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quarta-feira, 16 de março de 2011

MANIFESTO DO NADA

Sem Título: ...? 3
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No dia 12 de Março, Ricardo Cardoso realizou uma performance (a terceira da série Sem Título: ...?) na Feira de Arte "O Único Sentido", que decorreu na Escola Secundária de Seia. O evento foi organizado pelos alunos da turma de Artes Visuais do 12º Ano.
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Nesta série de performances de Ricardo Cardoso, o público é confrontado com as emoções de um jovem artista diplomado que, para sobreviver, é obrigado a desempenhar outras tarefas. A criação lado a lado com a destruição, o mito do sucesso, a revolta e "morte" do artista. Ver "Manifesto do Nada". Porém, a desilusão e a revolta dos artistas sempre alimentaram as fornalhas da Arte, renovando a expressão artística em contextos muitas vezes revolucionários e contribuindo assim para redesenhar ou abrir novos caminhos e destinos culturais.

Ver esta performance no YouTube - parte 1 e parte 2


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

LUIZ MORGADINHO PREMIADO NO AGIRARTE 13

RICARDO CARDOSO FOI TAMBÉM DISTINGUIDO

Luiz Morgadinho, "No País dos Lambe Botas", 2010, óleo s/tela

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A obra intitulada "No País dos Lambe Botas”, de Luiz Morgadinho, foi distinguida com o Prémio Município de Oliveira do Hospital no âmbito do AGIRARTE 13. Ao contrário do que tem sido habitual, o premiado só foi conhecido ontem, dia 28, a três dias do encerramento das exposições.

A obra "Confronto I", de Ricardo Cardoso (Seia, 1982), foi também distinguida com uma Menção Honrosa. Foi a primeira vez que se atribuiu uma menção honrosa em 13 anos de AGIRARTE.

Luiz Morgadinho, por Sérgio Reis

Luiz Morgadinho é um pintor de inspiração surrealista, cuja obra aborda geralmente temas da actualidade com ironia crítica e recorrendo a uma estrutura comunicativa muito próxima do "cartoon". Natural de Coimbra (1964), reside em Seia, sendo membro da direcção da Associação de Arte e Imagem de Seia. Em 2009, foi homenageado na ARTIS VIII - Festa das Artes e Ideias de Seia. Integra o grupo Trisena.

Após o encerramento em Oliveira do Hospital, a maior parte das obras apresentadas pelos 19 artistas participantes será exposta em Tábua, na Biblioteca Municipal João Brandão, e posteriormente em Góis, num esforço da organização - a Associação OHs XXI, liderada por Luís Antero - para estender o evento a outras localidades.

Henrique do Vale venceu o Prémio do Município em 2008, com a obra "Guarda do Vinho" (acrílico s/tela) e, em 2009, o vencedor foi Sérgio Reis, com a obra "Reencontros" (acrílico s/tela).

http://www.ohs21.org/
http://www.radioboanova.com/

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ricardo Cardoso na Casa da Cultura da Mêda

Performance "Sem Título: ...? - 2", de Ricardo Cardoso - Casa Municipal da Cultura de Mêda, 17 de Outubro, 16.30 horas.

Ironicamente intitulada “Sem Titulo: … ? – 2”, esta performance confronta o observador com a maneira como se sente um jovem artista, formado e licenciado para produzir “obras de arte”, numa sociedade feita de títulos.

“O mundo da arte pode tornar-se formalizado (...)”. “Tal formalidade é uma ameaça à frescura e à exuberância próprias da arte” (George Dickie).

Contudo, deve defender-se que a “obra de arte” não venha a ser um objecto de vaidades de um determinado burguês, que a escolhe e compra atendendo à importância do artista ou para condizer com a decoração da sua sala. “Quem compra um quadro apenas para cobrir uma mancha no papel de parede não vê a pintura como o padrão aprazível de cores e formas” (Jerome Stolnitz).

O jovem artista terá então de procurar sobreviver sem se prostituir intelectualmente, descurando os aspectos criativos para ser um mero técnico de execução das ditas “obras de arte”.

Esta performance é um aprofundamento das ideias defendidas nas performances “Sem título: ... ? – 1” (Posto de Turismo de Seia/IX ARTIS-Festa das Artes e Ideias) e “Asas de Pelicano” (Fábrica Braço de Prata, Lisboa). Na primeira, questionei o lugar do jovem artista no mercado da arte. Na segunda, levantei a questão do que será a obra de arte – o objecto final ou o momento da sua execução? Não pretendo valorizar em demasia o artista em desfavor do objecto artístico, mas sim apresentar e partilhar questões que me incomodam, sobre o significado da obra de arte e do papel do jovem artista no contexto do mercado da arte.

Que este “Manifesto do nada” possa despertar consciências e relançar uma discussão construtiva em torno da problemática dos jovens artistas e da necessária renovação cultural.

Ricardo Cardoso, 25 de Setembro de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

"Sem Título: ...?", de Ricardo Cardoso

A performance de Ricardo Cardoso decorreu hoje, como pevisto, no espaço da sua exposição individual, na galeria de exposições temporárias do Posto de Turismo de Seia, com a presença de alguns amigos e curiosos. VER no YouTube.
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A PERFORMANCE

Numa sociedade produtora e reprodutora de lixo e detritos...
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... o jovem artista licenciado para produzir “obras de arte” trabalha incansavelmente mas sem o devido reconhecimento e merecida retribuição.

A revolta acumulada perante tal situação reflecte-se inicialmente na sua obra.

A fúria expressiva conduz à destruição da obra.

A negação da obra provoca a “morte” do artista, “que terá de se encaixar na sociedade de uma outra forma”.


No final da performance, o artista distribuiu pelos presentes o “Manifesto do nada”, apresentando e justificando a acção.

Intitulada ironicamente “Sem Título: ...?”, a performance questionava o papel do artista contemporâneo perante as exigências e contingências do mercado de arte, em particular as dificuldades sentidas pelos jovens artistas para se afirmarem num meio formalizado e muito concorrencial, nem sempre regido por normas claras e iguais para todos.

A maior parte dos jovens artistas sente hoje esta dificuldade, que nada tem a ver com talento ou com factores operacionais estritamente artísticos, entre os quais o interesse dos projectos. Muitos jovens artistas apagaram-se, ou deixaram-se apagar, da lista. Outros, protestaram. Alguns, simplesmente morreram. Eis alguns casos.

O enigmático Alvarez

O galego Dominguez Alvarez (1906-1942) naturalizou-se português para escapar à Guerra Civil Espanhola. Formou-se em pintura em 1940, com 20 valores, na Escola de Belas Artes do Porto. Era um personagem estranho, que fabricava e modificava as próprias tintas e pintava numa espécie de cave, um pequeno espaço que parecia “a casota de um cão” (Noémia Delgado, realizadora de “Quem Foste, Alvarez?”). Em 1939, o Secretariado da Propaganda Nacional recusou as suas obras na IV Exposição de Arte Moderna, apesar dos protestos de Mestre Dórdio Gomes, professor de Alvarez nas Belas Artes, e só aceitou expôr uma das suas obras em 1940. Morreu de tuberculose em 1942, aos 36 anos, e as suas obras não assinadas foram autenticadas por terceiros e avidamente disputadas após o seu desaparecimento.

Mário Silva contra o “fisco”

Em 1988, Mário Silva queimou parte da sua obra em frente à Câmara Municipal da Figueira da Foz, em protesto contra a avidez do fisco. Anos depois, noutra acção de protesto pelos mesmos motivos (embarcou num barco de pesca para rumar simbolicamente a Espanha), o artista explicou que só queimara os quadros de que não gostava.

Paulo Oliveira no Centro Cultural de Belém

Na tarde do dia 25 de Abril de 1994, o jovem pintor Paulo Oliveira queimou parte da sua obra frente ao Centro Cultural de Belém, protestando contra a falta de apoios intitucionais e alertando para a situação dos jovens artistas em Portugal. À imprensa, Paulo Oliveira disse: “Faz 20 anos que ficámos livres do obscurantismo, que ganhámos a liberdade de expressão, e nós, jovens artistas, só encontramos barreiras”.

A alternativa é – sugere Ricardo Cardoso – a “prostituição intelectual”, mas nem todos estarão dispostos a tanto, pois abdicar de alguns princípios estruturantes da personalidade pode ser desastroso para o artista – tal como aconteceu ao jovem “graffiter” americano de origem latina, Jean-Michel Basquiat (Brooklin, Nova Iorque, 1960-1988), que se tornou em poucos anos um dos mais famosos e controversos pintores neo-expressionistas de projecção internacional – uma espécie de EMINEM das artes mas ao contrário. Basquiat foi o primeiro artista negro a triunfar verdadeiramente no meio artístico americano e internacional.

A solidão de Basquiat

Conhecido como “SAMO” (“Same Old Shit”) entre os graffiters do bairro e “descoberto” pela intelectualidade vanguardista nova-iorquina, Basquiat sacrificou as suas raízes e os seus amigos ao sucesso. Quando alcançou a fama, com exposições em Nova Iorque e nas principais capitais europeias e com os maiores coleccionadores e museus a disputarem as suas obras, os seus antigos amigos de bairro escreveram por todo o lado “SAMO morreu”.

Apesar do seu sucesso, Basquiat sentia-se perseguido pela solidão, desacreditado pelos seus antigos amigos e acreditando que as pessoas não o aceitavam como ele realmente era. Morreu paranóico em 1988, aos 27 anos, de speedball (mistura de cocaína e heroína), no seu estúdio em Nova Iorque.

Orfeu no Inferno – ou o caso de Santa-Rita Pintor

História bem diversa deve-se a Santa-Rita Pintor (Lisboa, 1889-1918), o primeiro futurista português. O jovem artista condenou o seu tempo e os seus contemporâneos condenaram-no também. Em 1910, perdeu a bolsa que lhe permitia estudar Belas Artes em Paris, devido às suas ideias monárquicas e mau relacionamento com pessoas influentes, entre as quais se contava o embaixador português – mas também o pintor Amadeo de Souza-Cardoso, que criticava por usar o dinheiro do pai para viver “à larga” em Paris e fazer amigos. Defensor dos jovens artistas contra a apatia da velha geração, foi um dos organizadores do grande congresso de jovens artistas e escritores de 1915. Desiludido com o seu tempo, Santa-Rita Pintor deixou como última vontade que as suas obras fossem queimadas depois de morrer, o que sucedeu em 1918 – no mesmo ano em que Souza-Cardoso faleceu de gripe, em Espinho. Sobreviveram apenas 2 pinturas do artista: “Orfeu no Inferno” e “Cabeça”.

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“O mundo da arte pode tornar-se formalizado” e “tal formalidade é uma ameaça à fescura e à exuberância próprias da arte”.

George Dickie (citado por Ricardo Cardoso no “Manifesto do nada”)

terça-feira, 11 de maio de 2010

ARTIS 2010

IX FESTA DAS ARTES E DAS IDEIAS EM SEIA

Reportagem na RTP1 - programa Portugal em Directo de 02 de Junho
(siga o link para o programa, seleccione a 1ª Parte e mova a barra para o final)







Jardim das Magnólias e entrada da Casa da Cultura - Galerias



EXPOSIÇÃO COLECTIVA - ARTISTAS CONVIDADOS
Galerias da Casa Municipal da Cultura

A ARTIS distinguiu Eurico Gonçalves, pela sua carreira artística, de Professor/Formador e Crítico de Arte.


Obras de Eurico Gonçalves


Obras de Acácio de Carvalho (acrílico sobre fibra de vidro moldada) e escultura de Xico Lucena (granito)


Pintura de Ana Maria


Desenho e colagem de Dalila D'Alte


Pintura de Franco Charais


Pintura de Manuela Bronze


Obras de Henrique do Vale


Ícaro

Sofia e Stela Barreto


Lucas Ressurreição


Lucas Ressurreição e Mário Jorge Branquinho


Lucas Ressurreição

Luiz Morgadinho


Escultura (mármore, aço e cobre) de Virgínia Pinto


A escultura sugestiva e poética de Xico Lucena


Xico Lucena - escultura em granito




EXPOSIÇÃO DE ARTISTAS LOCAIS
Foyer do Cine-Teatro


Obras de Alberto Alves, Chico Monteiro, Antonia Broos, Marvel, Ivo Mota Veiga e AMIe


Obras de Sandra Ferrão, Sérgio Martins, Carina Alexandre e Sérgio Reis


Abertura da ARTIS IX (08 de Maio)


Abertura da ARTIS


Pintura de Carina Alexandre


Pintura de Xico Melo



Posto de Turismo de Seia. Atrás, o Museu do Brinquedo


EXPOSIÇÃO DE RICARDO CARDOSO
"Morro no Altar de Mim"
Galeria de Exposições Temporárias do Posto de Turismo






Paços do Concelho de Seia


EXPOSIÇÃO DE JOSÉ CARLOS CALADO
"Onda de Patriotismo"
Paços do Concelho de Seia



Uma das fotografias expostas



Palácio da Justiça de Seia



EXPOSIÇÃO COLECTIVA DE FOTOGRAFIA
Piso Pincipal do Palácio da Justiça de Seia








CERIMÓNIA DE ABERTURA DA ARTIS 2009
Cine-Teatro

Vice-Presidente da Câmara, Cristina Sousa, Mário Jorge Branquinho e Sérgio Reis

Sérgio Reis apresentando Eurico Gonçalves e Ricardo Cardoso


Ricardo Cardoso recebendo recordações da Câmara Municipal e o troféu da ARTIS


José Carlos Calado, agradecendo as palavras de Mário Jorge Branquinho e a homenagem dos artistas senenses e da Câmara Municipal


A vice-Presidente da Câmara Municipal de Seia e Vereadora da Cultura, Engª Cristina Sousa


Espectáculo musical com o grupo "Quadrilha", apresentando o seu primeiro álbum ao vivo, "Deixa que aconteça".
Mais imagens da abertura da ARTIS IX em: