domingo, 25 de julho de 2010

3ª BIENAL DE CHAVES ATÉ SETEMBRO


Decorre até 10 de Setembro, em Chaves, a 3ª edição da Bienal de Artes, este ano organizada pela Associação Chaves Viva, Cooperativa Árvore e Câmara Municipal de Chaves, com o apoio do Turismo de Portugal. A primeira edição (2006) foi organizada pela Associação de Artistas do Alto Tâmega e do Vale de Monterei, a Tamagani, e a segunda (2008) pela Cooperativa Árvore, que assim ampliou a sua influência artística no norte de Portugal.

A edição de 2010, que se iniciou a 01 de Junho, organiza-se em torno de três exposições importantes, destacando dois artistas flavienses: João Vieira (Vidago, 1934-Lisboa, 2009), com uma exposição de homenagem no espaço multiusos do Centro Cultural, reunindo obras de grande formato do artista; e Nadir Afonso (Chaves, 1920), na sala de exposições da Biblioteca Municipal. A terceira exposição , “Sinais da Arte Ibérica no Século XX”, no Pavilhão Expoflávia, pretende destacar o relevo actual de Chaves no contexto artístico nacional (terra de artistas, Bienal, Fundação Nadir Afonso – com o edifício sede projectado por Siza Vieira) e a sua relação de proximidade com Espanha. Integram esta exposição obras de grandes nomes das artes ibéricas o século XX: Amadeo de Souza-Cardoso, Dominguez Alvarez, Domingos Pinho, Jaime Isidoro, Joaquim Rodrigo, Jorge Pinheiro, José de Guimarães, Júlio Pomar, Mário Cesariny, Nikias Skapinakis, Antoni Claves, Carmen Calvo, Eduardo Arroyo, Jorge Castillo, Juan Miró, Luis Feito, Manolo Millares, Miguel Barceló, Pablo Picasso, Rafael Canogar. As obras dos artistas portugueses foram seleccionadas considerando a relação que elas estabelecem com a cultura espanhola, e vice-versa.
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Do programa da 3ª Bienal de Artes de Chaves fazem ainda parte uma conferência, "As indústrias criativas: cultura, economia e desenvolvimento", de Joaquim Azevedo e Cristina Azevedo, e um atelier de pintura, a funcionar de 6 a 10 de Setembro, no Centro Cultural.

FERNANDA FREIRE NA VÍCIO DAS LETRAS

“Boas Consonâncias” – Pintura de Fernanda Freire na Vício das Letras – Santa Maria da Feira, de 03 de Julho a 20 de Agosto 2010.


A pintora Fernanda Freire – que é também dada à escrita – regressa ao espaço Vício das Letras, onde expôs em Março de 2007 (“Unidade na Diversidade”), com um conjunto de obras genericamente intitulado “Boas Consonâncias”.

A artista apresenta agora uma pintura mais espontânea, gestual, neo-expressionista, muito diferente da pintura reflectida e trabalhada que praticava há poucos anos atrás. A profusão de cores e de elementos figurativos, assim como a variação da escala e do ritmo e a violência da pincelada, sugerem um emaranhado de ideias e de recordações em conflito, paisagens caóticas, visões complexas do Amor Universal que a artista pretende transmitir em “Boas Consonâncias”. Como escreveu Artur Manso, “Na pintura de Fernanda Freire cabe o mundo todo porque o que mais lhe interessa não é o caminho já percorrido, mas sim a busca interminável de graus mais elevados do sentir o do Ser. “

Fernanda Freire nasceu em Vide, concelho de Seia. Reside no Porto.

Participou em inúmeras exposições colectivas em Caldas da Rainha, Coimbra, Lisboa, Oliveira do Hospital, Paços de Ferreira, Porto, Santa Maria de Lamas, Santa Maria da Feira, Seia, Setúbal, Tábua, Tui (Galiza) e Vila Nova de Gaia.

Participou nas ARTIS III e IV (Seia, 2004 e 2005). Encontra-se representada em várias colecções particulares em Portugal, Espanha, Inglaterra, Holanda e Alemanha.
Ilustrou livros de literatura juvenil e de poesia.

Referências:
Seiaportugal

ANTOLÓGICA DE ANA VIDIGAL NO CAM


No Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, decorre até 26 de Setembro uma importante exposição antológica de Ana Vidigal, intitulada "Menina Limpa. Menina Suja".
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O título da exposição foi emprestado de uma série de obras que a artista realizou em 2000, inspiradas nas personagens de Monteiro Lobato ("Sítio do Pica-Pau Amarelo"), sobre o lado menos limpo das pessoas, aquele que não mostram tanto.

Composta por 120 obras, a exposição permite rever trabalhos da artista realizados nos diversos momentos do seu percurso artístico de 30 anos, seleccionados por Isabel Carlos, a curadora da mostra. Uma retrospectiva antológica, de acordo com a explicação de Ana Vidigal: “é como estar a olhar para um livro e a folheá-lo para trás”.

A obra mais antiga é um quadro de 1980, representando a primeira fase, e a mais recente um quadro de 2010. Entre estas duas datas, Ana Vidigal realizou pinturas abstractas, colagens bi e tridimensionais, instalações, tratando temas relacionados com a (sua) infância e a condição social da mulher - assumindo-se como feminista.

As suas primeiras exposições já tinham colagens mas eram bidimensionais. Gosta de trabalhar com tesoura e cola, tendo chegado a afirmar que a "pintura é tudo o que se cola" - a começar pelos pigmentos no papel ou na tela, por acção do aglutinante. Em 1985, começou a reutilizar objectos e materiais, desde logo incorporando-os na pintura, com a ironia que se tornou uma marca da artista e que começa logo nos títulos “divertidos”. Na fase mais recente, realizou instalações integrando objectos e materiais fora de uso, desde velhos bancos de madeira (bancos “Monosigóticos”, 2000) ou as cartas que o pai enviou à mãe quando esteve na Guerra Colonial (“Penélope”, 2000) a uma velha roulotte (instalação “Querido mudei a casa”, 2007), babetes (“Tenha sempre um plano B”, 2007) e à reconstituição do seu quarto de criança, com as mobílias originais (“Void”, 2007).

Ana Vidigal nasceu em Lisboa em 1960.

Formada em Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1984.

Co-fundadora do grupo "Talentos Emergentes". Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1985 e 1987. Estágio de gravura com Bartolomeu Cid dos Santos, em 1989, na Casa das Artes de Tavira.

Criou painéis para as estações do Metro de Lisboa em Alvalade (1995) e Alfornelos (2002).

Em 1998 e 1999 foi artista residente na Museu de Arte Contemporânea - Fortaleza de São Tiago, Funchal.

Trabalha com a Galeria 111 desde 1999, ano de forte impulso na sua carreira.

Foi distinguida com o Prémio Maluda-Pintura (1999) e o Prémio Amadeo Souza-Cardoso (2003).

Ainda em 1999, foi seleccionada pela AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte) para integrar a colecção de pinturas de onze artistas oferecidas ao Brasil, subordinadas ao tema "A carta de Pêro Vaz de Caminha".

Exposições recentes:

Estoril FashionArt Festival – 2010 (“Boomshirt”)
Galeria 111, Porto – 2010 (“Matar o Tempo”)
Espacio Atlântico, Vigo – Galiza – 2010
ArteLisboa 09 – 2009
Bienal de Sharjah 9, Emiratos Árabes Unidos - 2009
Galeria 111, Lisboa – 2009 (“Pintura 2005/2006”)
Allgarve’09, Faro – 2009 (“Dialogues Boxes on Street Windows”)
Centro de Arte Manuel de Brito, Algés – 2009 (“Anos 90”)
Art Basel Miami Beach 2008
ArteLisboa 08 – 2008
Galeria Municipal de Abrantes – 2008 (“Tenha sempre um plano B”)
AR.CO’08, Madrid – 2008
Trienal Arquitectura Lisboa – 2007 (“Vazios Urbanos / Urban Voids” – “Querido mudei a casa”)
ArteLisboa 07 – 2007 (Project Room “Voids”)
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Blogue de Ana Vidigal

terça-feira, 20 de julho de 2010

EXPOSIÇÃO DE STELA BARRETO NO MUSEU DE ESTREMOZ


Decorre até ao dia 29 de Agosto 2010, na Sala de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho, a exposição de pintura de Stela Barreto – “Evoluções”.
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Stela Barreto nasceu em Portimão em 1952.

Estudos da escola espanhola de Desenho e Pintura Artística e um Curso de Artes da Escola António Arroio em Lisboa. Foi aluna de Jean René Thellier, Carlos Lança e teve o apoio crítico do mestre Fernando Azevedo.

Membro da Sociedade Nacional de Belas Artes e fundadora da Associação INICIARTE, com sede na Casa das Artes em Portimão, onde lecciona Desenho e Pintura.

Tem exposto individual e colectivamente em galerias em Portugal, França, Áustria, Alemanha, EUA, Finlândia, Espanha, Japão e em Barcelona no V Salão Internacional de Artistas Contemporâneos Independentes, 2001. Fez parte do encontro internacional de artistas plásticos da Unitas Humana na UNO City em Viena de Austria no ano 1999. Foi seleccionada para o tour das capitais europeias do BAZARART Internacional nos anos 2003 e 2004. Participou na Feira Arte Algarve em 2009. Foi a artista portuguesa convidada para participar no Calendário do Advento da BMW. Em 2010, foi uma das artistas convidadas para a ARTIS IX – Festa das Artes e Ideias em Seia.

Recebeu vários prémios e menções honrosas em Portugal e Espanha, entre os quais o 1º Prémio de Pintura do INATEL (Lisboa, 2006) e o 1º Prémio no concurso Lucena Punto de Encuentro (Córdoba, Espanha, 2007). Em 2009, foi homenageada pela Câmara Municipal de Portimão.

http://www.artisdeseia.blogspot.com/

"ALEGRIAS" - Fotografia de Herman Mertens

Fotografia de Herman Mertens no Museu Municipal de Resende, de 23 de Julho (inauguração pelas 18h00) a 19 de Setembro 2010.
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"Preparando esta exposição em Resende, Herman Mertens visitou a terra e lugares vizinhos, demorou-se nas redondezas, conheceu pessoas que ali moram, fez amigos. Encantou-se com a paisagem e com os vestígios do passado, que gosta de fotografar para sentir o mundo ao seu redor e compreender o tempo presente ou o que lhe parece estranho. Ficou maravilhado com as pessoas que conheceu e fotografou, nos locais onde habitam e trabalham, rodeados pelos seus objectos quotidianos, memórias e sonhos. Para Herman, “fotografar é mais do que carregar no botão. É entrar na imagem que vê. Sentir um momento da vida dos outros”.

O elemento humano é essencial em muitas das suas fotos: difuso e secundarizado, tratando-se de gente anónima, desconhecidos; mas dominante a transbordando personalidade quando fotografa pessoas conhecidas e amigos. Como se as ligações entre as pessoas fossem a luz mais necessária a essas imagens felizes. Por terras de Resende e em volta, Herman Mertens vivenciou a pacífica e verdadeira alegria da gente simples e amável que tão bem o recebeu. As fotografias desta exposição, justamente intitulada “Alegrias”, envolvem o observador nos sentimentos e cumplicidades que lhes deram origem a fixaram no tempo como um agradecimento e uma mensagem de esperança num mundo melhor".

Sérgio Reis

ANTÓNIO OLAIO E A CÁTEDRA DE SÃO PEDRO

Até 5 de Setembro, a sala de exposições temporárias do Museu Grão Vasco acolhe uma exposição de António Olaio, intitulada “Na Cátedra de S. Pedro”.

Contextualizada pela presença no museu da obra “São Pedro” (1), de Vasco Fernandes (Viseu, 1475-1542), depois conhecido por Grão Vasco, a exposição consta de diversas obras (desenho, pintura e video) concebidas em torno da ideia de cadeira, “cátedra”.
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Vasco Fernandes (Grão Vasco) - “São Pedro”, 1535-1542 e “São Pedro Patriarca” (c. 1535)

Não existe um modelo consensual para a cadeira de S. Pedro, que tem um dia próprio no calendário católico, 22 de Fevereiro. A existência de uma cadeira portátil no Vaticano terá sido já referida no ano 370 pelo Papa São Dâmaso, mas a cadeira guardada na Basílica de S. Pedro em Roma, no relicário construído por Gian Lorenzo Bernini (Altar da Cátedra de São Pedro) em meados do séc. XVII, será afinal o trono de madeira do Imperador Carlos II, o Calvo (823-877). A cátedra de S. Pedro que se pode ver na pintura de Grão Vasco é um trono monumental apropriado à ideia do Papa enquanto chefe e mestre da cristandade, o elo entre o céu e a terra – muito além do trono mais modesto de “São Pedro Patriarca”.

António Olaio apresenta a cadeira enquanto lugar humanizado tornado objecto, estabelecendo correspondências entre a arquitectura, as artes plásticas e a performance. Nesta mostra, o artista prossegue as suas pesquisas em torno da natureza e limites da arte e do artista, começando por expor na sala de entrada, frente a frente, o modelo e a sua representação: pinturas monocromáticas representando cadeiras (de várias épocas e estilos) e as respectivas cadeiras. A presença física e o peso histórico das cadeiras contrastam com a sua representação monocromática, com o artista a re-interpretar os conteúdos funcionais das cadeiras, descentrando primeiro o objecto da forma e da função, e depois libertando-o do seu volume para o re-interpretar através de uma projecção bidimensional. Enquanto a sombra aparece como complemento (embora um pouco autónomo) do objecto nas pinturas, na série de desenhos da segunda sala, a sombra da cadeira paira ou voa acima de uma realidade estereotipada. A re-interpretação da realidade cria novas realidades coexistentes e não apenas o seu duplo.

A personagem da única cadeira "habitada", na primeira sala, regressa na projecção do video que fecha o percurso da exposição - uma revisão do video "KünstlerLeben" (2010). A cadeira como lugar humanizado, de pose e de palco, uma espécie de pedestal ou de trampolim - como escreve o artista, "na assumpção de que cada um de nós terá a sua própria cadeira, como uma espécie de lote unipessoal, sem tecto" (2).
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Para o artista, a essência da arte passa claramente pela transdisciplinaridade proporcionada pela performance, ou no mínimo pelo seu registo, e as cadeiras de António Olaio tornam-se lugar e corpo sensível e comunicativo, bancada de teste e de provocação dos paradigmas contemporâneos.

A única cadeira "habitada" da exposição


António Olaio nasceu em Sá da Bandeira, Angola, em 1963. Reside em Coimbra.
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Curso Superior de Artes Plásticas/Pintura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto (1987). Doutoramento pela Universidade de Coimbra - Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia (2000). Professor do curso de Arquitectura da Universidade de Coimbra, onde lecciona desde 1991.
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Entre 1987 e 1992 fez parte do grupo musical “Repórter Estrábico” (3), desenvolvendo depois com o músico João Taborda projectos comuns. Trabalha actualmente com a Galeria Filomena Soares.
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Prémio de escultura Repsol (2000) juntamente com os arquitectos Desirée Pedro e Carlos Antunes. A obra encontra-se na Área de Serviço de Penafiel da A4.

Exposições individuais

2010
- "A cátedra de São Pedro", Museu Grão Vasco
- La Prospettiva is sucking reality, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
2009
- Crying my brains out, Galeria Filomena Soares, Lisboa
- Brrrrain, Culturgest, Lisboa
- LA PROSPETTIVA, Galeria Mario Mauroner, Viena, Áustria
- "Planeta Coimbra", Galeria de Exposições Temporárias do Museu Municipal de Coimbra/Edifício Chiado
2008
- António Olaio, Galeria Mario Mauroner, Viena, Áustria
2007
- I Think Differently, Now that I Can Paint, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
- Singing the art away, Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra
2005
- Pictures are not movies, Galeria Filomena Soares, Lisboa
- Under the stars, Galeria Zé dos Bois, Lisboa
2004
- 40 Years in a plane - Kenny Schachter Contemporary, Nova Iorque, EUA
- I'm growing heads in my head, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra
2003
- You are what you eat - Centro Cultural Andratx, Palma de Maiorca, Espanha
2002
- What makes a home a house? - Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
2001
- António Olaio. Slow Motion ESTGAD, Caldas da Rainha
- Mostra antológica no âmbito de Urban Lab, Bienal da Maia 2001
- Foggy days in old Manhattan, Galeria Filomena Soares, Lisboa
2000
- My left hand is changing, Galeria Pedro Oliveira, Porto
1999
- Sunset TVs, Espaço Poste ite, Porto, e Galeria OM, Coimbra
1998
- And this is the drawer where he kept his gun, Galeria OM , Coimbra
- My Home is a logo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra
- What do you want for Christmas? Galeria Zé dos bois, Lisboa
1997
- Bambi is in jail, Galeria Pedro Oliveira, Porto
1994
- PostNuclear Country, Galeria Monumental, Lisboa
1993
- Waiting for Christmas, Cìrculo de Artes Plásticas, Coimbra
1991
Ma main, c`est un readymade, Galeria Pedro Oliveira, Porto
1989
- Blaupunkt Blues, Galeria Roma e Pavia, Porto
1998
- Sofás amarelos, vermelhos não são, Galeria do Jornal de Notícias, Porto
1987
- Quem matou a porteira? - Galeria Roma e Pavia, Porto
1985
- Na Atlântida, Galeria Roma e Pavia, Porto
1984
- Graças à luz eléctrica, Cooperativa Árvore, Porto
- Os espelhos não reflectem a imagem de Drácula, Galeria EG, Porto
1983
- Fernão Mendes Pinto visita Marcel Duchamp, Galeria Roma e Pavia, Porto

(1) – Na mesma época (cerca de 1530), Vasco Gonçalves terá pintado “São Pedro Patriarca”, em colaboração com Gaspar Vaz, pintor activo em Viseu pelo menos desde 1522. Essa obra encontra-se no Mosteiro de São João de Tarouca.
(2) - António Olaio, no desdobrável da exposição.
(3) - Para além de António Olaio, vocalista e figura carismática do grupo, a formação original dos “Repórter Estrábico” incluía Paula Sousa (sintetizador, sampler, piano e voz), Paulo Lopes (guitarra), Luciano Barbosa (caixa de ritmos, percussão e voz), José Ferrão (guitarra) e Anselmo Canha (baixo). O seu álbum de estreia, “Uno Dos”, foi editado em 1991. Blitz

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Quatro Artistas Unidos

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Entre 31 de Julho e 31 Outubro, a Artistas Unidos (1) apresenta no Armazém das Artes, em Alcobaça, um conjunto obras de quatro artistas unidos apenas pelo gosto de pintar.

"Os Quatro" artistas unidos são Jorge Martins (Lisboa, 1940), Manuel Casimiro (Porto, 1941), Nikias Skapinakis (Lisboa, 1931) e Sofia Areal (Lisboa, 1960).

O grupo formou-se no início de 2010, para uma participação na Giefarte (Lisboa, Fevereiro 2010) e esta exposição produzida pela Artistas Unidos irá percorrer o país até 2012. Entre 29 de Maio e 25 de Julho 2010, passou pelo TMG – Teatro Municipal da Guarda.

(1) - A Artistas Unidos é uma sociedade artística e companhia de teatro portuguesa, fundada em 1995 e dirigida por Jorge Silva Melo - que assina o texto do catálogo da exposição "Os Quatro". A sociedade produz espectáculos, filmes, recitais, seminários, encontros e exposições.
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O Armazém das Artes. O espaço teve diversas utilizações, ao longo de décadas. Foi recuperado a partir de uma ideia do escultor José Aurélio, natural de Alcobaça (1938), e inaugurado em Março de 2007.