sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010, Ano Internacional da Biodiversidade

De acordo com a resolução 61/203 da Assembleia Geral das Nações Unidas de 20 de Dezembro de 2006, 2010 será o Ano Internacional da Biodiversidade.

Por Biodiversidade entende-se a diversidade biológica, ou seja, a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no planeta.

A decisão levou em conta a perda contínua da biodiversidade, com graves consequências para o mundo natural e o bem-estar humano. A natureza fornece-nos os elementos necessários à nossa vida e ao nosso bem-estar, havendo um limite para a capacidade de reposição natural e de substituição, pelo engenho humano e pela tecnologia, desses serviços naturais. Além disso, a natureza está na base de numerosas actividades recreativas, turísticas e culturais.

As principais causas de alterações nos habitats naturais, resultantes dos sistemas intensivos de produção agrícola, da construção, da exploração de pedreiras, da sobrexploração das florestas, oceanos, rios, lagos e solos, da introdução de espécies alóctones invasivas, da poluição e, cada vez mais, das alterações climáticas globais.

O ponto alto do Ano Internacional da Biodiversidade será a Convenção sobre Diversidade Biológica (Convention on Biological Diversity), cujo objectivo será envolver as mais diversas organizações e agentes internacionais no combate à perda da biodiversidade, através do estabelecimento de acordos multilaterais ambientais.

Parar a perda da biodiversidade é uma absoluta prioridade para a EU e um objectivo essencial para a Humanidade” (Stavros Dimas - Comissário Europeu do Ambiente).
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Documentos:
Decreto Lei nº 21/93 de 21 de Junho - ratifica a Convenção da Biodiversidade (pdf).
RCM nº 152/2001 de 11 Outubro - aprova a Estratégia Nacional da Conservação da Natureza e Biodiversidade (pdf).
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TITAN 09 - Ilustração em Design

Ilustração de Bernardo Carvalho (do blog ilustração/BD)

O ilustrador Bernardo Carvalho foi o único vencedor português da primeira edição do Concurso Internacional de Ilustração em Design - TITAN 09. Ver lista de artistas premiados e declaração do júri.
O concurso é uma iniciativa da ESAD – Escola Superior de Arte e Design de Matosinhos, Câmara Municipal de Matosinhos e Administração dos Portos do Douro e Leixões, a realizar anualmente. Os trabalhos concorrentes estiveram expostos na Galeria Municipal, em Matosinhos, entre 28 de Novembro e 31 de Dezembro de 2009.

Bernardo Carvalho (Lisboa, 1973), é formado em Design de Comunicação e iniciou-se na ilustração para a infância com o guia juvenil da Expo 98.

Participou em diversos projectos pedagógicos para museus e ilustra livros infantis para o Planeta Tangerina e Caminho. Na Ar.Co de 2008, em Lisboa, orientou um workshop de ilustração infantil.

Em 2006, recebeu uma Menção Honrosa no Prémio Nacional de Ilustração (“Pê de Pai”, texto de Isabel Minhós Martins, Planeta Tangerina) e, em 2007, uma Menção Especial (“A Grande Invasão”, texto de Isabel Minhós Martins, Planeta Tangerina).

JOSÉ MARQUES DA SILVA

A recente comemoração do centenário da luz eléctrica em Seia, progresso devido principalmente a António Marques da Silva (Gouveia, 1868 – Seia, 1953), fez-me lembrar outro Marques da Silva seu contemporâneo e grande arquitecto portuense.

José Marques da Silva (Porto, 1869-1947) concluiu em 1882 o Curso de Arquitectura na Academia Portuense de Belas Artes e obteve em 1886 o título de Arquitecto Diplomado pelo Governo Francês. Ver biografia completa no site da UP.

Projectou edifícios emblemáticos da cidade do Porto, com destaque para a Estação de São Bento (1896-1900/1916), o actual edifício do Teatro Nacional de São João (1909, após um incêndio ter destruído o primitivo Real Teatro de São João, em 1908), a Casa de Serralves (a jóia nacional da Arte Déco, iniciada em 1925) ou a nova igreja de Cedofeita (1899/1906), assim como em Guimarães: Templo de São Torcato, Santuário da Penha, sede da Sociedade Martins Sarmento, mercado (1927). Participou activamente no desenho actual da baixa portuense, concebendo diversos prédios modernos – entre os quais o das antigas Galerias Palladium (1914), na Rua de Santa Catarina, e da Companhia de Seguros “A Nacional” (1919), na Praça da Liberdade.

Em 1913, foi nomeado Director da Escola de Belas Artes do Porto. Participou nas principais reformas do ensino artístico. Projectou os liceus Alexandre Herculano (1914) e Rodrigo de Freitas (1918) e instalou definitivamente a Escola de Belas Artes no Palacete de S. Lázaro.

Aproximou-se da Arte Déco após 1925, ano em que visitou a Exposition Internationale de Arts Décoratifs et Industriels Modernes em Paris, com o seu amigo Carlos Alberto Cabral (1895-1968), 2º Conde de Vizela, para quem desenvolveu o projecto original da Casa de Serralves, atribuído a Charles Siclis, cuja construção se iniciou nesse mesmo ano.

No seu antigo atelier, ao lado da sua moradia na Praça Marquês de Pombal, encontra-se o Instituto Arquitecto Marques da Silva.



Teatro Nacional de São João, de Marques da Silva (bilhete-postal da época)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Ana Carvalhal

Exposição de Pintura, Escultura e Fotografia de Ana Carvalhal no Foyer do Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura – Seia. Até 31 de Dezembro 2009.


Ana Carvalhal assume-se cada vez mais como uma artista senense multifacetada, abordando um variado número de técnicas expressivas, que vai explorando separadamente e expondo em conjunto.
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Desenha e pinta desde muito nova, incentivada por seu pai, o Engº João Augusto Monteiro Coelho dos Santos – a quem dedicou esta exposição. Formada em Artes Decorativas na Escola Soares dos Reis, no Porto, realizou diversos trabalhos de design, cerâmica, azulejaria, escultura, vitral, fotografia, decoração de interiores. A sua preferência vai, contudo, para a pintura, tendo frequentado um curso na Cooperativa Árvore, no Porto. Em 2007, começou a esculpir em mármore e granito.
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Segundo a artista, esta mostra possui aspectos didácticos, na medida em que “permite uma amostragem do uso de alguns materiais e técnicas de arte, como a pintura a óleo, o mármore e a fotografia”.

Na pintura, algumas telas evidenciam boa intensidade expressiva, com destaque para “Presépio”, uma obra onde incorporou outros materiais. Os “Nus” precisariam talvez de mais desenho, para definir e sublinhar as formas, ou, em alternativa, de uma abordagem livre que dispensasse o desenho para entregar à cor toda a matéria do tema.

Na escultura, a artista sintetizou elementos decorativos e simbólicos através de formas que nem sempre fazem esquecer a rigidez inicial do bloco esculpido. No entanto, são obras que surpreendem pela sua simplicidade formal e grande eficácia comunicativa.


Ana Maria do Carvalhal Coelho dos Santos nasceu em Seia, a 25 de Junho de 1962. Reside em Seia.Curso de Artes Decorativas na Escola Soares dos Reis, Porto. Frequentou a Cooperativa Árvore, no Porto.

Co-organizou (com Teresa Ruas) a 1ª Exposição Colectiva de Artistas Senenses na Biblioteca Municipal de Seia, integrada no programa da Feira do Queijo’96. Fez parte da comissão organizadora da I Exposição Colectiva de Artistas Senenses, 1999.

Expõe desde 1985.

Exposições individuais:

Pousada de Santa Bárbara (1992); Gouveia (1992); “O Nu” (Biblioteca Municipal de Seia, 1995); “O Mar” (Salão das Magnólias, Seia, 13 a 28 de Fevereiro de 1997); Casa Municipal da Cultura de Seia (Dezembro 2009); Casa Municipal da Cultura Dr. César de Oliveira (Oliveira do Hospital, Junho 2010).

Exposições colectivas (selecção):

Exposição Nacional de Pintura/Prémio Tavares Correia (Seia, 1993, Lisboa e Porto, 1994); Casino Peninsular (Figueira da Foz, 1993); Exposição Colectiva de Pintores Escultores na Galeria Almedina e no Centro de Juventude (Coimbra, 1995); Exposição Colectiva “Mulheres Artistas” (Seia, Dia da Mulher, 1996); 1ª Exposição Colectiva (Biblioteca Municipal de Seia, 1996); “25 de Abril” (Salão das Magnólias, Seia, Abril de 1997); Salão das Magnólias (Seia, 1997, 98); I, II e III Exposição Colectiva de Artistas Senenses (Seia, 1999, 2000 e 2001); e em todas as edições da ARTIS (2002 a 2009); Exposição na Galeria Filantrópica (Póvoa de Varzim, 2000); Colectiva de Artistas Senenses em Lisboa, Centro Cultural Casapiano (Belém, Setembro e Outubro de 2004).

Prémios:

2º Lugar – Prémio do Público na Exposição Nacional de Pintura/Prémio Tavares Correia (Seia, 1993).





"Presépio"










domingo, 20 de dezembro de 2009

Siggi Eggertsson


Siggi Eggertsson nasceu na Islândia, onde se formou em Artes. Fixou-se em Berlim, após ter vivido em Nova Iorque e Londres, trabalhando como ilustrador para a agência Big Active.

A propósito do seu estilo, fala-se em “cubismo vectorial”, mas a sua estética pop interliga-se com as potencialidades gráficas da informática – no desenho, composição de base modular, padrões, aplicação da cor.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nuno de Campos

Hiper-realismo de pequeno formato

Quase desconhecido em Portugal, o artista português Nuno de Campos (Porto, 1969), vive e trabalha em Nova Iorque. Faz parte do já vasto e diversificado número de jovens artistas nacionais que procuraram mais formação e oportunidades no estrangeiro, em residências temporárias – quase sempre com bolsas de Fundações – ou em permanência.

Depois de nove meses em Chicago, Nuno de Campos prosseguiu os estudos artisticos em Boston (School of the Museum of Fine Arts) e Medford (Tufts University) com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (1996-1998). Em 1999, concluiu o mestrado (Master of Fine Arts) e realizou a sua primeira exposição individual na Clifford-Smith Gallery, em Boston.

A exposição intitulava-se “Lap” e constava de sete pequenos quadros hiper-realistas pintados a têmpera, representando as mãos e o colo de uma mulher sentada. As sugestões emocionais e sexuais apareceram acentuados e reforçados nos trabalhos da exposição “Lap and Beyond”, que apresentou em 2001 na mesma galeria.

“O colo é representado como um lugar mútuo de domínio e dependência. Esta duplicidade reflecte a íntima separação entre a objectificação e adoração, que caracteriza o acto de pintar” (Nuno de Campos).

A pintura realista /hiper-realista encontra-se em recuperação em diversos países, sobretudo nos EUA, por acção de artistas como Sean Landers, Elizabeth Peyton ou Laura Owens.

Em 2005, Nuno de Campos apresentou-se em Portugal com três exposições: na Bienal de Cerveira, na Universidade de Coimbra e em Lisboa, no novo espaço Arte Contempo – mostra integrada no projecto “ac #”.

Exposições (selecção):

Lap - Clifford-Smith Gallery, Boston, EUA (1999)
Art Institute of Boston (2000)
Lap and Beyond - Clifford-Smith Gallery, Boston, EUA (2001,
Clifford-Smith Gallery, Boston, EUA (2003)
She’s Come Undone – Artemis Greeberg Van Doren Gallery (2004)
Private Lives - Westby Gallery, Rowan University, New Jersey, EUA (2004)
Desenhar discurso: digressões sobre uma urbanidade disruptiva - Bienal de Cerveira, Portugal (2005)
Extended Painting - Prague Biennale 2, Praga, República Checa (2005)
Segunda Língua - Reitoria da Universidade de Coimbra, Portugal (2005)
Bichos Nossos, Nossos Bichos - Arte Contempo, Lisboa, Portugal (2005)
The Outwin Boochever Portrait Competition Exhibition - National Portrait Gallery, Smithsonian Institution, Washington DC, EUA (2006).

domingo, 6 de dezembro de 2009

AGIR.GIRAR.ARTE

O Grande Prémio AGIRARTE/Prémio Município de Oliveira do Hospital é atribuído desde 2005.

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AGIR. GIRAR. ARTE

O conceito diferente de levar a Arte a despontar e manifestar-se nos mais diversos espaços públicos do quotidiano da cidade, como Cafés, Bares, Restaurantes, Bancos, Hospital, manteve-se constante ao longo das 12 edições do AGIRARTE - Festival de Artes Plásticas de Oliveira do Hospital.


O AGIRARTE (AGIR, GIRAR ao encontro da ARTE) é uma iniciativa da OH s.21, Associação Cultural e Multimédia de Oliveira do Hospital, criada em 1998 para dinamizar o panorama cultural da cidade mais interior do distrito de Coimbra. Este Festival de Artes foi ganhando importância e prestígio na região Centro, com um nível qualitativo elevado e variedade de artistas participantes e obras em exposição, nas áreas da Pintura, Escultura, Gravura, Serigrafia, Desenho, Fotografia, Instalação. No conjunto das actividades geradas pelo Agirarte, há a referir o Agirarte Júnior e as extensões de Góis e de Tábua do Agirarte, que prolongam em Janeiro a iniciativa tradicionalmente realizada no mês de Dezembro.

Em 2005, foi criado o Grande Prémio AGIRARTE, para incentivar a participação e promover a qualidade da mostra através da competitividade. A partir do ano seguinte, o prémio passou a ser patrocinado pela Câmara Municipal e recebeu a designação de Prémio Município de Oliveira do Hospital. As obras concorrentes passaram a integrar uma exposição colectiva na Casa Municipal da Cultura.

A artista nortenha Florentina Resende (Matosinhos, 1950) foi a vencedora em 2005, com a obra “Passagem pelo Azul”. Em 2006, João Viola foi o escolhido, com a obra “Sintonia”. Em 2008, o prémio foi para Henrique do Vale (Malange, Angola, 1959), pela obra "Guarda do Vinho" - reproduzida no cartaz e catálogo de 2009. O premiado da Agirarte 12, que começou no dia 5 de Dezembro de 2009, sou eu.

O prémio foi anunciado na cerimónia de abertura, pela vereadora da cultura, Maria da Graça Brito Silva, após intervenções de Luís Antero, presidente da OH s.21, e de Manuel Machado.


Participei em quatro das cinco primeiras edições do Agirarte (1998 a 2002) e integrei o júri do Prémio em 2006. Este ano, resolvi regressar ao Festival e enviei dois trabalhos, um dos quais para o concurso. A outra tela encontra-se exposta no Café Portugal.

A distinção possui para mim um grande significado afectivo, já que residi em Oliveira do Hospital durante o ano lectivo de 1989-90, leccionei na Escola Secundária durante quase uma década e na EPTOLIVA. Dinamizei algumas actividades na Casa da Cultura Dr. César de Oliveira, a partir da Escola Secundária de Oliveira do Hospital e de Seia (exposição itinerante do Prémio Nacional de Desenho Tavares Correia, 1996), para além de ter aí participado em várias exposições colectivas de artes plásticas.

A Agirarte 12 decorre até 31 de Dezembro e reúne, este ano, obras de Anselmo Coelho, Carolina Caixeiro, Fátima Rodrigues, Henrique do Vale, Josefina Miranda, Marianne Velzeboer, Paulo Dias, Renato Simões, Sérgio Reis e fotografia de Vera Marmelo.




Abertura oficial da AGIRARTE 12