domingo, 5 de maio de 2013
Fotografia de José Santos em Mangualde
domingo, 28 de abril de 2013
José Santos em Mangualde
sábado, 2 de março de 2013
José Santos e a "Light Painting"
Mais fotografias de José Santos em olhares.sapo.pt.
sexta-feira, 1 de março de 2013
"Paixão" - fotografia de José Santos no Pátio-Velho
sábado, 3 de novembro de 2012
Exposição de Pintura em Seia, 1989
sábado, 17 de dezembro de 2011
Fotografia de José Santos: do Presépio ao Calvário


terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Fotografia de José Santos no Posto de Turismo de Seia

Inaugura no próximo sábado, dia 17, na sala de exposições temporárias do Posto de Turismo de Seia, uma exposição de fotografia de José Santos.
A exposição intitula-se "Do Presépio ao Calvário" e integra-se nas comemorações dos 440 anos da Santa Casa da Misericórdia de Seia.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
José Santos expõe no Museu de Resende



A convite da Câmara Municipal de Resende, José Santos expõe no Museu Municipal dois conjuntos de fotografias com o nome genérico "2010 cores". A inauguração decorreu no Sábado, dia 16 de Janeiro e a exposição decorre até 28 de Fevereiro. Ver notícia no site do Museu.
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sábado, 18 de julho de 2009
"Senhor e Deus" em São Romão
A exposição “Senhor e Deus” esteve já patente na galeria de exposições do Posto de Turismo de Seia (Abril 2009) e no Hotel Marialva, em Cantanhede (06 de Junho 2009), encontrando-se prevista a sua passagem por Gouveia e Moimenta da Beira.
terça-feira, 2 de junho de 2009
José Santos em Cantanhede
No dia 06 de Junho, e só durante esse dia, esteve patente no Hotel Marialva, em Cantanhede, a sua exposição de fotografia "Senhor e Deus", que já esteve na Igreja Nova de São Romão e no Posto de Turismo de Seia. Esta série de fotografias tem por base a imagem de cristo crucificado, desfocada ou distorcida por métodos próximos da "light painting" (pintura com luz), termo que o autor considera insatisfatório para enquadrar o seu método fotográfico - que lhe permite obter resultados visuais muito próximos do desenho e da pintura.
terça-feira, 31 de março de 2009
"Senhor e Deus" - fotografias de José Santos
Ao contrário das foto-pinturas de “Luzes”, estas fotografias perseguem assumidamente a figura do crucifixo, cuja forma difusa, etérea, acentua a espiritualidade da mera representação simbólica tradicional. Os efeitos da desfocagem e torção, desenhados pelo movimento da câmara em zoom- in e zoom-out, desdobram a imagem criando um original universo de novas leituras sugestivas.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Inauguração da exposição "Luzes" - Fotografias de José Santos, em Viseu
A inauguração contou com a presença de algumas individualidades e amigos do empresário, agora artista, que apreciaram com admiração a qualidade visual e consistência técnica das fotografias expostas, algumas delas de grande formato. Também esteve presente uma equipa de reportagem da VTV - Viseu TV (ver "Agenda Cultural" de 19 de Fevereiro em www.viseu.tv).
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No folheto de apresentação da exposição, José Santos escreveu:
"Aceitar fazer uma exposição pela primeira vez, pode ser uma decisão muito difícil, porque aquilo que se faz e de que se gosta pode ser atraente para nós e repulsivo para outros olhos.
O entusiasmo de alguns amigos entre os quais: Maria Encarnação Almeida (Senhora São) do Posto de Turismo de Seia, Mário Jorge Branquinho e os pintores Helena Abreu, António Joaquim e Sérgio Reis, ajudaram a minha tomada de decisão.
Da boca do Dr. Alberto Correia, antigo Director do Museu Grão Vasco, sempre parco em comentários, ouvi palavras que me animaram´.
Por outro lado, e ainda, o facto de se virem a abrir vários espaços de exposição mais ajudaram a reduzir o receio do possível ridículo da minha decisão em expor.
O profissionalismo do pintor Sérgio Reis constituiu o refúgio necessário para evitar alguns erros que por mim poderiam ser mais facilmente cometidos.
É quase só dele a selecção de peças exposta, assim como os títulos a elas atribuídos.
De si que vai apreciar as peças expostas, espero que seja benevolente comigo e releve o meu atrevimento."
"Luzes" ocupa duas salas de exposição temporária do Museu Grão Vasco, em Viseu, e decorre até ao dia 21 de Março.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
HELENA ABREU
Há dias, a propósito do centenário do nascimento de Tavares Correia, afirmei logo no início que “Tavares Correia e Helena Abreu são, sem qualquer dúvida, os mais importantes artistas senenses de sempre.” Natural de Santa Eulália, onde nasceu em 1924, Helena Abreu é de facto uma artista que engrandece o nome de Seia no exterior, sendo de longe a mais consagrada artista senense de sempre. O nome e alguma obra da artista são hoje conhecidos pelos senenses, sobretudo aqueles que melhor tratam os assuntos da sua terra. Não era assim em 1993, quando o jornal Porta da Estrela (então dirigido por António Brito) publicou a 10 de Julho de 1993 um artigo de minha autoria intitulado - “Helena Abreu – uma artista de renome internacional natural de Santa Eulália”, que surpreendeu quase toda a gente. A artista tomou conhecimento do artigo e dirigiu-me uma carta muito amável, da qual transcrevo o seguinte:
“…estando eu há longos anos afastada da minha terra, não imaginava que nela fosse lembrada com palavras tão elogiosas e sentidas! Vivi em Santa Eulália e em S. Tiago até aos 11 anos; sobretudo de S. Tiago recordo com profunda saudade os cantinhos onde brinquei, a Escola onde meus pais foram professores e as amigas que tive, muitas já desaparecidas.”

De resto, Helena Abreu colaborou como ilustradora na edição de outras obras. Logo em 1948, ano em que termina o Curso Especial de Pintura, é convidada pelo Mestre Joaquim Lopes a ilustrar o seu livro “Soares dos Reis”.

Em 1999, o nome e currículo da artista foi naturalmente incluído no catálogo da I Exposição Colectiva de Artistas Senenses, que pretendia oferecer uma panorâmica exaustiva das artes em Seia, desde o artista mais antigo que se conhecia aos artistas senenses mais jovens. No ano seguinte, a pretexto de uma exposição colectiva do MAC em Seia (Dezembro de 2000), eu e o Mário Jorge Branquinho convidámos Helena Abreu a expor como representante dos artistas senenses no evento. As obras da artista destacaram-se naturalmente na exposição, pela qualidade do desenho e sentido da cor, impressionando os visitantes e os artistas de Coimbra, em particular o saudoso Pinho Dinis. Um dos senenses que se rendeu imediatamente à obra de Helena Abreu foi José Santos, então Presidente do Orfeão de Seia. Logo de seguida, o Orfeão de Seia editou uma serigrafia reproduzindo uma tela de Helena Abreu, colaboração repetida em 2007, com a edição de duas peças da Vista Alegre com desenhos da artista.
Serigrafia editada pelo Orfeão de Seia
Como ficou definitivamente provado na exposição retrospectiva de 2004, a obra de Helena Abreu possui características únicas e um lugar importante na História da Arte portuguesa do século XX – sendo citada sem favor na obra de referência do meio artístico nacional até 1990 (edição de actualização em 1991), o “Dicionário de Pintores e Escultores”, de Fernando Pamplona. De resto, a especificidade da sua obra tem sido sublinhada por diversos críticos e resultará da interacção de alguns princípios ordenadores, com destaque para as temáticas, que condicionam todo o trabalho. A preferência pela figura feminina e crianças, envoltas em serenidade, afectividade e alegria, deixa entrever uma concepção intimista de um mundo exterior agressivo e carregado de incertezas, mas transmite uma enorme ternura e redobrada esperança no próximo. “Esta tensão entre a objectividade e a interioridade, sempre perceptível nos seus trabalhos, manifesta-se principalmente na sua concepção de formas femininas” (Margarida Botelho, Diário de Lisboa, 06-04-1982).
Óleo de Helena Abreu O elemento mais distintivo da sua obra, o desenho, está sempre visível e é estruturante, sem ser demasiado narrativo. Esquemático, com traços diluídos, o desenho define as formas, marcando a composição muito equilibrada, com fundos apenas sugeridos ou mesmo abstractos, jogando com as transparências e opacidades do claro-escuro para criar a ilusão da profundidade. Finalmente, a leveza e a luminosidade da cor percorre toda a obra. As cores frias predominam, reservando-se as cores quentes e os tons claros para as figuras principais.
Maria Helena Pais de Abreu nasceu em Santa Eulália, Seia, a 4 de Agosto de 1924. Reside no Porto desde 1935.Licenciatura em Desenho – Escola Superior de Belas Artes do Porto e Universidade do Porto e Coimbra. Curso Especial de Pintura pela ESBAP. Curso de Pintura a Fresco dirigido pelo Mestre Dórdio Gomes.
Em 1952, inicia a sua actividade docente, que exerceu durante 36 anos. Publica entretanto o “Compêndio de Geometria Descritiva” (em parceria com o Dr. Ferrer Antunes), assim como o “Compêndio de Desenho” (em parceria com o Arq. Francisco Pessegueiro), que foi seleccionado como livro único durante quinze anos.
É mãe do arquitecto e pintor Abreu Pessegueiro.
Participou em mais de uma centena de exposições colectivas, de entre as quais: “Levantamento da Arte do Séc. XX”, Museu Soares dos Reis e Sociedade Nacional de Belas Artes (1975); “Salon des Artistes Français”, Grand-Palais, Paris (1977, 1980, 1985); “Salon d’Automne, Grand-Palais, Paris (1978); exposição em Charlotte (USA, 1981); XVIII Prix International d’Art Contemporain (Monte Carlo, Mónaco,1984); I, II, III, IV e V Bienal Internacional de Arte de V. N. Cerveira; I, II, III Bienal de Desenho, Cooperativa Árvore (Porto, 1983, 85, 87); Exposição da Cruz Vermelha, Expo’98; várias edições da Bienal dos Rotários de Vila Nova de Gaia; Estugarda (1991); várias exposições colectivas na Galeria de Arte do Casino Estoril.
Em 1968, realizou a sua primeira exposição individual, no Ateneu Comercial do Porto. Outras exposições individuais: Lourenço Marques (Maputo), 1972; Fundação Engº António de Almeida (1974, 78, 81, 83, 84, 86, 88); Vigo (Galiza) (1976); Museu de Aveiro (1986); Galeria Tempo, Lisboa (1987); Galeria de Arte do Casino Estoril (1992); Galeria Espaço d’Arte TLP, Porto (1993); Gonfilarte Galeria, Vila Praia de Âncora (1993); Biblioteca Municipal de Seia – CMS (1994); Paços do Concelho de Matosinhos (1995, 98, 2000); Sala de exposições do Posto de Turismo de Seia (2001- exposição integrada nas comemorações da elevação de Seia a cidade – 3 de Julho).
Em 2004, realizou uma importante exposição retrospectiva na Câmara Municipal de Matosinhos.
Em 2001, o Orfeão de Seia editou uma serigrafia a partir de uma obra da artista e, em 2007, duas peças em porcelana da Vista Alegre com desenhos de Helena Abreu, assinalando o 30º aniversário da colectividade.
Prémio Rodrigues Júnior em 1945 e 46. Menções Honrosas nos “Salon des Artistes Français”, Paris, 1978 e 1980; Prémio Almada Negreiros, 1994.
Membro da “Societé des Artistes Français” desde 1980.
Foi agraciada com as medalhas “Grau Prata” (1989) e Municipal de Mérito “Grau Ouro” pela Câmara Municipal do Porto. Câmpanula de Mérito Cultural do Município de Seia, 03 de Julho de 2009.
Representada em Museus nacionais e em colecções oficiais e particulares, em Portugal e no estrangeiro, com destaque para: Fundação Engº António de Almeida, Porto; Museu de Arte Contemporânea, Lisboa; Museu Nacional de Aveiro; Ministério da Justiça; Câmara Municipal do Porto; Câmara Municipal de Matosinhos; Câmara Municipal de Maputo-Moçambique; Câmara Municipal de Seia; Palácio de São Bento (Assembleia da República), Lisboa.

Aguarela de Helena Abreu
Fontes: Helena Abreu, Bial, 1991 / “Dicionário de Pintores e Escultores”, de Fernando Pamplona / catálogos de exposições da artista / Jornal Porta da Estrela

























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