sábado, 17 de dezembro de 2011

Graça Morais distinguida com Prémio de Artes Casino da Póvoa

Graça Morais (foto de Egídio Santos)

Graça Morais será hoje homenageada na Póvoa de Varzim com um jantar e a entrega do Prémio de Artes Casino da Póvoa 2011, atribuído em outubro. O quadro intitula-se “Série 2011: A Caminhada do Medo, 2011”

O Prémio de Artes do Casino da Póvoa, no valor de 30 mil euros, garante igualmente a aquisição da obra premiada e a publicação de uma monografia sobre a artista, intitulada “Graça Morais – Ordem e desordem do mundo”, ilustrado com as principais obras de Graça Morais, com textos de Laura Castro (1), Agustina Bessa-Luís, Ana Marques Gastão, António Mega Ferreira, Fernando Azevedo, Fernando Pernes, Frederico Morais, João Fernandes, Manuel António Pina, Manuel Hermínio Monteiro, Nuno Júdice, Rui-Mário Gonçalves, Sílvia Chico e Vasco Graça Moura. O quadro premiado e a monografia serão apresentados durante o jantar, abrilhantado com a atuação do guitarrista Pedro Caldeira Cabral, marido da artista.

Atualmente na 6º edição, o Prémio de Artes Casino da Póvoa já distinguiu Júlio Resende, Alberto Carneiro, Nikias Skapinakis, Armando Alves e José Rodrigues. O Casino da Póvoa apoia diversas iniciativas ligadas às artes e à literatura, com destaque para o encontro de escritores de expressão ibérica “Correntes d’Escrita”, e entidades como a Cooperativa Árvore ou o Museu Abel Salazar.

(1) Ler o texto de Laura Castro, A Caminhada do Medo (do catálogo da exposição 2011: A Caminhada do Medo e incluído no livro Graça Morais. Ordem e Desordem do Mundo) no blogue de Joana Morais.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Novo Centro de Arte Moderna em Matosinhos

Apesar da angústia que se vive atualmente na cultura nacional, o dia 14 de dezembro de 2011 marcou o início oficial de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, com a apresentação do programa e da estreia da Fundação Orquestra Estúdio, e inaugurou o Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, em Matosinhos.

A Capital Europeia da Cultura em 2012 (na verdade, são duas, Guimarães e Maribor, na Eslovénia) ainda não chegou às televisões e o Centro de Arte Moderna matosinhense passou por lá como cenário de vaias e insultos ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, testemunhados pelo convidado especial para a inauguração, Jose Maria Aznar, antigo chefe do governo espanhol.

Mas Guimarães 2012 e o novo CAM são duas realizações fantásticas (no sentido moderno do termo) neste contexto de crise cada vez mais psicológica. Após uma infância turbulenta, o projeto da Capital Europeia da Cultura atingiu a maioridade e vai concretizar-se com 70% da verba inicialmente prometida. O CAM de Matosinhos irá funcionar com um custo anual na ordem dos 150 mil euros, suportado por 6 patrocinadores encabeçados pela Câmara Municipal de Matosinhos e pela Fundación Gerardo Rueda, presidida por José Luiz Rueda Jiménez. No fundo, trata-se de um protocolo ibérico de cooperação cultural, o que também é salutar e de aplaudir, mesmo que seja a prazo (3 anos).

Gerardo Rueda Salaberry (Madrid, 1926-1996) foi um pintor e escultor espanhol de referência na arte abstrata ibérica do século XX, fundador (com Fernando Zóbel e Gustavo Torner) do Museu de Arte Abstrata Espanhol de Cuenca, em 1966. Muito celebrado em Espanha, foi convidado a expor nos mais conhecidos museus espanhóis, que organizaram grandiosas retrospetivas após a sua morte, em 25 de maio de 1996. No verão de 2011, a Galeria Municipal de Matosinhos acolheu a exposição “Diálogos com a Coleção Gerardo Rueda”. A propósito, é de referir que o português não aparece entre as oito línguas faladas pelo site da Fundación Gerardo Rueda.

O Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda foi construído no espaço de um antigo parque de estacionamento e integra-se no complexo dos Paços do Concelho de Matosinhos. A exposição permanente inclui artistas espanhóis como Pablo Serrano, Manuel Millares, Joan Miró, Chillida, para além de Gerardo Rueda, e portugueses como Alberto Carneiro, Noronha da Costa, Gerardo Burmester, José de Guimarães e Nikias Skapinakis, entre outros.

Nem de propósito (mais uma vez, aliás), é de salientar os bons ofícios da Fundación Gerardo Rueda em Portugal, pois decorre na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, em Lisboa, até 22 de janeiro de 2012, a exposição "Vieira da Silva - Gerardo Rueda: um diálogo convergente". Bernardo Pinto de Almeida sublinha no seu texto a comprovada influência de Vieira da Silva na pintura abstrata brasileira e no desenvolvimento do neo-concretismo, sendo igualmente visível a sua influência em muitos outros artistas europeus. A exposição destaca, nas palavras de BPA, um "diálogo secreto" entre Vieira e Rueda mas, como dizia o outro, "não havia necessidade". A diferença de idades e o contexto artístico em que cada um viveu explica mal a necessidade (ou será oportunidade) de estabelecer tais correspondências pois será mais a obra de Vieira da Silva a explicar a de Rueda e não o contrário.

LER notícia do Porto Canal

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Fotografia de José Santos no Posto de Turismo de Seia


Inaugura no próximo sábado, dia 17, na sala de exposições temporárias do Posto de Turismo de Seia, uma exposição de fotografia de José Santos.

A exposição intitula-se "Do Presépio ao Calvário" e integra-se nas comemorações dos 440 anos da Santa Casa da Misericórdia de Seia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Gonçalo M. Tavares

No passado domingo, 11 de dezembro, Gonçalo M. (de Manuel) Tavares foi o convidado de Marcelo Rebelo de Sousa no tradicional espaço de comentário, no jornal das 8 da TVI, a pretexto dos seus novos livros, "Canções Mexicanas" e "Short Movies".

Creio que deixou de haver desculpa para o desconhecimento deste jovem e promissor escritor, para o qual o próprio José Saramago vaticinou, em 2005, um Prémio Nobel da Literatura nos anos vindouros. Um escritor atento, perspicaz, que reflete inteligentemente sobre o mundo atual dispensando as amarras do sentimentalismo e à revelia das tradições literárias. Em certa medida, a sua escrita é experimental, sendo também um dos escritores mais produtivos dos últimos anos (mais de trinta livros em apenas uma década), eclético (romance, poesia, conto, epopeia), muito editado (livros traduzidos e publicados em 44 países) e premiado (mais de uma dezena de importantes prémios literários em Portugal e no estrangeiro).

Com um raciocínio perspicaz e discurso inteligente, Gonçalo M. Tavares disparou algumas frases incomparáveis. Preocupado com a velocidade a que vivemos, o escritor referiu que «abrir um livro é muito semelhante a entrar numa igreja”, “O livro é uma máquina de lentidão”, “Reparar é estar muito tempo parado na mesma coisa. (...). Só reparamos as coisas se repararmos nelas”. Citou depois uma frase de Hans Christian Andersen para sublinhar que vivemos num “mundo quantitativo”, onde “pedimos espírito e respondem-nos com a tabuada” (…) “cada vez mais nos respondem com números”.

“Canções Mexicanas” (Relógio d’Água), resulta da grande paixão do autor pela cultura mexicana e leva-nos até à Cidade do México para nos mostrar, através de uma série de fragmentos narrativos, como a realidade urbana constrói e semeia, na vida das pessoas, rotinas sem sentido, muitas vezes cruéis. Nessa mega metrópole com 20 milhões de habitantes, os desfavorecidos e rejeitados da sociedade não conhecem a esperança nem compreendem a importância que os europeus atribuem à procura da felicidade.

Short Movies” (Caminho), é uma coletânea de cenas absurdas do quotidiano, cerca de 70 micronarrativas (algumas das quais já publicadas em jornais e revistas) em que se destaca a sua vocação fílmica e o protagonismo da perspetiva da câmara de filmar. Ler para ver. Um pouco na linha de livros como “Centúria – Cem Pequenos Grandes Romances”, de Giorgio Manganelli, “Short Movies” mostra como o olhar se constrói com letras e que as frases são imagens desenhadas pelo escritor na imaginação do leitor.

Gonçalo M. Tavares no Jornal das 8 da TVI.

Entrevista de João Paulo Sacadura (Livraria Ideal, TVI24): Parte 1; Parte 2; Parte 3.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pintura de Carlos Carreiro 1967/2010

Vista parcial da exposição (foto: Galeria Municipal / CMM)

Encontra-se patente na Galeria Municipal de Matosinhos, até 29 de janeiro de 2012, a exposição “Carlos Carreiro na Coleção de Carlos Carreiro 1967/2010”.

A mostra reúne alguns trabalhos representativos dos seus 43 anos de pintura, pertencentes à sua coleção de autor.

Nascido em 1946, em Ponta Delgada – Açores, Carlos Carreiro é licenciado em Pintura pela ESBAP (1972), após uma breve passagem de dois anos pela Faculdade de Direito de Lisboa.

Em 1976, foi um dos fundadores do Grupo Puzzle - com João Dixo, Albuquerque Mendes, Graça Morais, Pedro Rocha, Jaime Silva, Dário Alves, Fernando Pinto Coelho e Fernando Azevedo.

Integrou o corpo docente da ESBAP desde 1977 até se reformar, há 8 anos. Participou em inúmeras exposições coletivas e realizou diversas individuais em Portugal e no estrangeiro, as últimas das quais: Carmina Galeria (Angra do Heroísmo, 2007 e dezembro 2011); “Consumo, candidatos e promessas” na Galeria São Mamede (Lisboa, 2010); “Ponta Delgada, obviamente”, na Galeria Municipal de Cultura de Ponta Delgada, 2009).

A pintura figurativa, narrativa e descritiva de Carlos Carreiro mobiliza personagens, objetos e acontecimentos do quotidiano, a cuja representação o artista acrescenta pormenores pitorescos para melhor as caracterizar e criticar. Não se trata de uma pintura de “denúncia”, acusatória, chocante, mas sim de crítica divertida, manipulando as formas e seduzindo com a cor, bem ao gosto popular, sem abuso das referências eruditas. Nesse sentido, as obras de Carlos Carreiro chegam a ser assumidamente “naïves” e “kitsch”, apresentando atmosferas oníricas próprias do Surrealismo, a poética do Simbolismo e a fria ironia da arte pop.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Fotografia de Nuno Almeida

(Publicado no jornal Porta da Estrela nº 936, 22/12/2011)


Até final de dezembro, decorre no foyer do cineteatro da Casa Municipal da Cultura uma exposição de fotografia de Nuno Almeida.

Intitulada “The Other Side/O Outro Lado”, a mostra reúne imagens recolhidas em cidades como Amesterdão, Lisboa, Londres, Madrid, Porto e Viena, revelando aspetos menos vistos de locais bem conhecidos.

Natural de Seia, Nuno Almeida é fotógrafo amador. Participou em várias exposições coletivas de fotografias, com destaque para a ARTIS – Festa das Artes e das Ideias em Seia, atualmente Festival de Artes Plásticas de Seia, desde 2008.

Realizou recentemente uma exposição individual intitulada “A Estrela e o Homem – Modificações da paisagem pela intervenção humana”.

Em 2009, foi distinguido com uma Menção Honrosa no Concurso de Fotografia de Ambiente promovido pelo CISE – Centro de Interpretação da Serra da Estrela.

Horário da Exposição: Sextas, Sábados e Domingos, no horário das sessões de cinema.

Casa da Música, Porto (2008)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Exposição de fotografia "Fogo e Ferro Fundido" em Loriga


A (primeira) exposição individual de fotografia de Mário Jorge Branquinho, "Fogo e Ferro Forjado", apresentada em novembro no foyer do cineteatro da Casa Municipal da Cultura de Seia, encontra-se patente até final de dezembro no Posto de Turismo de Loriga.

As fotos referem-se ao trabalho desenvolvido na Metalúrgica Vaz Leal, em Loriga, de que Mário Jorge Branquinho fala no seu blogue.

Ver o meu texto sobre a exposição de MJB na Casa Municipal da Cultura.