Decorre
até 19 de outubro no Centro de Arte Moderna da FCG, em Lisboa, a exposição
“Olhos nos Olhos” – o Retrato na Coleção do CAM-FCG, abordando “múltiplas
técnicas, modos de representação, correntes estilísticas, e um permanente
fascínio pelo registo de si próprio ou dos que são próximos ou, no lado oposto,
o desejo de captar as celebridades ou os grandes vultos da cultura e da
história”.
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sexta-feira, 31 de julho de 2015
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
CAM assinala trigésimo aniversário com uma grande exposição comemorativa
Arranca hoje, com Alberto Pimenta, o Ciclo de Performance
Assinalando o 30º aniversário do Centro de Arte Moderna
da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, decorre até janeiro de 2013
um conjunto de iniciativas marcantes, entre as quais se destacam a exposição
comemorativa, intitulada "Sob o Signo de Amadeo. Um Século de
Arte", e o Ciclo de Performance.
Centrada na exposição de 170 obras de Amadeo de Souza-Cardoso,
quase todas as obras do pintor amarantino existentes no CAM, a exposição
comemorativa percorre um século de arte, desde 1910 até ao presente, e pode ser
visitada até 19 de Janeiro de 2014. Trata-se de uma grande exposição, com
curadoria de Isabel Carlos, Ana Vasconcelos, Leonor Nazaré, Patrícia Rosas e
Rita Fabiana, mobilizando um conjunto significativo de obras (350) da vasta
coleção do Centro de Arte Moderna (cerca de 10 mil obras). Sob o signo de
Amadeo, a exposição apresenta obras representativas do modernismo português e
da arte internacional do século XX, em diálogo (átrio - obras de arte pop
britânicas), com interesse retrospetivo (Galeria 1 – obras-primas da arte
moderna e contemporânea) abrangendo a pintura, desenho, escultura, fotografia e
vídeo (Sala Polivalente – colecção de filme e de vídeo). A ideia do palco e da
teatralidade é o fio condutor do conjunto diversificado de obras patentes na
Sala de Exposições Temporárias. A exposição comemorativa abrange praticamente todos os
espaços do CAM, inclusive os quartos de banho.
Em outubro e novembro, tem lugar o Ciclo de Performance,
com a apresentação semanal (quintas-feiras, às 13h00 e às 17h00) de uma
obra/artista. Alberto Pimenta, um dos percursores da performance em Portugal,
será o primeiro (hoje, 17 de outubro), seguindo-se Pedro Tudela (24 de outubro)
e Ramiro Guerreiro (31 de outubro). Em novembro, será a vez de Joana Bastos
(dia 7), Musa paradisíaca (14), Martinha Maia (24) e Isabel Carvalho (28). As
performances terão uma ligação ao espaço, coleção e história do museu.
Alberto Pimenta inaugura o Ciclo de Performances. Em
1977, Alberto Pimenta realizou no Zoo de Lisboa o happening “Homo Sapiens”.
Fechou-se numa jaula com uma tabuleta onde se lia “Homo Sapiens”.
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sábado, 27 de abril de 2013
Fernando de Azevedo - Ensaio e Crítica
Duas grandes personalidades da cena artística portuguesa
do século XX, Fernando de Azevedo e José-Augusto França, (re)apresentam-se ao
público a pretexto do lançamento de um livro de ensaio e crítica.
O artista surrealista Fernando de Azevedo (V. N. Gaia,
1923-Lisboa, 2002) estreou-se em exposições em 1943, na companhia de Vespeira e
Júlio Pomar mas o seu nome ficou para sempre ligado ao movimento surrealista
português, sendo cofundador do Grupo Surrealista de Lisboa (1947). O Grupo
desfez-se em 1949 mas Azevedo continuou a expor as suas obras de inspiração
surrealista e depois abstracionista, conciliando a atividade de artista com a
de crítico, consultor artístico e gestor cultural – na direção do Serviço de
Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, na presidência da Secção
Portuguesa da AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte) e como
presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes, de 1979 até à sua morte, em
2002.
É sobretudo esta faceta de crítico que se pretende
destacar com este volume de “ensaio e crítica”, apresentado por um autor de
referência no estudo das artes nacionais, José-Augusto França (n. Tomar, 1922),
também ele ligado ao Grupo Surrealista de Lisboa, à Sociedade Nacional de Belas
Artes e à FCG.
Em 2004, foi inaugurado em Tomar o Núcleo de Arte
Contemporânea José-Augusto França, que inclui um importante conjunto de obras
do surrealismo português.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
A IMAGEM DE JULIO
De 18 de janeiro a 7 de abril 2013, a Fundação
Calouste Gulbenkian mostra algumas obras fundamentais do percurso artístico de
Júlio Maria dos Reis Pereira (1902-1983).
Pintor, ilustrador e poeta (com o pseudónimo de
Saul Dias), o irmão de José Régio integrou a segunda geração de modernistas
portugueses, participando no 1º Salão dos Independentes (1930).
Intitulada “a imagem que de ti compus”, a exposição
apresenta desenhos e óleos datados de 1930 a 1960, pertencentes às coleções da
FCG e da Fundação Cupertino de Miranda. A liberdade formal e utilização poética
da cor, próprias do expressionismo, marcaram a obra de Júlio, muito ligada ao
movimento da Presença. O seu interesse pelo património e cultura popular,
ajudando ao renascimento do figurado em barro de Estremoz, também transparece nos
seus desenhos e pinturas.
Apesar de ter realizado incursões no surrealismo e
abstracionismo, novidades em Portugal na década de 1930, optou por seguir o seu
instinto artístico e um percurso muito pessoal, “ um universo contaminado pela ingenuidade, numa tentativa nostálgica de reencontro do homem com a natureza" (1).
Depois de viver mais de 30 anos em Évora, regressou
em 1972 à sua terra natal, Vila do Conde, onde faleceu em 1983.
Em 2010, a Fundação Cupertino de Miranda realizou
em Famalicão uma importante exposição de homenagem a Júlio Maria dos Reis
Pereira (“Por toda a parte – Júlio”, outubro 2010 a fevereiro 2011) mostrando
mais de uma centena de obras de Júlio (pintura e desenho), Saul Dias (poesia) e
Júlio Pereira (engenharia).
(1) - Filipa Oliveira in "Júlio dos Reis Pereira" - Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão - roteiro da coleção, FCG.
(1) - Filipa Oliveira in "Júlio dos Reis Pereira" - Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão - roteiro da coleção, FCG.
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