
sábado, 5 de fevereiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
PINTURA DE ALFREDO BARROS EM SEIA
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A mostra decorre até 13 de Março 2011, no horário normal de funcionamento (das 10.00 às 18.00 horas) e ao domingo (das 14.30 às 17.30 horas).
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
ALFREDO BARROS - Exposição em Seia
"O Mundo de Dante"Pintor figurativo, Alfredo Barros desenvolveu uma obra consistente, nos temas e nas técnicas.
Apaixonado pelo classicismo, o artista concilia esses valores estéticos com a modernidade, fugindo à frieza imediata do hiper-realismo, que “é só a habilidade da execução” (1). A obra de arte contém necessariamente uma dimensão poética que remete para a subjectividade do seu tempo e não, apenas, para a realidade factual, explorada com melhor proveito pela fotografia – que possui já uma dimensão “pictórica”, proporcionada sobretudo pelos avanços da fotografia digital.
O que não oferece qualquer dúvida é a qualidade quase obsessiva da pintura de Alfredo Barros, que o músico e também pintor A. Cunha e Silva (n. Leça da Palmeira, 1941) considera “um perfeccionista de carácter impulsivo”(2).
Os temas preferidos enquadram-se igualmente numa evocação classicista, sobretudo as naturezas-mortas e os fundos com paisagens, privilegiando as paisagens açorianas, que Alfredo Barros muito admira e visita regularmente, mas também na evocação mitológica e onírica das figuras humanas, através da pose, definição de volumes e atributos distintivos.
Trata-se de uma pintura de composição e pormenor, dominada pelo equilíbrio e pela harmonia, cujo conteúdo plástico e literário visa atrair o espectador aos ambientes poéticos e por vezes oníricos criados pelo artista, comprometendo um e outro no sentido global de cada obra.
Do seu vasto currículo artístico, para além das diversas exposições individuais e participação em inúmeras exposições colectivas, destacam-se os prémios internacionais – o último dos quais, em 2009, foi o Prémio Carreira da Asssociação italiana Progetto Athanôr.
A sua actividade criativa estende-se à cenografia e ilustração de obras de literatura infantil (3) e livros didácticos.
(1)-Entrevista ao jornal Matosinhos Hoje
(2)-Texto da exposição “O tempo eterno em fragmentada suspensão”, Galeria Artes Solar Stº António, Porto, 2009
(3)-Principalmente obras de Nazaré de Castro.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
ARCO 2011 - 30 ANOS
Visando promover a arte contemporânea, criar património e apoiar a recolha e galerias de arte, o evento agora dirigido por Carlos Urroz apresenta este ano mais de cem exposições de artistas de vários países.
Como principais pólos de interesse desta edição de aniversário, regista-se uma panorâmica da arte russa contemporânea através da participação de uma dezena de galerias russas seleccionadas por Daria Pyrkina, “solo projects” de artistas latinoamericanos e destaque para jovens galerias europeias com menos de 8 anos.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
MALANGATANA (1936-2011)

Nascido a 6 de Junho de 1936 na vila de Matalana, então território português, a sua vida é um exemplo de persistência e compromisso na luta por um futuro melhor para todos. Após diversas ocupações e empregos modestos(1), teve a sorte de conhecer homens como o arquitecto Garizo do Carmo (que lhe despertou o gosto pelas artes), Augusto Cabral e Zé Júlio (que o apoiaram nos primeiros passos como artista) e o arquitecto “Pancho” Guedes (2) (que patrocinou a sua estreia e primeiros sucessos como artista profissional), mas Malangatana também soube corresponder – e bem – às expectativas. Uma vida preenchida, que se estendeu por vários países, sempre com Moçambique e Portugal no centro de todos os rumos e no coração, prestigiando Moçambique e desenvolvendo culturalmente a sua terra natal, sobretudo através da Fundação Malangatana e do Centro Cultural de Matalana, graças a protocolos e colaboração diversa com organismos e entidades internacionais. E também como deputado nacional (1990) e membro da Assembleia Municipal de Maputo (1998, 2003).
As suas temáticas acompanharam a situação colonial de Moçambique até 1975, incluindo toda a guerra colonial (realizou a primeira exposição individual em 1961), a independência e a guerra civil, passando depois a destacar a dureza da vida quotidiana enquadrada por valores humanistas e, desde a década de 80, a sensualidade e o amor. Os seus textos e poemas (Malangatana foi também músico e poeta, encontrando-se representado na “Antologia da Poesia Moderna Africana”), assim como as entrevistas que concedeu, reafirmam paralelamente as preocupações dominantes em cada fase da sua obra, o que reforça a sua consistência global, confrmando-o não só como o “Picasso” africano mas, sobretudo, como figura incontornável da Cultura africana do século XX.
Notas
(1) - Relance sobre a vida de Malangatana (Fundação José Saramago).
Nos anos 50 e 60, viveu em Moçambique, onde realizou mais de 500 projectos de arquitectura - e conheceu Malangatana. Começou a pintar quando ainda era estudante de arquitectura em Joanesburgo. Participou na Bienal de S. Paulo, Brasil, em 1961, e na Bienal de Veneza em 1975.
Comendador da Ordem de Santiago e Espada, recebeu a Medalha de Ouro de Arquitetura do Instituto dos Arquitectos Sul-africanos. Doutor “honoris causa” pelas universidades de Pretória e Wits, na África do sul.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
PROCURA DE MIM

No dia 14 de Janeiro, pelas 21.30 horas, Henrique do Vale vai apresentar na Olga Santos Galeria, no Porto, a exposição “Procura de Mim”.
A mostra decorre até 26 de Fevereiro 2011.
“Estes trabalhos não são alegorias.”(2)
O Henrique do Vale é um artista liberto das tradições académicas que desenvolve as suas próprias fantasias pictóricas.
O seu processo de pintar revela-se descontraído e a sua paleta, luminosa e garrida, onde dominam os tons quentes, desperta fenómenos sensoriais a quem contempla os seus trabalhos. Temos a sensação de que existe vida oculta nas suas delicadas figuras.
Para o Henrique do Vale, a pintura é uma actividade essencial e urgente e do seu gesto expressivo e das suas pinceladas virtuosas resulta uma dinâmica visual onde as figuras surgem como se vindas do inconsciente. O seu traço táctil e apaixonado proporciona-nos viagens imaginárias.
Não importa o que se pinta desde que se pinte bem e estes trabalhos do Henrique do Vale, não sendo alegorias e nem contando histórias, são, para mim, pequenos poemas.
Margarida Ibáñez
Novembro 2010
(1) - Texto de divulgação da exposição (press release da Galeria).
Olga Santos Galeria
Praça da república, 168, 1º frente 4050-498 Porto
www.olgasantosgaleria.blogspot.com
sábado, 1 de janeiro de 2011
2011 - ANO INTERNACIONAL DA QUÍMICA E DAS FLORESTAS

A Química é fundamental para a compreensão da humanidade e sua acção sobre o nosso planeta e o cosmos. Durante o AIQ, a comunidade científica distinguirá o papel essencial da química no desenvolvimento do conhecimento humano, visando ainda incrementar o interesse dos jovens pela Química.
No blog Artes Vivas procuraremos tratar algumas das ligações entre a Química e a Arte.




