quarta-feira, 3 de março de 2010

Fotografias de Herman Mertens em Seia


“LIGAÇÃO” - Fotografia de Herman Mertens, Foyer do Cine-Teatro da Casa Municipal da Cutura de Seia, de 12* de Março a 30 de Abril.
*A abertura foi adiada para o dia 12, por motivos imprevistos.

“Fotografar é para Herman Mertens mais do que carregar no botão. É entrar na imagem que vê. Sentir um momento da vida dos outros. Ou voltar aos tempos passados. Admirar um mundo que está perto de si, conhecido e encantado, ou em contrário, muito longe e estranho. São sempre aventuras numa fracção de segundo com "Ligação" ao eterno.” (1)

"Herman Mertens não se importa de fotografar com cor as pequenas e maiores verdades do mundo a cores, mas apanhou bem a pulsação da fotografia a preto e branco para desbravar as sombras por vezes fantasmagóricas do tempo, os caminhos e recantos mágicos dos espaços rurais e urbanos, mais claros ou difusos, socialmente enegrecidos ou artificialmente iluminados, os olhares fundos e escuros das gentes, os vestígios do trabalho e da longa espera do homem ao redor dos tempos, o homem aprisionado no seu quotidiano ou libertando-se nos ritmos da festa.

A composição é versátil - ora dominada pela verticalidade, ora pela combinação de oblíquas com horizontais, mas também simetrias e estruturas triangulares, entre esquemas de composição mais complexos, jogando com o contraste para definir e destacar linhas e manchas orientadoras da composição, mas diluindo a forma principal na sua própria aura de objecto perdido. Noutras obras, parece manter as personagens das suas fotografias presas pelo(s) olhar(es) de quem as vê – através de quem as viu (o fotógrafo) - conduzindo a outra percepção do mundo que nos rodeia, repleto de história(s) que vale a pena ver contar." (2)

Herman Mertens nasceu na Bélgica, perto de Antuérpia, em 1950. Reside em Portugal desde 2000, actualmente em Ervedal da Beira – Oliveira do Hospital. Ver o seu blog.
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Estudou publicidade e decoração de interiores, montras e exposições. Durante mais de 25 anos, trabalhou em artigos decorativos, têxtil e móveis. Nos últimos anos retomou a sua primeira paixão, a fotografia.

Participou no curso de Fotografia Aplicada e Fotografia de Grande Formato na Escola Superior de Tecnologia de Tomar e no Estúdio Carlos Relvas, na Golegã. Trabalha actualmente na área da publicidade, que combina com a sua primeira paixão – a fotografia.
Exposições individuais

“Arte e Fogo”

(Um incêndio florestal destruiu a casa de Herman Mertens, em Vale do Ferro, Ervedal da Beira. A tragédia inspirou uma exposição de fotografia no próprio local e depois na sede do concelho)

- Na sua casa ardida, Vale do Ferro, Maio 2007- Casa da Cultura Dr. César de Oliveira, Oliveira do Hospital, Junho 2007
- Livraria Apolo, Oliveira do Hospital, Julho 2007
- Lagar Vale dos Amores, Ervedal da Beira, Agosto 2007.

“Mo(nu)mentos da Vida”

- Lar de Ervedal da Beira, Novembro 2007- Vale do Ferro, Julho 2008

“Cantos Encantos”

- Lar de Ervedal da Beira, Novembro 2007- Vale do Ferro, Julho 2008

“Ligação”

- Livraria Apolo, Oliveira do Hospital, Janeiro a Março 2010
- Foyer do Cine-Teatro da Casa M. da Cultura de Seia, Março 2010

(1) - Agenda Cultural da CMS - Março 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Exposição em Resende

A Casa do Mundo - Exposição de Pintura de Sérgio Reis, Museu Municipal de Resende, 06 de Março a 18 de Abril de 2010.
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Vista parcial da exposição "A Casa do Mundo"
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A vereadora da Cultura, Dulce Pereira, apresentou o artista e a exposição
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Sérgio Reis apresentou os seus trabalhos. Ao fundo, Carla Vicente, responsável pelo Museu Municipal de Resende

O interesse dos visitantes marcou a inauguração da exposição

Dezenas de pessoas visitaram a exposição durante a tarde



José Vicente (
Multivica) concebeu um catálogo original, quase um "objecto"


A Casa do Mundo

O ponto de partida sempre foi o desafio de captar ambientes e sensações através de formas e cores. Não se trata de uma mera representação mas sim de repetidos exercícios de fixação de espaços voláteis, com contrastes de luz, cheios e vazios, repletos de presenças e de ausências, sombras, personagens abstractos que “vão e voltam, atravessam os quadros, saem de um para regressar noutro, passeiam através deles” (Teolinda Gersão). Pairam, diluem-se na cena, desaparecem em seguida nos seus armários e armaduras de fantasmas emancipadores do homem, anjos e demónios libertadores.

“Aquilo que às vezes parece
um sinal no rosto
é a casa do mundo
é um armário poderoso
com tecidos sanguíneos guardados
e a sua tribo de portas sensíveis.
…………………………………
“Acendo os interruptores, acendo a interrupção,
as novas paisagens têm cabeça, a luz
é uma pintura clara (…).”

“A Casa do Mundo”, de Luiza Neto Jorge (“O Seu a Seu Tempo”, 1966)

A série Per.cursos é um regresso às composições abstractas, em painéis estreitos e extensos que lembram tiras de Banda Desenhada ou sequências fílmicas, nos quais o “lirismo das formas e dos motivos simbólicos se expande em traços delicados e cores esfuziantes” (Pires Laranjeira).

“O fascínio e a sedução das cores – as variações tonais dos azuis, predominantes num primeiro olhar, acalmam e não agridem; os verdes ambivalentes; a luz e o calor que brotam dos amarelos, alaranjados e vermelhos, recordam as paixões, os pecados e os perigos – e o movimento das linhas que desenham as formas picturais representadas, embarcam-nos numa “espiral do sentir (…) como diz Pedro Baptista. Fruir as obras deste artista é descobrir significados em que se acredita.”
Paula Valdrez

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Natureza Morta na Gulbenkian

"A Natureza Morta na Pintura Europeia" - "A Perspectiva das Coisas: a Natureza Morta na Europa, séculos XVII a XX", Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, de 12 de Fevereiro a 02 de Maio 2010.

Juan Sánchez Cotán, Matureza Morta (1602)

A partir de 12 de Fevereiro e até ao início de Maio, a Fundação Calouste Gulbenkian proporciona uma viagem ao género da Natureza Morta na Pintura Europeia dos séculos XVII e XVIII, o período de renovação e consagração do género.

Comissariada por Peter Cherry (do Trinity College de Dublin, especialista em natureza morta), "A Perspetiva das Coisas: a Natureza Morta na Europa, séculos XVII a XX" estende-se por dez núcleos com um total de 71 obras provenientes de colecções privadas e de museus como a National Gallery of Art (Washington), National Gallery (Londres), Metropolitan Museum de Nova Iorque), Museu do Louvre, Museu do Prado, entre outros.

A exposição mostra o género no seu esplendor, através de obras de diversos artistas europeus. Inclui uma das poucas naturezas-mortas pintadas por Rembrant, "Pavoas Mortas", assim como uma obra de Francisco Goya, "Natureza-morta com Lebres", e obras de Jean-Siméon Chardin, Fede Galizia, Juan Fernandéz, Paolo Porpora, Juan de Zurbarán, Juan Sánchez Cotán.

Em declarações à imprensa, João Castelo Branco, director do Museu Gulbenkian, considerou esta exposição como "o projecto mais ambicioso neste museu desde a sua abertura".


A Natureza Morta

Caravaggio, Cesto de Fruta

A representação de objectos inanimados de cunho realista remonta à Grécia antiga mas apenas se tornou género artístico no final do século XVI, quando o mercado da arte se abriu aos gostos dos burgueses ricos e a obra de arte deixou de ser um exclusivo da aristocracia rica – que dominava inclusive a Igreja. Nesta fase, destacaram-se os artistas Pieter Aertsen (1507 ou 1508 - 1575), Jacopo Bassano (1510 - 1592), Giuseppe Arcimboldo (1527 - 1593) e Caravaggio (1571 – 1610).


Juan van der Hamen y León, Natureza Morta (1627)

No início do século XVII, o espanhol Juan van der Hamen y León (1596 - 1631), grande rival de Diego Velásquez (1599-1660), introduz um novo paradigma no género, reduzindo o número de objectos da cena e colocando-os em diferentes níveis e planos (vide “Natureza-Morta com Frutas e Objectos de Cristal”, 1626).

A denominação “Natureza morta” terá surgido na Holanda no século XVII. O género é também conhecido por “natureza imóvel”, “vida imóvel” ("still life", "stilleben", nas línguas saxónicas). Na Espanha, vulgarizou-se o termo “Bodegodes” e o género tornou-se popular, permitindo a sobrevivência económica de pintores que não viviam sob a tutela do rei e de outros mecenas, ao mesmo tempo que permitiu apurar as técnicas de representação, pois a concorrência entre artistas obrigava-os a mostrar destreza técnica naturalista. As naturezas mortas espanholas do século XVIII e XIX retratam pormenorizadamente as condições socioeconómicas e os hábitos domésticos da classe média e alta.


Zurbarán, Natureza Morta com Limões

O género aborda a representação de seres inanimados, como frutas, flores, caça, livros, taças de vidro, garrafas, jarras de metal, porcelanas, entre outros objectos, o que fica explícito ao longo dos dez núcleos da exposição na Gulbenkian: "O encanto das coisas pintadas"; "Momentos preciosos"; "Um festim para o olhar"; "Doçarias"; "Jogos de luz"; "Natureza e artifício"; "Tributos florais"; "Animais de imolação"; "Questões de vida e de morte" e "Revivalismo e ruptura".

A Natureza Morta atingiu o seu auge no século XVIII, com Jean-Siméon Chardin (1699 - 1779), cujas telas de pequena dimensão evocavam a tradição holandesa da pintura de gabinete, sobretudo com “A Arraia” (1728). Esta obra distingue-se pela renovada composição (a disposição dos objectos sugere directamente a actividade humana) e representação das texturas do linho e da cerâmica.


Paul Cézanne, Natureza Morta com Maçãs (1890)

Com os impressionistas, a “natureza-morta” volta a ser encarada como nas origens, “natureza imóvel”, um género sem tema, em especial com Paul Cézanne (1839-1906) e Vincent van Gogh (1853 - 1890). A obra “Natureza morta com maçãs” (1890), de Paul Cézanne, marca esta fase. Um renovado interesse pela natureza, as novas tecnologias ligadas à pintura, o aparecimento da fotografia e o carácter experimentalista da arte moderna aboliram o naturalismo em favor de uma nova concepção de cor, luminosidade, figura e espaço. Os cubistas deram-lhe especial destaque, já que se proporcionavam às suas pesquisas plásticas de atelier, em especial Juan Gris (1887-1927), Pablo Picasso (1881-1973) e Georges Braque (1882-1963), Fernand Léger (1881 - 1955), Henri Matisse (1869-1954), Chäim Soutine (1893 - 1943), Pierre Bonnard (1867 - 1947), entre outros.

Giorgio Morandi (1890 - 1964) é um dos pintores modernos que mais tem abordado o tema da natureza-morta.


Maurice de Vlaminck, Natureza Morta, 1907

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Banksy, o artista sem rosto


Conhecido pelos seus trabalhos de rua em Londres, Bansky terá nascido em Bristol em 1975 – não se sabe ao certo, já que ninguém confirma a sua verdadeira identidade. Há entrevistas e até uma notícia que alegadamente revela o seu rosto mas subsiste a dúvida, alimentada pelo próprio artista no seu site.

Os seus graffittis e pinturas de rua, utilizando stencil, são a sua marca pessoal. Inesperadas e divertidas, as suas obras revelam grande cuidado ao nível da concepção e despertam facilmente a simpatia do observador. Através de imagens irónicas e sarcásticas, carregadas de crítica social, questiona os conceitos de autoridade e poder, chegando a realizar acções não autorizadas nos jardins zoológicos de Londres e de Bristol (entrando nas jaulas dos animais para deixar mensagens ao público visitante) ou na Disneylândia da Califórnia, EUA (boneco insuflável representando um prisioneiro de Guantánamo) em 2006.

A sua maior ousadia até à data foi levada a cabo em 2004, quando entrou no Museu do Louvre com uma tela de sua autoria com uma interpretação pessoal da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, e pendurou-a sem cerimónias numa das paredes do museu.

Recentemente, realizou o seu primeiro filme, “Exit Through The Gift Shop”, que estreou no Festival de Filmes de Sundance (21 a 31 de Janeiro de 2010) e que será apresentado extra-concurso no 60º Festival de Cinema de Berlim / Berlinale, que decorre entre 11 e 21 de Fevereiro de 2010.

Notícia do Evening Standard (Julho 2004), mostrando o verdadeiro (?) rosto de Banksy

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ÁLVARO RÊGO CABRAL

A 17 de Novembro de 2009, entreguei ao Director do Agrupamento de Escolas de Tourais-Paranhos, Mestre José Carlos Lopes, uma proposta de atribuição do nome do engenheiro e escritor Álvaro Rêgo Cabral à Biblioteca Escolar do Agrupamento, a ser considerada pelo respectivo Conselho Geral.

Conheço parte da obra literária de Álvaro Rêgo Cabral, cujo valor é reconhecido pela crítica e mereceu a atribuição de um prestigiado prémio literário. Sabendo que nasceu em Paranhos da Beira e que esta localidade pertence à área de influência pedagógica da Escola EB 2 3 de Tourais-Paranhos, senti-me no dever de propor este reconhecimento da comunidade educativa a um escritor local de mérito através da Biblioteca Escolar.

Mas quem é Álvaro Rego Cabral?

Álvaro Rêgo Cabral, que assina A. Rêgo Cabral e escreveu sob o pseudónimo de Estorieira Santos, nasceu em Paranhos da Beira, concelho de Seia, em 1915. Os seus pais eram professores. Engenheiro Civil (reformado). Reside em Lisboa.

Frequentou o Liceu José Falcão em Coimbra e o Alexandre Herculano no Porto, cidade onde se formou em Engenharia Civil.
Enquanto assessor do Prof. Correia de Araújo, foi chamado a dirigir a construção da base de S. Jacinto, em Aveiro. Realizou trabalhos de engenharia um pouco por todo o mundo lusófono, de Brasil a Macau, até se fixar em Angola, onde dirigiu ou colaborou em grandes obras de engenharia.

No início dos anos 60, regressou a Lisboa e foi nomeado Director de Transportes Terrestres do Ultramar. Logo depois, o Prof. Adriano Moreira convenceu-o a regressar a Angola para orientar a ampliação da rede rodoviária da então província ultramarina.

O início da sua actividade literária remonta a 1968, com “Lenda de São Miguel e outras prosas”. Até aí, publicara alguns estudos técnicos e etnográficos. Até 1975, publicou 3 romances, um livro de memórias e um ensaio político. Em 1974, foi distinguido com o Prémio Fernão Mendes Pinto - 45º Concurso de Literatura Ultramarina.

A publicação do primeiro volume da trilogia “N’gi / Nós / Gente”, em 1994, marca o início da sua segunda fase literária, mais estruturada e desenvolta, assinando com o pseudónimo Estorieira Santos.

Em 2005, publicou o ensaio “De religiões : na pista do livro terceiro de António Damásio” (Fundação Lusíada) e tem colaborado no Jornal de Santa Marinha (Seia) com uma crónica quinzenal intitulada “Nótulas meio-heréticas”.

PRINCIPAIS OBRAS / TRABALHOS PUBLICADOS

1962 - Aspectos palpitantes da economia rodoviária ultramarina (Junta de Investigações do Ultramar, Lisboa)
1965 - O Quimbundo e a expressão popular portuguesa (in: Boletim Cultural : Boletim da Câmara Municipal de Luanda / Repartição de Estatística Cultura Propaganda e Turismo. - Nº6, Janeiro/Março, 1965, p. 10-27)
1965 - Eficiência : eis a questão (in: Boletim Cultural da Câmara Municipal Luanda - nº 6, Jan./Mar 1965, p. 13/27)
1965 - Discussões : Capacidade de tráfego e segurança da circulação (in: 1ªs Jornadas Luso-Brasileiras de Engenharia Civil. II.- Lisboa (s.n.), 1965.- p.430-438)
1968 / 1969 - Lenda de São Miguel e outras prosas - Crónicas (Soc. Expansão Cultural, Lisboa)
1970 - Crisóis de S. Miguel - Romance (Soc. Exp. Cultural, Lisboa)
1971 - Tundavala, a oeste de Cassinga - Memórias (Sociedade de Expansão Cultural, Lisboa)
1972 - Jamba : uma semana de Outubro - Romance (Soc. Exp. Cultural, Lisboa)
1974 - A Vingança de Macário - Romance (Sociedade Expansão Cultural, Lisboa) - Prémio Fernão Mendes Pinto (45º Concurso de Literatura Ultramarina, 1974).
1975 - O Gatilho (Sociedade Expansão Cultural, Lisboa)
1975 - Hora de Esperança - Ensaio político (Soc. Exp. Cultural, Lisboa)
1994 - N’gi (1) - 1º volume da trilogia N'Gi / Nós / Gente - Romance, Litografia Amorim
1995 - Nós, Deus e o Diabo, e o tempo, esse busilis! (1) - 2º volume da trilogia N'gi / Nós / Gente - Romance,
Litografia Amorim
1996 - Gente!, Deus é o diabo!!!... e o tempo...? esse quid frio que tudo reduz a vírgulas, a pó, a nada de nada... ??? (1) - 3º volume da trilogia N'Gi / Nós / Gente - Romance, Litografia Amorim
1997 - Rosas brancas : (romance intemporal) (1)
1998 - Em plena guerra colonial : romance-retrato (1) - Romance, Litgrafia Amorim, Lisboa
1999 - Ao espelho (1) - Romance, Litgrafia Amorim, Lisboa
2005 - De religiões : na pista do livro terceiro de António Damásio - Ensaio, Fundação Lusíada, Lisboa

(1) – Publicados com o pseudónimo Estorieira Santos.

Fontes:
Jornal de Santa Marinha nº 76, 16 a 30/04/1996 (cont. no nº 77)
José Alberto Ferreira Matias - Jornal de Santa Marinha nº 76, 16 a 30/04/1996




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

NOVO "ATAQUE" À BOMBARDA A 23 DE JANEIRO


No próximo Sábado, 23 de Janeiro, a partir das 16 horas, a Rua de Miguel Bombarda volta a animar-se com a inauguração simultânea de exposições nas mais de vinte galerias do quarteirão.

A “rua das galerias”, com 650 m de extensão, começou por chamar-se Rua do Príncipe, em honra do futuro D. João VI, e já aparecia no famoso mapa redondo de Black (Porto, 1813). Já com o actual traçado, foi rebaptizada após a implantação da República, em 1910, com o nome do médico e revolucionário republicano Miguel Bombarda.

Nos últimos anos, tem-se assistido a uma grande concentração de galerias de arte e lojas de design no quarteirão, que partilham uma estratégia de iniciativas comuns, como as inaugurações simultâneas. Actualmente, a Miguel Bombarda é o centro artístico da cidade.

Para 2010, segundo fonte do CCB (Centro Comercial Bombarda), estão previstas inaugurações simultâneas nas seguintes datas:

23 Janeiro
06 Março
17 Abril
05 Junho
18 Setembro
06 Novembro

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pio Silva

Pio Silva, "New York After", 2009

Há dias, a propósito do Haiti (da medonha tragédia que se abateu sobre este pequeno país que reparte a ilha Hispaníola com a República Dominicana, de caras com Cuba), procurei saber de artistas portugueses que terão andado por essas paragens mas só encontrei um jovem artista francês luso-descendente, Pio Silva, que viveu e trabalhou na República Dominicana.

É inevitável encontrarmos portugueses nos recantos mais improváveis e omissos do planeta (12 no Haiti, à data do sismo), cumprindo a sua vocação de exploradores, aventureiros e comerciantes totalmente adaptados ao meio adoptivo e cultura adoptada.

Pio Silva é disso exemplo. Nascido em Paris em 1970, entre 1994 e 2003 viveu e trabalhou em França, Grécia, Senegal, Brasil, Tunísia, República Dominicana, Bahamas, Mexico, Cuba. Actualmente, vive entre Paris e Lisboa. Trabalha na capital portuguesa desde 2003, desenvolvendo um curioso trabalho criativo recorrendo a materiais vulgares, de uso corrente (arame, fios eléctricos, tubos de plástico, fita adesiva de várias cores, etc.), propondo uma revisitação dos letreiros e anúncios de néon – que tanto clareiam os céus de Las Vegas como iluminam as noites de Santo Domingo ou de Havana, locais bem conhecidos do artista, que passou largas temporadas no México, Bahamas e Cuba, para além da Grécia e Senegal.

Pio Silva nasceu em Paris em 1970.
Formado em Design de mobiliário na Andée Charles Boulle School, Paris, França (1988-1991) e na Cfa Rueil-malmaison, França.

Exposições individuais e colectivas

“The new normal” arthobler gallery , Porto (Novembro 2009)
“ Guantanamo “ na ler devagar / ARThobler gallery , Lisboa (Setembro 2009)
“ Palco das artes e cultura Chiado “ associação de valorização do chiado . Lisboa (Julho a Setembro 2009)
Artmadrid Fair - Espanha. Galeria Artlounge, Lisboa (Fevereiro 2009)
”Terras ocupadas” , Galeria Artlounge, Lisboa (Novembro 2008)
Exposição na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, Lisboa (Fevereiro 2004)
Exposição no Palácio Sotto Mayor, Lisboa (Maio 2004)
Exposição na casa da Guia, Cascais (Dezembro 2003)
Exposição no Hotel Cohiba, Habana, Cuba (Novembro 2001)
Exposição no Viva Maya Hotel" Playa del Carmen, Mexico (Abril 2000)
Exposição no Viva Dominicus Hotel, Rep. Dominicana (Novemnro 1999)
Exposição no Club Med, Cap Skiring, Senegal (Fevereiro 1996).

De 1994 a 2003 trabalhou como designer para os Ateliers Devineaux (Paris, França), Club Mediteranée (França , Grécia, Senegal , Brasil . Tunisia), Viva resorts (República Dominicana, Bahamas, México, Cuba).

Entre 2006 e 2009, desenvolveu o projecto “Pio For Boss” para a Hugo Boss Espanha&Portugal.