terça-feira, 4 de janeiro de 2011

PROCURA DE MIM

EXPOSIÇÃO DE HENRIQUE DO VALE NA OLGA SANTOS GALERIA


No dia 14 de Janeiro, pelas 21.30 horas, Henrique do Vale vai apresentar na Olga Santos Galeria, no Porto, a exposição “Procura de Mim”.

A mostra decorre até 26 de Fevereiro 2011.

Estes trabalhos não são alegorias.”(2)

O Henrique do Vale é um artista liberto das tradições académicas que desenvolve as suas próprias fantasias pictóricas.
O seu processo de pintar revela-se descontraído e a sua paleta, luminosa e garrida, onde dominam os tons quentes, desperta fenómenos sensoriais a quem contempla os seus trabalhos. Temos a sensação de que existe vida oculta nas suas delicadas figuras.
Para o Henrique do Vale, a pintura é uma actividade essencial e urgente e do seu gesto expressivo e das suas pinceladas virtuosas resulta uma dinâmica visual onde as figuras surgem como se vindas do inconsciente. O seu traço táctil e apaixonado proporciona-nos viagens imaginárias.
Não importa o que se pinta desde que se pinte bem e estes trabalhos do Henrique do Vale, não sendo alegorias e nem contando histórias, são, para mim, pequenos poemas.

Margarida Ibáñez
Novembro 2010



(1) - Texto de divulgação da exposição (press release da Galeria).


Olga Santos Galeria
Praça da república, 168, 1º frente 4050-498 Porto
www.olgasantosgaleria.blogspot.com

sábado, 1 de janeiro de 2011

2011 - ANO INTERNACIONAL DA QUÍMICA E DAS FLORESTAS


2011 será o Ano Internacional das Florestas e da Química (resoluções da UNESCO nºs 61 e 63, respectivamente). Urge recentrar as atenções internacionais na importância ambiental e económica das florestas e, paralelamente, reconhecer a “química como ciência indispensável para a sustentabilidade de todos os processos vitais da actualidade” tendo em vista valorizar o seu contributo na procura de soluções para os desafios globais.
A Química é fundamental para a compreensão da humanidade e sua acção sobre o nosso planeta e o cosmos. Durante o AIQ, a comunidade científica distinguirá o papel essencial da química no desenvolvimento do conhecimento humano, visando ainda incrementar o interesse dos jovens pela Química.
No blog Artes Vivas procuraremos tratar algumas das ligações entre a Química e a Arte.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

NATAL 2010

Acrílico s/cartão telado

LUIZ MORGADINHO PREMIADO NO AGIRARTE 13

RICARDO CARDOSO FOI TAMBÉM DISTINGUIDO

Luiz Morgadinho, "No País dos Lambe Botas", 2010, óleo s/tela

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A obra intitulada "No País dos Lambe Botas”, de Luiz Morgadinho, foi distinguida com o Prémio Município de Oliveira do Hospital no âmbito do AGIRARTE 13. Ao contrário do que tem sido habitual, o premiado só foi conhecido ontem, dia 28, a três dias do encerramento das exposições.

A obra "Confronto I", de Ricardo Cardoso (Seia, 1982), foi também distinguida com uma Menção Honrosa. Foi a primeira vez que se atribuiu uma menção honrosa em 13 anos de AGIRARTE.

Luiz Morgadinho, por Sérgio Reis

Luiz Morgadinho é um pintor de inspiração surrealista, cuja obra aborda geralmente temas da actualidade com ironia crítica e recorrendo a uma estrutura comunicativa muito próxima do "cartoon". Natural de Coimbra (1964), reside em Seia, sendo membro da direcção da Associação de Arte e Imagem de Seia. Em 2009, foi homenageado na ARTIS VIII - Festa das Artes e Ideias de Seia. Integra o grupo Trisena.

Após o encerramento em Oliveira do Hospital, a maior parte das obras apresentadas pelos 19 artistas participantes será exposta em Tábua, na Biblioteca Municipal João Brandão, e posteriormente em Góis, num esforço da organização - a Associação OHs XXI, liderada por Luís Antero - para estender o evento a outras localidades.

Henrique do Vale venceu o Prémio do Município em 2008, com a obra "Guarda do Vinho" (acrílico s/tela) e, em 2009, o vencedor foi Sérgio Reis, com a obra "Reencontros" (acrílico s/tela).

http://www.ohs21.org/
http://www.radioboanova.com/

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

RETRATOS DE COLUMBANO NO MUSEU DO CHIADO

Auto-retrato inacabado de Columbano, s/data

73 retratos de Columbano encontram-se expostos no Museu Nacional de Arte Contemporânea / Museu do Chiado, em Lisboa, até ao dia 27 de Março de 2011.

Intitulada “Retratos”, a exposição centra-se na actividade retratista de Columbano Bordalo Pinheiro , (Almada, 21/11/1857-Lisboa, 06/11/1929), um dos pintores mais importantes da sua época, tendo retratado dezenas de personalidades da cultura e da política do final do século XIX e o início do século XX, entre os quais três presidentes da República. Trata-se de uma oportunidade única para apreciar comparativamente os famosos retratos de Columbano já que grande parte das obras expostas são oriundas de colecções particulares e museus estrangeiros (Orsay, Pitti, Belas Artes do Rio de Janeiro).

Artista intelectual e introvertido, sobretudo pintor de composição e de figura, Columbano soltava no intimismo de uma penumbra doce os lampejos psicológicos das suas personagens, construindo retratos intensos mas solitários. A sua paleta única, privilegiando os negros, cinzentos, castanhos e o verde (à Velázquez), desdobrava-se em tons infindáveis nas sombras dos quadros, para as animar subtilmente no todo da orquestração da cena. O génio de Columbano foi descoberto por D. Fernando, o rei artista, e apoiado inicialmente pela Condessa de Edla, que financiou os seus estudos em Paris (1881-1883). Aí conquistaria, em 1900, a mais importante distinção internacional da Exposição Universal de Paris (medalha de ouro), que lhe abriu as portas de muitas instituições portuguesas mas embraveceu os seus rivais e inimigos. A idade acentuou o seu carácter introvertido e o artista encerrou-se num mundo próprio, a meia-luz, desconfiado e egoísta. Apesar de ter leccionado pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa entre 1900 e 1924, não deixou seguidores da sua obra pois considerava intransmissíveis os seus métodos e processos pictóricos.

A exposição inclui ainda um núcleo dedicado ao estudo laboratorial dos quadros de Columbano.

Ver: "Os Bordalo Pinheiro nas Artes".


Retrato de Teixeira Gomes, 1911 (MNAC)

Retrato de Teófilo Braga, 1917 (Palácio de Belém)

sábado, 11 de dezembro de 2010

JOSÉ RODRIGUES HOMENAGEADO EM lAMEGO E NA PÓVOA


No dia 10 de Dezembro, o escultor José Rodrigues recebeu o Prémio de Artes Casino da Póvoa 2010, pelo seu “alto contributo para a Arte e a Cultura em Portugal”.

Considerado o “Casino do Norte”, o Casino da Póvoa de Varzim regista nos últimos anos uma importante animação cultural, sobretudo nas Artes e Letras, promovendo diversas iniciativas culturais e instituindo importantes prémios nacionais.

Apesar de ser natural de Luanda, onde nasceu em 1936, e da sua paixão por Angola, que visita com frequência, José Rodrigues é uma figura incontornável da história da cultura portuense – e das Artes nacionais – dos últimos 40 anos. Juntamente com mais três grandes artistas (Armando Alves, Ângelo de Sousa e Jorge Pinheiro) integrou em 1968 o grupo “Os Quatro Vintes” – que não perdurou, em grande parte por ter sido um produto da concorrência entre Escolas Superiores de Belas Artes (Porto e Lisboa), diluída nos clamores revolucionários de 1974.

Artista com letra maiúscula bem sublinhada, José Rodrigues é na prática escultor, desenhador, gravador. Como professor, orientou várias gerações de artistas. Foi um dos fundadores da Cooperativa Árvore, no Porto, e da Bienal de Vila Nova de Cerveira. Para além de tudo isso, é uma excelente pessoa.

Recentemente homenageado em Lamego (setembro 2010), no âmbito da 2ª edição do Plast&Cine (1), é o autor do monumento a José Saramago em Azinhaga do Ribatejo (2008). Curiosamente, José Rodrigues recebe o Prémio Casino da Póvoa no mesmo dia em que José Saramago recebeu o Prémio Nobel da Literatura (2), mas com uma diferença de 12 anos.

(1) - Em 2009, a homenageada foi Emília Nadal, pintora e presidente da Sociedade Portuguesa de Belas Artes.
(2) - Em 10 de Dezembro de 1998.

A poética dos Descobrimentos

Manoel de Oliveira


Comemorando o 102º aniversário de Manoel de Oliveira, foi estreada no Auditório da Fundação de Serralves, com a presença do realizador, a curta-metragem (16’) “Painéis de São Vicente de Fora, Visão Poética”.

O filme é uma reflexão pessoal de Manoel de Oliveira sobre os painéis do séc. XVI atribuídos a Nuno Gonçalves, um quadro-vivo que dá voz aos protagonistas e enredos da epopeia dos Descobrimentos, num apelo à fraternidade e concórdia entre povos.

Financiado e Produzido pela Fundação de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, com o apoio do Ministério da Cultura, da RTP e do Turismo de Portugal, o filme conta com Ricardo Trêpa e Diogo Dória nos principais papéis - São Vicente e de Infante D. Henrique, respectivamente.

“Painéis de São Vicente de Fora, Visão Poética” passou pelo Festival de Veneza 2010 (8 de Setembro), EUA (21 de Setembro), Doc Lisboa (20 de Outubro), Mostra Internacional de Cinema – Brasil (23 de Outubro) e Azores Film Festival (7 de Novembro) e pode ser visto em Serralves até 09 de Janeiro 2011.