quinta-feira, 5 de maio de 2011

HOMENAGEM NA ARTIS X

Dando continuidade às boas práticas de anos anteriores, valorizando o contributo dos artistas senenses para o enriquecimento cultural do concelho, nas mais diversas áreas da criação e expressão artísticas, a ARTIS X e a Câmara Municipal de Seia distinguiram o escultor António Nogueira, no dia da abertura oficial, a 7 de Maio. O compositor Jaime Reis será homenageado a 21 de Maio, por ocasião do concerto com a Orquestra Filarmonia das Beiras.


A Vice-presidente da Câmara, Engª Cristina Sousa, entrega a António Nogueira uma lembrança da CMS.

O Presidente da Associação de Arte e Imagem de Seia, Luiz Morgadinho, entregou o troféu da ARTIS a António Nogueira


O escultor senense, agradecendo a homenagem. "Um importante incentivo para o meu trabalho", afirmou.


Coube-me apresentar o escultor senense, com as palavras que se seguem:


António Nogueira - Um Escultor senense em Montemor-o-Velho

Ao longo da última década, o escultor senense António Nogueira tem desenvolvido uma intensa atividade escultórica no centro do país, onde a sua obra pública se encontra particularmente representada. Na abertura oficial da ARTIS X, será destacado o seu contributo para as artes senenses e para a Escultura portuguesa actual.

A obra de António Nogueira desenvolve-se em duas vertentes. Uma, dominada pela pesquisa criativa de formas e de materiais, revela-se na fronteira do “figurativo” com o abstracto e cuja dimensão estética inspira sentidos plurais ancorados na realidade. Na outra vertente da sua obra, de inspiração realista, desenvolve sobretudo temas alegóricos e etnográficos, partindo de figuras representativas das práticas e manifestações mais tradicionais da cultura local e regional para alimentar e até renovar o imaginário popular. Estas homenagens poéticas, de cuidada composição de volumes e contido dinamismo de formas, caracterizam a sua obra pública.


António Nogueira - "Queijeira", 2008, Gouveia

Formado pela A.R.C.A. e com experiência técnica como escultor numa empresa de mármores em Alfarelos, na região que escolheu para viver e trabalhar, trabalha preferencialmente o mármore e a pedra calcária, que combina com o granito e betão em conjuntos de maior volume, como no Monumento ao Pescador da Praia da Leirosa, Monumento às Tecedeiras (Fioso, Crestuma), Peixeira da Praia da Leirosa, Homem dos Campos do Mondego (Montemor-o-Velho), Queijeira (Gouveia), Homem a Jardar (Gouveia), Moleiro da Gândara (Figueira da Foz), Monumento A Todas as Mães (Montemor-o-Velho), ou Mulher dos Enchidos (Quiaios).

António Manuel Marques Nogueira nasceu em Seia em 1967. Reside desde 1999 em Lavariz, Carapinheira – Montemor-o-Velho.
Licenciado em escultura pela A.R.C.A. em 1994. Durante o curso, exerceu a atividade de escultor na empresa Mármores do Centro, em Alfarelos. Participou num workshop de escultura em Montemor-o-Velho em 1998.
Entre 1995 e 1999, lecionou Educação Visual em várias escolas próximas de Montemor-o-Velho.


Autor de diversas esculturas e monumentos, entre os quais: imagem de São Silvestre (São Silvestre, 1999), Monumento ao Pescador da Praia da Leirosa (2000), Monumento às Tecedeiras (Fioso, Crestuma, 2001), Peixeira (Praia da Leirosa, 2003), Busto do Dr. Armando Gonçalves (Tentúgal, 2003), Homem dos Campos do Mondego (Rotunda da Carapinheira, EN 111, Montemor-o-Velho, 2004), Homem a Jardar (Gouveia, 2005), Moleiro (Moinhos da Gândara, Figueira da Foz, 2005), Pescador do Rio (Ereira), Bombeiro (Montemor), Gandaresa (Arazede), Monumento A Todas as Mães (Montemor-o-Velho, 2009), Queijeira (Gouveia, 2009), Mulher dos Enchidos (Quiaios, 2009).

Realizou exposições individuais no Hospital da Universidade de Coimbra (2002), Clube Médico de Coimbra (2006 e 2008) e na Carapinheira (2009). Participou em várias exposições coletivas de artes plásticas, no museu da Figueira da Foz (2003), na Casa Municipal da Cultura de Seia (2003), Casa da Cultura de Coimbra (2005), tendo também participado em várias edições da ARTIS desde 2004.

Apesar da crise – ou mesmo por causa dela, para acalentar a alma senense promovendo os valores locais – faria todo o sentido ter em Seia pelo menos uma obra de António Nogueira, erguendo-se numa das entradas da cidade ou recortando-se bucolicamente nos verdes de um dos seus vários espaços ajardinados. Pois a escultura, enquanto arte pública, representa e transmite os melhores sentimentos coletivos, servindo de símbolo unificador e inspirador de toda a coletividade.

MONUMENTOS PÚBLICOS


1999 - São Silvestre (São Silvestre)
2000 - Pescador (Praia da Leirosa)
2001 - Monumento às tecedeiras (Crestuma - V. N. Gaia)
2002 - Santa Luzia (Igreja de Lavos)
2003 - Peixeira (Praia da Leirosa)
2003 - Busto do Dr. Armando Gonçalves (Tentúgal)
2004 - Homem dos Campos do Mondego (Carapinheira)
2004 - Monumento do Club Rotary de Coimbra (Coimbra)
2005 - Varina (Freguesia de São Pedro - Figueira da Foz)
2005 - Moleiro (Freguesia de Moinhos da Gândara)
2006 - Homem dos Lanifícios (Gouveia)
2006 - Cópia de Coluna e Capitel Romano (Ruínas de Conímbriga)
2006 - Restauro do Cruzeiro do Alhastro (Carapinheira)
2007 - São Pedro (Igreja de Buarcos)
2007 - Gandaresa (Arazede)
2007 - Busto Maria Luísa Ruas (Gesteira)
2008 - Bombeiro (Montemor-oVelho)
2008 - São José (Carapinheira)
2008 - Queijeira (Gouveia)
2008 - Pescador no Dóri (São Pedro-Costa Lavos)
2009 - Monumento à Mãe (Montemor-o Velho)
2009 - Pescador do Bacalhau (Praia de Lavos)
2009 - Pescador do Rio Mondego (Ereira)
2009 - Mulher dos Enchidos (Quiaios)
2010 - Busto do Escuteiro Baden Powell (Carapinheira)
2010 - Monumento ao Idoso (Lar de Santo António - Figueira da Foz)
2011 - A Mondadeira (em execução – Abril 2011)


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BALBINA MENDES NA ARTIS X

Casa Municipal da Cultura de Seia, 07 de Maio a 5 de Junho 2011


Balbina Mendes, "O Chocalheiro da Bemposta"


As Máscaras de Balbina Mendes


Depois das paisagens transmontanas e durienses, os usos e costumes do nordeste de Trás-os-Montes ligados às máscaras tradicionais e costumes rituais dessa mesma região portuguesa servem de tema e inspiração aos trabalhos mais recentes de Balbina Mendes.


Trata-se de uma realidade com raízes intemporais e que a artista conhece bem, sendo natural de Malhadas, Miranda do Douro. Se as paisagens pintadas são um tributo da artista às belezas naturais, dominadas pelos impressionantes volumes topográficos e lonjura de horizontes, estes trabalhos representam uma homenagem da artista à cultura da sua região, uma viagem às raízes culturais transmontanas. Um dos principais atrativos das manifestações populares transmontanas posteriores ao Natal e até ao Entrudo, com destaque para as festas dos caretos ou dos rapazes (pelo Santo Estêvão), as máscaras determinaram a criação em Bragança da Bienal da Máscara.


Uma das obras mais emblemáticas de Balbina Mendes é o “Chocalheiro da Bemposta”, que resume o colorido sedutor e traquinice dos mascarados quando saem a terreiro para chocalhar as moças que encontrem no seu caminho. Pintada com dimensões muito superiores ao seu tamanho real, como acontece na maioria das pinturas desta série temática, a obra é marcada pela forma ovalada da máscara, que preenche todo o espaço da tela, coberta de cores vivas e brilhantes. O tamanho da máscara pintada reforça os contrastes de cor e elementos visuais utilizados, típicos da arte popular, conferindo à composição uma dimensão plástica notável e grande impacto visual.


No âmbito desta série temática, a pintora editou um livro com reproduções das suas obras e textos de diversos autores, alguns dos quais em mirandês, e dois contos inéditos do escritor vilarealense A.M. Pires Cabral.


Balbina Mendes nasceu em 1955 em Malhadas, Miranda do Douro. Realizou a sua primeira exposição em 1989, no Porto. Dedica-se exclusivamente à pintura, expondo regularmente em Portugal e no estrangeiro.

Participou em inúmeras exposições coletivas no Porto, Santa Maria da Feira, Guimarães, Vila Nova de Gaia, Braga, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Vila Real, Lisboa, Mirandela, Espinho, Alcanena, Queluz, Alfândega da Fé, Madrid, Coimbra, Leiria, Guarda, Évora, Estoril, Lion, entre outras.

Foi distinguida com o 1º Prémio no “Primer Certamen Internacional de Pintura Rápida”, Programa Rirra.

Realizou exposições individuais em várias localidades e galerias portuguesas e estrangeiras: Portugal• Miranda do Douro: Museu da Terra da Miranda e Casa da Cultura• Vila Real: Galeria Átrio da Câmara Municipal, Galeria da Biblioteca da UTAD, Galeria do Teatro e Museu da Vila Velha• Vila Nova de Gaia: Posto de Turismo, Auditório Municipal, Biblioteca Municipal e Casa Museu Teixeira Lopes • Lisboa: Galeria da RTP• Carnaxide: Galeria Exclusive • Oeiras: Galeria Exclusive - Oeiras Park• Vimioso: Casa da Cultura• Porto: Galeria da UNESCO e Galeria do Palácio• Braga: Biblioteca Pública da Universidade do Minho• Moita: Biblioteca Municipal• Alijó: Centro Cultural• Chaves: Galeria do Forte de São Francisco e Biblioteca Municipal• Valpaços: Centro Cultural• Guimarães: Paço dos Duques de Bragança• Bragança: C C Paulo Quintela e Centro Cultural• Freixo de Espada à Cinta: Centro Cultural• Lamego: Espaço de Arte Municipal e Museu de Lamego• Santa Marta de Penaguião: Centro Cultural • Viseu: Hotel Montebelo• Torre de Moncorvo: Museu do Ferro. Tabuaço: Biblioteca Macedo Pinto• Penafiel: Assembleia Penafidelense• Marco de Canaveses: Museu Carmen Miranda• Cascais: Quinta da Marinha• Baião: Posto do Turismo e Douro Palace Hotel• Vinhais: Salão Nobre da Câmara Municipal• Alfândega da Fé: Casa da Cultura• Espinho: Museu Municipal• Peso da Régua: Museu do Douro
Espanha• Sória –Palacio de la Audiencia• Aranda de Duero – Casa de Cultura• Zamora- Fundación Rei Afonso Henriques Estados Unidos• Newark- Public Library Bélgica• Bruxelas: - Galeria Orpheu Áustria• Viena – Europasaal- LAI.

Site de Balbina Mendes: Loja das Ideias
Máscaras de Balbina Mendes na RTP

terça-feira, 3 de maio de 2011

ARTIS X ABRE A 7 DE MAIO


Artistas seleccionados para o Salão de Artes Plásticas, artistas senenses presentes na XIII Colectiva, fotógrafos locais participantes na Mostra de Fotografia, AQUI.

ARTIS X ABRE A 7 DE MAIO (*)

Mil e um bons motivos para visitar o X Festival de Artes Plásticas de Seia

Para além da nova designação, que marca a mudança de rumo da ex-Festa das Artes e Ideias, o agora Festival de Artes Plásticas apresenta-se centrado num Salão de Artes Plásticas, cujas obras participantes são admitidas por concurso. Substituindo a antiga curadoria, com artistas de renome convidados para uma exposição colectiva, optou-se pela estratégia do concurso, com prémios, para alargar o espectro da participação e permitir ao júri seleccionar um conjunto representativo de obras para a exposição colectiva. Integraram o júri de selecção o artista plástico e professor do ensino superior politécnico, Luís Calheiros, o programador cultural da Casa da Cultura e mestrando em animação artística, Mário Jorge Branquinho, e Sérgio Reis, artista plástico e professor do ensino básico e secundário.
Concorreram 92 artistas nas modalidades de pintura e escultura, oriundos de 43 localidades portuguesas, e um artista brasileiro, de Fortaleza. De grande diversidade estética e com diferentes níveis de exigência artística, as obras foram apreciadas uma a uma tomando em consideração todos os dados fornecidos pelos respectivos autores e o número desejável de obras a seleccionar atendendo ao espaço disponível para a exposição – as galerias da Casa da Cultura. Após algumas horas de trabalho, ficou reunido um conjunto de obras com acentuado interesse estético e comunicativo, marcada originalidade e desenvoltura técnica. Algumas obras combinam criativamente vários materiais, no âmbito da técnica mista, despertando a sua tridimensionalidade em suportes tradicionais ou mesmo fora deles, procurando articular linguagens distintas em soluções criativas de grande espacialidade e impacto visual. Entre as principais características da arte actual contam-se precisamente essa intenção espacial informada, a experimentação de materiais e a fusão das fronteiras entre disciplinas, promovendo a multiplicidade e interacção de linguagens diversas. Foram seleccionadas 52 obras de 38 artistas, 15 dos quais na modalidade de Escultura. Entre as obras seleccionadas, contam-se 12 da autoria de artistas senenses: Carina Alexandra, Pedro Ribeiro e Ricardo Cardoso, na pintura; Adelino Cunha, Ana Carvalhal, António Nogueira, Daniel Lopes, Lucas Ressurreição e Virgínia Pinto, na escultura. Os premiados (Pintura, Escultura) e as menções honrosas serão anunciados na abertura oficial do Festival, a 7 de Maio.
Os artistas locais nunca foram esquecidos na ARTIS, que teve origem nas grandes colectivas de artistas senenses (1999, 2000 e 2001). A edição de 2011 mantém a exposição colectiva de artistas locais, a realizar no “foyer” do cine-teatro, e serão homenageados mais um artista e um fotógrafo senenses. Em 2010, foram distinguidos José Carlos Calado (Fotografia) e Ricardo Cardoso (Artes Plásticas). São mais algumas dezenas de bons motivos para visitar o X Festival de Artes Plásticas de Seia.
Este ano, a exposição colectiva de Fotografia trocará os espaços tradicionais de exposição para se destacar nas montras de Seia, naturalmente com a preciosa colaboração dos comerciantes. Trata-se de uma maneira diferente de levar a arte da fotografia ao grande público, muito dele avesso a frequentar exposições. Montra das artes do concelho, a ARTIS vai andar pelas montras da cidade, a revelar-se, insinuar-se, cativar.
A ARTIS X apresenta ainda obras recentes de Balbina Mendes, uma artista natural de Miranda do Douro. Conhecida pelas suas paisagens (transmontanas e durienses) a óleo, que apresenta geralmente em exposições itinerantes, Balbina Mendes explora actualmente o tema das máscaras, pintadas em grande formato. Tem mostrado as suas pinturas de máscaras em diversas exposições em Portugal e no estrangeiro e editou um livro sobre a mesma temática. As máscaras transmontanas (e a indumentária dos mascarados), com toda a sua cor e ecos ancestrais, adquirem particular presença e força nas telas de Balbina Mendes – só por si razão suficiente para uma visita à ARTIS X.
José Pessoa passará por uma das noites da ARTIS para falar do seu trabalho de várias décadas a inventariar e documentar através da fotografia as obras de arte que fazem parte do Património português. Um trabalho de ciência e arte, oportunamente chamado a mais uma edição das conversas informais – “Novos Olhares, Novos Percursos”.
Anunciam-se ainda oficinas criativas, dimensionadas para o recato da reflexão e criação artística, em contraponto com a música e o teatro, espectáculos concebidos para grandes plateias. Destaque ainda para a estreia cinematográfica de “O Voo da Papoila”, um filme do jovem realizador português natural de Seia, Nuno Portugal.
Ao todo, e por junto, são mil bons motivos para visitar o X Festival de Artes Plásticas de Seia. Falta referir mais um, que faz toda a diferença, o de ser a ARTIS (**) o grande evento artístico que mais se tem aguentado no Interior beirão e que lembra e honra Seia nos mais diversos recantos do espaço nacional.

Sérgio Reis

(*)-Publicado no jornal Porta da Estrela nº 922, 30 de Abril 2011

(**)-Especialmente a Colectiva de Artistas Senenses, que via na XIII edição.

domingo, 1 de maio de 2011

Grito Para Me Fazer Ouvir


Ricardo Cardoso expõe novos trabalhos em Almeida, no Posto de Turismo. Intitulada "Grito Para Me Fazer Ouvir", a exposição decorre até ao fim de Maio.

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Ricardo Cardoso e o "Manifesto do Nada"

domingo, 24 de abril de 2011

Textos recentes de SR no Porta da Estrela

Dorita Castel-Branco, autora da estátua de Afonso Costa em Seia, PE nº 921, 15/04/2011, pág 6 (Clicar na imagem para ampliar ou ler em Arquivo PE).



“As três faces da Deusa” Exposição de Victor Mota e Carlos Oliveira no Posto de Turismo, PE nº 920, 30/03/2011, pág. 13 (Clicar na imagem para ampliar ou ler em Arquivo PE).

Uma obra surpreendente

Encontra-se em fase de acabamentos o novo Palácio da Justiça de Gouveia, uma obra de arquitectura invulgar, em betão branco e cinza.


A obra é também marcada por algum arrojo técnico, que exigiu mão de obra muito especializada ao nível da execução e escoramento de lajes.


Um pouco à margem das qualidades da obra, volta a velha questão da designação destes edifícios públicos: Palácios da Justiça, Casas da Justiça ou Tribunais da Justiça? Já ouvi até certo ministro da justiça afirmar que o palácio é para ricos e que a justiça deve ser igual para todos – uma excelente ideia, acrescento eu, aliás antiga.


À falta de melhor, vai servindo a designação “Domus Justitiae”, que tem boa musicalidade mas a desvantagem de ser Latim, uma língua morta. O novo Palácio da Justiça de Gouveia, como a maioria dos seus congéneres, ostenta assim orgulhosamente, em caracteres gigantes, a expressão DOMUS JUSTITIAE.