito, Eduardo Nery era apaixonado por música, Jazz em particular - como grande parte dos artistas abstratos. Um género musical em que o improviso também é estrutural.

Natural da Figueira da Foz, onde nasceu em 1938, faleceu hoje de manhã em Lisboa, aos 74 anos.

Video:
A Arte e a Mente de… Eduardo Nery” (2010). O filósofo José Neto conversa com Eduardo Nery.

Rocha de Sousa sobre Eduardo Nery:
- Artistas Portugueses Contemporâneos: Eduardo Nery.
- Fotografia.
- Obra pictórica.
- Obra em azulejo.
- Tapeçaria.
- Vitral.

José Santos e a "Light Painting"

O Cristo na cruz resplandece e o espírito liberta-se em forma de ave. Foto de José Santos

Pelo final da tarde de ontem, teve lugar a inauguração da exposição de fotografia de José Santos, na galeria de Herman Mertens e Magda Vervloet em Vale de Ferro, com muito público e a surpreendente participação musical do jovem tenor Renato Santos. Chamado a apresentar a exposição, contando com algum desconhecimento do fenómeno da “light painting”, preparei algumas notas sobre este tema e sobre a fotografia de José Santos, que tentei explicitar na ocasião.

A “light painting” é uma técnica fotográfica que consiste em obter imagens através de fotos de longa exposição, movendo uma fonte luminosa diante da câmara fotográfica (“light drawing, light graffiti”) ou movendo a própria câmara (“camera painting”). À primeira vista, parece o contrário da fotografia convencional, mas a “light painting” também trabalha temas e assuntos concretos, exigindo abordagens muito precisas e mobilizando grandes meios técnicos quando se trata, por exemplo, de reforçar os conteúdos emotivos da cor em fotografias de paisagens ou monumentos, que requerem desde logo condições extraordinárias de iluminação artificial.

O processo utilizado por José Santos enquadra-se mais na “camera painting”, pois recorre sobretudo a movimentos da câmara e do zoom. À noite ou num ambiente escuro, a câmara fotográfica torna-se pincel e as luzes são utilizadas como as cores na paleta, para dar a ver diferentes aspetos da realidade ou criar imagens totalmente abstratas. Na realidade, o processo da “light painting” é tão simples de entender e fácil de executar que abundam, na Internet, imagens de todos os tipos e para todos os gostos, desde a experiência mais elementar às obras de autênticos artistas – como os norte-americanos Brian Hart, Eric Staller,  Jason Page e Elizabeth Carmel, o argentino Arturo Aguiar, a canadense Tatiana Slenkhin, o francês Julien Breton ( Kaalam), o japonês Tokihiro Sato e, naturalmente, o português José Santos.


Um desenvolvimento do ato de fotografar (literalmente, “escrever com luz”), a “light painting” aproxima a fotografia da pintura e da performance. Ao longo do século XX, os artistas utilizaram criativamente os meios da fotografia. O primeiro artista a explorar a técnica da pintura com luz terá sido Man Ray, em 1935, e a novidade não escapou à curiosidade de Pablo Picasso, que integrou algumas experiências com luz na sua vasta obra multidisciplinar. Considerando que os desenvolvimentos da arte contemporânea permitiram à fotografia tornar-se abstrata, entre outras coisas ainda ontem inaceitáveis (como as espetaculares fotografias recortadas de Germán Gómez), não admira que o fotógrafo se assuma cada vez mais como artista. A arte contemporânea carateriza-se, sobretudo, pela articulação de linguagens artísticas, pela interação de conceitos, espaços e metodologias – por muito pouco permutáveis que pareçam. A “light painting” é hoje creditada ao mais alto nível (a Photographic Society of America, por exemplo, dispõe de consultores para essa área específica) e a vulgarização da fotografia, ao alcance do mero utilizador de telemóvel, tem levado os fotógrafos a procurar cada vez mais o espaço das galerias de arte para desenvolverem os seus projetos noutro patamar de exigência e manterem um estatuto diferenciado.

No caso particular das obras de José Santos, apesar de se assumir como autodidata da fotografia (1), sobressai imediatamente o sentido da composição, tal como o entendemos na pintura, e o elaborado uso da cor através da criteriosa manipulação da luz. Nos seus trabalhos abstratos, cujo melhor exemplo é a série "Luzes", predomina o diálogo das formas e harmonia das cores, despontando e evoluindo com ritmo e força visual no fundo negro – o nada de onde tudo emerge. Nos seus trabalhos mais figurativos (séries "Cristos" / "Paixão", por exemplo), é clara a preocupação de ir além de mera representação, do visível imediato, extraindo das formas efetivamente fotografadas algo mais que uma simples imagem, o seu halo mítico, a sua energia própria, a sua luz.

E por aqui entendemos a coleção de imagens que integram esta exposição, intitulada “Paixão” por abordar o momento crucial da paixão de Cristo, a morte na cruz. Na sua origem latina, o termo “paixão” significa “sofrer ou suportar uma situação difícil” mas usamos também este termo para designar o sentimento de entrega total a uma pessoa, a uma atividade ou a um ideal. O momento religioso que se aproxima, a Páscoa, os mais profundos sentimentos humanos do autor, José Santos, e a sua autêntica paixão pela fotografia, explicam o tempo e o modo desta exposição.

Simples cruzes, o símbolo máximo do cristianismo, grandes cruzes de altar ou figurações de Cristo crucificado, as fotografias “pintadas com luz” de José Santos destacam a convicção cristã de que Cristo é luz e redenção. Da cruz vibrante de luz, faiscando no fundo da noite escura, à imagem que parece contorcer-se na cruz ou acenar tristemente, vislumbra-se um complexo percurso de emoções, um mapa para a via-sacra mais interior de cada um. E a exposição de José Santos em vale de Ferro termina com uma proposta desconcertante, nada canónica, irradiando luz para as consciências: duas imagens da crucificação, lado a lado, uma no masculino e outra no feminino – evocando ao mesmo nível mítico a Paixão da mulher, a pouco dias do seu Dia Internacional, 8 de março.

Alguns sites sobre LPP:
Lightgraff (França)

(1) - Autodidata da fotografia, José Santos expõe individualmente desde 2009 (Museu Grão Vasco, Viseu, 14 de fevereiro a 21 de março). Em Maio de 2009, mostrou o seu trabalho em Seia, expondo depois no Museu de Lamego, Biblioteca Municipal de Cantanhede, Museu de Resende, Museu Diocesano de Lamego, Espaço João Abel Manta em Gouveia, Sede do Rancho Folclórico Pastores de São Romão, Posto de Turismo de Seia, Casa da Beira Alta no Porto e Casa da Cultura de Seia – uma exposição intitulada "Luzes", que decorre até final de março 2013.
Mais fotografias de José Santos em olhares.sapo.pt.

Vista parcial da inauguração



Algumas obras da série "Luzes" (2009):




Mariza, 2009

Guitarras, 2009

José Santos

sexta-feira, 1 de março de 2013

"Paixão" - fotografia de José Santos no Pátio-Velho


Hoje, dia 1 de março 2013, pelas 18:00 horas, será inaugurada na Galeria Pátio-Velho, em Vale de Ferro (Ervedal da Beira - Oliveira do Hospital), uma exposição de fotografia de José Santos, intitulada "Paixão".

Para além do interesse da obra de José Santos e da qualidade da receção que Herman Mertens e Magda Vervloet proporcionam habitualmente aos visitantes da sua galeria, a inauguração contará com a participação musical de Renato Santos, que interpretará algumas peças de música erudita.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Mais uma interessante proposta da Arte Digital

“A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci, sem personagens.
(imagem na página de Bence Hajdu no Facebook)

Um estudante de artes húngaro, Bence Hajdu, utilizou recursos digitais para retirar as personagens de algumas pinturas renascentistas famosas. O exercício permite estudar a utilização da perspetiva por pintores como Fra Angelico, Leonardo da Vinci e Sandro Boticelli, entre outros, mas o resultado também deve ser entendido como intervenção artística. Hajdu chamou a estes exercícios de arte digital, justamente, “pinturas abandonadas”, que podem ser vistas AQUI.

A representação em perspetiva, hoje considerada uma das conquistas marcantes do 2º milénio D. C., esteve na origem de uma revolução artística cujo apogeu coincidiu com a maturidade de Leonardo da Vinci(1452-1519), Raphael (1453-1520) e Michelangelo (1475-1564) e proporcionou uma duradoura interação entre arte e ciência, que continua bem visível na atualidade. O período de quase 4 séculos (1) designado por Renascimento desde o século XIX (por ter redescoberto e revalorizado as referências culturais da antiguidade clássica), representa o longo processo de transformação da Europa medieval na Europa moderna, realizado a diferentes velocidades e com grandes contradições históricas. Podemos questionar hoje, como fez Ruskin logo no século XIX, se o Renascimento (tal como o pintam e vendem) foi realmente positivo para a humanidade, e com novos argumentos, mas não é isso que está agora em questão.

Após Filippo Brunelleschi (1377-1446) ter estabelecido as bases processuais da perspetiva com base nos ensinamentos do arquiteto grego Vitrúvio (que haviam ficado esquecidos durante toda a Idade Média) a ilusão visual da profundidade proporcionada pela perspetiva tornou-se rapidamente uma obsessão entre alguns artistas europeus da época, que a estudaram com enorme curiosidade e praticaram com exigência científica, construindo engenhos experimentais, elaborando teorias e teses, publicando tratados, aplicando essas aprendizagens na concretização das suas obras. Por estes motivos, a evidência da perspetiva na pintura renascentista chegou a ser esmagadora, dominando o espaço e a composição.

Alguns artistas, utilizaram a perspetiva para intensificar o realismo do cenário através da ilusão visual da profundidade.



Na obra “Mulher redime o seu manto ao preço de uma hóstia consagrada” (1467-1468), de Paolo Ucello, o domínio da perspetiva é usado para melhorar o cenário, que adquire enorme interesse descritivo.


A representação em perspetiva assume igualmente particular interesse na pintura do holandês Johannes (Jan) Vermeer (1632-1675) – como, por exemplo, em “A Lição de Música” (1662-65). Em algumas das telas que são atribuídas a Vermeer (só duas estão assinadas por ele) é ainda percetível o orifício do prego utilizado como ponto de fuga.


Outros artistas integraram o próprio mecanismo da perspetiva na composição do quadro, inclusive para determinar a posição dos personagens.



Em “A Última Ceia” (1495-1498), Leonardo da Vinci situa o ponto de fuga na cabeça de cristo, no vértice do triângulo formado pelo corpo. O ponto de fuga para o qual todas as retas projetantes convergem ou, visto noutro sentido, o ponto do qual tudo irradia.


Na pintura “Banquete de Casamento” (1483), de Sandro Botticelli (1445-1510), até as cabeças dos convidados e dos criados estão alinhadas pela perspetiva.

Em 2009, o artista chinês Yue Minjun (N. 1962) realizou uma série de pinturas inspiradas em obras famosas, como “Anunciação” (de Fra Angelico, 1450, também selecionada por Bence) e “Deposição” (de Rosso Fiorentino, 1521) mas trata-se de reinterpretações plásticas das obras, nas quais o artista suprimiu as personagens  ou substituiu-as  por figuras do seu caraterístico imaginário, como se pode ver AQUI.

(1) - O início e o fim do Renascimento não são consensuais. O seu início é geralmente datado no final do séc. XIII e localizado na região da Toscânia. Após o apogeu, no final do séc. XV e início do séc. XVI, decaiu na península itálica mas continuou a expandir-se pela Europa até se diluir no maneirismo, que fez a transição para o Barroco. Os principais pintores renascentistas portugueses (Jorge Afonso, Vasco Fernandes, Gregório Lopes e Garcia Fernandes) estavam ativos no início do século XVI mas só Garcia Fernandes sobreviveu aos anos 50.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Arte turca em foco na ARCO 2013



A 32ª edição da ARCO abre amanhã em Madrid, reunindo 201 galerias sediadas em 27 países – 11 das quais portuguesas. É a edição mais internacional dos últimos anos, com 66% de galerias (133) estrangeiras.

Este ano, o destaque vai para a Turquia, em colaboração com a Embaixada da Turquia em Espanha e 10 galerias de arte turcas, mas a principal novidade é a mundialização da feira através da Internet, com a oferta do catálogo online, ARCO Bloggers e códigos BiDi para artistas em destaque, mas sobretudo com a ARCO Collect, um mercado online de obras de arte, em colaboração com as galerias. Assim, até 24 de fevereiro, estarão disponíveis para venda através da Internet mais de 1.000 obras com valor abaixo de 5.000 euros. Uma seleção dessas obras, realizada por Tania Pardo, será exposta no pavilhão 10 de feira.

Outra iniciativa em destaque é o 2º Encontro de Museus Europeus e Latino-americanos, que contará com a presença do português João Fernandes, desde janeiro na direção do Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia – no cargo de subdiretor de conservação, investigação e difusão. Também estará presente a nova diretora do Museu de Serralves, Suzanne Cotter.

As galerias portuguesas presentes na ARCO 2013, são:

- Baginski, Galeria / Projetos, Lisboa – que destaca o artista André Romão (n. Lisboa, 1984. Vive e trabalha em Lisboa)
- Carlos Carvalho, Lisboa – destacando Daniel Blaufuks (n. Lisboa, 1963. Vive e trabalha em Lisboa)
- Carolina Pagés Gallery, Lisboa (Campo de Ourique) – Jesús Alberto Benitez (n. Venezuela, 1978. Vive e trabalha em Lyon).
- Filomena Soares, Lisboa – Pedro Barateiro (n. Lisboa, 1979. Vive e trabalha em Lisboa)
- Fonseca Macedo, Ponta Delgada – Catarina Botelho (n. Lisboa, 1981. Vive e trabalha em Lisboa)
- Mário Sequeira, Braga – Julian Opie (n. GB, Londres, 1958)
- Nuno Centeno, Porto – Carla Filipe (n. em Vila Nova da Barquinha, 1973. Vive e trabalha no Porto)
. Pedro Cera, Lisboa – Matt Keegan (n. EUA, 1976. Vive e trabalha em Nova Iorque)
- Quadrado Azul, Porto – Mika Tajima (n. EUA, 1975. Vive e trabalha em Nova Iorque)
- Vera Cortés, Lisboa – Daniel Gustav Cramer (n. Alemanha, 1975. Vive e trabalha em Berlim)
- 3+1 Contemporary Art, Lisboa (Chiado) – Rosana Ricalde (n. Brasil, Niterói, 1971. Vive e trabalha no Rio de Janeiro)

Duas galerias espanholas destacam a artista Esther Ferrer (San Sebastián, 1937), conhecida pelas suas performances.

A obra vencedora do Prémio Audemar Piguet, da autoria de Juan Luis Moraza (n. Vitoria, 1960), estará exposta no salão VIP.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Retrospetiva de Lichtenstein na Tate Modern

Roy Lichtenstein, "Oh, Jeff... I love you, too... But..." (1964


Coorganizada pelo Art Institute of Chicago e pela Tate Modern, vai ser apresentada em Londres uma importante retrospetiva de Roy Lichtenstein (1923-1997).
Figura incontornável da Arte Pop, Lichtenstein é conhecido pelas suas obras de grande impacto visual, utilizando a estética e a linguagem da BD e da publicidade para reequacionar a crítica social, ao mesmo tempo que refletia sobre os mais diversos aspetos da arte em contexto de cultura de massas, dominada pelos media.
Com curadoria de Iria Candela (Tate), Sheena Wagstaff (Metropolitan Museum of Art, NY) e James Rondeau (Art Institute of Chicago), a exposição “Lichtenstein: A Retrospective” demorou 4 anos a preparar e reúne 125 das suas principais pinturas e esculturas, muitas das quais oriundas de coleções particulares, entre as quais “Look Mickey” (1961), “Whaam!” (1963), "Drowning Girl” (1963), obras da série “Mirrors” e paisagens inspiradas na pintura tradicional chinesa.

“Lichtenstein: A Retrospective” abre ao público a 21 de fevereiro e encerra a 27 de maio 2013.

Ver mais:
"The day that Pop died", The Independent (03/02/2013)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ysabel LeMay e a Foto-fusão


Ysabel Le May, The Transmetter, foto-fusão

Ysabel LeMay é formada pela Emily Carr University of Art & Design de Vancouver e começou a sua carreira como artista gráfica.

Combinando a fotografia com a pintura, explora as possibilidades estéticas das imagens da natureza utilizando centenas de fotografias para criar novas imagens através da sobreposição dos seus diversos elementos, um a um. A esta técnica, derivada da "colagem digital" mas inovadora no que respeita à metodologia, a artista chamou Foto-fusão.

Vive em Naples, Florida, e tem exposto o seu trabalho nos EUA, Canadá e Europa.