sábado, 21 de abril de 2012

O cancelamento da Artis é uma decisão lamentável

Inauguração da Artis X - vista parcial

O cancelamento da Artis é uma decisão lamentável que, adicionada a outras pequenas limitações a propósito da crise, inverte irremediavelmente a tendência de crescimento cultural de Seia-cidade, com reflexos no concelho, a somar ao desinvestimento na saúde, na educação, nas acessibilidades.

Não se trata apenas de suspender uma iniciativa artística com uma década de vida, sempre promovida e organizada pela Câmara Municipal em colaboração com os artistas senenses. O cancelamento da Artis marca o fim de uma época na Cultura Senense, não sendo certo que o festival seja reativado no próximo ano – pois não é claro que essa suspensão tenha sido determinada por motivos económicos. Se foi por motivos políticos, não me cabe a mim discutir esses motivos, deixo a matéria para os políticos mandatados e para os comentadores políticos. Se foi por razões artísticas, será bom notar que a Artis passou em 2011 a Festival de Artes Plásticas e promoveu pela primeira vez um concurso internacional com prémios monetários (de valor bem modesto no contexto nacional) que mereceu a participação de artistas credenciados, com vastos percursos artísticos e prémios em concursos artísticos nacionais e internacionais. Ou seja, a dimensão geográfica e a importância artística da Artis cresceram significativamente em 2011 e, para este ano, estava já assegurada uma representação de artistas japoneses. Estava também garantido um intercâmbio com a “CEDRO, Associação”, tratado na reunião final de lançamento da Artis XI, realizada no início de Março. Dias depois, a Artis era cancelada pela CMS, de modo abrupto, sem aviso prévio nem negociação.

É precisamente esta falta de negociação que não me deixa acreditar nos tais motivos económicos, alegados pela CMS na informação que passou à imprensa. De resto, a Artis X, realizada em 2011, custou ao erário público apenas quatro mil euros. Um valor que não justifica corte tão radical e que poderia ter sido discutido, negociado, sem comprometer uma iniciativa cujo interesse e importância cultural a CMS parece compreender e confirma no referido comunicado à imprensa.

Recuperar as finanças do Estado tem servido de desculpa para os cortes na Cultura, e as autarquias também estão a ser vítimas desse cego desígnio, mas é importante notar que a Cultura é uma prioridade constitucional e tem “beneficiado” de orçamentos nacionais anuais na ordem de 1%, sem considerar o retorno em contribuições e impostos gerados pelo universo da Cultura. Mesmo com a ameaça de extinção das empresas municipais deficitárias, os municípios não podem abdicar da sua dinâmica cultural, construída ao longo de décadas desde Abril de 1974, quando o acesso à educação e à cultura passou a ser um justo direito de todos.

Resumindo, o cancelamento da Artis representa uma quebra nas dinâmicas culturais locais e no protagonismo cultural de Seia na última década na região. Sem qualquer dúvida nem favor, Seia tem sido o único concelho do distrito com programação cultural à altura da capital distrital e não pode abdicar dessa posição. Os efeitos negativos do desinvestimento na Cultura podem já ser vistos em muitos concelhos do país, curiosamente acompanhado de termos comuns, como “reestruturação” e remodelação”. A reestruturação significa encerramentos, desemprego. A remodelação significa perda de qualidade, decadência. Mesmo que a Artis regresse no próximo ano, já não será a mesma Artis, como já não temos o mesmo Festival de Jazz nem o mesmo Festival de Cinema “CineEco”, que foram irremediavelmente remodelados.

Texto publicado na edição online e em papel do jornal Porta da Estrela nº 943 de 15 de Abril 2012

Arte Bruta na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

AFSVS - Galerias do piso 2, 20 de abril a 23 de setembro 2012
Intitulada “Arte Bruta. Terra Incógnita”, a exposição – inédita em Portugal – mostra até 23 de setembro 2012 um representativo conjunto de obras de artistas de quinze países, provenientes da coleção Treger-Saint Silvestre.
A expressão Arte Bruta (arte em bruto, arte “pura”, arte pela arte), lançada em 1945 por Jean Dubuffet (1901-1985), designa obras produzidas por artistas “marginais”, que valorizam sobretudo a expressão da sensibilidade e a produção plástica pura, instintiva e intuitiva, à margem dos estereótipos e modas artísticas e das imposições do mercado de arte (1). O conceito abrange a arte de loucos e arte dos médiuns, mas também a “arte realizada pelo homem comum invadido por um impulso criativo”.
Entre os artistas portugueses mais conhecidos, que não estão representados na exposição, destaca-se Jaime Fernandes (Covilhã, 1900-Lisboa, 1969), o Adolf Wölfli (2) português, autor de obras fantásticas criadas no Hospital Miguel Bombarda. A sua vida e obra são o tema do documentário realizado em 1974 por António Reis e Margarida Cordeiro, “Jaime” (3).
Richard Treger e Antonio Saint Silvestre são galeristas de sucesso em Paris e a sua coleção de Arte Bruta (cerca de 600 obras) tem contribuído para valorizar internacionalmente esse género artístico. A primeira coleção de Arte Bruta foi instituída pelo próprio Jean Dubuffet em 1948 e existe um museu de Arte Bruta em Lausane, na Suíça.
Em Portugal, a expressão francesa Art Brut foi substituída por “Arte Outsider” e foi criada em 2011 a Associação Portuguesa de Arte Outsider, cujas finalidades são “divulgar o conceito desse tipo de arte, promover autores, salvaguardar obras (...), implementar levantamentos e estudos, criar um Atelier específico, entre outras”.

(1) - “(…) produções de toda a espécie (…) apresentando um carácter espontâneo e fortemente inventivo, que devem muito pouco à arte habitual ou aos estereótipos culturais, e têm por autores pessoas desconhecidas, alheias aos meios artísticos profissionais.” (Jean Dubuffet).
(2) - Adolf Wölfli (1864-1930), um suíço que viveu 20 anos num asilo para doentes mentais, foi indicado por Jean Dubuffet como o artista que melhor se enquadrava no seu conceito de “arte bruta”. Wölfli nunca saiu da sua cela, onde pintou sem descanso imagens da sua vida imaginária no mundo exterior, destacando-se os relatos visuais das viagens e aventuras que viveu através da imaginação.
(3) - Não confundir com a longa metragem “Jaime”, de António-Pedro Vasconcelos, de 1999. O documentário sobre J. F. foi premiado (melhor filme) nos festivais de Locarno, Toulon e no Festival Méridiens (França).

VER: exposição "Dubuffet and the Art Brut" (obras de Jean Dubuffet e de autores por ele descobertos) na Ricco/Maresca Gallery, Nova Iorque, 2011.


Adolf Wölfli


Jaime Fernandes (col. ABCD Paris, in APAO)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Colóquios / debates na Semana das Artes

Na Semana das Artes, tiveram lugar alguns colóquios/debates interessantes e participados, com o artista plástico Ricardo Cardoso, o artista plástico e designer Luís Belo, e o arquiteto Fritz Wessling.

Aqui ficam algumas imagens.

Ricardo Cardoso

Ricardo Cardoso

Luís Belo

Fritz Wessling

Ricardo Cardoso nasceu em Seia em 1982.

Licenciatura em Artes/Desenho na Escola Superior Artística do Porto (extensão de Guimarães) em 2009. Curso de Conservação e Restauro de Arte Sacra – Madeiras no CEARTE, Coimbra.

Membro da Associação de Arte e Imagem de Seia e da ARGO – Associação Artística de Gondomar. Foi homenageado pelos Artistas Senenses na ARTIS IX (2010).

Participou em diversas exposições coletivas e realizou exposições individuais em Almeida, Seia, Lisboa, Povoa de Lanhoso, Gouveia, Mêda, Guarda.

Nos últimos anos, tem desenvolvido o projeto “Fúrias Interiores”, que inclui o “Manifesto do Nada”, uma série de exposições e de performances sobre a condição do jovem artista.

Luís Belo nasceu em Viseu em 1987.

Licenciado em Artes Plásticas e Multimédia pelo Instituto Superior Politécnico de Viseu, é artista plástico e fotógrafo. Realizou diversos trabalhos na área da ilustração, design gráfico e videoarte.

Expõe desenho, fotografia e pintura desde 2003, sobretudo em Viseu, Castro Daire, Santa Comba Dão, Lisboa.

Prémios: passatempo de desenho da revista TVMais (1999); Fotografia RDP “Laços” (2005); fotografia, “Viseu Patrimonium” e maratona fotográfica FNAC Viseu (2009).

Fritz Wessling nasceu em Essen, Alemanha.

Formado pela Universidade Técnica de Braunscheweig.

Veio para Portugal em 1987 e fixou-se em São Romão, Seia, colaborando com a Casa de Santa Isabel.

No início dos anos 90, criou a empresa Arquiteto Fritz Wessling Unipessoal Lda. Autor de numerosos projetos e mais de meia centena de obras construídas (moradias unifamiliares, recuperação de edifícios antigos, equipamentos sociais, …) nos concelhos de Seia, Oliveira do Hospital e Mangualde.

Participou em diversas conferências sobre a pedagogia Waldorf e arquitetura. Autor da obra “Arquitectura Orgânica”, divulgada em Portugal, Brasil, Espanha e Alemanha.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Bem vindo ao mundo dos brinquedos a sério

Galeria da Fundação EDP – Porto, 25 de março a 01 de julho 2012

Vista parcial da exposição. Em primeiro plano, "Supremacia", 2006 (globos em PVC, metal, plástico)

Depois de ter mostrado os seus trabalhos no Porto em 2000 ("Miguel Palma", Museu de Serralves), 2008 ("O Meu Tempo", Casa da Música) e 2011 (Paraphernalia - O Grau Zero do Mundo", no especialíssimo restaurante Arquivo, na Praça da República), Miguel Palma regressa à zona da Boavista, Galeria da Fundação EDP, com a exposição "Atelier Utopia".

Miguel Palma (n. Lisboa, 1964) é um artista contemporâneo eclético (desenho, escultura, instalação multimédia, vídeo, livros de artista, performance), empenhado em refletir sobre os condicionalismos e opções do mundo atual através dos objetos que o homem contemporâneo cria e manipula. E os objetos não passam de máquinas mais ou menos simples, mais ou menos complexas, mas essa simplicidade ou complexidade depende muito da teorização dos contextos. Para além das evidências tecnológicas, desde as utilidades rotineiras do quotidiano às possibilidades apenas imaginadas pela ficção científica, os objetos explicam o homem e o mundo em que vivem. São produtos culturais, carregados de simbolismo(s) e ideologia – quando não são eles próprios representações simbólicas ou ideológicas. Estou a lembrar-me da instalação “Bloco Operatório” (2012), que inclui a cabeça de um motor Ferrari V8, mas também do estendal de dúvida e de críticas (“Tensão #1” e “Tensão #2” 2012), ou das marcas e modelos dos automóveis representados. Um trabalho que não dispensa o “non sense” e recorre frequentemente ao humor crítico para ganhar visibilidade, suscitar o interesse, passar a mensagem, intervir na consciência que vamos tendo do mundo em que vivemos.

Toda a exposição na galeria da Fundação EDP foi concebida como uma grande instalação, “Atelier Utopia”, com base numa estrutura metálica que suporta e relaciona as peças como se fossem meros esquemas, estudos preparatórios e maquetas arrumadas ocasionalmente num espaço de trabalho/armazém, aguardando mais cuidados ou a concretização dos projetos (1). O comissário da exposição, Bruno Leitão, que nos recebeu com simpatia e comentou algumas peças expostas, fala no texto introdutório de um “esquema expositor (Sensor)” e refere que “Miguel Palma concebeu "Atelier Utopia" como um ato escultórico em si mesmo”. Concebido em função do espaço da galeria (a sala de entrada mostra apenas alguns livros de artista), a organização do espaço condiciona o percurso da visita, permitindo apreciar determinadas peças isoladamente mas também algumas comparações, interseções, conflitualidades visuais, de escala e de sentido/interpretação.

Resumindo, parece-me que Miguel Palma é um artista que se diverte imenso a questionar o mundo à escala das perguntas grandiosas em formato de bolso. A exposição dá que pensar e recomenda-se.

(1) - O texto de apresentação da exposição informa que “as peças apresentadas são maquetas e desenhos que traçam propostas urbanísticas e esboçam 'máquinas impossíveis' “ (…) tratando-se de peças inéditas do artista - algumas das quais de caráter preparatório para trabalhos que Miguel Palma não pôde realizar por impossibilidades técnicas e/ou financeiras - bem como obras que nunca foram relevadas em exposições institucionais”.

"Bookmarks Katrina", 2006 (madeira, livro, cimento, materiais diversos)

"My Day Life", 2011 (balança de alta precisão, colagem e comprimidos)

"Black Widow" (mala de cartão, Citroën DS em miniatura, corda)

O Castelo em 3 atos

De 14 de abril a 17 de junho, o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, vai acolher trabalhos de vários artistas de diversas áreas, com destaque para a instalação e a escultura, que utilizarão como palco e cenário os seus diversos espaços. O curador da mostra é Paulo Cunha e Silva.

Os artistas convidados prometem intervenções surpreendentes, explorando o tema proposto: "Assalto, Destruição e Reconstrução". O desafio é “utilizar a ideia de Castelo como poderosa metáfora que agarra as grandes questões contemporâneas (…), os temas que agitam o nosso tempo.” Não é de admirar, portanto, que as vetustas salas dos Paços dos Duques possam ser ocupadas por muros de tijolo, montões de escombros, estruturas metálicas retorcidas, entroncamentos de reflexões e de sensações. Alguns dos artistas convidados: Fernanda Fragateiro, Gabriel Abrantes, João Luís Carrilho da Graça, João Pedro Vale, João Onofre, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Miguel Palma, Rui Chafes.

O projeto “O Castelo em 3 Atos” decorrer á em 3 momentos distintos, de abril a novembro de 2012, englobando duas grandes conferências internacionais sobre “O Futuro da Europa” e “O Futuro do Mundo numa Europa sem Futuro (à vista)”, cujos participantes a organização da Guimarães 2012 promete anunciar oportunamente.

Salão de banquetes do Paço dos Duques


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Street Art na Braga 2012

Eime e "Projeto Mentiras" de Hugo Ribeiro

“Call Up” foi a primeira iniciativa do “Street Art & Património” de Braga 2012 – Capital Europeia da Juventude, apelando à participação de jovens artistas, designers, fotógrafos, individualmente ou integrados em associações da cidade ou entidades académicas e estatais.

De acordo com o programa oficial, “O objetivo do “Street Art & Património” é encarar o património como um universo aberto e em permanente crescimento. (…) Simultaneamente, acabar com o afastamento intelectual e prático entre artistas, empresas, instituições e, a nossa maior tela comum, as ruas. Mudar a forma de pensar e trabalhar, as cidades.”

O artista de rua Eime (Daniel Teixeira, n. Caldas da Rainha), que utiliza a técnica do stencil, foi selecionado para uma intervenção de “street art” na cidade. Eime é um dos 15 artistas (locais, nacionais e estrangeiros) inicialmente convidados a intervirem no espaço urbano.

O cartaz do “Call Up” tem por base uma pintura mural de Eime nas Caldas da Rainha

Nas traseiras da Sé de Braga, encontra-se uma instalação de Hugo Ribeiro intitulada “Projeto Mentiras”, que me parece integrar-se no “Street Art & Património” mas também no “[EM] CAIXOTE”, que “visa a dinamização e valorização artística, turística e cultural do centro histórico de Braga” e “tem como objectivo a promoção e divulgação de jovens criadores, projetos e entidades a nível local, nacional e internacional.” (1)

Trata-se de uma estrutura caótica de grandes dimensões, composta por tubos de cartão de variados tamanhos unidos com parafusos. Um trabalho curioso, inesperado, que surpreende quem circunde a Sé. Pode-se circular pelo interior da instalação.

Num texto disponível no local, o projeto é explicado (pelo próprio autor?) como se segue:

“O projeto Mentiras é uma intervenção no espaço – centro histórico de Braga – que através de uma instalação pretende debruçar-se sobre a mentira, a falsidade, a intenção de enganar, a ilusão e tudo o que é contrário à verdade.

Cada um dos tubos de cartão que integra a instalação é interpretado como uma mentira.

O seu conjunto constitui uma construção frágil, mas que ao mesmo tempo adquire um valor arquitetónico, que confronta não só a linguagem estética canónica, mas também o conceito de interação com as dinâmicas dos espaços e dos indivíduos que os preenchem.

A obra só se transcende quando acontece uma reflexão individual que lhe confere um caráter dinâmico no espaço e no tempo.”


(1) - O programa da Braga 2012 é algo confuso para quem planeia uma visita a Braga ou chega à cidade e tenta perceber o que se passa ou irá passar nesse dia. A calendarização a que se pode aceder na página inicial do site oficial deveria ser mais pormenorizada e clara, distinguindo as iniciativas já realizadas, as que decorrem e os eventos previstos, com indicação clara do local, horário e condições de acesso. Guimarães 2012, por exemplo, edita uma agenda mensal que é distribuída gratuitamente e em quantidade, mas também é verdade que os objetivos e funcionamento das duas capitais europeias são bem diversos e seguem dinâmicas próprias.

+BRAGA 2012 no Artes-Vivas.

Plataforma das Artes - Guimarães 2012

Está prevista para junho de 2012 a inauguração da Plataforma das Artes, uma grande estrutura cultural em construção na área ocupada pelo antigo mercado municipal de Guimarães, no âmbito da Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura.

A exposição de inauguração apresentará um conjunto de obras de arte da coleção do artista vimaranense José de Guimarães, representativas das várias culturas do mundo.

José de Guimarães (Guimarães, 2011)

José de Guimarães é o pseudónimo de José Maria Fernandes Marques. Nascido em Guimarães em 1939, licenciou-se em engenharia e fez carreira militar, que trocou por uma bem sucedida carreira artística internacional, com importantes exposições um pouco por todo o mundo. Estudioso da arte africana nos anos 70, apaixonou-se pela cultura japonesa no final dos anos 80 e descobriu a arte mexicana nos anos 90, após receber das mãos do então Presidente da República, Mário Soares, a comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1990). Esta distinção tornou-o mais conhecido em Portugal, com a sua obra a ser divulgada através de exposições, imprensa generalista, publicações especializadas e até na publicidade a produtos e serviços diversos.

Por essa altura, José de Guimarães doou um conjunto de 14 obras à sia cidade natal, que se encontram expostas ao público desde 1993 numa sala térrea dos Paços dos Duques de Bragança. A sua obra encontra-se igualmente representada noutros museus da cidade minhota, como o Museu Alberto Sampaio e o Museu Martins Sarmento.

Paços dos Duques de Bragança (abril 2012)

Segundo notícias veiculadas pela imprensa local na época, o artista pretendia que esta exposição no Paço dos Duques fosse o início da criação de um centro de arte contemporânea, desejo que agora se concretiza com a construção da Plataforma das Artes.

O novo complexo cultural vai competir na cidade e na região com o Centro Cultural Vila Flor. Inclui o Centro de Arte, com 11.300 m2, destinado à coleção José de Guimarães, exposições temporárias, espaço polivalente para pequenos espetáculos e serviços. Os ateliers emergentes de apoio à criatividade, restaurante/cafetaria e uma livraria ocuparão uma ala com 750 m2, a somar aos 1.600 m2 ocupados pelos gabinetes de apoio empresarial ("laboratórios criativos"), no total de 13.650 m2.

Algumas obras de José de Guimarães patentes no Paço dos Duques:

"A Ratoeira", 1984, escultura em técnica mista

"Cosmos", 1990, técnica mista s/tela

"Fêmea", 1990, técnica mista s/tela

+ Guimarães 2012 no Artes-Vivas: Guimarães e Maribor
+ Guimarães 2012 no Artes-Vivas: Exposição Toural, no LAB
+ Guimarães 2012 no Artes-Vivas: O Castelo em 3 atos