quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Ana Carvalhal

Exposição de Pintura, Escultura e Fotografia de Ana Carvalhal no Foyer do Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura – Seia. Até 31 de Dezembro 2009.


Ana Carvalhal assume-se cada vez mais como uma artista senense multifacetada, abordando um variado número de técnicas expressivas, que vai explorando separadamente e expondo em conjunto.
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Desenha e pinta desde muito nova, incentivada por seu pai, o Engº João Augusto Monteiro Coelho dos Santos – a quem dedicou esta exposição. Formada em Artes Decorativas na Escola Soares dos Reis, no Porto, realizou diversos trabalhos de design, cerâmica, azulejaria, escultura, vitral, fotografia, decoração de interiores. A sua preferência vai, contudo, para a pintura, tendo frequentado um curso na Cooperativa Árvore, no Porto. Em 2007, começou a esculpir em mármore e granito.
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Segundo a artista, esta mostra possui aspectos didácticos, na medida em que “permite uma amostragem do uso de alguns materiais e técnicas de arte, como a pintura a óleo, o mármore e a fotografia”.

Na pintura, algumas telas evidenciam boa intensidade expressiva, com destaque para “Presépio”, uma obra onde incorporou outros materiais. Os “Nus” precisariam talvez de mais desenho, para definir e sublinhar as formas, ou, em alternativa, de uma abordagem livre que dispensasse o desenho para entregar à cor toda a matéria do tema.

Na escultura, a artista sintetizou elementos decorativos e simbólicos através de formas que nem sempre fazem esquecer a rigidez inicial do bloco esculpido. No entanto, são obras que surpreendem pela sua simplicidade formal e grande eficácia comunicativa.


Ana Maria do Carvalhal Coelho dos Santos nasceu em Seia, a 25 de Junho de 1962. Reside em Seia.Curso de Artes Decorativas na Escola Soares dos Reis, Porto. Frequentou a Cooperativa Árvore, no Porto.

Co-organizou (com Teresa Ruas) a 1ª Exposição Colectiva de Artistas Senenses na Biblioteca Municipal de Seia, integrada no programa da Feira do Queijo’96. Fez parte da comissão organizadora da I Exposição Colectiva de Artistas Senenses, 1999.

Expõe desde 1985.

Exposições individuais:

Pousada de Santa Bárbara (1992); Gouveia (1992); “O Nu” (Biblioteca Municipal de Seia, 1995); “O Mar” (Salão das Magnólias, Seia, 13 a 28 de Fevereiro de 1997); Casa Municipal da Cultura de Seia (Dezembro 2009); Casa Municipal da Cultura Dr. César de Oliveira (Oliveira do Hospital, Junho 2010).

Exposições colectivas (selecção):

Exposição Nacional de Pintura/Prémio Tavares Correia (Seia, 1993, Lisboa e Porto, 1994); Casino Peninsular (Figueira da Foz, 1993); Exposição Colectiva de Pintores Escultores na Galeria Almedina e no Centro de Juventude (Coimbra, 1995); Exposição Colectiva “Mulheres Artistas” (Seia, Dia da Mulher, 1996); 1ª Exposição Colectiva (Biblioteca Municipal de Seia, 1996); “25 de Abril” (Salão das Magnólias, Seia, Abril de 1997); Salão das Magnólias (Seia, 1997, 98); I, II e III Exposição Colectiva de Artistas Senenses (Seia, 1999, 2000 e 2001); e em todas as edições da ARTIS (2002 a 2009); Exposição na Galeria Filantrópica (Póvoa de Varzim, 2000); Colectiva de Artistas Senenses em Lisboa, Centro Cultural Casapiano (Belém, Setembro e Outubro de 2004).

Prémios:

2º Lugar – Prémio do Público na Exposição Nacional de Pintura/Prémio Tavares Correia (Seia, 1993).





"Presépio"










domingo, 20 de dezembro de 2009

Siggi Eggertsson


Siggi Eggertsson nasceu na Islândia, onde se formou em Artes. Fixou-se em Berlim, após ter vivido em Nova Iorque e Londres, trabalhando como ilustrador para a agência Big Active.

A propósito do seu estilo, fala-se em “cubismo vectorial”, mas a sua estética pop interliga-se com as potencialidades gráficas da informática – no desenho, composição de base modular, padrões, aplicação da cor.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nuno de Campos

Hiper-realismo de pequeno formato

Quase desconhecido em Portugal, o artista português Nuno de Campos (Porto, 1969), vive e trabalha em Nova Iorque. Faz parte do já vasto e diversificado número de jovens artistas nacionais que procuraram mais formação e oportunidades no estrangeiro, em residências temporárias – quase sempre com bolsas de Fundações – ou em permanência.

Depois de nove meses em Chicago, Nuno de Campos prosseguiu os estudos artisticos em Boston (School of the Museum of Fine Arts) e Medford (Tufts University) com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (1996-1998). Em 1999, concluiu o mestrado (Master of Fine Arts) e realizou a sua primeira exposição individual na Clifford-Smith Gallery, em Boston.

A exposição intitulava-se “Lap” e constava de sete pequenos quadros hiper-realistas pintados a têmpera, representando as mãos e o colo de uma mulher sentada. As sugestões emocionais e sexuais apareceram acentuados e reforçados nos trabalhos da exposição “Lap and Beyond”, que apresentou em 2001 na mesma galeria.

“O colo é representado como um lugar mútuo de domínio e dependência. Esta duplicidade reflecte a íntima separação entre a objectificação e adoração, que caracteriza o acto de pintar” (Nuno de Campos).

A pintura realista /hiper-realista encontra-se em recuperação em diversos países, sobretudo nos EUA, por acção de artistas como Sean Landers, Elizabeth Peyton ou Laura Owens.

Em 2005, Nuno de Campos apresentou-se em Portugal com três exposições: na Bienal de Cerveira, na Universidade de Coimbra e em Lisboa, no novo espaço Arte Contempo – mostra integrada no projecto “ac #”.

Exposições (selecção):

Lap - Clifford-Smith Gallery, Boston, EUA (1999)
Art Institute of Boston (2000)
Lap and Beyond - Clifford-Smith Gallery, Boston, EUA (2001,
Clifford-Smith Gallery, Boston, EUA (2003)
She’s Come Undone – Artemis Greeberg Van Doren Gallery (2004)
Private Lives - Westby Gallery, Rowan University, New Jersey, EUA (2004)
Desenhar discurso: digressões sobre uma urbanidade disruptiva - Bienal de Cerveira, Portugal (2005)
Extended Painting - Prague Biennale 2, Praga, República Checa (2005)
Segunda Língua - Reitoria da Universidade de Coimbra, Portugal (2005)
Bichos Nossos, Nossos Bichos - Arte Contempo, Lisboa, Portugal (2005)
The Outwin Boochever Portrait Competition Exhibition - National Portrait Gallery, Smithsonian Institution, Washington DC, EUA (2006).

domingo, 6 de dezembro de 2009

AGIR.GIRAR.ARTE

O Grande Prémio AGIRARTE/Prémio Município de Oliveira do Hospital é atribuído desde 2005.

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AGIR. GIRAR. ARTE

O conceito diferente de levar a Arte a despontar e manifestar-se nos mais diversos espaços públicos do quotidiano da cidade, como Cafés, Bares, Restaurantes, Bancos, Hospital, manteve-se constante ao longo das 12 edições do AGIRARTE - Festival de Artes Plásticas de Oliveira do Hospital.


O AGIRARTE (AGIR, GIRAR ao encontro da ARTE) é uma iniciativa da OH s.21, Associação Cultural e Multimédia de Oliveira do Hospital, criada em 1998 para dinamizar o panorama cultural da cidade mais interior do distrito de Coimbra. Este Festival de Artes foi ganhando importância e prestígio na região Centro, com um nível qualitativo elevado e variedade de artistas participantes e obras em exposição, nas áreas da Pintura, Escultura, Gravura, Serigrafia, Desenho, Fotografia, Instalação. No conjunto das actividades geradas pelo Agirarte, há a referir o Agirarte Júnior e as extensões de Góis e de Tábua do Agirarte, que prolongam em Janeiro a iniciativa tradicionalmente realizada no mês de Dezembro.

Em 2005, foi criado o Grande Prémio AGIRARTE, para incentivar a participação e promover a qualidade da mostra através da competitividade. A partir do ano seguinte, o prémio passou a ser patrocinado pela Câmara Municipal e recebeu a designação de Prémio Município de Oliveira do Hospital. As obras concorrentes passaram a integrar uma exposição colectiva na Casa Municipal da Cultura.

A artista nortenha Florentina Resende (Matosinhos, 1950) foi a vencedora em 2005, com a obra “Passagem pelo Azul”. Em 2006, João Viola foi o escolhido, com a obra “Sintonia”. Em 2008, o prémio foi para Henrique do Vale (Malange, Angola, 1959), pela obra "Guarda do Vinho" - reproduzida no cartaz e catálogo de 2009. O premiado da Agirarte 12, que começou no dia 5 de Dezembro de 2009, sou eu.

O prémio foi anunciado na cerimónia de abertura, pela vereadora da cultura, Maria da Graça Brito Silva, após intervenções de Luís Antero, presidente da OH s.21, e de Manuel Machado.


Participei em quatro das cinco primeiras edições do Agirarte (1998 a 2002) e integrei o júri do Prémio em 2006. Este ano, resolvi regressar ao Festival e enviei dois trabalhos, um dos quais para o concurso. A outra tela encontra-se exposta no Café Portugal.

A distinção possui para mim um grande significado afectivo, já que residi em Oliveira do Hospital durante o ano lectivo de 1989-90, leccionei na Escola Secundária durante quase uma década e na EPTOLIVA. Dinamizei algumas actividades na Casa da Cultura Dr. César de Oliveira, a partir da Escola Secundária de Oliveira do Hospital e de Seia (exposição itinerante do Prémio Nacional de Desenho Tavares Correia, 1996), para além de ter aí participado em várias exposições colectivas de artes plásticas.

A Agirarte 12 decorre até 31 de Dezembro e reúne, este ano, obras de Anselmo Coelho, Carolina Caixeiro, Fátima Rodrigues, Henrique do Vale, Josefina Miranda, Marianne Velzeboer, Paulo Dias, Renato Simões, Sérgio Reis e fotografia de Vera Marmelo.




Abertura oficial da AGIRARTE 12

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O surrealismo pop de Tim Burton, alegado sucessor de Warhol

Museu de Arte Moderna de New York (MoMa), 22 de Novembro 2009 a 26 de Abril de 2010.

A máquina americana de fazer e multiplicar dólares já arranjou substituto para Andy Warhol, a julgar pelos elogios do director do MoMa por ocasião da inauguração da retrospectiva de Tim Burton, criador, argumentista, produtor e realizador de filmes negros e criador de personagens estranhos. Aparentemente estranhos, pois bem lá no fundo eles são assustadoramente reais.
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Timothy William Burton (Burbank, EUA, 25 de Agosto de 1958), desenha desde muito novo e a qualidade dos seus trabalhos foi reconhecida pela Disney, que lhe concedeu uma bolsa para estudar Animação no Instituto das Artes da Califórnia e o contratou três anos depois como aprendiz de animador.

Nos anos em que trabalhou na Walt Disney Studios, Tim Burton desenvolveu conhecimentos de direcção artística e realizou o seu primeiro filme, a curta-metragem “Vincent”, cujo personagem principal era inspirado no actor Vincent Price. No entanto, as suas histórias e personagens nada tinham a ver com as rigorosas orientações morais da Disney - que originavam uma tipologia muito codificada de personagens “bons” e “maus” - e eram pouco recomendáveis para crianças. A segunda curta-metragem de Burton, “Frankeweenie” (1984), conta simplesmente a história de um menino que ressuscita o seu cão, mas o seu livro infantil "O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias" (1997), fala de violência familiar, suicídio, sexo não-explícito e traição extraconjugal – para além da falta de um final feliz, como se anuncia logo no título.

Já em 2009, foi anunciada a realização de uma grande exposição retrospectiva da sua obra no Museu de Arte Moderna de New York (Museum of Modern Art - MoMa). Intitulada simplesmente “Tim Burton”, a mostra reúne mais de 700 obras do realizador, desenhos, pinturas, fotografias, esculturas e textos relacionados com o “surrealismo pop”, entre as quais centenas de peças inéditas e outras ligadas aos seus trabalhos teatrais e filmes, tais como fatos, bonecos, maquetas e storyboards, A retrospectiva inclui ainda um ciclo de cinema que oferece uma selecção de filmes do realizador.

VER imagens da exposição no site fanpop e no blogue “Diário de Nova York".

São também particularmente interessantes, as encenações de Burton sobre o Halloween, fotografadas por Tim Walker para a revista Harper´s Bazaar de Outubro 2009.

A estreia em Portugal do novo filme do realizador-artista, “Tim Burton’s Alice in Wonderland”, está prevista para 04 de Março de 2010. Com base nos ambientes e personagens criados por Lewis Carroll na obra “Alice's Adventures in Wonderland” (1865), o filme dá continuidade à história original e conta com a participação de Johnny Depp (“Edward Scissorhands “, “Charlie and the Chocolate Factory”, ”Corpse Bride”, “Sweeney Todd”), Helena Bonhan Carter (“Planet of the Apes”, “Big Fish”, “Charlie and the Chocolate Factory”,”Corpse Bride”, “Sweeney Todd”) Mia Wasikowska (no papel de Alice) e Anne Hathaway. Segundo foi anunciado, será uma mistura de live-action (Alice no mundo real) com 3D em captura de movimentos (Alice no País das Maravilhas). Esta técnica de animação 3D baseada em movimentos reais do corpo humano permite os mais diversos efeitos especiais e possui enorme riqueza plástica, como se viu no filme “A Lenda de Beowulf”, que regista a participação de Angelina Jolie.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Rita Portugal - ponte entre Mundos

"Hora de Visita", Hospital Júlio de Matos, 2003

Rita Portugal Lima é uma das artistas portuguesas contemporâneas com mais e melhor presença no extremo oriente e uma série de exposições interessantes em Portugal.

Com uma obra diversificada, abordando articuladamente problemáticas nacionais / europeias e orientais, e cujo fio condutor liga a pintura, materiais reciclados, objectos e manipulação de imagens, Rita Portugal faz realmente a ponte entre mundos.

Sem esquecer a sua formação de escultora, a artista aborda com grande versatilidade as mais diversas áreas das artes plásticas, numa constante experimentação (materiais, técnicas, soluções), por vezes em acções espectaculares.

Em Maio de 2009, a Casa de Portugal organizou em Macau uma exposição representativa da obra desenvolvida por Rita Portugal nos últimos três anos, intitulada “Percursos”. A mostra reuniu cerca de cem peças, muitas delas sobre Macau, divididas em quatro temáticas. As obras mais recentes, sobre o tema do “Tarot” / Misticismo, foram realizadas a partir de manipulações de imagens obtidas por scanner e já tinham sido expostas em Xangai.

O segundo núcleo da exposição permite rever trabalhos de 2007, nomeadamente fachadas de prédios de Macau, recorrendo a técnicas de computador e aplicação de cordas e cartão. O recurso a materiais reciclados combinados com a pintura serviu a Rita Portugal para abordar a temática das portas criando uma relação visual e poética com os livros.

A quarta temática da exposição abordava a culinária chinesa. Através de imagens manipuladas em computador, tintas acrílicas e alimentos reais conservados em resina, a artista recriou alguns pratos de buffet.

(2005)

Rita Portugal Lima

Nasceu em Lisboa.
Formada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2003).
Membro permanente da FIDEM - Fédération Internationale de la Médaille e da “Volte Face”.

Exposições individuais

“Percursos” – Casa de Portugal em Macau (Maio 2009);
"The door or the Space and Time Beteen You and Me". Tap Seac Square, Macau. Para o projecto “Great Wall of Books”, Welltheatre company e Instituto Cultural (Macau, 2007);
"Noisy Undiscovered Taste" – CCI - Creative Macau (Julho 2007);
"Ritmos Suspensos" - Livraria Portuguesa - IPOR (Macau, Abril 2007);
"simBiose" - Sala do Veado - Museu de História Nacional (Lisboa, Dezembro 2006);
"Hora de Re.creio" - Casa de Cultura D. Pedro V Gallery - Mafra, Portugal, October 2005;
"Vestígios" - Instituto Politécnico - Castelo Branco, Portugal, November 2005.
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Prémios
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Menção Honrosa (medalha) - "Prémio Dorita Castel-Branco" (Sintra, Outubro 2005); Menção Honrosa (medalha) – Prémio de Inovação da III Bienal Internacional da Medalha Contemporânea (Seixal, Novembro 2003)Menção Honrosa (Escultura) - VII Prémio D. Fernando II (Sintra, Setembro 2003).
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Exposições colectivas
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Divergence: Macao's Proposed Artworks for the 53rd Venice Biennale (2009)“Major Arcana” – Art World Project / Art Labor Gallery (Xangai, China, 2008) "Colectiva de Artes Plásticas", Centro de Indústrias Criativas de Macau (Macau SAR, China, 2006);"Arte Urbana para Intervenção", Mupi (Lisboa, 2005);"Arte no Feminino X", Galeria Municipal (Vendas Novas, 2004); "Prémio Thomas de Mello, III Biennal Artes Plásticas" (Nazaré, 2003);"Exposição Colectiva de Artes Plásticas", Faculdade de Belas Artes (Algés, 1998); "Texturas", Direcção de Serviços de Turismo (Macau SAR, China, 1995); "XII Exposição Colectiva de Artistas de Macau", Galeria do Leal Senado (Macau RAE, China, 1994);"Miragens", Galeria de Exposições da Casa Garden, Fundação Oriente (Macau RAE, China, 1994); "X Exposição Colectiva de Pintura dos Artistas de Macau", Instituto Português do Oriente (Macau RAE, China, 1993); "VII Exposição Colectiva de Pintura dos Artistas de Macau" (Macau RAE, China, 1991).
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Escultura
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Participação na "XXIX F.I.D.E.M (Seixal, Portugal, 2004); "ZART 21" - "Camas" - Hospital Júlio de Matos (Lisboa, Portugal, 2003); Prémio Dorita de Castel – Prémio Medalha Contemporânea (Sintra, Portugal, 2003); Exposição de pintura e escultura "ADN and the secrets of life" - Faculdade de Ciências (Lisbon, Portugal, 2003); "Prémio de Arte Salúquia" - Galeria Municipal de Arte (Moura, Portugal, 2003); "Exposição de Finalistas da Faculdade de Belas Artes da Universidade Técnica de Lisboa" - Lisbon University - Caxias, Portugal, 2003; "Zart 21" - Instalação - "Penetrações" - Casa do Castelo (Lisboa, Portugal, 2003); "New Ideas in Medallic Sculpture" (Nova Iorque, Filadélfia, Turku, Lisboa, 2003)"Prémio de Arte Salúquia" - Galeria Municipal de Arte (Moura, Portugal, 2002); "Medalia Rack & Humber Gallery" - New Ideas in Medallic Sculpture (Nova Iorque, Filadélfia, Nuremberga, Lisboa, 2002); Prémio Dorita de Castel – Prémio Medalha Contemporânea (Sintra, Portugal, 2002); XXVII FIDEM (Paris, France, 2002). Bienal Internacional da Medalha Contemporânea (Seixal, 2001); Exposição de Medalha Contemporânea, Faculdade de Belas Artes (Lisboa, 2001); X Bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante (Lisboa, 2001); 2º Encontro de Medalha Contemporânea – Galeria Municipal Artur Bual (Amadora, 2001); Exposição colectiva de Medalhas, Galeria dos Escudeiros (Casa das Artes, 2001);Projecto Volte Face (Beja, 2001);XXVII FIDEM (Weimer, Alemanha, 2000).

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A primeira exposição individual de Hugo Canoilas realizou-se em Seia

Hugo Canoilas - Seia, 1994

A carreira artística de Hugo Canoilas, um artista português que concluiu a sua formação superior em Inglaterra e tem exposto em diversas cidades europeias, começa oficialmente em 2000, omitindo exposições anteriores. No entanto, gostaria de recordar aqui que a sua primeira exposição individual ocorreu em São Romão, Seia, em Fevereiro de 1994.

O jovem artista era, à data, aluno do Curso de Artes Visuais da Escola Secundária de Mafra - apesar de ser natural de Lisboa, cresceu e estudou em Mafra – e as suas obras distinguiam-se naturalmente, pela expressividade e cor das composições, numa exposição colectiva paralela à Exposição Nacional de Pintura Prémio Tavares Correia, realizada em Seia no final de 1993 (1).

Logo depois, a empresa de imagem e comunicação “Elenco”, de Mafra, através do Arquitecto Luís Conde, promoveu e organizou a exposição individual de estreia de Hugo Canoilas, realizada no Salão dos Bombeiros Voluntários de São Romão entre 12 e 26 de Fevereiro de 1994.


A mostra compunha-se de 15 pinturas (tinta da china e aguarela) sobre papel, a maior parte delas de grande formato (2), explorando a gramática expressionista em composições equilibradas de formas e cores vibrantes e dinâmicas, muito além do mero exercício escolar. “Gosto de pintar o movimento, o corpo, a paisagem”, escrevia o jovem artista no desdobrável da exposição. “Trabalhei muito as formas de ver. Trabalhei intensamente a face humana, a forma como os outros me viam. Agora trabalho a forma como os vejo, como sinto as coisas” (idem).

A listagem “oficial” de exposições de Hugo Canoilas omite todas aquelas em que participou até 2000, ano de conclusão da licenciatura em Artes Plásticas na Escola Superior de Tecnologia, Gestão, Arte e Design (ESTGAD) das Caldas da Rainha. As primeiras exposições registadas, datam desse mesmo ano: a exposição colectiva de final do curso e uma outra, com Martinha Maia, na Galeria dos 30 Dias (Caldas da Rainha).

Antes da primeira individual em São Romão, Canoilas participara em cinco exposições colectivas: em Mafra (Maio1991), Junta de Turismo da Ericeira (Novembro de 1992), Galeria de exposições temporárias da Câmara Municipal de Mafra (1993), a já referida Exposição Nacional de Pintura Prémio Tavares Correia (Seia, 1993) e na exposição “Os Novíssimos”, promovida pela Câmara Municipal de Mafra na Casa da Cultura D. Pedro V (Mafra, 1994).

Hugo Canoilas


Nasceu em Lisboa em 1977.

Licenciatura em Artes Plásticas pela ESTGAD, Caldas da Rainha.
MA (“Master of Arts”) em Pintura no Royal College of Art em Londres (2004/2006), com bolsa de estudo pelo Serviço de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian.
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Exposições individuais:

Paisagens, Certamen Explum (Puerto Lumbreras, Espanha, 2008); Endless Killing, Huarte Contemporary Art Center (Huarte - Navarra, Espanha, 2008); Labyrinth, Galeria Nosbaum & Reding (Luxemburgo, 2008); Peinture, Sculpture, Architecture, Politique, Galeria Quadrado Azul (Lisboa, Portugal, 2008); Un Poema Chino, Colégio Assuncion Jordan, Certamen Explum (Puerto Lumbreras, Espanha, 2007); Frankfurter Kunstverein (Frankfurt., 2007); Giefarte (Lisboa, 2007); Propaganda, Workplace Gallery, Gateshead/Newcastle – Reino Unido, 2006); Galeria de Pintura do Rei D. Luís, Palácio da Ajuda (Lisboa, 2006); A casa de meu pai, Project Room, Centro Cultural de Belém (Lisboa, 2005); Solitude, Assírio & Alvim (Lisboa, 2004); Galeria Lisboa 20 Arte Contemporânea (Lisboa, 2003); Margens, Galeria Municipal do Montijo (Montijo, 2003); Pinturas de Verão, Art Attack (Caldas da Rainha, 2001); Exposição (Caldas da Rainha, 2000).
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As acções (exposições, instalações, intervenções) artísticas de Hugo Canoilas possuem cumulativamente uma dimensão construtiva e uma dimensão expressiva, centradas no desenho como conceito e prática - e daí o re-desenho dos espaços, a paisagem, as perspectivas pouco usuais e até surpreendentes, os percursos condicionados pela re-pintura de objectos, ...). Títulos como "Na Vidraça há o Ruído do Universo" (exposição na Fundação Carmona e Costa, 2007) apelam para essa dualidade e lembram que a representação é sempre uma reinterpretação do real, seja em que escala for: geográfica, arquitectónica, antropométrica, sensorial, ... histórica, filosófica, moral. Em minha opinião, a sua obra com mais impacto - pela natureza do tema, dimensões físicas da obra e grandiosidade do desenho - é a instalação mural / pintura sobre papel intitulada Endless Killing , realizada expressamente para o espaço do Centro de Arte Contemporâneo de Huarte (Navarra) e aí exposta entre 01 de Março e 01 de Junho de 2008. Sem preconceitos, a obra destaca o papel da violência na evolução e progresso da Humanidade, despoletando múltiplas reflexões socialmente confrangedoras e a incomodidade do observador perante a evidência acusatória do "Assassínio Sem Fim".

Hugo Canoilas participou em diversas exposições colectivas em vários países europeus e encontra-se representado nas colecções da Fundação Carmona e Costa, Centro Cultural de Belém, Caixa Geral de Depósitos, PCR (Pedro Cabrita Reis) Collection, Budapest Galeria, Associação Nacional de Jovens Empresários, Fundação PLMJ, Câmara Municipal de Loures.

Em 2001, foi premiado na Jov'arte, Loures, com o 1º Prémio de Fotografia e, no ano seguinte, recebeu o Prémio Francisco Wandschneider, atribuído no Porto pela ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários.

(1)- Que organizei no âmbito dos Encontros de Arte’93 para a Escola Evaristo Nogueira, entre 20 de Novembro e 12 de Dezembro de 1993.
(2)-Oito com dimensões entre 50 e 100 cm, na sua menor e maior dimensão, três com 50X35 cm e as restantes em formato A3.

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