domingo, 26 de setembro de 2010

Primeiro Prémio (Pintura) na Bienal de Penedono

Vista parcial da exposição

De um total de 80 obras inscritas, da autoria de 52 artistas, foram seleccionados 63 trabalhos de 45 artistas para efeitos de exposição e premiação.
.
Integraram o Júri a pintora Florentina Resende (Presidente do Júri), a escultora Anabela Paiva, o pintor José Mário Santos, o pintor Alfredo Barros (artista plástico convidado) e o Presidente da Câmara de Penedono, Carlos Esteves.
.
Com base nos critérios previamente estabelecidos (criatividade, poética, técnica e equilíbrio estético/compositivo), o Júri decidiu atribuir o "Prémio de Pintura - 1ª Bienal de Artes de Penedono" à obra "Os Grandes Transparentes II", de Sérgio Reis, e o "Prémio de Escultura - 1ª Bienal de Artes de Penedono" à obra "Condicionado", de Nuno Mendanha.
.
O Júri decidiu também distinguir com Menções Honrosas obras de Ana Pais Oliveira, Francisca Mariz, Hermínia Cândido, Hugo Bastos, Maria Rafael, Paula Costa (AluaPólen), em Pintura, e a Manuel Pinto e a Rui Mota Pinto, em Escultura. Para incentivar o desenvolvimento criativo dos artistas de Penedono, foi ainda atribuída uma Menção Especial de Participação à obra "A Costureira", de António Amaral Martins.

O Júri: Florentina Resende, Anabela Paiva, Carlos Esteves, Alfredo Barros e José Mário Santos

Sérgio Reis recebendo o prémio


Sérgio Reis, "Os Grandes Transparentes II", acrílico s/tela


Nuno Mendanha, "Condicionado", bronze

AluaPólen, "Atlântida", óleo s/tela

Ana Pais Oliveira, "New Strange Place To Live #17", mista s/tela

Francisca Mariz, "Mifran", acrílico s/cartão


Hermínia Cândido, "Elos de Vidas Urbanas", técnica mista

Hugo Bastos, "A Viagem", mista s/tela

Maria Rafael, "No Mundo das Memórias", acrílico e óleo s/tela

ARTISTAS PARTICIPANTES (Pintura e Escultura)

Alberto Miranda

"AluaPólen"/Paula Costa (M.H. - Pintura)

Ana Pais Oliveira (M.H. - Pintura)

Angelo Ribeiro

Antónia Gomes

António Alberto Pedregal

António Dias Machado

Aparício Farinha

Cristina Marques

Dina de Sousa

Enrique Williams

Francisca Mariz (M.H. - Pintura)

Guilha

Henrique do Vale

Hermínia Cândido (M.H. - Pintura)

H. Romano

Hugo Bastos (M.H. - Pintura)

Humberto Santos

Isabel Braga

João Macedo

José Correia

Josefa Galhano

Luís Alenquer

Luís Santos

Luísa Pintado

Manuel Pinto (M.H. - Escultura)

Maria Rafael (M.H. - Pintura)

Maria Sá

Maria Vaz

Martins (Menção Especial do Júri)

Moisés Tomé

Nuno Franco

Nuno Mendanha (1º Prémio - Escultura)

Paula Aniceto

Paula Fidalgo

Paulo Medeiros

"Pólen"

Raul Ferreira

Ricardo de Campos

Rosa Pereira

Rui Mota Pinto (M.H. - Escultura)

Sameiro Sequeira

Sérgio Reis (1º Prémio - Pintura)

Sérgio Sá

Silvestre Raposo

Penedono, um museu vivo

FONTE: catálogo oficial da Bienal

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ricardo Cardoso na Casa da Cultura da Mêda

Performance "Sem Título: ...? - 2", de Ricardo Cardoso - Casa Municipal da Cultura de Mêda, 17 de Outubro, 16.30 horas.

Ironicamente intitulada “Sem Titulo: … ? – 2”, esta performance confronta o observador com a maneira como se sente um jovem artista, formado e licenciado para produzir “obras de arte”, numa sociedade feita de títulos.

“O mundo da arte pode tornar-se formalizado (...)”. “Tal formalidade é uma ameaça à frescura e à exuberância próprias da arte” (George Dickie).

Contudo, deve defender-se que a “obra de arte” não venha a ser um objecto de vaidades de um determinado burguês, que a escolhe e compra atendendo à importância do artista ou para condizer com a decoração da sua sala. “Quem compra um quadro apenas para cobrir uma mancha no papel de parede não vê a pintura como o padrão aprazível de cores e formas” (Jerome Stolnitz).

O jovem artista terá então de procurar sobreviver sem se prostituir intelectualmente, descurando os aspectos criativos para ser um mero técnico de execução das ditas “obras de arte”.

Esta performance é um aprofundamento das ideias defendidas nas performances “Sem título: ... ? – 1” (Posto de Turismo de Seia/IX ARTIS-Festa das Artes e Ideias) e “Asas de Pelicano” (Fábrica Braço de Prata, Lisboa). Na primeira, questionei o lugar do jovem artista no mercado da arte. Na segunda, levantei a questão do que será a obra de arte – o objecto final ou o momento da sua execução? Não pretendo valorizar em demasia o artista em desfavor do objecto artístico, mas sim apresentar e partilhar questões que me incomodam, sobre o significado da obra de arte e do papel do jovem artista no contexto do mercado da arte.

Que este “Manifesto do nada” possa despertar consciências e relançar uma discussão construtiva em torno da problemática dos jovens artistas e da necessária renovação cultural.

Ricardo Cardoso, 25 de Setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

5ª BIENAL DE GRAVURA DO DOURO


Até 31 de Outubro de 2010, o Douro recebe a maior exposição de Gravura já realizada em Portugal, a 5ª Bienal Internacional de Gravura do Douro, apresentando 750 obras de 360 artistas de 74 países, distribuídas por 16 exposições.

A Bienal começou timidamente em 2001, pelas mãos do Núcleo de Gravura de Alijó, mas a 5ª edição alarga-se este ano até ao Porto e Vila Nova de Foz Côa, em diversas mostras associadas ao Património duriense, teatro, gastronomia, concertos e workshops.

Alijó acolhe 6 exposições e um projecto outdoor digital mas o centro da bienal fixou-se na Régua, onde o Museu do Douro (um espaço amplo e agradável, voltado para o rio Douro e oficialmente inaugurado a 20 de Dezembro de 2008) acolhe a exposição de homenagem ao artista catalão Antoni Tàpies (n. Barcelona, 1923) e uma parte das obras dos artistas convidados, de vários países. As restantes, distribuem-se pelo Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa, recentemente inaugurado, Centro Cultural de Foz Côa, Teatro de Vila Real e Pavilhão Gimnodesportivo de Alijó. O Centro Português de Serigrafia (Portugal) e a Ury Art Gallery (Porto Rico) apresentam obras dos seus artistas no Auditório Municipal de Alijó. A Associação Água-Forte (Portugal) mostra-se no Museu do Pão e do Vinho de Favaios, pré-inaugurado no início de 2010.

Antoni Tàpies

Os porto-riquenhos Rafael Trelles (Santurce, 1957) e Fernando Santiago apresentam-se individualmente no Porto e na Biblioteca Municipal de Alijó, respectivamente, enquanto o português Silvestre Pestana (Funchal, 1949), conhecido pelos seus projectos multimedia, mostra o seu trabalho em Alijó.

Bienal de Gravura do Douro
Museu do Douro

Museu do Côa (MAAVC)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

JOSÉ CARLOS MALATO, O APRESENTADOR PINTOR


Quando se mudou para o Porto em 2002, o conhecido apresentador de televisão José Carlos Malato começou a frequentar as aulas de pintura de Ophelia Marçal.

Entre 2005 e 2007, Ophelia Marçal e José Carlos Malato apresentaram o seu trabalho em diversas localidades do Alentejo e no Porto, através de uma exposição itinerante intitulada "Poética da Imagem - A Mestra e o Aprendiz: Ophelia Marçal e José Carlos Malato”. Admirador de Paula Rêgo, o apresentador declarou ao JN que “Na pintura, eu coloco todos os meus fantasmas, as inquietações. (…) os meus silêncios estão na tela.”

Em 2009, Malato foi convidado para embaixador dos refugiados em Portugal. Durante a gala que decorreu no Casino Estoril, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Refugiado, foram leiloadas várias pinturas, uma das quais do próprio Malato, “por um preço muito simpático”.

Na RTP, a jornalista e apresentadora Dina Aguiar também se dedica há alguns anos à pintura, participando regularmente em exposições colectivas.

José Carlos Malato nasceu em Monforte, Portalegre, a 7 de Março de 1964.

Licenciatura em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa.

Locutor de rádio desde a década de 80, na Rádio Renascença e RFM, realizou vários programas para a Rádio Comercial e Antena 3. Foi professor assistente da Universidade Autónoma de Lisboa.

Apresentador de televisão, locutor e copyrwiter português. Uma rua da sua terra natal tem o seu nome.

LAURO CORADO RECORDADO EM AVEIRO

Pintura de Lauro Corado, Galeria da Capitania, Aveiro, 21 de Agosto a 19 de Setembro 2010.

Lauro Corado - Auto-retrato, 1957

Decorre até ao dia 12 de Setembro, na Galeria da Capitania, em Aveiro, uma exposição de obras do pintor aveirense Lauro Corado (1908-1977), pai do realizador e professor de cinema, Lauro António.

A exposição é composta por diversas pinturas a óleo do artista, pertencentes ao acervo municipal, representativos do virtuosismo técnico e nível artístico de Lauro Corado, que abordou as mais diversas temáticas na sua obra. (Ver imagens da exposição no blog de Lauro António).

Aveirense ilustre, com nome de rua, o artista foi homenageado em 2008, no centenário do seu nascimento (10 de Janeiro de 1908) com uma exposição na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, integrada no Famafest 2008. Foi igualmente recordado nos 150 anos do Teatro Aveirense, ocasião em que foram destacados 18 aveirenses ilustres, de Francisco Homem Christo (1860-1943) a Zeca Afonso (1929-1987).

Lauro da Silva Corado nasceu em Aveiro em 10 de Janeiro de 1908 e faleceu em Lisboa a 1 de Setembro de 1977.

Estudou em Aveiro, na Escola Industrial de Fernando Caldeira, e depois na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde foi discípulo de António Carneiro e de Joaquim Lopes e concluiu o Curso Superior de Pintura.

Em 1933, foi aprovado com “mérito absoluto” no concurso de provas públicas para professor de Pintura da Escola Superior de Belas Artes. Ainda nesse ano, visitou Itália, França e Espanha como bolseiro do Instituto para a Alta Cultura, regressando em 1945 a Espanha com o patrocínio do mesmo Instituto.

A Escola Industrial Infante D. Henrique na actualidade (foto S.R.)

Iniciou a sua carreira de professor no Porto, na Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique, leccionando depois na Escola Industrial e Comercial Dr. Azevedo Neves, Viseu, em 1941, e na Escola António Arroio, a partir de 1942.

Em 1949 faz Exame de Estado para professor efectivo do Ensino Técnico. Entre 1950 e 1958, lecciona na Escola Industrial e Comercial de Portalegre. Aí, conviveu com José Régio e expôs as suas obras na Escola da Corredoura, em 1955, e no Salão Nobre do Governo Civil, em 1958.

De regresso a Lisboa, em 1958, é Colocado na Escola Técnica Elementar Nuno Gonçalves, regressou a Lisboa em 1958, leccionando depois na Escola de Artes Decorativas António Arroio.
A sua primeira exposição individual teve lugar na Associação Comercial de Aveiro.

Foi distinguido com a 1.ª e 2ª medalhas da S.N.B.A. de Lisboa, os 1.º e 2.º prémios e Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Lisboa, o prémio José Malhoa e o 1.º prémio da Exposição Antoniana do Estoril.

Encontra-se representado em museus e colecções particulares de Portalegre, Espanha, Brasil, Canadá, EUA e Alemanha.


Biografia completa


Lauro Corado - Atelier em Lisboa

II Simpósio de Escultura do Porto

Simpósio de Escultura Soares da Costa # II, Praça D. João I, Porto, de 1 a 15 de Setembro I (9-18 horas). Entrada livre.


Até 15 de Setembro, realiza-se no Porto, na Praça D. João I, o II Simpósio de Escultura Soares da Costa, com o apoio da Câmara Municipal do Porto.

O Simpósio reune três escultores convidados, promovendo a troca de impressões e de experiências, o contacto directo com o público e alunos de cursos profissionais. Neste contexto, cada escultor criará uma peça durante o simpósio, estando prevista para o dia 7 uma tertúlia subordinada ao tema “Escultura e as suas técnicas”, com vários convidados e participação dos três escultores, e um dia dedicado às Escolas Profissionais do Porto.

Paulo Neves (Cucujães - Oliveira de Azeméis, 1959, Jorge Curval (Porto, 1958) e António Mulungo são os artistas convidados para realizar ao vivo uma escultura em pedra, ferro e madeira, respectivamente.



Obras de Jorge Curval


Obras de António Mulungo

O escultor António Mulungo