Nos dias 21, 22 e 23 de Julho, decorre em Lisboa o II International Urban Sketching Symposium. Cerca de 200 desenhadores de 20 países percorrerão o centro de Lisboa (consultar itinerários e horários) registando nos seus cadernos de esboços, diários gráficos ou diários de viagem, a tipicidade da paisagem urbana da nossa capital, os pormenores visuais, histórios e culturais que mais os surpreendam. Paralelamente, decorrerão workshops, palestras e exposições centradas no desenho, em particular esta modalidade – que reúne um significativo número de adeptos e praticantes em Portugal, entre os quais: Eduardo Salavisa, Jorge Colombo, Manuel San Payo, Mário Linhares, Mónica Cid, Luís Ançã, António José Gonçalves.quarta-feira, 20 de julho de 2011
DESENHAR LISBOA
Nos dias 21, 22 e 23 de Julho, decorre em Lisboa o II International Urban Sketching Symposium. Cerca de 200 desenhadores de 20 países percorrerão o centro de Lisboa (consultar itinerários e horários) registando nos seus cadernos de esboços, diários gráficos ou diários de viagem, a tipicidade da paisagem urbana da nossa capital, os pormenores visuais, histórios e culturais que mais os surpreendam. Paralelamente, decorrerão workshops, palestras e exposições centradas no desenho, em particular esta modalidade – que reúne um significativo número de adeptos e praticantes em Portugal, entre os quais: Eduardo Salavisa, Jorge Colombo, Manuel San Payo, Mário Linhares, Mónica Cid, Luís Ançã, António José Gonçalves.segunda-feira, 18 de julho de 2011
16ª BIENAL DE CERVEIRA
Inês Osório distinguida com o Prémio Bienal de Cerveira
Presidente da República na homenagem a José Rodrigues
Artista de Oliveira do Hospital presente na Bienal
Presidente da República na homenagem a José Rodrigues
Artista de Oliveira do Hospital presente na Bienal
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, inaugurou este ano a mais antiga bienal de artes portuguesa, que se realiza desde 1978. Na ocasião solene, recebeu das mãos do Presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, José Manuel Vaz Carpinteira, a chave de ouro do município. A criação da Bienal deve-se principalmente a Jaime Isidoro (1924-2009) mas um dos artistas mais ligados às suas origens e consolidação é o escultor José Rodrigues, homenageado na cerimónia de abertura e através de uma exposição no Convento de San Payo. José Rodrigues, que fará 75 anos em outubro, recebeu o maior troféu da Bienal, o Cervo de ouro, das mãos do Presidente da República. A exposição de homenagem no Convento de San Payo permite conhecer uma faceta menos divulgada do escultor, a de cenógrafo. Recordo-me bem da sua colaboração com o Teatro Experimental do Porto nos anos 80, quando vários escultores portuenses decidiram experimentar a cenografia e conceberam diversos cenários e objetos cénicos para o TEP e Seiva Trupe.
O júri da 16ª Bienal de Cerveira deliberou atribuir o Prémio Bienal de Cerveira (10 000 euros) a Inês Osório. O júri foi composto por Ana Luísa Barão (crítica de arte), Augusto Canedo (diretor da Bienal), Silvestre Pestana (artista plástico), Xurxo Oro Claro (artista plástico) e Carlos Casteleira (curador), a substituir Fátima Lambert, que não pôde comparecer. Na apresentação da Bienal, Augusto Canedo referiu a prioridade do júri de selecionar e distinguir jovens artistas.
A artista portuense Inês Osório foi distinguida pela sua instalação com tiras de borracha preta e anilhas metálicas patente no castelo de CerveiraInês Osório nasceu no Porto em 1984. Licenciatura em Artes Plásticas – Escultura (2008) e Mestrado em Escultura (2009) pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto – com a Tese “Do Espaço à Escultura: Transferências de um Corpo” – a base teórica da instalação patente no castelo de Cerveira, a obra vencedora do Grande Prémio da 16ª Bienal.
A artista desenvolve diversas correspondências e interações artísticas sobretudo nas áreas da escultura e instalação – um processo dinâmico que extrai contributos da sua formação multifacetada (Ballet Clássico e Dança Contemporânea, Design de Produto-especialização em cerâmica, fotografia, escultura, artes digitais, desenho técnico assistido por computador e, recentemente, teatro). Leciona em Matosinhos e dinamiza, no Porto, o Espaço João Pedro Rodrigues – Oficina de Artes. Mostra publicamente o seu trabalho desde 2006, através de intervenções/instalações em espaços públicos e galerias, individualmente ou integrada em projetos coletivos.
A artista desenvolve diversas correspondências e interações artísticas sobretudo nas áreas da escultura e instalação – um processo dinâmico que extrai contributos da sua formação multifacetada (Ballet Clássico e Dança Contemporânea, Design de Produto-especialização em cerâmica, fotografia, escultura, artes digitais, desenho técnico assistido por computador e, recentemente, teatro). Leciona em Matosinhos e dinamiza, no Porto, o Espaço João Pedro Rodrigues – Oficina de Artes. Mostra publicamente o seu trabalho desde 2006, através de intervenções/instalações em espaços públicos e galerias, individualmente ou integrada em projetos coletivos.
Nuno Nunes Ferreira – “Camouflage”, técnica mista s/tela, 250X180 cm – Prémio IPJ Nuno Nunes Ferreira nasceu em Lisboa em 1976. Licenciado em Arquitetura pela Universidade Lusíada de Lisboa. Participou em diversas exposições coletivas na Alemanha e sobretudo em Espanha, com presença nas feiras de arte internacionais Arte Lisboa, Arco, Arte Santander e Valência Art. A obra premiada na Bienal de Cerveira, da série “Camouflage”, representa o trabalho plástico do jovem artista, que recorre de modo obsessivo a imagens de árvores e florestas para explorar “a temática da memória retratando o horror com uma estética de belo, invertendo o que é do senso comum”.
Na sua 16ª edição, a Bienal oferece um conjunto diversificado de iniciativas (ver programa completo), centradas nas exposições de arte. As obras do concurso internacional e artistas convidados (cerca de centena e meia de obras de pintura, escultura, cerâmica, instalação, fotografia, video, desenho) distribuem-se pelo Forum Cultural e Castelo de Cerveira. No Forum Cultural e na vizinha Casa Vermelha, podem ser visitados vários projetos curatoriais. Num deles, intitulado “Ecúmeno”, participa um artista de Oliveira do Hospital, Rui Monteiro, ao lado dos artistas franceses Erick Samakh e Victoria Klotz, dos brasileiros Rodrigo Braga e Paulo Meira e da portuguesa Laetitia Morais.
O interessante projeto de Rui Monteiro apresentado na Bienal de Cerveira
Rui Monteiro reside em Oliveira do Hospital. Licenciado em Design pelas Belas Artes do Porto, chegou a trabalhar como designer gráfico mas dedica-se atualmente à investigação das novas tecnologias nas áreas da Música Eletroacústica e Digital, Visão por Computador e Programação. Um aspeto fundamental da sua obra é a interação entre Arte, Ciência e Tecnologia, traduzida em Performances Sonoras, Instalações Interativas e Composições Audiovisuais. Na Bienal de Cerveira, apresenta uma curiosa correspondência entre a interpretação matemática da paisagem natural e a representação tridimensional desses dados. No site de Rui Monteiro, podemos conhecer outros projetos curiosos, entre os quais “Spectrum portrait “ (2005) e “2handmotion” (2010).As suas obras já foram apresentadas no Porto 2001, XI Bienal de Cerveira, na Futurartes (Caldas da Rainha) e Agirarte (Oliveira do Hospital), entre outros acontecimentos e festivais em Portugal, França e EUA.
Organizada pela primeira vez pela Fundação Bienal de Cerveira (reconhecida pelo Governo em janeiro 2010), sob o tema “Redes 2011”, a Bienal alarga-se este ano a Vigo e ao Porto - uma aposta iniciada em 2007 através da realização de atividades paralelas nos concelhos vizinhos e nos municípios galegos de Porriño, Tuy e Goyan. Na sua intervenção, Cavaco Silva referiu o contributo das Artes para o desenvolvimento de Vila Nova de Cerveira, justamente designada “Vila das Artes”, e para a projeção internacional de Portugal. Dessa intervenção, que pode ser lida na íntegra no site da Presidência da República, gostaria de destacar alguns parágrafos que podem servir de exemplo ou de motivação para outros municípios.
“Já havia, é verdade, muito antes da Bienal, boas razões para visitar Vila Nova de Cerveira, desde o castelo à paisagem, passando pelas igrejas e solares de frontaria apalaçada.
O património natural e histórico, um pouco à semelhança do que acontece em outros lugares do nosso País, reveste-se aqui de uma exuberância e riqueza que impressionam o visitante.
Não basta, porém, termos herdado um património do qual podemos legitimamente orgulhar-nos. É preciso também saber geri-lo, dinamizá-lo, de forma a que as populações possam usufruir dele, quer do ponto de vista cultural e estético, quer do ponto de vista do desenvolvimento e da qualidade de vida. E, desse ponto de vista, a Bienal veio acrescentar uma dimensão completamente nova às potencialidades já existentes em Vila Nova de Cerveira.
A princípio, foi apenas um acontecimento efémero, aparentemente insólito, que surgia só de longe em longe. Com o correr do tempo, a música e outras artes associaram-se à pintura; o número de artistas e de visitantes foi aumentando; surgiram galerias e, muito em breve, será inaugurado um museu com obras apresentadas na Bienal. Damo-nos, pois, conta de que Vila Nova de Cerveira, além do local aprazível que sempre foi, é também um pólo internacional de arte contemporânea e um destino turístico para quem quiser conhecer os movimentos e tendências da arte nas últimas três décadas.
A importância que a Bienal adquiriu é bem visível no facto de ela se desenvolver, este ano, simultaneamente, aqui em Cerveira, no Porto e em Vigo. Mas o seu alcance vai muito para lá dessa dimensão local e regional. Ao projetar-se como iniciativa sem fronteiras, onde concorrem artistas de todo o Mundo, é também a imagem de Portugal que Cerveira projeta: a imagem de um País com um profundo enraizamento histórico e uma forte identidade, mas um País, também, onde a contemporaneidade tem lugar cativo.”
A 16ª Bienal Internacional de Cerveira decorre até 17 de Setembro 2011.
IMAGENS DA ABERTURA DA BIENAL (FORUM CULTURAL)
O Presidente da Câmara Municipal de Cerveira, José Manuel Vaz Carpinteira, entrega ao Presidente da República a chave de ouro do município
O diretor da Bienal, Augusto Canedo
"Ó Kartistas" (Andrea Inocencio e Ana Maria)
sexta-feira, 15 de julho de 2011
PAULA REGO NO PORTO
Com a presença de Paula Rego, abriram no Porto, na nova sede da EDP, as exposições “My Choice” e “A Caçadora Furtiva”. Estas exposições resultam de parcerias entre a Fundação EDP, a Fundação Paula Rego/Casa das Histórias e British Council.
Na sala de entrada, encontra-se exposto um conjunto de pinturas e desenhos de Paula Rego, intitulado “A Caçadora Furtiva”. Estas obras são produto de uma residência artística de Paula Rego na National Gallery, no início da década de noventa, como Artista Associada. Durante 18 meses, a artista portuguesa trabalhou num atelier na cave do museu, inspirando-se e absorvendo as obras dessa coleção: “(...) o que trago aqui para baixo varia imenso, mas trago sempre alguma coisa (...). Aqui sou uma espécie de caçadora furtiva” (1). Em alguns trabalhos, é possível vislumbrar essas influências e inferências, “quadros dentro dos quadros”, que a artista manipula e utiliza para contar outras histórias: “a minha única saída é tirar um bocado aqui e um bocado acolá e esperar que as histórias mantenham tudo unido” (1). Esta exposição resulta da colaboração entre a Fundação EDP e a Fundação Paula Rego/Casa das Histórias Paula Rego.
“My Choice” reune 87 obras (desenho, gravura, fotografia e pintura) de 51 artistas, selecionadas por Paula Rego do vasto espólio do British Council – uma instituição que promove a cultura britânica no mundo, tal como acontece com Instituto de Camões, em Portugal, ou com o Instituto Cervantes, na Espanha.
Os 51 artistas cujas obras foram escolhidas por Paula Rego são os seguintes: Michael Andrews, Frank Auerbach, Robert Sargent Austin, Michael Ayrton, Sir Cecil Beaton, Tony Bevan, Edmund Blampied, David Bomberg, Gerald Leslie Brockhurst, Edward Burra, Patrick Caulfield, Jake And Dinos Chapman, Prunella Clough, Robert Colquhoun, Charles Conder, John Copley, John Craxton, Ken Currie, Roy De Maistre, Lucian Freud, Harold Gilman, Charles Ginner, Richard Hamilton, Colin Hayes, David Hockney, Leonard Huskinson, Augustus John, Gwen John, R B Kitaj, Leon Kossoff, Percy Wyndham Lewis, Laurence Stephen Lowry, Jock McFadyen, Henry Moore, Paul Nash, Sir William Nicholson, Paul Noble, Chris Ofili, Sir William Orpen, Chris Orr, Grayson Perry, Raymond Ray-Jones, Albert Richards, Paul Shelving, Walter Richard Sickert, Sir Stanley Spencer, Graham Sutherland, Gerald Wilde, Victor Willing, Christopher Wood, Madame Yevonde.
Em outubro, a exposição “My Choice” será apresentada na Universidade de Coimbra (Casa das Caldeiras).
A galeria da nova sede da EDP no Porto, ao lado da Casa da Música, é composta por dois espaços amplos e agradáveis. A sala de entrada, de menores dimensões, fica ao nível da rua Ofélia Diogo da Costa e voltada para a entrada dos artistas na Casa da Música. O segundo espaço situa-se no nível inferior, com muito espaço e boa iluminação, lembrando as salas do piso inferior do CCB ocupadas pelas exposições da Coleção Berardo. Este espaço comunica com um pequeno jardim - onde foram servidos cocktails a todos os presentes na inauguração das exposições.
Nota:
(1)- Excertos de depoimentos de Paula Rego, no texto de Catarina Alfaro no desdobrável da exposição.
Paula Rego no Artes Vivas: Exposição no Porto; Casa das Histórias; "Les Planches Courbes".
Paula Rego no Artes Vivas: Exposição no Porto; Casa das Histórias; "Les Planches Courbes".



quarta-feira, 13 de julho de 2011
PROCURAM-SE SKAPINAKIS
Museu Berardo procura obras de Skapinakis para retrospetiva em outubro
O Museu Coleção Berardo prepara atualmente uma exposição antológica de Nikias Skapinakis, pintor português (Lisboa, 1931) de ascendência grega, com vasta obra abrangendo a pintura, desenho, litografia, serigrafia e ilustração. Da sua obra pública, destacam-se o painel do Café "A Brasileira" do Chiado (1971) e o painel em cerâmica para o Metropolitano de Lisboa (2005). Nesse ano, foi-lhe atribuído o Grande Prémio Amadeo de Souza Cardoso, em Amarante.
Nikias Skapinakis teve já exposições retrospetivas da sua obra nos principais museu de arte contemporânea nacionais (Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1985, Museu de Arte Moderna da Fundação de Serralves, Porto, 2000) mas esta restrospectiva do Museu Coleção Berardo quer ser mesma “A Retrospetiva” e a organização procura os proprietários de algumas obras de Nikias Skapinakis, descritas AQUI.
A abertura da Exposição Antológica Nikias Skapinakis está agendada para 24 de outubro e decorre até 22 de janeiro de 2012. Para qualquer esclarecimento, o MCB indica os seguintes contactos: 213612918 / 927990219.
terça-feira, 12 de julho de 2011
EXPOSIÇÃO DE VICTOR MOTA NO TURISMO DE SEIA
“Santo António” - Exposição de cerâmica de Victor Mota
Sala de exposições temporárias do Posto de Turismo de Seia, de 15 de junho a 17 de julho 2011
Victor Mota nasceu em Peniche em 1967.
Frequentou os cursos de modelação decorativa (1987), com o mestre Herculano Elias e Euclides Rebelo, e de escultura cerâmica de figura humana (1988) no CENCAL - Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica das Caldas da Rainha.
Participou ainda em workshops de cerâmica, com o ceramista e artista plástico galego Xhoan Viqueira (trabalhos sobre Bordalo Pinheiro) e com o designer belga Francis Beths (trabalhos sobre mobiliário urbano em cerâmica).
Iniciou a atividade artística na década de 90, tendo participado em várias exposições coletivas de cerâmica e escultura nas Caldas da Rainha, Óbidos e Massamá.
Em 1993, realizou a primeira exposição individual, nas Caldas da Rainha. Em 2010, mostrou o seu trabalho artístico em quatro importantes exposições individuais de cerâmica e escultura, na Capela de São Sebastião (“50 Esculturas de Santo António” e “60 Presépios”), no Céu de Vidro - Parque D. Carlos I (“Biodiversidade no Parque”) e na Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo (“Presépios”), todas nas Caldas da Rainha. Em março de 2011, expôs no Posto de Turismo de Seia ("As 3 Faces da Deusa") e regressou à temática do Santo António nas exposições de verão nas Caldas da Rainha, Seia e Cadaval.
Sala de exposições temporárias do Posto de Turismo de Seia, de 15 de junho a 17 de julho 2011
O ceramista e escultor Victor Mota regressa – e muito bem – a Seia, na sala de exposições temporárias do Posto de Turismo, com uma série de figuras em grés tratando o tema do Santo António e a simbologia que lhe está associada. Das 27 peças que integram a mostra, 25 são figuras de pequena dimensão, representando o santo em diversas situações, e duas são cenas da vida mítica do santo: “Nossa Senhora entrega Menino a Santo António” e “Santo António casamenteiro” – a peça mais trabalhada, uma composição narrativa em jeito de diorama. Na anterior, a utilização criteriosa da cor destaca e anima as figuras de Maria e do Menino, acentuando as forças em tensão no conjunto, com muitos vazios em volta das figuras e as linhas dos braços convergindo para o centro, onde a alegria incontida do menino transparece da massa fria e inerte da argila. Aliás, a delicadeza dos afetos e a emoção da fé transparece em muitas das peças expostas, levantadas em rude grés pelas mãos conhecedoras e sentido plástico do artista. De notar, ainda, o modo como Victor Mota incorpora elementos geometrizados na construção das figuras sem perder a referência do antropomorfismo e sugerindo algum dinamismo, o que resulta muito bem neste tipo de figuração, tradicionalmente estática.
Santo António foi figura de relevo na Idade Média europeia, suscitando grande popularidade graças à sua sabedoria, dotes oratórios e anunciados milagres, mas também a admiração e respeito dos homens letrados da época. Nascido em Lisboa no final do século XII com o nome de Fernando, o franciscano António notabilizou-se como pregador e ensinou Teologia na Itália e na França, para além do desempenho de cargos na estrutura organizativa dos franciscanos a convite do próprio Francisco de Assis. Foi declarado santo imediatamente após a sua morte, aos 36 anos (ou 40, dada a incerteza do ano de nascimento), no processo de canonização mais rápido de sempre da Igreja Católica. Em 1946, Pio XII proclamou-o Doutor da Igreja, mas o atributo do livro (símbolo da sabedoria e do teólogo) aparece já no primeiro retrato conhecido de Santo António, datado de 1270.
Na iconografia religiosa é incontornável a observância dos atributos – cânones que permitem identificar as figuras, servindo como tópicos visuais da narrativa mítica sancionada pela Igreja. No texto de apresentação da exposição, são referidos outros atributos de Santo António, como o hábito franciscano (às vezes mostrando por baixo o hábito dos agostinhos), a corda com os três nós (pobreza, castidade e obediência), o lírio (símbolo da pureza) e a cruz. O atributo do pão foi estabelecido no século XIX, lembrando que Santo António já aparecia em pinturas do século XVI e XVII distribuindo o “pão dos pobres”. Quanto ao Menino Jesus, este atributo evoca a aparição a Santo António em Camposampiero, testemunhada pelo Conde Tiso, sendo conhecida alguma iconografia mostrando Maria a oferecer o filho em adoração.
A mostra de Seia integra um conjunto de exposições com o mesmo tema, a primeira das quais decorreu em junho na Capela de São Sebastião, nas Caldas da Rainha, onde Victor Mota já tinha realizado em 2010 uma grande exposição sobre o Santo António (50 figuras) e o Presépio.
Victor Mota nasceu em Peniche em 1967.Frequentou os cursos de modelação decorativa (1987), com o mestre Herculano Elias e Euclides Rebelo, e de escultura cerâmica de figura humana (1988) no CENCAL - Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica das Caldas da Rainha.
Participou ainda em workshops de cerâmica, com o ceramista e artista plástico galego Xhoan Viqueira (trabalhos sobre Bordalo Pinheiro) e com o designer belga Francis Beths (trabalhos sobre mobiliário urbano em cerâmica).
Iniciou a atividade artística na década de 90, tendo participado em várias exposições coletivas de cerâmica e escultura nas Caldas da Rainha, Óbidos e Massamá.
Em 1993, realizou a primeira exposição individual, nas Caldas da Rainha. Em 2010, mostrou o seu trabalho artístico em quatro importantes exposições individuais de cerâmica e escultura, na Capela de São Sebastião (“50 Esculturas de Santo António” e “60 Presépios”), no Céu de Vidro - Parque D. Carlos I (“Biodiversidade no Parque”) e na Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo (“Presépios”), todas nas Caldas da Rainha. Em março de 2011, expôs no Posto de Turismo de Seia ("As 3 Faces da Deusa") e regressou à temática do Santo António nas exposições de verão nas Caldas da Rainha, Seia e Cadaval.
A escolha de Paula Rego

Em parceria com o British Council, a Fundação Paula Rego e Casa das Histórias, a Fundação EDP mostra no Porto a exposição “My Choice”, um conjunto de 87 obras (desenho, gravura, fotografia e pintura) selecionadas por Paula Rego do vasto espólio do British Council.
A exposição tem lugar na galeria da nova sede da EDP, junto à Casa da Música, e permite ver no Porto, pela primeira vez, obras de David Hockney, assim como “Naked Girl with Egg”, de Lucian Freud - “o Ingres do Existencialismo” segundo Arnold Hauser (1), neto de Sigmund Freud, um dos artistas mais relacionáveis com a pintura de Paula Rego dos anos 90 e seguintes.
Em simultâneo, inaugura a exposição de pintura e desenho de Paula Rego, “A Caçadora Furtiva”.
Em outubro, a exposição “My Choice” será apresentada na Universidade de Coimbra (Casa das Caldeiras).
Em simultâneo, inaugura a exposição de pintura e desenho de Paula Rego, “A Caçadora Furtiva”.
Em outubro, a exposição “My Choice” será apresentada na Universidade de Coimbra (Casa das Caldeiras).
Nota:
(1)- Contemporary British Art, Harmondsworth, 1951.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
GóisOrosoArte' 11
Começa já na próxima sexta-feira a coletiva de Góis, este ano realizada em associação com o município galego de Oroso. A inauguração está marcada para as 18 horas, no Auditório da Casa do Artista.Um dos artistas presentes na 15ª edição da coletiva de Góis será Mário Silva, na apresentação do livro de Licínia Girão, “Mário Silva: Pintor-Minotauro numa espécie de biografia” – no dia 16 de julho, sábado, pelas 19.30 horas.
Já apresentado na Figueira da Foz (81º aniversário de Mário Silva e lançamento oficial do livro) e em Vila Verde (Bienal Internacional de Arte Jovem), a obra não é uma biografia no sentido tradicional, como referiu a autora, mas sim uma viagem pela vida e obra do artista – que não terá apreciado o termo “Minotauro”. Segundo Licínia Girão, Mário Silva “é alguém que vive no labirinto da vida, alguém que continua a desenrolar o fio da vida».
Se puder, vá mais cedo, leve o fato de banho e dê um mergulho na excelente praia fluvial, a meia dúzia de metros do Auditório. Também se recomenda um passeio a pé pelo centro histórico e pelas margens do rio Ceira.

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