Mostrar mensagens com a etiqueta Sérgio Reis. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sérgio Reis. Mostrar todas as mensagens

sábado, 19 de março de 2011

PINTURA NO TURISMO DA MOITA

Pintura de Sérgio Reis
Sala de exposições do Posto de Turismo da Moita
Horário (Segunda a Sexta): 9.30 - 12.30; 14.00 - 18.00

Ver também (link): "Pintura na Moita"

domingo, 26 de setembro de 2010

Primeiro Prémio (Pintura) na Bienal de Penedono

Vista parcial da exposição

De um total de 80 obras inscritas, da autoria de 52 artistas, foram seleccionados 63 trabalhos de 45 artistas para efeitos de exposição e premiação.
.
Integraram o Júri a pintora Florentina Resende (Presidente do Júri), a escultora Anabela Paiva, o pintor José Mário Santos, o pintor Alfredo Barros (artista plástico convidado) e o Presidente da Câmara de Penedono, Carlos Esteves.
.
Com base nos critérios previamente estabelecidos (criatividade, poética, técnica e equilíbrio estético/compositivo), o Júri decidiu atribuir o "Prémio de Pintura - 1ª Bienal de Artes de Penedono" à obra "Os Grandes Transparentes II", de Sérgio Reis, e o "Prémio de Escultura - 1ª Bienal de Artes de Penedono" à obra "Condicionado", de Nuno Mendanha.
.
O Júri decidiu também distinguir com Menções Honrosas obras de Ana Pais Oliveira, Francisca Mariz, Hermínia Cândido, Hugo Bastos, Maria Rafael, Paula Costa (AluaPólen), em Pintura, e a Manuel Pinto e a Rui Mota Pinto, em Escultura. Para incentivar o desenvolvimento criativo dos artistas de Penedono, foi ainda atribuída uma Menção Especial de Participação à obra "A Costureira", de António Amaral Martins.

O Júri: Florentina Resende, Anabela Paiva, Carlos Esteves, Alfredo Barros e José Mário Santos

Sérgio Reis recebendo o prémio


Sérgio Reis, "Os Grandes Transparentes II", acrílico s/tela


Nuno Mendanha, "Condicionado", bronze

AluaPólen, "Atlântida", óleo s/tela

Ana Pais Oliveira, "New Strange Place To Live #17", mista s/tela

Francisca Mariz, "Mifran", acrílico s/cartão


Hermínia Cândido, "Elos de Vidas Urbanas", técnica mista

Hugo Bastos, "A Viagem", mista s/tela

Maria Rafael, "No Mundo das Memórias", acrílico e óleo s/tela

ARTISTAS PARTICIPANTES (Pintura e Escultura)

Alberto Miranda

"AluaPólen"/Paula Costa (M.H. - Pintura)

Ana Pais Oliveira (M.H. - Pintura)

Angelo Ribeiro

Antónia Gomes

António Alberto Pedregal

António Dias Machado

Aparício Farinha

Cristina Marques

Dina de Sousa

Enrique Williams

Francisca Mariz (M.H. - Pintura)

Guilha

Henrique do Vale

Hermínia Cândido (M.H. - Pintura)

H. Romano

Hugo Bastos (M.H. - Pintura)

Humberto Santos

Isabel Braga

João Macedo

José Correia

Josefa Galhano

Luís Alenquer

Luís Santos

Luísa Pintado

Manuel Pinto (M.H. - Escultura)

Maria Rafael (M.H. - Pintura)

Maria Sá

Maria Vaz

Martins (Menção Especial do Júri)

Moisés Tomé

Nuno Franco

Nuno Mendanha (1º Prémio - Escultura)

Paula Aniceto

Paula Fidalgo

Paulo Medeiros

"Pólen"

Raul Ferreira

Ricardo de Campos

Rosa Pereira

Rui Mota Pinto (M.H. - Escultura)

Sameiro Sequeira

Sérgio Reis (1º Prémio - Pintura)

Sérgio Sá

Silvestre Raposo

Penedono, um museu vivo

FONTE: catálogo oficial da Bienal

domingo, 20 de junho de 2010

OS GRANDES TRANSPARENTES


Poema de Nuno Júdice, "Receita Para Fazer Azul" (Meditação Sobre Ruínas, 1994), lido por Antonino de Resende Jorge na inauguração da exposição:

"Receita Para Fazer Azul

Se quiseres fazer azul
pega num pedaço de céu e mete-o numa panela grande,
que possas levar ao lume do horizonte;
depois mexe o azul com um resto de vermelhoda madrugada, até que ele se desfaça;
despeja tudo num bacio bem limpo,
para que nada reste das impurezas da tarde.
Por fim, peneira um resto de ouro da areia
do meio-dia, até que a cor pegue ao fundo de metal.
Se quiseres, para que as cores se não desprendam
com o tempo, deita no líquido um caroço de pêssego queimado.
Vê-lo-ás desfazer-se, sem deixar sinais de que alguma vez
ali o puseste; e nem o negro da cinza deixará um resto de ocre
na superfície dourada. Podes, então, levantar a cor
até à altura dos olhos, e compare-la com o azul autêntico.
Ambas as cores te parecerão semelhantes, sem que
possas distinguir entre uma e outra.
Assim o fiz - eu, Abraão bem Judá Ibn Haim,
iluminador de Loulé - e deixei a receita a quem quiser,
algum dia, imitar o céu."






Sousa Dias: “Não há arte a partir do interior, das profundidades do eu. Antes sempre como captura de “poderes” selvagens, nem interiores nem exteriores, nem subjectivos nem objectivos, mas entre os dois, entre-seres impensáveis, apenas vivíveis, sensíveis (...), definindo não um Mundo mas um Entre-mundo.” (1)

O ponto de partida sempre foi o desafio de captar ambientes e sensações através de formas e cores. Não se trata de uma mera representação mas sim de repetidos exercícios de fixação de espaços voláteis, com contrastes de luz, cheios e vazios, repletos de presenças e de ausências, sombras, personagens abstractos que “vão e voltam, atravessam os quadros, saem de um para regressar noutro, passeiam através deles” (Teolinda Gersão). Pairam, diluem-se na cena, desaparecem em seguida nos seus armários e armaduras de fantasmas emancipadores do homem, anjos e demónios libertadores.

(1) – Sousa Dias, “Arte, Verdade, Sensação”.

terça-feira, 2 de março de 2010

Exposição em Resende

A Casa do Mundo - Exposição de Pintura de Sérgio Reis, Museu Municipal de Resende, 06 de Março a 18 de Abril de 2010.
.
Vista parcial da exposição "A Casa do Mundo"
.
A vereadora da Cultura, Dulce Pereira, apresentou o artista e a exposição
.

Sérgio Reis apresentou os seus trabalhos. Ao fundo, Carla Vicente, responsável pelo Museu Municipal de Resende

O interesse dos visitantes marcou a inauguração da exposição

Dezenas de pessoas visitaram a exposição durante a tarde



José Vicente (
Multivica) concebeu um catálogo original, quase um "objecto"


A Casa do Mundo

O ponto de partida sempre foi o desafio de captar ambientes e sensações através de formas e cores. Não se trata de uma mera representação mas sim de repetidos exercícios de fixação de espaços voláteis, com contrastes de luz, cheios e vazios, repletos de presenças e de ausências, sombras, personagens abstractos que “vão e voltam, atravessam os quadros, saem de um para regressar noutro, passeiam através deles” (Teolinda Gersão). Pairam, diluem-se na cena, desaparecem em seguida nos seus armários e armaduras de fantasmas emancipadores do homem, anjos e demónios libertadores.

“Aquilo que às vezes parece
um sinal no rosto
é a casa do mundo
é um armário poderoso
com tecidos sanguíneos guardados
e a sua tribo de portas sensíveis.
…………………………………
“Acendo os interruptores, acendo a interrupção,
as novas paisagens têm cabeça, a luz
é uma pintura clara (…).”

“A Casa do Mundo”, de Luiza Neto Jorge (“O Seu a Seu Tempo”, 1966)

A série Per.cursos é um regresso às composições abstractas, em painéis estreitos e extensos que lembram tiras de Banda Desenhada ou sequências fílmicas, nos quais o “lirismo das formas e dos motivos simbólicos se expande em traços delicados e cores esfuziantes” (Pires Laranjeira).

“O fascínio e a sedução das cores – as variações tonais dos azuis, predominantes num primeiro olhar, acalmam e não agridem; os verdes ambivalentes; a luz e o calor que brotam dos amarelos, alaranjados e vermelhos, recordam as paixões, os pecados e os perigos – e o movimento das linhas que desenham as formas picturais representadas, embarcam-nos numa “espiral do sentir (…) como diz Pedro Baptista. Fruir as obras deste artista é descobrir significados em que se acredita.”
Paula Valdrez

segunda-feira, 13 de abril de 2009

250º Aniversário da Cidade de Aveiro

Cidade começou por se chamar Nova Bragança

Foto: www.uc.pt

Este ano, passam 1050 anos sobre a primeira referência escrita a Aveiro (doação testamentária da condessa Mumadona Dias do mosteiro de Guimarães, 26 de Janeiro de 959), e comemoram-se os 250 anos da sua elevação a cidade (1759), por D. José.

Na origem deste acontecimento esteve a condenação à morte do último duque de Aveiro, por traição, motivo que levou a nova cidade a ser então baptizada como Nova Bragança. Uma vez esquecido o lamentável episódio, que ajudou ao mau nome do Marquês de Pombal, a cidade voltou a denominar-se Aveiro.

Considerada “a Veneza portuguesa”, por comparação dos seus canais e barcos típicos, moliceiros e bateiras, aos canais venezianos e às típicas gôndolas, é terra de salinas, vareiras e ovos moles.
.
Realiza anualmente a grandiosa Feira de Março, cuja origem remonta a 1434, ano em que D. Duarte concedeu às suas gentes o privilégio de ter uma feira franca anual. Em 1515, recebeu o seu primeiro foral.
.
Outra data importante é a do feriado municipal, a 12 de Maio, que recorda a morte da Infanta D. Joana (filha do rei D Afonso V) no Convento de Jesus, nesse dia do ano de 1490. A estadia da Infanta em Aveiro, entre 1472 e 1490 deu relevo e proporcionou o desenvolvimento da vila.
.
Caetano Veloso dedicou a Aveiro uma faixa do seu álbum mais recente, "Zii e Zie", lançado em Portugal a 20 de Abril de 2009. A faixa intitula-se "Menina da Ria", evocando "Menino do Rio", trinta anos depois.

No que me diz respeito, Aveiro era (é) capital de distrito da terra onde passei parte da infância e juventude, Santa Maria da Feira (então Vila da Feira). Na Escola Secundária José Estêvão, em Aveiro, realizei os exames de acesso à Universidade, e aí vivi no primeiro ano em que dei aulas, em Ílhavo, no ano lectivo de 1980/81.
No Museu da Cidade de Aveiro, decorre até 12 de Maio uma exposição sobre a história da cidade, intitulada "B.I. - Aveiro".

domingo, 11 de janeiro de 2009

TODOS OS NOMES - OS OUTROS SÉRGIO REIS

É certo que os nomes interessam menos que as pessoas mas também é certo que passamos imenso tempo em busca de traços comuns, gostos ou interesses ou assuntos que nos associem uns aos outros, principalmente para não nos sentirmos sós ou isolados no meio da multidão.

A não ser que a associação onomástica seja ditada por mera comodidade de arrumação, como acontece nas enciclopédias, ela terá sempre consequências positivas. Mesmo que seja restrita, no caso dos nomes e apelidos raros, invulgares e condicionados pela genealogia, ou mais alargada, como acontece com os nomes vulgares e os apelidos comuns (os nossos Antónios e Josés Silvas, equivalentes ao John Smith britânico). Não me refiro evidentemente ao nome completo, que escapou inteiro ao arbítrio do nomeado, mas sim ao nome efectivamente utilizado pelas pessoas, geralmente um nome e um apelido, incluindo nomes artísticos e pseudónimos. Esses sim, foram escolhidos e até melhorados pelos próprios com vista a uma maior identificação – até ao exagero dos heterónimos, que se enquadram melhor nos distúrbios de personalidade, mesmo que forjados em contexto criativo, artístico ou literário.

A fixação doentia num nome é o fio condutor do romance de José Saramago, “Todos os Nomes” (1997). Ao contrário do Sr. José, protagonista dessa obra, não sou coleccionador de nomes nem estou disposto a correr todos os riscos para desembrulhar vidas alheias. Limitei-me a uma breve pesquisa no Google, completada com outras consultas mais convencionais, e terminei com seis Sérgios Reis, três dos quais ligados à criação e expressão artísticas.


Escultura de Sérgio Reis - eu - 1994

O Sérgio Reis mais famoso é nome artístico de Sérgio Bavine, cantor sertanejo muito popular no Brasil, mas interessei-me particularmente pelos dois Sérgios Reis portugueses, também naturais de Lisboa, com obras mais que interessantes nas áreas da Escultura/Medalhística e da Fotografia - ver olhares.aeiou.pt/o_outono_repousa_foto256335.html por exemplo. O Sérgio Reis Escultor tem uma curiosa ligação a Seia.


O fotógrafo Sérgio Reis

Outro Sérgio Reis é conhecido no Brasil pelos seus livros sobre os caminhos de Santiago e é uma figura da rádio e da TV de Porto Alegre. Ver mais dados sobre este Sérgio Reis em www.geocities.com/alkaest_2000/sergioreis.htm



Os dois restantes Sérgio Reis – o Director de Marketing de uma grande empresa brasileira e o Director Geral do Hotel Altis Belém – não me dizem tanto, por desenvolverem a sua actividade em áreas que não me interessam particularmente, mas registe-se que a sua nomeação para estes cargos ocorreu em 2008.


O Sérgio Reis Escultor

Nasceu na Lapa, Lisboa, a 1 de Julho de 1980 e reside em Vialonga. Curso de Escultura da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e formação específica na área da Medalhística e Artes Visuais para Monitores e Educadores de Expressão Plástica. Frequenta actualmente o Mestrado em Museologia e Museografia da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e tem exercido funções docentes de Educação Tecnológica e Educação Visual no ensino oficial.


O artista tem algumas ligações a Seia, em termos de experiência profissional, pois desempenhou funções de monitor numa colónia de férias em Seia na Quinta do Crestelo em 2006 e 2007.
É membro do Centro de Investigação de Medalha Contemporânea “Volte Face”, da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira e membro fundador dos D’Forma 4.
Escultura de Sérgio Reis, 2008

Participou em diversas exposições colectivas em Portugal (Alhandra, Arruda dos Vinhos, Caxias, Horta – Faial, Lisboa, Moura, Parede, Seixal, Sobral de Monte Agraço, Vila Franca de Xira, Vila Verde), EUA (Filadélfia, Nova Iorque), Brasil (Rio de Janeiro), Finlândia, Áustria (Viena), Japão.
O artista tem desenvolvido um trabalho interessante no campo da escultura de espaços abertos, privilegiando a forma humana em posições dinâmicas ou de relacionamento.


Parque da Serafina, Monsanto, 2005

Tem obtido particular sucesso na área da Medalhística, com Menções Honrosas em diversos concursos nacionais e internacionais de Medalhas, com destaque para a Bienal Internacional de Medalha Contemporânea do Seixal (2003) e Bienal Internacional de Medalha Contemporânea Dorita Castel-Branco (2005 e 2007), assim como alguns prémios em concursos de troféus: Troféu FIKE (Festival Internacional de Curtas Metragens de Évora) em 2001; Troféu para o “Prémio Literário Fernando Namora” da Estoril Sol em 2004; troféu para o “Mundial de Pirotecnia de Lisboa 2006”.


O Sérgio Reis Cantor

Sérgio Bavine nasceu em São Paulo (Bairro de Santana*), a 23 de Junho de 1940.

Começou na Jovem Guarda, onde obteve sucesso com “Coração de papel” (1967) e gravou o seu primeiro disco de música sertaneja em 1972. O seu disco "O Melhor de Sérgio Reis", lançado em 1981, vendeu mais de 1 milhão de cópias.


O cantor sertanejo ficou conhecido em Portugal desde a sua participação na telenovela “O Rei do Gado” (Rede Globo, 1996/1997), onde desempenhou o papel de cantor num dueto sertanejo de ficção denominado "Pirilampo & Saracura" e assinou algumas músicas da trilha sonora. Na telenovela “Pantanal” (1990, Rede Manchete) fez o papel de Tibério.

Em 2003, gravou seu primeiro DVD, "Sérgio Reis e filhos - violas e violeiros". Grandes nomes da música popular brasileira gravaram duetos com Sérgio Reis, que possui um disco de homenagem a Roberto Carlos.

Mais dados na página oficial: http://www.sergioreis.com.br

O artista é autor da maior parte das suas canções. Uma delas, intitula-se “O Pincel e o Criador”:

O Pincel E O Criador (Sérgio Reis)

Se Desenhar O Céu Colorir O Mar
Navegar Num Barquinho De Papel
Seguindo O Brilho Da Imaginação
Que Sai Do Pincel
Vai Ver A Lua Dançar E O Sol Sorrir
A Terra Com O Sonho Se Encontrar
A Vida Acordar Para Aplaudir
O Amor Cantar
Cada Passo Que Se Dá
Pra Sempre Em Sua Historia As Marcas Vão Ficar
Faça O Bem E O Bem Terá
É Só Acreditar Ter Fé Pra Tudo Realizar
Deixe A Luz De Cada Ser
Mostrar O Solo Que Ainda Não Pisou
Faça O Que Quiser Fazer
Sem Esquecer Que O Amor A Sua Imagem O Criou
Sorrindo, Cantando
Um Pedacinho De Papel
Na Mão Um Lápis E Um Pincel
Pra Retocar A Emoção
Fazer Feliz Um Coração


Fontes: indicadas no texto; Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço; Parque Recreativo do Alto da Serafina.