segunda-feira, 6 de agosto de 2012

"Feira das Atrocidades" no Pátio-Velho


Dois momentos da performance de Ricardo Cardoso na Galeria Pátio-Velho.




"Arte", de Yasmina Reza, com encenação de António Feio


Nova atualização em 26 de fevereiro 2016:

Gravado em 1998, no Teatro de Nacional de S. João, “Arte” é um exercício crítico sobre a arte atual, construído em torno de um quadro branco, com riscas brancas transversais. A versão portuguesa teve encenação de António Feio, que também interpretou o papel de Sérgio.  José Pedro Gomes e Miguel Guilherme assumiram com brilhantismo os restantes papéis (Mário e Ivo, respetivamente).

Yasmina Reza nasceu em Paris em 1960 e escreveu “Arte” em 1994. O trabalho dos portugueses (destacando-se o de interpretação e encenação do saudoso António Feio, falecido em 2010) nada fica a dever a representações da mesma peça em França, logo em 1994 (com Fabrice Luchini, Pierre Vaneck et Pierre Arditi nos principais papéis) e noutros países, como a Grã-Bretanha, Rússia e Espanha (ver site da peça).

As preocupações artísticas eram uma faceta incontornável de António Feio. Em 1990,  encenou a peça “Vincent”, do ator e escritor americano Leonard Nimoy (mundialmente conhecido pela sua participação em "Star Trek", como Spock) , que foi reposta em 2005 (Teatro Villaret), sempre com Virgílio Castelo no principal papel. Estreada por ocasião do primeiro centenário da morte de Van Gogh, esta peça mostra “ a forma como as sociedades maltratam os artistas em vida".

Outro trabalho fantástico de dupla António Feio e José Pedro Gomes foi a peça “O que diz Molero”, de Dinis Machado, levado à cena no Teatro D. Maria II, em 1994.



António Feio em "O que diz Molero"


Ver a peça “Arte” no YouTube:

Parte 8/8: http://youtu.be/Qfg-njVyiEQ

"Arte" em 2016 (Teatro Tivoli e Teatro Sá da Bandeira)

sábado, 21 de julho de 2012

Figuras do Mosteiro, exposição de escultura de Dora Tracana em Coimbra


Decorre até 30 de setembro, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, a exposição “Figuras do Mosteiro”, de Dora Tracana. A exposição resulta de uma residência artística de seis meses da escultora em Santa Clara-a-Velha e integra fotografias de Artur Côrte-Real e vídeo de Gonçalo Barros e Hugo Barreto.

A escultura de Dora Tracana evoca as mais diversas simbologias através da combinação de elementos formais, explorando temas como o Corpo, o Tempo, o Sofrimento, a Verdade, o Amor. Até há pouco tempo, a escultora combinava os materiais de modo a libertar a sua linguagem matéria e a reforçar a carga simbólica das suas obras, mas tornou-se totalmente figurativa nos anos mais recentes e com preferência pelo ferro fundido. Uma mudança explicada pelas vivências da artista, que as suas obras refletem inexoravelmente quando, através delas, a escultora questiona o sentido da vida e comunica a sua interpretação do mundo.

Natural da Guarda, Dora Tracana é licenciada em escultura – variante Pedra e mestre em comunicação estética pela Escola Superior de Tecnologias Artísticas de Coimbra. Realizou algumas exposições individuais e participou em diversas coletivas, sobretudo na Guarda e em Seia, onde residiu.

A exposição “Figuras do Mosteiro” foi inaugurada no passado dia 4 de julho, Dia da Cidade de Coimbra, integrada no programa das Festas da Rainha Santa Isabel 2012.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

GRUPO 9 EM S. BARTOLOMEU DE MESSINES



A Exposição Coletiva do Grupo 9 continua em viagem pelo sul do país. Entre 7 de julho e 31 de Agosto estará no Algarve, em S. Bartolomeu de Messines - Silves.

O 9 deve-se ao número inicial de artistas. Atualmente, o grupo conta com 11 elementos que desenvolvem trabalho nas áreas da Pintura, Escultura e Cerâmica: Chi Pardelinha, Florentina Resende, Hermínia Cândido, Manuela Carmo, Manuel Carvalho, Manuela Taxa, Maria João Cunha, Maria Rafael, Paulo Medeiros, Silvestre Raposo, Sérgio Reis.

O Grupo 9 apresentou-se em abril na exposição online “Quarto escuro”, organizada por Paulo Medeiros. Em maio, a coletiva estreou-se na Galeria AoLado (Instituto Politécnico de Beja).

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mixed Media de Ernesto de Sousa em Serralves


Cartaz: ARARA


O Conselho de Administração da Fundação de Serralves convida V. Ex.ª para a inauguração da exposição de Ernesto de Sousa,  e performance, sessão única, que decorrerá no próximo dia 06 de Julho de 2012, na Casa de Serralves, das 22h00 às 24h00Na noite de inauguração a entrada para a exposição é feita exclusivamente pela Rua de Serralves, 999.A presente exposição estará patente até 26 de Agosto de 2012.


"Almada, um Nome de Guerra" e "Nós Não Estamos Algures"


Durante as décadas de 60 e 70, Ernesto de Sousa desenvolveu os projetos "Almada, um Nome de Guerra" e "Nós Não Estamos Algures", inspirados na sua admiração por Almada Negreiros.

A performance terá uma única sessão, no dia 6 de julho, com direção artística de João Sousa Cardoso, com participação musical do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa e direção musical do jovem maestro senense Jaime Reis.

A exposição comissariada por João Fernandes e Ricardo Nicolau aborda o processo de conceção dos projetos, incluindo diverso material da época e ilustrativo da vida e obra de Ernesto de Sousa e fica patente até 26 de agosto 2012. O catálogo da exposição, de autoria de Ana Baliza e Marta Ramos, será apresentado em data a anuncia.

Inauguração da coletiva "Nós" na Galeria Pátio Velho

Galeria de arte recoloca Vale de Ferro no mapa regional

No dia 30 de junho, pelas 18 horas, foi inaugurada a primeira exposição internacional, reunindo obras de pintura, escultura e fotografia de Adelino Cunha, Antonia Simons, Anthonia Jongh, Arlette Graven, Bavo Meijer, Frans Blind, Herman Mertens, Jon Nyheim, Loes Zonneveld, Magda Vervloet, Mário Jorge Branquinho, Marvel (Marianne Velzeboer), Monique Oerlemans, Pedro Piet, Ricardo Cardoso, Rui Monteiro, Sérgio Reis. Na abertura, que contará com a presença da Vereadora da Cultura de Oliveira do Hospital, Graça Silva, a declamadora Leen Vermeiren recitará um poema de Fernando Pessoa em português e neerlandês - língua da qual deriva o holandês e o flamengo falado na Bélgica.

A Galeria Pátio Velho, em Vale de Ferro, resulta de uma aposta dos belgas Herman Mertens e Magda Vervloet nas riquezas culturais da região serrana, em particular da freguesia de Ervedal da Beira. A reconstrução e reanimação da aldeia de Vale de Ferro são os principais objetivos, cuja concretização passa pela ativação da galeria de arte, centro catalisador de sensibilidades nacionais e internacionais e centro irradiador das potencialidades regionais. 

A primeira exposição coletiva da Galeria Pátio Velho intitula-se “Nós” e decorre até 5 de agosto. 
(Excerto do artigo publicado no Porta da Estrela)


O espaço da galeria revelou-se pequeno para tanta gente


Escutando a poesia de Fernando Pessoa em neerlandês (foto de José Santos)

A declamadora belga Leen Vermeiren (foto de José Santos)

Herman Mertens (foto de José Santos)

Magda Vervloet (foto de José Santos)

Fui incumbido de dizer algumas palavras em nome dos artistas

Ricardo Cardoso (foto de José Santos)

Vista parcial da exposição

"External Memory", a peça mais curiosa da exposição. Uma "pen" carregada de informação, a que não faltava a segurança de acesso (aluquete) e rodas, para facilitar o transporte.

Pintura de Rui Monteiro

Convívio no Pátio Velho, ao fim da tarde

terça-feira, 26 de junho de 2012

A Máquina do Tempo em Cerveira



A Fundação Bienal de Cerveira vai apresentar na sua sala de exposições na Avenida das Comunidades Portuguesas, um conjunto de obras de artistas que marcaram as penúltimas décadas das Artes Plásticas nacionais e alguns estrangeiros (Jiri Kólar/Grupo 42, Mineo Aayamaguchi e Riuko Ishida) sob o tema “A Máquina do Tempo”.

Não se entende bem a oportunidade nem o contexto desta mostra e a citação de Augusto Canedo, comissário da exposição, não ajuda ao necessário esclarecimento: “…Perceber como o fator TEMPO pode esclarecer ou confirmar a relevância que é atribuída no contexto artístico, a obras e autores.”

Mesmo que engendrada para cumprir programa, a exposição reúne um largo número de artistas muito interessantes, idosos ou já falecidos, e a ideia do “fator TEMPO” pode remeter, afinal, para a velha questão da atualidade artística versus intemporalidade dos artistas e das suas obras. Uma questão aliás pertinente, dada a voracidade das modas e perenidade do sucesso num mundo (em geral) cada vez mais veloz, frenético, histérico, sobretudo por se encontrar refém das economias (pois há várias) e ser hoje moda reduzir o valor de tudo a cifrões.

Os artistas portugueses representados na exposição, ainda vivos e ativos, reconhecidos/premiados em Cerveira, são: Ana Vidigal (n. 1960, Lisboa), Clara Menéres (n. 1943, Braga), Costa Pinheiro (n. 1932, Moura), David de Almeida (n. 1945, São Pedro do Sul), Eduardo Nery (n. 1938, Figueira da Foz), Eurico Gonçalves (n. 1932, Abragão - Penafiel), Gracinda Candeias (n. 1947, Luanda - Angola), Helena Almeida (n. 1934, Lisboa), Henrique Silva (n. 1933, Castelões de Cepeda - Paredes), Jaime Azinheira (n. 1944, Peniche), José Rodrigues (n. 1936, Luanda – Angola), Júlia Ventura (n. 1952, Lisboa), Justino Alves (n. 1940, Porto), Manuel Batista (n. 1936, Faro), Maria José Aguiar (n. 1948, Barcelos), Pedro Manuel Casqueiro (n. 1959, Lisboa), Rocha Pinto (n. 1951, Lisboa), Romualdo (1948, Matosinhos), Rui Pimentel (n. 1949, Porto), Sebastião Resende (n. 1954, S. João da Madeira), Sobral Centeno (n. 1948, Porto), Zulmiro de Carvalho (n.1940, Valbom – Gondomar).

A exposição inaugura a 30 de junho e decorre até 22 de dezembro, nos horários habituais.