A exposição “Senhor e Deus” esteve já patente na galeria de exposições do Posto de Turismo de Seia (Abril 2009) e no Hotel Marialva, em Cantanhede (06 de Junho 2009), encontrando-se prevista a sua passagem por Gouveia e Moimenta da Beira.
sábado, 18 de julho de 2009
"Senhor e Deus" em São Romão
A exposição “Senhor e Deus” esteve já patente na galeria de exposições do Posto de Turismo de Seia (Abril 2009) e no Hotel Marialva, em Cantanhede (06 de Junho 2009), encontrando-se prevista a sua passagem por Gouveia e Moimenta da Beira.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O Homem T(o tal)
Segundo Jorge Oliveira, presidente do Espaço T, o projecto “visa lutar pela inclusão de todos os seres humanos numa perspectiva Total, não havendo assim segregação positiva ou negativa”, mas acrescentando que “o Homem Total é um ser utópico” na medida em que só pode ser encontrado procurando “a fonte original que está na base da liberdade humana”.
Assim, cento e vinte e sete artistas trabalharam individualmente ou em grupo as suas concepções particulares de Homem Total, tendo por base a figura estereotipada de um manequim à escala natural, de que resultaram as 100 figuras actualmente expostas na Avenida dos Aliados.
A maioria das propostas dos artistas limita-se à pintura do manequim, com abordagens técnicas mais ou menos complexas e resultados quase sempre surpreendentes. Outras, alteraram a estrutura ou os volumes da figura, acrescentando elementos estranhos e até desconstruindo o manequim. Existe mesmo um “Homem T” invisível, denunciado pela sua sombra, pintada no chão, e outro simbolicamente representado por dois tubos metálicos fixados em forma de T.
Aderiram ao projecto Homem T artistas como Albuquerque Mendes, Beatriz Albuquerque, Carlos Carreiro, Cristina Ataíde, Dacosta, Dario Alves, Graça Martins, Henrique do Vale, Henrique Silva, Isabel de Sá, Isabel e Rodrigo Cabral, Jaime Azinheira, Jaime Baptista, Jorge Curval, Laureano Ribatua, Manuela Bronze, Margarida Leão, Paulo Ossião, Rui Anahory, Sobral Centeno ou Zulmiro de Carvalho, entre outros. Participam igualmente pessoas ligadas ao Espaço T, com obras colectivas orientadas por artistas (Sara Leguisamo, Cristina Camargo, Teresa Brito e Rui Macedo).
A iniciativa do Espaço T faz lembrar outras similares, como a “Cow Parade” de 101 vacas pintadas em Lisboa, em Maio de 2006, integrada num projecto internacional de arte pública com exposições simultâneas de vacas pintadas em Paris, Londres, Barcelona, Moscovo, Sidney ou Tóquio.
No dia 19 de Setembro, pelas 15 horas, na Avenida dos Aliados, os 100 Homens T em exposição serão leiloados com vista a angariar fundos para o auto-financiamento do Espaço T, que luta pela integração desde Setembro de 1994.
VER: fotos de Teresa Lamas Serra em olhares.aeiou.pt
sábado, 11 de julho de 2009
"A Crise saiu à rua" em Coimbra
A quem passa, as silhuetas negras que enchem, por exemplo, o Largo da Portagem, parecem adequadas aos tempos magros da actual crise internacional, mas observando melhor, a Crise que essas figuras evocam ocorreu há 40 anos, ou seja, é uma das tais crises que já acabaram.
"A Crise saiu à rua – Um olhar sobre a Academia de Coimbra em 1969” evoca a crise académica de 1969, um marco histórico da Associação Académica de Coimbra, da cidade de Coimbra e da Democracia em Portugal. A Instalação – pois é de uma grande instalação que se trata – foi organizada pela empresa municipal Turismo de Coimbra com a colaboração da AAC e pretende recriar o ambiente vivido na cidade durante a crise, com recurso a figuras e fotografias da época à escala humana, completadas por diversos elementos visuais e sonoros.
Existem núcleos expositivos na Via Latina, Largo D. Dinis e Sala 17 de Abril, Largo da Portagem, Praça da República, antiga sede da PIDE/DGS, edifício da Associação Académica de Coimbra, Av. Sá da Bandeira e na Baixa da cidade, para além de dois núcleos centrais que permitem conhecer a crise estudantil de 1969 (Pateo das Escolas) e o seu contexto sociopolítico (Largo da Sé Velha).
O descontentamento e inquietação de um grande número de estudantes a propósito da situação do ensino e da guerra colonial, permitiu a eleição de uma lista de unidade antifascista para a direcção da Associação Académica de Coimbra e criou uma tensão acrescida para a aguardada inauguração do Edifício da Matemática.
Na manhã de 17 de Abril de 1969, a Universidade de Coimbra recebeu a comitiva liderada pelo Presidente da República, Almirante Américo Tomás, acompanhado pelos ministros da Educação (José Hermano Saraiva) e das Obras Públicas. O Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, encontrava-se ausente de metrópole.
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A Associação Académica foi demitida e, a 02 de Junho de 1969, começou a greve aos exames, que terminou apenas em Setembro. A GNR e a PSP foram chamadas a controlar os estudantes, que foram perseguidos, cercados, agredidos, presos e interrogados pela PIDE/DGS. Às cargas de cavalaria da GNR, pelotões de choque, jipes anti-motim, os estudantes respondiam sabotando a acção policial (calçadas ensebadas e armadilhas de pregos para os pneus dos jipes), realizando grandes plenários e desconcertando as autoridades com distribuição de flores à polícia e lançamento de balões com palavras de ordem. O mais grave de tudo, na perspectiva do regime, é que não se tratava de estudantes, no abstracto, mas sim dos filhos das elites nacionais – que então acediam mais facilmente ao ensino liceal e superior. Muitos deles viriam depois a ser incorporados compulsivamente nas Forças Armadas com destino à guerra colonial.
Tentando acalmar a revolta, escolheu-se um professor catedrático da Universidade de Coimbra, José Veiga Simão (n. Guarda, 1929), para substituir José Hermano Saraiva no Ministério da Educação Nacional, e o novo ministro apressou-se a nomear um reitor menos comprometido com os ideais do regime, Gouveia Monteiro. A crise terminou finalmente a 11 de Abril de 1970, quando uma comissão de estudantes presidida pelo mesmo Alberto Martins foi a Lisboa pedir a “compreensão e benevolência” do Chefe de Estado, com o apoio do novo Reitor, que fez um discurso apaziguador, e de professores como Paulo Quintela, Teixeira Ribeiro e Sebastião Cruz. Há quem considere vexatória e patética a missão de retratação liderada por Alberto Martins, mas urgia restituir a paz à Universidade, evitando maiores danos para a secular instituição e para os estudantes, que acabaram por ser amnistiados. De resto, a coragem dos estudantes abriu caminho ao espírito de Abril e a escolha de Veiga Simão para Ministro da Educação revelou-se acertada – para resolver a crise estudantil de 1969 (pois outras houve, como a revolta estudantil de 1907, ou o Luto Académico de 1962) mas sobretudo para impulsionar o ensino público em Portugal.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
"Retrospectiva" de Júlio Vaz Saraiva
MÉRITO MUNICIPAL 2009
Júlio Vaz Saraiva
O realizador e professor de cinema, Lauro António, e o actor Camacho Costa (a título póstumo), foram também distinguidos pelo seu trabalho no CineEco - Festival Internacional de Cinema e Video do Ambiente da Serra da Estrela, que se realiza em Seia desde 1995 e que serviu de modelo à criação de outros festivais de cinema do ambiente.
O realizador Lauro António
Na área da Cultura, foram ainda distinguidos Sérgio Pinto Miranda (Rancho Folclórico de Seia), Gracinda Silva Rodrigues (Conservatório de Música de Seia), Alexandre da Mota Veiga Dolgner (LICRASE - Liga dos Criadores e Amigos do Cão da Serra da Estrela) e o Centro Cultural "Os Serranos" - Newark, EUA.
As restantes individualidades distinguidas (Mérito Empresarial), foram: Alberto Trindade Martinho (Casas do Cruzeiro, Conjunto Turístico da Quinta do Crestelo), Ana Filipa Osório Mayer de Carvalho Sacadura Botte (Quinta da Bica), António Cardoso Simão (produtor de queijo artesanal), Cândido Abrantes da Silva (MAGUIR), Jorge Manuel Saraiva Camelo (Hotel Camelo), Luís Filipe Mendes Coelho (Colégio de Línguas e Artes), Paulo Alexandre Santos (RISCUS), Vítor Manuel Costa Caetano (construção civil); e Paulo Jorge da Silva Abrantes Fontes (Mérito Desportivo, a título póstumo).
As Campânulas de Mérito atribuídas a título póstumo, ao actor Camacho Costa, Padre Francisco Assunção e ao desportista Paulo Fontes, foram entregues a familiares.
FONTES: "Mérito Municipal - 03 Julho 2009", edição da CMS; imprensa local e regional.
sábado, 4 de julho de 2009
Henri Fantin-Latour (1836-1904)
A grande exposição de Verão do Museu da Fundação Calouste Gulbenkian mostra pela primeira vez na Península Ibérica um conjunto significativo de obras do pintor e litógrafo francês do século XIX, Henri Fantin-Latour (1836-1904).
Apesar da sua convivência com artistas e escritores progressistas, e de ter vivido numa época em que Paris era a Capital Cultural do mundo ocidental (1), Fantin-Latour era um pintor conservador, caracterizado por um estilo muito detalhado e intimista. Os seus detractores referem que nunca pintou a nova realidade das cidades nem a revolução industrial, construindo uma obra desfasada do seu tempo, mas os seus defensores alegam que pintou de modo único “a intimidade da família moderna da sua época”(2).
Já no seu tempo, Émile Zola procurara conciliar ambas as perspectivas, escrevendo que as pinturas do amigo “não saltam aos olhos, não nos fazem virar a cabeça ao passar” mas “a sua consciência, a sua verdade simples, tomam conta de nós e prendem-nos”.
A verdade é que Fantin-Latour ficou célebre pelas suas naturezas-mortas (entre as quais há a destacar os exuberantes arranjos florais) mas sobretudo por ter pintado os retratos de amigos como Claude Monet, Arthur Rimbaud, Paul Verlaine, Émile Zola, Charles Baudelaire, Gustave Courbet ou Pierre-Auguste Renoir. Mais do que testemunhos do relacionamento do artista com personalidades da cultura da época, os retratos de Fantin-Latour são documentos históricos.
No quadro “Homenagem a Delacroix” (Paris, 1864) vê-se o próprio Fantin-Latour com Baudelaire, Édouard Manet, James Whistler (3), Champfleury e outros, à volta de um quadro de Delacroix.
A exposição retrospectiva da obra de Fantin-Latour, comissariada por Vincent Pomarède (curador do Departamento de Pintura do Louvre, ex-Director do Museu de Belas Artes de Lyon), é composta por 60 pinturas e 20 desenhos e gravuras distribuídas por 10 núcleos. Decorre até 6 de Setembro, das 10:00 às 18:00 horas, na Galeria de Exposições da Sede da Fundação (45-A da Av. De Berna, Lisboa).
(1)-“A capital do século XIX”, segundo Walter Benjamin. A família Fantin-Latour mudou-se de Grenoble para Paris quando Henri Jean Théodore tinha seis anos de idade.
(2)-Vincente Pomarède, em entrevista ao Diário de Notícias, 26 de Junho 2009.
(3)-James Mac Neil Whistler (1834-1903) mudou o rumo da tradição realista anglo-saxónica com o quadro “Retrato da Mãe do Artista” (ou “Harmonia em cinzento e preto nº 1”, título original, de 1872), que se tornou mundialmente conhecido ao ser parodiado por Rowan Atkinson no filme de Mel Smith “Bean” (1997).
sábado, 27 de junho de 2009
OBRAS DE ARTE EM SEIA - 8
Nascido em Seia em 1960, António Jorge Ménagé Melo Mota Veiga é um dos artistas senenses menos visto em exposições. Tal como Maria Emília Gil (Castelo Bom, Guarda, 1956), por exemplo, Ménagé tem desenvolvido a sua actividade criativa no âmbito do ensino (sendo ambos Professores de Educação Visual) e familiar.
Os meus registos apontam-me apenas duas exposições de Ménagé em Seia, uma individual em 1996 (15 obras de pintura a acrílico, na sala de exposições da Biblioteca Municipal de Seia, entre 15 e 31 de Janeiro), e outra colectiva (duas obras, a óleo e técnica mista, na Exposição Nacional de Pintura/Prémio Tavares Correia, Salão dos Mombeiros Voluntários de Seia, 1993).
Ao tempo, o artista praticava uma pintura de estilo clássico mas optando por temas e conteúdos comunicativos com alguma carga humorística, um estilo que classificou como “hiper-realismo regional”.
“A liberdade de ensinar
O direito de aprender
O infinito por limite”
Presentemente, apenas existe parte do monumento, como se pode ver na fotografia abaixo, mas ele merece figurar todo inteiro e por direito próprio no roteiro das Artes em Seia.
Fontes
Porta da Estrela Nº 418 , 10/01/1996.
Jornal de Santa Marinha Nº 70, 16/01/1996.




