domingo, 15 de agosto de 2010

PINTURA NO PÁRA-VENTO NO PORTO

Vista parcial da exposição de Pára-ventos. Mais fotos nos blogues de:
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Ver filme de André Castro
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Um projecto artístico que coloca a arte fora de portas, e que consiste em pintar um pára-vento e expô-lo na praia.
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Ideia e organização de Miriam Rodrigues e Renata Carneiro, com o apoio da Câmara Municipal do Porto / Porto Lazer, Esteta Galeria, Edifício Transparente.

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11 e 12 de Setembro. Inauguração às 17 horas.

Artistas que abraçaram este projecto:

Miriam Rodrigues

Renata Carneiro (no blog de Emília Viana)

Teresa Pedroso (blog da artista)

Julia Pintão (no blog da artista)

Ana Maria (no blog da artista)

Emília Viana (no blog da artista)

Céu Costa (no blog da artista)

Manoel Bonabal (no blog do artista)

Inma Doval (no blog de João Menéres)

Alexandre Ribeiro

Rui Anahory

Sílvia Carreira (no blog da artista)

Henrique do Vale

Filipe Rodrigues (no blog do artista)

Carla Marques (no blog da artista)

Cristina Camargo

Carmen Cierto

Carina Constantino

Agostinho Santos

Ana Carvalho

Sofia Lages

Paulo Neves (no blog de João Menéres)

Acácio de Carvalho

Manuela Bronze

José Emídio

Carla Faro Barros

Armando Alves (no blog de João Menéres)

Margarida Leão

Catarina Machado

Conceição Rios

Isabel Braga

Kchão Gagean

Paula Fidalgo

Teresa Santos Silva (no blog de João Menéres)

Ernesto Ricou

Paula Leite

Sobral Centeno

António Carvalho

Emília Carvalho

Julieta Albuquerque

Susana Bravo (blog da artista)

Sérgio Reis

Alexandra Duque (no blog de João Menéres)

Ludmila (blog da artista)

Nuno Canelas (site do artista)

Rosa Puente

Inês Gonçalves

Ricardo Silva (blog do artista)

Isabel Bartolomeu


Esteta Galeria
Edifício Transparente
Porto Lazer

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A ÚLTIMA CEIA NO MUSEU DE ÉVORA

ÚLTIMA CEIA – Instalação com fotografias de Jorge de Sousa, Marcos López e escultura de Noémia Cruz, Museu de Évora, 01 de Julho a 30 de Setembro.
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Jorge de Sousa, "A Última Ceia" (1)

Integrado no programa do Festival de Performance e Artes da Terra “Escrita na Paisagem” 2010, encontra-se patente no Museu de Évora, até 30 de Setembro, uma Instalação intitulada “Última Ceia”. A mostra junta duas fotografias de Jorge de Sousa (n. Moçambique, 1962) e do argentino Marcos López (n. Santa Fé, Argentina, 1958) com a escultura de Noémia Cruz (n. Ourique, 1948), “Isto é o meu corpo”. A escultura subverte o sentido da última ceia ao jogar com o conceito de corpo, oferecido, partido, partilhado, anexando a esse sentido o seu próprio historial acidentado: exposta pela primeira vez em 1979, a obra foi vandalizada; no ano seguinte, ficou parcialmente destruída num incêndio no atelier da artista; finalmente, foi recuperada e exposta três décadas depois.
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Leonardo da Vinci, “L’Ultima Cena”, 1495-1498
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O tema da última ceia de Cristo com os apóstolos tem sido muito tratado na arte ocidental, sobretudo através da pintura, nas mais diversas épocas e contextos artísticos. A obra mais conhecida é a pintura mural realizada por Leonardo da Vinci no refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão, mas essa obra teve precursores como Andrea de Castagno (Castagno, 1423-Firenze, 1457).

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Andrea de Castagno, “L’Ultima Cena”, 1447, Sant’Apollonia, Florença

Ao longo dos séculos seguintes, inúmeros pintores foram sensíveis ao tema, também abordado no século XX por artistas como Salvador Dali (“O Sacramento da Última Ceia”, 1955), Andy Warhol (série “The Last Supper”, 1986), Francine LeClercq ("Mise en S(cène)", Instalação, 2007) ou Devorah Sperber (Instalação, 2007). O próprio Museu de Évora, que alberga a instalação, inclui no seu acervo duas pinturas da última ceia, uma da autoria do Mestre do Retábulo da Sé e outra do pintor flamengo Martin de Vos (Antuérpia, 1532-1603).

Há últimas ceias desenhadas, gravadas, impressas, esculpidas, modeladas, colagens, assemblagem de objectos inusitados, e até construídas em Lego, sendo igualmente um tema recorrente da arte popular dos mais diversos países e culturas tocadas pelo cristianismo. Finalmente, a fotografia agarrou o tema e recriou-o com a liberdade possível em contextos modernos, impulsionada pela publicidade e abençoada pelos media. Não é por acaso que imagens relacionáveis com este tema serviram para promover filmes e séries televisivas como "M.A.S.H." (Robert Altman, 1970), “Battlestar Galactica” (2003), “Star Wars”, “House” (2004), “Shameless” (2004), “Asao” (Hong Kong, 2005), “The Sopranos” (uma belíssima foto de Annie Liebovitz), “The Simpsons”, “Lost” (última temporada, 2010).


Doménikos Theotokópoulos, El Greco, “A Última Ceia”, 1567-1570

Na pintura, a minha última ceia preferida é a de El Greco (1541–1614), obra pintada entre 1567 e 1570. No quadro, tudo parece pairar, com uma estranha leveza e dinâmica, desde a mesa da ceia às figuras esvoaçantes. A lembrar que a pintura de El Grego não se enquadra em qualquer estilo artístico do seu tempo.

Para além da unidade e equilíbrio da composição e encenação bem sugestiva, as fotografias de Jorge de Sousa e de Marco López estão recheadas de pormenores bem contextualizados: o estilo “urbano” de Jorge de Sousa em contraste com uma ceia tipicamente argentina.

O fotógrafo português procura fixar, sem qualquer fotomontagem, “imagens que se comportam como máquinas do tempo, construídas a partir de elementos contemporâneos, para viagens a um passado por vezes muito mais distante do que a minha própria existência”. O argentino, pelo seu lado, não quis fotografar a “refeição da tristeza, suspeição e ira que caracteriza a obra-prima italiana, mas sim a refeição do encontro da comunidade, da hospitalidade e da amizade”. “Tento que o meu trabalho tenha a dor e o despojamento da América mestiça" (2).
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A exploração de temas religiosos na arte – e na literatura, como sucedeu, por exemplo, com Salman Rushdie ou José Saramago - pode ser um assunto delicado e gerar polémicas. A Última Ceia, padronizada pela obra paradigmática de Leonardo da Vinci, é um dos temas mais abordados, glosados e abusados, especialmente por não encerrar um conceito fundamental e por isso intocável, como acontece com a Divina Trindade ou a Sagrada Família, mas sim pela efervescência dramática da cena, que pode ser decalcada noutros contextos, o caldeirão de emoções que anuncia a Paixão de Cristo. A competição de imagens na publicidade e a democratização da imagem graças às novas tecnologias da informação e comunicação intensificou a manipulação da obra-prima de Leonardo, com reacções pontualmente intransigentes. Em 2005, por exemplo, um anúncio encomendado pelos estilistas franceses Marithé e François Girbaud com uma foto inspirada na última ceia foi proibida em França e em Milão. Já nos EUA, a utilização da última ceia serve inclusive para anunciar feiras de rua e pizzarias. Por cá, nem estaremos muito mal se nos lembrarmos da reacção do mundo islâmico à publicação das célebres caricaturas de Maomé no jornal dinamarquês Jyllands-Posten, nesse mesmo ano (2005). Em Portugal, o desacato ficou-se pela controversa caricatura do papa João Paulo II, de António Antunes (“Preservativo Papal”, 1992), engrossando as ondas de choque produzidas pela publicação de “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (1991), de José Saramago, mas ainda hoje existem críticas e pressões. Em entrevista ao site frrrkguys.com , Jorge de Sousa reconhece ter “recebido algumas críticas oriundas dos sectores mais conservadores e fundamentalistas do Cristianismo, mas talvez, pelo carácter sério com que abordo este tema, acaba por não sobrar muito espaço para os argumentos dessas pessoas ofendidas pelo meu trabalho” (3). Já Marcos López parece mais ambientado aos meandros e contingências da publicidade na Argentina. Vive em Buenos Aires, onde trabalha como fotógrafo e realizador de filmes independente, encontrando-se actualmente envolvido em projectos de arte e direcção fotográfica para anúncios de televisão.


De entre os diversos fotógrafos que trataram este tema, gosto particularmente das últimas ceias do israelita Adi Nes (n. 1966), do americano David La Chapelle (o “Fellini da fotografia”, segundo o New York Times, n. 1963), da sueca Elisabeth Ohlson Wallin (n. 1961), e do americano Howard Schatz (n. 1940).
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(1) - frrrkguys.com
(2) – Texto da instalação – Évora, 2010.
(3) – “
O Corpo como Templo da Alma” – T. Angel entrevista Jorge De Sousa, 2009.

domingo, 25 de julho de 2010

3ª BIENAL DE CHAVES ATÉ SETEMBRO


Decorre até 10 de Setembro, em Chaves, a 3ª edição da Bienal de Artes, este ano organizada pela Associação Chaves Viva, Cooperativa Árvore e Câmara Municipal de Chaves, com o apoio do Turismo de Portugal. A primeira edição (2006) foi organizada pela Associação de Artistas do Alto Tâmega e do Vale de Monterei, a Tamagani, e a segunda (2008) pela Cooperativa Árvore, que assim ampliou a sua influência artística no norte de Portugal.

A edição de 2010, que se iniciou a 01 de Junho, organiza-se em torno de três exposições importantes, destacando dois artistas flavienses: João Vieira (Vidago, 1934-Lisboa, 2009), com uma exposição de homenagem no espaço multiusos do Centro Cultural, reunindo obras de grande formato do artista; e Nadir Afonso (Chaves, 1920), na sala de exposições da Biblioteca Municipal. A terceira exposição , “Sinais da Arte Ibérica no Século XX”, no Pavilhão Expoflávia, pretende destacar o relevo actual de Chaves no contexto artístico nacional (terra de artistas, Bienal, Fundação Nadir Afonso – com o edifício sede projectado por Siza Vieira) e a sua relação de proximidade com Espanha. Integram esta exposição obras de grandes nomes das artes ibéricas o século XX: Amadeo de Souza-Cardoso, Dominguez Alvarez, Domingos Pinho, Jaime Isidoro, Joaquim Rodrigo, Jorge Pinheiro, José de Guimarães, Júlio Pomar, Mário Cesariny, Nikias Skapinakis, Antoni Claves, Carmen Calvo, Eduardo Arroyo, Jorge Castillo, Juan Miró, Luis Feito, Manolo Millares, Miguel Barceló, Pablo Picasso, Rafael Canogar. As obras dos artistas portugueses foram seleccionadas considerando a relação que elas estabelecem com a cultura espanhola, e vice-versa.
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Do programa da 3ª Bienal de Artes de Chaves fazem ainda parte uma conferência, "As indústrias criativas: cultura, economia e desenvolvimento", de Joaquim Azevedo e Cristina Azevedo, e um atelier de pintura, a funcionar de 6 a 10 de Setembro, no Centro Cultural.

FERNANDA FREIRE NA VÍCIO DAS LETRAS

“Boas Consonâncias” – Pintura de Fernanda Freire na Vício das Letras – Santa Maria da Feira, de 03 de Julho a 20 de Agosto 2010.


A pintora Fernanda Freire – que é também dada à escrita – regressa ao espaço Vício das Letras, onde expôs em Março de 2007 (“Unidade na Diversidade”), com um conjunto de obras genericamente intitulado “Boas Consonâncias”.

A artista apresenta agora uma pintura mais espontânea, gestual, neo-expressionista, muito diferente da pintura reflectida e trabalhada que praticava há poucos anos atrás. A profusão de cores e de elementos figurativos, assim como a variação da escala e do ritmo e a violência da pincelada, sugerem um emaranhado de ideias e de recordações em conflito, paisagens caóticas, visões complexas do Amor Universal que a artista pretende transmitir em “Boas Consonâncias”. Como escreveu Artur Manso, “Na pintura de Fernanda Freire cabe o mundo todo porque o que mais lhe interessa não é o caminho já percorrido, mas sim a busca interminável de graus mais elevados do sentir o do Ser. “

Fernanda Freire nasceu em Vide, concelho de Seia. Reside no Porto.

Participou em inúmeras exposições colectivas em Caldas da Rainha, Coimbra, Lisboa, Oliveira do Hospital, Paços de Ferreira, Porto, Santa Maria de Lamas, Santa Maria da Feira, Seia, Setúbal, Tábua, Tui (Galiza) e Vila Nova de Gaia.

Participou nas ARTIS III e IV (Seia, 2004 e 2005). Encontra-se representada em várias colecções particulares em Portugal, Espanha, Inglaterra, Holanda e Alemanha.
Ilustrou livros de literatura juvenil e de poesia.

Referências:
Seiaportugal

ANTOLÓGICA DE ANA VIDIGAL NO CAM


No Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, decorre até 26 de Setembro uma importante exposição antológica de Ana Vidigal, intitulada "Menina Limpa. Menina Suja".
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O título da exposição foi emprestado de uma série de obras que a artista realizou em 2000, inspiradas nas personagens de Monteiro Lobato ("Sítio do Pica-Pau Amarelo"), sobre o lado menos limpo das pessoas, aquele que não mostram tanto.

Composta por 120 obras, a exposição permite rever trabalhos da artista realizados nos diversos momentos do seu percurso artístico de 30 anos, seleccionados por Isabel Carlos, a curadora da mostra. Uma retrospectiva antológica, de acordo com a explicação de Ana Vidigal: “é como estar a olhar para um livro e a folheá-lo para trás”.

A obra mais antiga é um quadro de 1980, representando a primeira fase, e a mais recente um quadro de 2010. Entre estas duas datas, Ana Vidigal realizou pinturas abstractas, colagens bi e tridimensionais, instalações, tratando temas relacionados com a (sua) infância e a condição social da mulher - assumindo-se como feminista.

As suas primeiras exposições já tinham colagens mas eram bidimensionais. Gosta de trabalhar com tesoura e cola, tendo chegado a afirmar que a "pintura é tudo o que se cola" - a começar pelos pigmentos no papel ou na tela, por acção do aglutinante. Em 1985, começou a reutilizar objectos e materiais, desde logo incorporando-os na pintura, com a ironia que se tornou uma marca da artista e que começa logo nos títulos “divertidos”. Na fase mais recente, realizou instalações integrando objectos e materiais fora de uso, desde velhos bancos de madeira (bancos “Monosigóticos”, 2000) ou as cartas que o pai enviou à mãe quando esteve na Guerra Colonial (“Penélope”, 2000) a uma velha roulotte (instalação “Querido mudei a casa”, 2007), babetes (“Tenha sempre um plano B”, 2007) e à reconstituição do seu quarto de criança, com as mobílias originais (“Void”, 2007).

Ana Vidigal nasceu em Lisboa em 1960.

Formada em Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1984.

Co-fundadora do grupo "Talentos Emergentes". Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1985 e 1987. Estágio de gravura com Bartolomeu Cid dos Santos, em 1989, na Casa das Artes de Tavira.

Criou painéis para as estações do Metro de Lisboa em Alvalade (1995) e Alfornelos (2002).

Em 1998 e 1999 foi artista residente na Museu de Arte Contemporânea - Fortaleza de São Tiago, Funchal.

Trabalha com a Galeria 111 desde 1999, ano de forte impulso na sua carreira.

Foi distinguida com o Prémio Maluda-Pintura (1999) e o Prémio Amadeo Souza-Cardoso (2003).

Ainda em 1999, foi seleccionada pela AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte) para integrar a colecção de pinturas de onze artistas oferecidas ao Brasil, subordinadas ao tema "A carta de Pêro Vaz de Caminha".

Exposições recentes:

Estoril FashionArt Festival – 2010 (“Boomshirt”)
Galeria 111, Porto – 2010 (“Matar o Tempo”)
Espacio Atlântico, Vigo – Galiza – 2010
ArteLisboa 09 – 2009
Bienal de Sharjah 9, Emiratos Árabes Unidos - 2009
Galeria 111, Lisboa – 2009 (“Pintura 2005/2006”)
Allgarve’09, Faro – 2009 (“Dialogues Boxes on Street Windows”)
Centro de Arte Manuel de Brito, Algés – 2009 (“Anos 90”)
Art Basel Miami Beach 2008
ArteLisboa 08 – 2008
Galeria Municipal de Abrantes – 2008 (“Tenha sempre um plano B”)
AR.CO’08, Madrid – 2008
Trienal Arquitectura Lisboa – 2007 (“Vazios Urbanos / Urban Voids” – “Querido mudei a casa”)
ArteLisboa 07 – 2007 (Project Room “Voids”)
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Blogue de Ana Vidigal

terça-feira, 20 de julho de 2010

EXPOSIÇÃO DE STELA BARRETO NO MUSEU DE ESTREMOZ


Decorre até ao dia 29 de Agosto 2010, na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho, a exposição de pintura de Stela Barreto – “Evoluções”.
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Stela Barreto nasceu em Portimão em 1952.

Estudos da escola espanhola de Desenho e Pintura Artística e um Curso de Artes da Escola António Arroio em Lisboa. Foi aluna de Jean René Thellier, Carlos Lança e teve o apoio crítico do mestre Fernando Azevedo.

Membro da Sociedade Nacional de Belas Artes e fundadora da Associação INICIARTE, com sede na Casa das Artes em Portimão, onde lecciona Desenho e Pintura.

Tem exposto individual e colectivamente em galerias em Portugal, França, Áustria, Alemanha, EUA, Finlândia, Espanha, Japão e em Barcelona no V Salão Internacional de Artistas Contemporâneos Independentes, 2001. Fez parte do encontro internacional de artistas plásticos da Unitas Humana na UNO City em Viena de Austria no ano 1999. Foi seleccionada para o tour das capitais europeias do BAZARART Internacional nos anos 2003 e 2004. Participou na Feira Arte Algarve em 2009. Foi a artista portuguesa convidada para participar no Calendário do Advento da BMW. Em 2010, foi uma das artistas convidadas para a ARTIS IX – Festa das Artes e Ideias em Seia.

Recebeu vários prémios e menções honrosas em Portugal e Espanha, entre os quais o 1º Prémio de Pintura do INATEL (Lisboa, 2006) e o 1º Prémio no concurso Lucena Punto de Encuentro (Córdoba, Espanha, 2007). Em 2009, foi homenageada pela Câmara Municipal de Portimão.

http://www.artisdeseia.blogspot.com/

"ALEGRIAS" - Fotografia de Herman Mertens

Fotografia de Herman Mertens no Museu Municipal de Resende, de 23 de Julho (inauguração pelas 18h00) a 19 de Setembro 2010.
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"Preparando esta exposição em Resende, Herman Mertens visitou a terra e lugares vizinhos, demorou-se nas redondezas, conheceu pessoas que ali moram, fez amigos. Encantou-se com a paisagem e com os vestígios do passado, que gosta de fotografar para sentir o mundo ao seu redor e compreender o tempo presente ou o que lhe parece estranho. Ficou maravilhado com as pessoas que conheceu e fotografou, nos locais onde habitam e trabalham, rodeados pelos seus objectos quotidianos, memórias e sonhos. Para Herman, “fotografar é mais do que carregar no botão. É entrar na imagem que vê. Sentir um momento da vida dos outros”.

O elemento humano é essencial em muitas das suas fotos: difuso e secundarizado, tratando-se de gente anónima, desconhecidos; mas dominante a transbordando personalidade quando fotografa pessoas conhecidas e amigos. Como se as ligações entre as pessoas fossem a luz mais necessária a essas imagens felizes. Por terras de Resende e em volta, Herman Mertens vivenciou a pacífica e verdadeira alegria da gente simples e amável que tão bem o recebeu. As fotografias desta exposição, justamente intitulada “Alegrias”, envolvem o observador nos sentimentos e cumplicidades que lhes deram origem a fixaram no tempo como um agradecimento e uma mensagem de esperança num mundo melhor".

Sérgio Reis