domingo, 14 de fevereiro de 2010

Natureza Morta na Gulbenkian

"A Natureza Morta na Pintura Europeia" - "A Perspectiva das Coisas: a Natureza Morta na Europa, séculos XVII a XX", Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, de 12 de Fevereiro a 02 de Maio 2010.

Juan Sánchez Cotán, Matureza Morta (1602)

A partir de 12 de Fevereiro e até ao início de Maio, a Fundação Calouste Gulbenkian proporciona uma viagem ao género da Natureza Morta na Pintura Europeia dos séculos XVII e XVIII, o período de renovação e consagração do género.

Comissariada por Peter Cherry (do Trinity College de Dublin, especialista em natureza morta), "A Perspetiva das Coisas: a Natureza Morta na Europa, séculos XVII a XX" estende-se por dez núcleos com um total de 71 obras provenientes de colecções privadas e de museus como a National Gallery of Art (Washington), National Gallery (Londres), Metropolitan Museum de Nova Iorque), Museu do Louvre, Museu do Prado, entre outros.

A exposição mostra o género no seu esplendor, através de obras de diversos artistas europeus. Inclui uma das poucas naturezas-mortas pintadas por Rembrant, "Pavoas Mortas", assim como uma obra de Francisco Goya, "Natureza-morta com Lebres", e obras de Jean-Siméon Chardin, Fede Galizia, Juan Fernandéz, Paolo Porpora, Juan de Zurbarán, Juan Sánchez Cotán.

Em declarações à imprensa, João Castelo Branco, director do Museu Gulbenkian, considerou esta exposição como "o projecto mais ambicioso neste museu desde a sua abertura".


A Natureza Morta

Caravaggio, Cesto de Fruta

A representação de objectos inanimados de cunho realista remonta à Grécia antiga mas apenas se tornou género artístico no final do século XVI, quando o mercado da arte se abriu aos gostos dos burgueses ricos e a obra de arte deixou de ser um exclusivo da aristocracia rica – que dominava inclusive a Igreja. Nesta fase, destacaram-se os artistas Pieter Aertsen (1507 ou 1508 - 1575), Jacopo Bassano (1510 - 1592), Giuseppe Arcimboldo (1527 - 1593) e Caravaggio (1571 – 1610).


Juan van der Hamen y León, Natureza Morta (1627)

No início do século XVII, o espanhol Juan van der Hamen y León (1596 - 1631), grande rival de Diego Velásquez (1599-1660), introduz um novo paradigma no género, reduzindo o número de objectos da cena e colocando-os em diferentes níveis e planos (vide “Natureza-Morta com Frutas e Objectos de Cristal”, 1626).

A denominação “Natureza morta” terá surgido na Holanda no século XVII. O género é também conhecido por “natureza imóvel”, “vida imóvel” ("still life", "stilleben", nas línguas saxónicas). Na Espanha, vulgarizou-se o termo “Bodegodes” e o género tornou-se popular, permitindo a sobrevivência económica de pintores que não viviam sob a tutela do rei e de outros mecenas, ao mesmo tempo que permitiu apurar as técnicas de representação, pois a concorrência entre artistas obrigava-os a mostrar destreza técnica naturalista. As naturezas mortas espanholas do século XVIII e XIX retratam pormenorizadamente as condições socioeconómicas e os hábitos domésticos da classe média e alta.


Zurbarán, Natureza Morta com Limões

O género aborda a representação de seres inanimados, como frutas, flores, caça, livros, taças de vidro, garrafas, jarras de metal, porcelanas, entre outros objectos, o que fica explícito ao longo dos dez núcleos da exposição na Gulbenkian: "O encanto das coisas pintadas"; "Momentos preciosos"; "Um festim para o olhar"; "Doçarias"; "Jogos de luz"; "Natureza e artifício"; "Tributos florais"; "Animais de imolação"; "Questões de vida e de morte" e "Revivalismo e ruptura".

A Natureza Morta atingiu o seu auge no século XVIII, com Jean-Siméon Chardin (1699 - 1779), cujas telas de pequena dimensão evocavam a tradição holandesa da pintura de gabinete, sobretudo com “A Arraia” (1728). Esta obra distingue-se pela renovada composição (a disposição dos objectos sugere directamente a actividade humana) e representação das texturas do linho e da cerâmica.


Paul Cézanne, Natureza Morta com Maçãs (1890)

Com os impressionistas, a “natureza-morta” volta a ser encarada como nas origens, “natureza imóvel”, um género sem tema, em especial com Paul Cézanne (1839-1906) e Vincent van Gogh (1853 - 1890). A obra “Natureza morta com maçãs” (1890), de Paul Cézanne, marca esta fase. Um renovado interesse pela natureza, as novas tecnologias ligadas à pintura, o aparecimento da fotografia e o carácter experimentalista da arte moderna aboliram o naturalismo em favor de uma nova concepção de cor, luminosidade, figura e espaço. Os cubistas deram-lhe especial destaque, já que se proporcionavam às suas pesquisas plásticas de atelier, em especial Juan Gris (1887-1927), Pablo Picasso (1881-1973) e Georges Braque (1882-1963), Fernand Léger (1881 - 1955), Henri Matisse (1869-1954), Chäim Soutine (1893 - 1943), Pierre Bonnard (1867 - 1947), entre outros.

Giorgio Morandi (1890 - 1964) é um dos pintores modernos que mais tem abordado o tema da natureza-morta.


Maurice de Vlaminck, Natureza Morta, 1907

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Banksy, o artista sem rosto


Conhecido pelos seus trabalhos de rua em Londres, Bansky terá nascido em Bristol em 1975 – não se sabe ao certo, já que ninguém confirma a sua verdadeira identidade. Há entrevistas e até uma notícia que alegadamente revela o seu rosto mas subsiste a dúvida, alimentada pelo próprio artista no seu site.

Os seus graffittis e pinturas de rua, utilizando stencil, são a sua marca pessoal. Inesperadas e divertidas, as suas obras revelam grande cuidado ao nível da concepção e despertam facilmente a simpatia do observador. Através de imagens irónicas e sarcásticas, carregadas de crítica social, questiona os conceitos de autoridade e poder, chegando a realizar acções não autorizadas nos jardins zoológicos de Londres e de Bristol (entrando nas jaulas dos animais para deixar mensagens ao público visitante) ou na Disneylândia da Califórnia, EUA (boneco insuflável representando um prisioneiro de Guantánamo) em 2006.

A sua maior ousadia até à data foi levada a cabo em 2004, quando entrou no Museu do Louvre com uma tela de sua autoria com uma interpretação pessoal da Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, e pendurou-a sem cerimónias numa das paredes do museu.

Recentemente, realizou o seu primeiro filme, “Exit Through The Gift Shop”, que estreou no Festival de Filmes de Sundance (21 a 31 de Janeiro de 2010) e que será apresentado extra-concurso no 60º Festival de Cinema de Berlim / Berlinale, que decorre entre 11 e 21 de Fevereiro de 2010.

Notícia do Evening Standard (Julho 2004), mostrando o verdadeiro (?) rosto de Banksy

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ÁLVARO RÊGO CABRAL

A 17 de Novembro de 2009, entreguei ao Director do Agrupamento de Escolas de Tourais-Paranhos, Mestre José Carlos Lopes, uma proposta de atribuição do nome do engenheiro e escritor Álvaro Rêgo Cabral à Biblioteca Escolar do Agrupamento, a ser considerada pelo respectivo Conselho Geral.

Conheço parte da obra literária de Álvaro Rêgo Cabral, cujo valor é reconhecido pela crítica e mereceu a atribuição de um prestigiado prémio literário. Sabendo que nasceu em Paranhos da Beira e que esta localidade pertence à área de influência pedagógica da Escola EB 2 3 de Tourais-Paranhos, senti-me no dever de propor este reconhecimento da comunidade educativa a um escritor local de mérito através da Biblioteca Escolar.

Mas quem é Álvaro Rego Cabral?

Álvaro Rêgo Cabral, que assina A. Rêgo Cabral e escreveu sob o pseudónimo de Estorieira Santos, nasceu em Paranhos da Beira, concelho de Seia, em 1915. Os seus pais eram professores. Engenheiro Civil (reformado). Reside em Lisboa.

Frequentou o Liceu José Falcão em Coimbra e o Alexandre Herculano no Porto, cidade onde se formou em Engenharia Civil.
Enquanto assessor do Prof. Correia de Araújo, foi chamado a dirigir a construção da base de S. Jacinto, em Aveiro. Realizou trabalhos de engenharia um pouco por todo o mundo lusófono, de Brasil a Macau, até se fixar em Angola, onde dirigiu ou colaborou em grandes obras de engenharia.

No início dos anos 60, regressou a Lisboa e foi nomeado Director de Transportes Terrestres do Ultramar. Logo depois, o Prof. Adriano Moreira convenceu-o a regressar a Angola para orientar a ampliação da rede rodoviária da então província ultramarina.

O início da sua actividade literária remonta a 1968, com “Lenda de São Miguel e outras prosas”. Até aí, publicara alguns estudos técnicos e etnográficos. Até 1975, publicou 3 romances, um livro de memórias e um ensaio político. Em 1974, foi distinguido com o Prémio Fernão Mendes Pinto - 45º Concurso de Literatura Ultramarina.

A publicação do primeiro volume da trilogia “N’gi / Nós / Gente”, em 1994, marca o início da sua segunda fase literária, mais estruturada e desenvolta, assinando com o pseudónimo Estorieira Santos.

Em 2005, publicou o ensaio “De religiões : na pista do livro terceiro de António Damásio” (Fundação Lusíada) e tem colaborado no Jornal de Santa Marinha (Seia) com uma crónica quinzenal intitulada “Nótulas meio-heréticas”.

PRINCIPAIS OBRAS / TRABALHOS PUBLICADOS

1962 - Aspectos palpitantes da economia rodoviária ultramarina (Junta de Investigações do Ultramar, Lisboa)
1965 - O Quimbundo e a expressão popular portuguesa (in: Boletim Cultural : Boletim da Câmara Municipal de Luanda / Repartição de Estatística Cultura Propaganda e Turismo. - Nº6, Janeiro/Março, 1965, p. 10-27)
1965 - Eficiência : eis a questão (in: Boletim Cultural da Câmara Municipal Luanda - nº 6, Jan./Mar 1965, p. 13/27)
1965 - Discussões : Capacidade de tráfego e segurança da circulação (in: 1ªs Jornadas Luso-Brasileiras de Engenharia Civil. II.- Lisboa (s.n.), 1965.- p.430-438)
1968 / 1969 - Lenda de São Miguel e outras prosas - Crónicas (Soc. Expansão Cultural, Lisboa)
1970 - Crisóis de S. Miguel - Romance (Soc. Exp. Cultural, Lisboa)
1971 - Tundavala, a oeste de Cassinga - Memórias (Sociedade de Expansão Cultural, Lisboa)
1972 - Jamba : uma semana de Outubro - Romance (Soc. Exp. Cultural, Lisboa)
1974 - A Vingança de Macário - Romance (Sociedade Expansão Cultural, Lisboa) - Prémio Fernão Mendes Pinto (45º Concurso de Literatura Ultramarina, 1974).
1975 - O Gatilho (Sociedade Expansão Cultural, Lisboa)
1975 - Hora de Esperança - Ensaio político (Soc. Exp. Cultural, Lisboa)
1994 - N’gi (1) - 1º volume da trilogia N'Gi / Nós / Gente - Romance, Litografia Amorim
1995 - Nós, Deus e o Diabo, e o tempo, esse busilis! (1) - 2º volume da trilogia N'gi / Nós / Gente - Romance,
Litografia Amorim
1996 - Gente!, Deus é o diabo!!!... e o tempo...? esse quid frio que tudo reduz a vírgulas, a pó, a nada de nada... ??? (1) - 3º volume da trilogia N'Gi / Nós / Gente - Romance, Litografia Amorim
1997 - Rosas brancas : (romance intemporal) (1)
1998 - Em plena guerra colonial : romance-retrato (1) - Romance, Litgrafia Amorim, Lisboa
1999 - Ao espelho (1) - Romance, Litgrafia Amorim, Lisboa
2005 - De religiões : na pista do livro terceiro de António Damásio - Ensaio, Fundação Lusíada, Lisboa

(1) – Publicados com o pseudónimo Estorieira Santos.

Fontes:
Jornal de Santa Marinha nº 76, 16 a 30/04/1996 (cont. no nº 77)
José Alberto Ferreira Matias - Jornal de Santa Marinha nº 76, 16 a 30/04/1996




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

NOVO "ATAQUE" À BOMBARDA A 23 DE JANEIRO


No próximo Sábado, 23 de Janeiro, a partir das 16 horas, a Rua de Miguel Bombarda volta a animar-se com a inauguração simultânea de exposições nas mais de vinte galerias do quarteirão.

A “rua das galerias”, com 650 m de extensão, começou por chamar-se Rua do Príncipe, em honra do futuro D. João VI, e já aparecia no famoso mapa redondo de Black (Porto, 1813). Já com o actual traçado, foi rebaptizada após a implantação da República, em 1910, com o nome do médico e revolucionário republicano Miguel Bombarda.

Nos últimos anos, tem-se assistido a uma grande concentração de galerias de arte e lojas de design no quarteirão, que partilham uma estratégia de iniciativas comuns, como as inaugurações simultâneas. Actualmente, a Miguel Bombarda é o centro artístico da cidade.

Para 2010, segundo fonte do CCB (Centro Comercial Bombarda), estão previstas inaugurações simultâneas nas seguintes datas:

23 Janeiro
06 Março
17 Abril
05 Junho
18 Setembro
06 Novembro

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pio Silva

Pio Silva, "New York After", 2009

Há dias, a propósito do Haiti (da medonha tragédia que se abateu sobre este pequeno país que reparte a ilha Hispaníola com a República Dominicana, de caras com Cuba), procurei saber de artistas portugueses que terão andado por essas paragens mas só encontrei um jovem artista francês luso-descendente, Pio Silva, que viveu e trabalhou na República Dominicana.

É inevitável encontrarmos portugueses nos recantos mais improváveis e omissos do planeta (12 no Haiti, à data do sismo), cumprindo a sua vocação de exploradores, aventureiros e comerciantes totalmente adaptados ao meio adoptivo e cultura adoptada.

Pio Silva é disso exemplo. Nascido em Paris em 1970, entre 1994 e 2003 viveu e trabalhou em França, Grécia, Senegal, Brasil, Tunísia, República Dominicana, Bahamas, Mexico, Cuba. Actualmente, vive entre Paris e Lisboa. Trabalha na capital portuguesa desde 2003, desenvolvendo um curioso trabalho criativo recorrendo a materiais vulgares, de uso corrente (arame, fios eléctricos, tubos de plástico, fita adesiva de várias cores, etc.), propondo uma revisitação dos letreiros e anúncios de néon – que tanto clareiam os céus de Las Vegas como iluminam as noites de Santo Domingo ou de Havana, locais bem conhecidos do artista, que passou largas temporadas no México, Bahamas e Cuba, para além da Grécia e Senegal.

Pio Silva nasceu em Paris em 1970.
Formado em Design de mobiliário na Andée Charles Boulle School, Paris, França (1988-1991) e na Cfa Rueil-malmaison, França.

Exposições individuais e colectivas

“The new normal” arthobler gallery , Porto (Novembro 2009)
“ Guantanamo “ na ler devagar / ARThobler gallery , Lisboa (Setembro 2009)
“ Palco das artes e cultura Chiado “ associação de valorização do chiado . Lisboa (Julho a Setembro 2009)
Artmadrid Fair - Espanha. Galeria Artlounge, Lisboa (Fevereiro 2009)
”Terras ocupadas” , Galeria Artlounge, Lisboa (Novembro 2008)
Exposição na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, Lisboa (Fevereiro 2004)
Exposição no Palácio Sotto Mayor, Lisboa (Maio 2004)
Exposição na casa da Guia, Cascais (Dezembro 2003)
Exposição no Hotel Cohiba, Habana, Cuba (Novembro 2001)
Exposição no Viva Maya Hotel" Playa del Carmen, Mexico (Abril 2000)
Exposição no Viva Dominicus Hotel, Rep. Dominicana (Novemnro 1999)
Exposição no Club Med, Cap Skiring, Senegal (Fevereiro 1996).

De 1994 a 2003 trabalhou como designer para os Ateliers Devineaux (Paris, França), Club Mediteranée (França , Grécia, Senegal , Brasil . Tunisia), Viva resorts (República Dominicana, Bahamas, México, Cuba).

Entre 2006 e 2009, desenvolveu o projecto “Pio For Boss” para a Hugo Boss Espanha&Portugal.

domingo, 10 de janeiro de 2010

José Santos expõe no Museu de Resende



Museu Diocesano

Fotografias de José Santos em Lamego
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No dia 20 de Fevereiro, pelas 15.30 horas, será inaugurada no Museu Diocesano de Lamego - Casa do Poço, uma exposição de fotografias de José Santos, da série "Senhor e Deus".



Fotografias de José Santos em Resende

A convite da Câmara Municipal de Resende, José Santos expõe no Museu Municipal dois conjuntos de fotografias com o nome genérico "2010 cores". A inauguração decorreu no Sábado, dia 16 de Janeiro e a exposição decorre até 28 de Fevereiro. Ver notícia no site do Museu.
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Entretanto, séries anteriores de fotografias de sua autoria podem ser (re)vistas em www.olhares.com/Jose210.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Opções e futuros em Lisboa

- Diversos - Opções & Futuros - Espaço Fundação PLMJ (Rua Rodrigues Sampaio, 29 – Lisboa), de 6 de Janeiro a 13 de Fevereiro 2010
- André Romão - Kunsthalle Lissabon (Rua Rosa Araújo, 7-9 – Lisboa), de 8 de Janeiro a 14 de Fevereiro 2010
- Susanne Themlitz – Galeria Ermida Nossa Senhora da Conceição - Mercador do Tempo (Travessa do Marta Pinto, 12 – Lisboa), de 09 de Janeiro a 07 de Fevereiro 2010
- Gonçalo Sena e Paulo Brighenti - Baginski, Galeria/Projectos (Rua Capitão Leitão, 51-53 – Lisboa), de 20 de Janeiro a 6 de Março 2010

Susanne Themlitz, "O Estado do Sono", 2008 (do blog alexandrepomar.typepad.com)


Jovens Artistas mostram tendências da Arte
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No Espaço Fundação PLMJ, a 5ª edição do projecto “Opções & Futuros” reúne obras de 13 jovens artistas, recentemente adquiridas pela Fundação PLMJ.

A exposição oferece uma panorâmica das tendências da arte em Portugal dada a diversidade de temas e de técnicas das obras expostas e até dos percursos artísticos de Ana Janeiro, Ângelo Ferreira de Sousa, Beatriz Albuquerque, Carla Cruz, Carlos Noronha Feio, Dalila Gonçalves, Gabriel Abrantes, Isabel Brison, Isabel Ribeiro, Joana Bastos, José Nuno Lamas / Valter Ventura, Luísa Mota e Vasco Barata.

Na Kunsthalle Lissabon, André Romão apresenta “O Inverno do (Nosso) Descontentamento”, uma série de obras sobre o tema da mudança. A exposição integra o ciclo “O Estado Perfeito” e dá continuidade a exposições anteriores: “Nada dura para sempre” (Galeria Pedro Cera) e “Tudo dura para sempre” (Museu da Cidade). O artista vem tratado a problemática do indivíduo em sociedade, confrontado com a passagem do tempo e os riscos e medos da mudança.

André Romão nasceu em Lisboa em 1984 e expõe desde 2000. Em 2007, foi o vencedor do Prémio EDP Novos Artistas 2007.

Susanne S.D. Themlitz (n. Lisboa, 1968) apresenta na Galeria Ermida Nossa Senhora da Conceição a instalação intitulada “Silêncio” – que dá continuidade à série “Paisagens Paralelas - Parallel Landscapes”, que iniciou em 2007.

“Silêncio” é composta por cinco esculturas em bronze e alumínio, apresentando uma desafiadora combinação de elementos relacionados com o mar, a pesca, o tempo suspenso, a paisagem invisível.

A galeria Baginski vai apresentar duas instalações (pintura, escultura, desenho e fotografia), de Gonçalo Sena (n. Cascais, 1984) e Paulo Brighenti (n. Lisboa, 1969), entre 20 de Janeiro e 6 de Março.