sábado, 19 de novembro de 2011

XVII GALERIA ABERTA, EM BEJA


Inaugurou a 12 de Novembro e decorre até 30 de Dezembro, em Beja, a XVII Galeria Aberta, uma exposição coletiva que tem batido sucessivos recordes de participantes. Este ano, a exposição conta com 303 artistas regionais, nacionais e internacionais, cujas obras de Pintura, Escultura, Desenho, Gravura, Serigrafia e Fotografia, foram distribuídas por três locais: Galeria dos Escudeiros, Hospital da Misericórdia (Hospital velho) e Casa do Governador, no Castelo de Beja. O motivo da dispersão deve-se às obras de requalificação do Museu Jorge Vieira, cuja conclusão estava prevista para novembro, e ao elevado número de obras a expor.

Jorge Vieira (Lisboa, 1922-Évora, 1998) foi meu professor de Desenho Básico no 1º ano da ESBAP, já lá vão “uns” anitos, e recordo com saudade o artista, cujo trabalho sempre admirei.

Organizada pela Câmara Municipal de Beja, a iniciativa visa “estimular e promover a atividade artística local e o desenvolvimento de novas formas expressivas, contribuindo para o enriquecimento cultural do concelho e da região”.

O catálogo da exposição reproduz as 303 obras expostas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Agradavelmente surpreendidos

Ainda mal começava a exposição sobre O Corpo, fomos agradavelmente surpreendidos com a primeira página de um novo jornal angolano, "Le Monde Diplomatique - Angola" (Nº 01, novembro 2011), que incluía a reprodução de uma obra (livro-objecto "Geografias Cruzadas) de Maria Celeste Alves e a referência à exposição O Corpo, na Casa Municipal da Cultura de Seia.

De referir que os artigos deste novo jornal angolano são ilustrados com a reprodução de obras de artistas portugueses, o que se aplaude e recomenda. Exceptuando a primeira série do JL - Jornal de Letras (Ano I, 1981-82), com artigos ilustrados por João Abel Manta, os jornais divulgam pouco o trabalho dos artistas portugueses (com as revistas, a conversa é outra, felizmente), inclusive os jornais especializados.

"Le Monde Dilomatique" é um jornal mensal francês fundado em 1954 pelos proprietários do jornal "Le Monde". Inicialmente publicado como suplemento do Le Monde, destinado aos diplomatas e às organizações internacionais, ganhou autonomia e dimensão. No final da década de 1970, o jornal começou a ser publicado fora da França, contando atualmente com cerca de 7 dezenas de edições em todo o mundo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Coletiva O Corpo - imagens da exposição

Vista parcial da exposição: esculturas de Dora Tracana,
pintura de Alberto D'Assumpção e Alexandre Magno

Encontra-se patente ao público até ao final de Dezembro, na Casa Municipal da Cultura de Seia, uma exposição coletiva de artes plásticas sobre O Corpo. A entrada é gratuita e recomenda-se vivamente uma visita dada a variedade das abordagens do tema e a diversidade das linguagens plásticas.


Cartaz da exposição e gravura de Rui Gouveia

Vista geral do salão

Ana Maria - "A Minha Pintura é o Meu Corpo"

Escultura de Fernando Saraiva

Obras de Henrique do Vale, escultura de Ana Carvalhal e Iliana Menaia, pintura de Sérgio Reis e Rik Lina

Escultura de Dora Tracana

Desenho de Ricardo Cardoso

Pintura de Gomez, desenho de Raquel Rocha, pintura de Sílvia Marieta

Pintura tridimensional de Silvia Marieta

Pintura de Luiz Morgadinho e Pedro Prata, arte digital de Adriana Matos

Livros-objeto de Maria Celeste Alves

Pintura de Carlos Godinho e Irene Gomes

Pintura de Claudine Rodrigues

Mais imagens da exposição em Artis de Seia.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Exposição permanente da Coleção Berardo

A partir de hoje, 09 de novembro, fica patente ao público a totalidade da coleção Berardo contratualizada com o Estado. Ao conjunto de obras expostas no piso 2 do Museu Coleção Berardo (1900-1960), junta-se agora o núcleo de obras do período 1960-2010. Assim, a exposição permanente permite agora uma viagem pela História da Arte do séc. XX e primeira década do séc. XXI.

domingo, 6 de novembro de 2011

Pintura de Leonardo da Vinci na National Gallery


“Leonardo da Vinci: Pintor na Corte de Milão” é o título da importante exposição que abre a 9 de Novembro na National Gallery de Londres.

A primeira do seu género no mundo, inspirada pela obra “A Virgem dos Rochedos”, recentemente restaurada, a mostra reúne as mais raras obras produzidas por Leonardo da Vinci como pintor da corte de Ludovico Sforza em Milão, no final da década de 1480 e nos anos 90 do mesmo século.

Ao todo, são 93 obras de pintura (óleo e tempera sobre madeira, óleo sobre madeira e tela) e desenhos (a giz, tinta,...) e gravura, distribuídos por 7 salas temáticas: 1 - O músico em Milão: uma revolução silenciosa (Leonardo terá chegado à corte de Milão como músico talentoso); 2 - Beleza e Amor: retratos de mulheres por Leonardo (sobre o ideal de beleza do artista); 3 - Corpo e Alma: a penitência de São Jerónimo (Leonardo iniciou os seus estudos anatómicos em Milão); 4 - Pintando o Divino: A Virgem dos Rochedos (sobre as duas versões pintadas por Leonardo); 5 - A Madona Litta: Leonardo e os seus companheiros (a célebre obra interpretada pelos "companheiros pintores", em especial Giovanni Antonio Boltraffio, Marco d'Oggiono e Francesco Galli, o Napolitano); 6 - O Milagre do Talento: Leonardo e os franceses (após a tomada de Milão pelo rei de França, Luís XII, Leonardo pintou para os franceses); 7 - Carácter e Emoção: A Última Ceia (pesquisas de Leonardo sobre a expressão do carácter e das emoções para representar os 12 apóstolos).

Leonardo da Vinci, "A Dama do Arminho" (c.1489-90)

Entre as principais obras expostas, encontra-se "A Dama do Arminho" (óleo s/madeira), o famoso retrato de Cecília Gallerani, amante de Ludovico Sforza, pintada cerca de 1489-90. O arminho era o símbolo do Duque de Milão, que encomendou a Leonardo diversas obras, entre as quais "A Última Ceia". Outra pintura exposta é "A Bela Ferronnière" (óleo s/madeira, cerca de 1493-94), possível retrato de Beatrice D'Este, esposa de Ludovico Sforza, ou a representação apaixonada de um ideal de beleza, para além da obra inacabada "São Jerónimo" (óleo s/madeira, cerca de 1488-90), "A Virgem dos Rochedos" (óleo s/madeira, 1483-85), "A Madona Litta" (tempera s/madeira, 1491-95), ou o recentemente (re)descoberto "Cristo Salvator Mundi" (óleo s/madeira, cerca de 1499).

A exposição decorre até 5 de Fevereiro de 2012.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Corpo - Exposição coletiva de artes plásticas

De 10 de Novembro a 31 de Dezembro, decorrerá na Casa Municipal da Cultura de Seia uma exposição coletiva de artes plásticas sobre o tema “O Corpo”. Integrada na programação das Jornadas Históricas de Seia, este ano dedicadas ao tema "A História e o Corpo", a exposição reúne um conjunto diversificado de obras de três dezenas de artistas.

A representação do corpo humano é indissociável da expressão artística ao longo dos tempos, desde a arte rupestre ao intenso diálogo entre Arte e Tecnologia que marca a contemporaneidade artística. Ao longo da História da Arte, o modo com os artistas representaram o corpo refletiu as crenças, valores, ideias e aspirações do seu tempo. E se o Desenho de modelo vivo ou a Pintura perderam algum entusiasmo representativo perante as competências realistas da fotografia e do cinema, a escultura continua a privilegiar a representação do corpo, com múltiplas abordagens ao sabor das estéticas e das linguagens plásticas.

Hoje representado sem impedimentos científicos e técnicos ou limitação moral, o corpo é a mesma máquina biológica complexa que os artistas da antiguidade representavam esquematicamente e que Leonardo da Vinci estudou e representou em segredo, desafiando todas as incompreensões da sua época. É o sistema complexo de órgãos e fluídos cujo equilíbrio e acerto funcional ainda hoje surpreende os cientistas, o produto de um código genético que desdobra a matéria imitada, o corpo como produto de uma evolução mas também habitáculo da “alma” e finalmente defunto (“o que perdeu a função”), condenado a perder-se na matéria informe.

Entre os artistas presentes, contam-se Adriana Matos, Alberto D'Assumpção, Alexandre Magno, Ana Carvalhal, Ana Maria, Belarmino Morgadinho, Carlos Godinho, Celeste Alves, Claudine Rodrigues, Dora Tracana, Eduardo Lóio, Fernando Saraiva, Francisco Nolasco, Henrique do Vale, Iliana Menaia, Irene Gomes, José Carlos Marques, José Gomez, Luiz Morgadinho, Miguel Carvalho, Pedro Prata, Raquel Rocha, Ricardo Cardoso, Rik Lina, Rui Gouveia, Seixas Peixoto, Sílvia Marieta, Sérgio Reis e Virgínia Pinto. Há ainda a destacar uma presença significativa de artistas da Secção do Cabo Mondego do Grupo Português Surrealista, que prometem alguma animação artística no dia da abertura.

Organizada em colaboração com a Associação de Arte e Imagem de Seia, a exposição encontra-se patente das 10 às 18 horas (segunda a sexta-feira) e das 15 às 17:30 horas (domingos e feriados).

Pintura de Irene Gomes

Obras de Henrique do Vale

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A Natureza-morta na Europa, Parte II

Nos primeiros 16 dias, a aguardada segunda parte da exposição sobre o tema da "Natureza-morta" recebeu 25 mil visitantes, o que constitui um novo recorde do Museu Gulbenkian.

Inaugurada a 20 de outubro, a exposição abriu ao público no dia seguinte (Entrada: 5€ - Entrada + Audioguia: 6€), na Galeria de Exposições da Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A primeira parte foi apresentada neste mesmo espaço em 2010.

Intitulada “A Perspetiva das Coisas – A Natureza-morta na Europa, 1840-1955”, a mostra comissariada por Neil Cox apresenta as diversas abordagens do tema no contexto da modernidade novecentista e das vanguardas da primeira metade do século XX. O marco de 1955 não foi estabelecido ao acaso, trata-se do ano do falecimento da Calouste Gulbenkian.

Entre as obras apresentadas, destacam-se pinturas de Cézanne, Monet, Picasso, Braque, Matisse, Odilon Redon, Emil Nolde, Filippo de Pisis, James Ensor, Max Beckmann, André Derain,Magritte, Eduardo Paolozzi, Salvador Dali, entre outros nomes de referência da Pintura, cedidas por importantes museus europeus e americanos,

A exposição decorre até 08 de janeiro de 2012.

Odilon Redon (1840-1916) - Natureza-morta de 1901