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sábado, 21 de abril de 2012

O cancelamento da Artis é uma decisão lamentável

Inauguração da Artis X - vista parcial

O cancelamento da Artis é uma decisão lamentável que, adicionada a outras pequenas limitações a propósito da crise, inverte irremediavelmente a tendência de crescimento cultural de Seia-cidade, com reflexos no concelho, a somar ao desinvestimento na saúde, na educação, nas acessibilidades.

Não se trata apenas de suspender uma iniciativa artística com uma década de vida, sempre promovida e organizada pela Câmara Municipal em colaboração com os artistas senenses. O cancelamento da Artis marca o fim de uma época na Cultura Senense, não sendo certo que o festival seja reativado no próximo ano – pois não é claro que essa suspensão tenha sido determinada por motivos económicos. Se foi por motivos políticos, não me cabe a mim discutir esses motivos, deixo a matéria para os políticos mandatados e para os comentadores políticos. Se foi por razões artísticas, será bom notar que a Artis passou em 2011 a Festival de Artes Plásticas e promoveu pela primeira vez um concurso internacional com prémios monetários (de valor bem modesto no contexto nacional) que mereceu a participação de artistas credenciados, com vastos percursos artísticos e prémios em concursos artísticos nacionais e internacionais. Ou seja, a dimensão geográfica e a importância artística da Artis cresceram significativamente em 2011 e, para este ano, estava já assegurada uma representação de artistas japoneses. Estava também garantido um intercâmbio com a “CEDRO, Associação”, tratado na reunião final de lançamento da Artis XI, realizada no início de Março. Dias depois, a Artis era cancelada pela CMS, de modo abrupto, sem aviso prévio nem negociação.

É precisamente esta falta de negociação que não me deixa acreditar nos tais motivos económicos, alegados pela CMS na informação que passou à imprensa. De resto, a Artis X, realizada em 2011, custou ao erário público apenas quatro mil euros. Um valor que não justifica corte tão radical e que poderia ter sido discutido, negociado, sem comprometer uma iniciativa cujo interesse e importância cultural a CMS parece compreender e confirma no referido comunicado à imprensa.

Recuperar as finanças do Estado tem servido de desculpa para os cortes na Cultura, e as autarquias também estão a ser vítimas desse cego desígnio, mas é importante notar que a Cultura é uma prioridade constitucional e tem “beneficiado” de orçamentos nacionais anuais na ordem de 1%, sem considerar o retorno em contribuições e impostos gerados pelo universo da Cultura. Mesmo com a ameaça de extinção das empresas municipais deficitárias, os municípios não podem abdicar da sua dinâmica cultural, construída ao longo de décadas desde Abril de 1974, quando o acesso à educação e à cultura passou a ser um justo direito de todos.

Resumindo, o cancelamento da Artis representa uma quebra nas dinâmicas culturais locais e no protagonismo cultural de Seia na última década na região. Sem qualquer dúvida nem favor, Seia tem sido o único concelho do distrito com programação cultural à altura da capital distrital e não pode abdicar dessa posição. Os efeitos negativos do desinvestimento na Cultura podem já ser vistos em muitos concelhos do país, curiosamente acompanhado de termos comuns, como “reestruturação” e remodelação”. A reestruturação significa encerramentos, desemprego. A remodelação significa perda de qualidade, decadência. Mesmo que a Artis regresse no próximo ano, já não será a mesma Artis, como já não temos o mesmo Festival de Jazz nem o mesmo Festival de Cinema “CineEco”, que foram irremediavelmente remodelados.

Texto publicado na edição online e em papel do jornal Porta da Estrela nº 943 de 15 de Abril 2012

sábado, 9 de julho de 2011

ARTIS X - em jeito de retrospetiva


O ARTIS marcou, mais uma vez, o panorama artístico regional, com grandes exposições de artes plásticas, uma curiosa exposição de fotografia em colaboração com os comerciantes locais, espetáculos de música, teatro, cinema e dança com assinalável público e merecidas homenagens a dois criadores senenses, com nome e obra reconhecidos no espaço nacional e até no estrangeiro.

Em jeito de retrospetiva, aqui ficam alguns links para o essencial do ARTIS X:

Notícia de abertura do ARTIS X - Festival de Artes Plásticas de Seia, 2011

Participantes (Pintura, Escultura, Fotografia)

Premiados (Pintura e Escultura) e entrega de prémios

Criadores senenses homenageados: António Nogueira e Jaime Reis (ver também notícia da digressão de Jaime Reis )

Encontro com o realizador senense Nuno Portugal .

Encontro com o fotógrafo José Pessoa .



Exposição de Fotografia (extensão do ARTIS X)

domingo, 19 de junho de 2011

ARTIS X - Coletiva de Fotografia


Encontram-se reunidas no foyer do cine-teatro da Casa da Cultura as fotografias participantes na ARTIS X.

Este ano, a exposição coletiva de Fotografia trocou os espaços tradicionais de exposição para se destacar nas montras do comércio local, naturalmente com a preciosa colaboração dos comerciantes, mas foi acertada a decisão de mostrar posteriormente todas essas fotos num mesmo local.

Apreciando comparativamente o conjunto das obras, confirma-se o que já parecia evidente quando as fotografias “surpreendiam” nas montras de Seia: há um claro aumento de exigência técnica e comunicativa das imagens (para evitar falar em “qualidade”, que é um critério cada vez mais discutível e um mau princípio para se medir obras artísticas) a até a apresentação das fotos.

Autores representados na exposição coletiva de fotografia: Alberto Cruz; António Correia; Artur Costa; Carlos Correia; C. Moura; Daniel Melo; Herman Mertens; João Carlos Botelho; João Pereira; José Santos; Luis Silva; Mário Branquinho; Nuno Almeida; Nuno Pinheiro; Paulo Mendonça; Pedro Oliveira; Pedro Pinto; Pedro Ribeiro; Renato Paz; Tiago Sousa; Victor Roque; Victor Brito.






terça-feira, 10 de maio de 2011

Salão de Artes Plásticas em Imagens

Vista parcial

Vista parcial

Foyer do Auditório. Esculturas de Virgínia Pinto, Fernando Saraiva (Menção Honrosa - Escultura), Lucas Ressurreição, entre outras.


"Glas I) - Escultura de Anabela Paiva



"de coisa (res) sem título" - Escultura de Daniel Lopes







"Satélite" - Escultura de Virgínia Pinto




"Sem título" - Escultura de António Nogueira




"Máscaras rituais do Douro e Trás-os-Montes" - Pintura de Balbina Mendes




Pintura a óleo s/tela de Balbina Mendes. Da direita para a esquerda: "Máscara Sorriso Vermelho"; "Careto de Podence" e o "Chocalheiro da Bemposta".




"Tensão e Alma do Ferro", de Hugo Maciel - Prémio de Escultura




Pintura de Carlos Osório, AMIe, Mariana Moura. Instalação de Ricardo Sanches.




"ColdWaiting" - Ricardo Sanches




Obras de Migvel Tepes, José Mário Santos (Prémio de Pintura), Ricardo Cardoso e Rui Tavares (Menção Honrosa - Pintura) - Foto MJB




Obras de Bruno Soares, Pedro Ribeiro e Carina Alexandre.




"Uma Espécie de Amor I" - Bruno Soares




Obras de Pedro Ribeiro, Carina Alexandre e Adriana de Matos (Menção Honrosa - Pintura)




Pintura de Florentina Resende, Paula Aniceto (Menção Honrosa - Pintura) e José Rosinhas.




Obras de Paula Aniceto (Menção Honrosa - Pintura), José Rosinhas e Maia Caetano.







Pintura de Ana Garcia, Fernando Serrano e José Constantino.




Pintura de Carolina Chamusqueiro, Ana Garcia e Fernando Serrano.




Obras de Ângela Belindro, Susana Stoyanova, José Carlos Marques e Patrícia Franco.


Iliana Menaia foi distinguida com uma Menção Honrosa - Escultura. VER.


domingo, 8 de maio de 2011

Prémio de Escultura da ARTIS X para Hugo Maciel

O escultor Hugo Maciel agradece a atribuição do Prémio.

Menções Honrosas para Fernando Saraiva e Iliana Menaia


Hugo Maciel foi o vencedor do primeiro Prémio Internacional de Escultura do X Festival de Artes Plásticas de Seia, com a obra intitulada “Tensão e Alma do Ferro” O júri decidiu ainda atribuir Menções Honrosas a obras apresentadas a concurso por Fernando Saraiva (n. Porto) e Iliana Menaia (n. Ponte de Sôr, 1975).

A obra distinguida, composta por várias peças geométricas de ferro soldadas entre si, tem a particularidade de prever vários tipos de suspensão. A sequência de formas interligadas suscita o diálogo entre o exterior e o interior, o material e o imaterial, no sentido pleno do termo, de fogo e luz que imana do lugar mais interior e atópico do corpo, mas também o de iluminária suspensa, irradiando à sua volta luz e verdade.Entre os trabalhos recentes do jovem escultor Hugo Maciel contam-se diversas medalhas, algumas das quais premiadas: medalha comemorativa do Centenário da República – Município de Aljustrel (2010), medalha vencedora do concurso de medalhística integrado nos Prémios de Salúquia às Artes (2009), uma iniciativa transfronteiriça realizada anualmente em Moura, a medalha comemorativa do 15º Aniversário do MAC - Movimento de Arte Contemporânea (Prémio MAC Inovação, Lisboa, 2009). Foi ainda um dos finalistas no polémico concurso (1) para a medalha oficial das comemorações do Centenário da República – INCM (2009). Foi-lhe atribuído o Troféu Personalidades e Modalidades, GDUL – Reitoria da Universidade de Lisboa (2009 e 2010) e recebeu vários prémios no I, II e III Prémio Ibérico de Escultura (Serpa, 2008 a 2010).

Hugo Maciel reside em Sesimbra. Licenciado em Escultura pela FBAUL (2006-2009), frequenta o mestrado em Escultura Pública na mesma Faculdade (2009-2011). Iniciou a sua formação artística - Escultura e Pintura – no atelier particular de Dulce Nunes (2002-2004).
É membro do FIDEM – Fédération Internationale de la Médaille d’Art e do Volte Face – Medalha Contemporânea.

Participou em várias exposições coletivas, em Portugal e no estrangeiro: VI Bienal Internacional de Medalha Contemporânea, Seixal (2010); “Tensão e Equilíbrio – A Alma do Ferro”, Aljustrel (2010); FIDEM XXXI – Congresso Internacional da Medalha, Finlândia (2010); V Bienal Dorita Castel-Branco, Sintra (2009); “New Ideas in Medallic Sculpture” – Rack and Hammer Gallery, Nova Iorque; Reitoria da Universidade de Lisboa; The University of the Arts, Philadelphia (2008-2011).

Autor da escultura pública “Dois Apoios” (Sesimbra, 2011), Monumento ao Mineiro de Aljustrel (2010) e do relevo “Presépio” (Lisboa, 2009-2010).


Hugo Maciel - "Tensão e Alma do Ferro", ferro soldado

Prémio de Pintura da ARTIS X para José Mário Santos

A Vice-Presidente da Câmara, Engª Cristina Sousa, entregou o Prémio de Pintura a José Mário Santos

Menções Honrosas para Adriana de Matos, Paula Aniceto e Rui Tavares

José Mário Santos foi o vencedor do primeiro Prémio de Pintura do X Festival de Artes Plásticas de Seia, com a obra intitulada “Labirinto”. O júri decidiu ainda atribuir Menções Honrosas a obras apresentadas a concurso por Adriana de Matos (Azambuja), Paula Aniceto (Santa Maria da Feira), e Rui Tavares (n. Figueira da Foz, 1974, residente em Vila Real).

José Mário Fernandes dos Santos nasceu na Senhora da Hora, Matosinhos, em 1954. Reside na Maia.
Licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), actual Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e leciona na Escola Superior de Artes e Design (ESAD) de Matosinhos.

Expôs individualmente em Kantarell – Malmö, Suécia em 1979. Após a licenciatura em Pintura, regressou às exposições individuais em 1991, na Galeria Labirintho (Porto), a que se seguiram exposições na Galeria Gonfilarte (Vila Praia de Âncora, 1993), Galeria Cavalete (Penafiel, 1996) , Galeria O.M. (Penafiel, 1997, 2001 e 2003), entre diversas exposições coletivas.

Exposições coletivas: Alunos da ESBAP – Galeria Labirintho (Porto, 1988, 1989 e 1990); “Diálogos Recentes” – Galeria Gonfilarte (Vila Praia de Âncora, 1992); “Memória Artística” – galeria da Câmara Municipal de Matosinhos (1993); Galeria Artesis (Vila Nova de Gaia, 1996, 1998, 2000, 2001, 2003 e 2004); Galeria Cavalete (Penafiel, 1996) e Galeria Espaço Branco (Viana do Castelo, 2000 e 2001).


José Mário Santos - "Labirinto", acrílico/mista

quinta-feira, 5 de maio de 2011

HOMENAGEM NA ARTIS X

Dando continuidade às boas práticas de anos anteriores, valorizando o contributo dos artistas senenses para o enriquecimento cultural do concelho, nas mais diversas áreas da criação e expressão artísticas, a ARTIS X e a Câmara Municipal de Seia distinguiram o escultor António Nogueira, no dia da abertura oficial, a 7 de Maio. O compositor Jaime Reis será homenageado a 21 de Maio, por ocasião do concerto com a Orquestra Filarmonia das Beiras.


A Vice-presidente da Câmara, Engª Cristina Sousa, entrega a António Nogueira uma lembrança da CMS.

O Presidente da Associação de Arte e Imagem de Seia, Luiz Morgadinho, entregou o troféu da ARTIS a António Nogueira


O escultor senense, agradecendo a homenagem. "Um importante incentivo para o meu trabalho", afirmou.


Coube-me apresentar o escultor senense, com as palavras que se seguem:


António Nogueira - Um Escultor senense em Montemor-o-Velho

Ao longo da última década, o escultor senense António Nogueira tem desenvolvido uma intensa atividade escultórica no centro do país, onde a sua obra pública se encontra particularmente representada. Na abertura oficial da ARTIS X, será destacado o seu contributo para as artes senenses e para a Escultura portuguesa actual.

A obra de António Nogueira desenvolve-se em duas vertentes. Uma, dominada pela pesquisa criativa de formas e de materiais, revela-se na fronteira do “figurativo” com o abstracto e cuja dimensão estética inspira sentidos plurais ancorados na realidade. Na outra vertente da sua obra, de inspiração realista, desenvolve sobretudo temas alegóricos e etnográficos, partindo de figuras representativas das práticas e manifestações mais tradicionais da cultura local e regional para alimentar e até renovar o imaginário popular. Estas homenagens poéticas, de cuidada composição de volumes e contido dinamismo de formas, caracterizam a sua obra pública.


António Nogueira - "Queijeira", 2008, Gouveia

Formado pela A.R.C.A. e com experiência técnica como escultor numa empresa de mármores em Alfarelos, na região que escolheu para viver e trabalhar, trabalha preferencialmente o mármore e a pedra calcária, que combina com o granito e betão em conjuntos de maior volume, como no Monumento ao Pescador da Praia da Leirosa, Monumento às Tecedeiras (Fioso, Crestuma), Peixeira da Praia da Leirosa, Homem dos Campos do Mondego (Montemor-o-Velho), Queijeira (Gouveia), Homem a Jardar (Gouveia), Moleiro da Gândara (Figueira da Foz), Monumento A Todas as Mães (Montemor-o-Velho), ou Mulher dos Enchidos (Quiaios).

António Manuel Marques Nogueira nasceu em Seia em 1967. Reside desde 1999 em Lavariz, Carapinheira – Montemor-o-Velho.
Licenciado em escultura pela A.R.C.A. em 1994. Durante o curso, exerceu a atividade de escultor na empresa Mármores do Centro, em Alfarelos. Participou num workshop de escultura em Montemor-o-Velho em 1998.
Entre 1995 e 1999, lecionou Educação Visual em várias escolas próximas de Montemor-o-Velho.


Autor de diversas esculturas e monumentos, entre os quais: imagem de São Silvestre (São Silvestre, 1999), Monumento ao Pescador da Praia da Leirosa (2000), Monumento às Tecedeiras (Fioso, Crestuma, 2001), Peixeira (Praia da Leirosa, 2003), Busto do Dr. Armando Gonçalves (Tentúgal, 2003), Homem dos Campos do Mondego (Rotunda da Carapinheira, EN 111, Montemor-o-Velho, 2004), Homem a Jardar (Gouveia, 2005), Moleiro (Moinhos da Gândara, Figueira da Foz, 2005), Pescador do Rio (Ereira), Bombeiro (Montemor), Gandaresa (Arazede), Monumento A Todas as Mães (Montemor-o-Velho, 2009), Queijeira (Gouveia, 2009), Mulher dos Enchidos (Quiaios, 2009).

Realizou exposições individuais no Hospital da Universidade de Coimbra (2002), Clube Médico de Coimbra (2006 e 2008) e na Carapinheira (2009). Participou em várias exposições coletivas de artes plásticas, no museu da Figueira da Foz (2003), na Casa Municipal da Cultura de Seia (2003), Casa da Cultura de Coimbra (2005), tendo também participado em várias edições da ARTIS desde 2004.

Apesar da crise – ou mesmo por causa dela, para acalentar a alma senense promovendo os valores locais – faria todo o sentido ter em Seia pelo menos uma obra de António Nogueira, erguendo-se numa das entradas da cidade ou recortando-se bucolicamente nos verdes de um dos seus vários espaços ajardinados. Pois a escultura, enquanto arte pública, representa e transmite os melhores sentimentos coletivos, servindo de símbolo unificador e inspirador de toda a coletividade.

MONUMENTOS PÚBLICOS


1999 - São Silvestre (São Silvestre)
2000 - Pescador (Praia da Leirosa)
2001 - Monumento às tecedeiras (Crestuma - V. N. Gaia)
2002 - Santa Luzia (Igreja de Lavos)
2003 - Peixeira (Praia da Leirosa)
2003 - Busto do Dr. Armando Gonçalves (Tentúgal)
2004 - Homem dos Campos do Mondego (Carapinheira)
2004 - Monumento do Club Rotary de Coimbra (Coimbra)
2005 - Varina (Freguesia de São Pedro - Figueira da Foz)
2005 - Moleiro (Freguesia de Moinhos da Gândara)
2006 - Homem dos Lanifícios (Gouveia)
2006 - Cópia de Coluna e Capitel Romano (Ruínas de Conímbriga)
2006 - Restauro do Cruzeiro do Alhastro (Carapinheira)
2007 - São Pedro (Igreja de Buarcos)
2007 - Gandaresa (Arazede)
2007 - Busto Maria Luísa Ruas (Gesteira)
2008 - Bombeiro (Montemor-oVelho)
2008 - São José (Carapinheira)
2008 - Queijeira (Gouveia)
2008 - Pescador no Dóri (São Pedro-Costa Lavos)
2009 - Monumento à Mãe (Montemor-o Velho)
2009 - Pescador do Bacalhau (Praia de Lavos)
2009 - Pescador do Rio Mondego (Ereira)
2009 - Mulher dos Enchidos (Quiaios)
2010 - Busto do Escuteiro Baden Powell (Carapinheira)
2010 - Monumento ao Idoso (Lar de Santo António - Figueira da Foz)
2011 - A Mondadeira (em execução – Abril 2011)


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BALBINA MENDES NA ARTIS X

Casa Municipal da Cultura de Seia, 07 de Maio a 5 de Junho 2011


Balbina Mendes, "O Chocalheiro da Bemposta"


As Máscaras de Balbina Mendes


Depois das paisagens transmontanas e durienses, os usos e costumes do nordeste de Trás-os-Montes ligados às máscaras tradicionais e costumes rituais dessa mesma região portuguesa servem de tema e inspiração aos trabalhos mais recentes de Balbina Mendes.


Trata-se de uma realidade com raízes intemporais e que a artista conhece bem, sendo natural de Malhadas, Miranda do Douro. Se as paisagens pintadas são um tributo da artista às belezas naturais, dominadas pelos impressionantes volumes topográficos e lonjura de horizontes, estes trabalhos representam uma homenagem da artista à cultura da sua região, uma viagem às raízes culturais transmontanas. Um dos principais atrativos das manifestações populares transmontanas posteriores ao Natal e até ao Entrudo, com destaque para as festas dos caretos ou dos rapazes (pelo Santo Estêvão), as máscaras determinaram a criação em Bragança da Bienal da Máscara.


Uma das obras mais emblemáticas de Balbina Mendes é o “Chocalheiro da Bemposta”, que resume o colorido sedutor e traquinice dos mascarados quando saem a terreiro para chocalhar as moças que encontrem no seu caminho. Pintada com dimensões muito superiores ao seu tamanho real, como acontece na maioria das pinturas desta série temática, a obra é marcada pela forma ovalada da máscara, que preenche todo o espaço da tela, coberta de cores vivas e brilhantes. O tamanho da máscara pintada reforça os contrastes de cor e elementos visuais utilizados, típicos da arte popular, conferindo à composição uma dimensão plástica notável e grande impacto visual.


No âmbito desta série temática, a pintora editou um livro com reproduções das suas obras e textos de diversos autores, alguns dos quais em mirandês, e dois contos inéditos do escritor vilarealense A.M. Pires Cabral.


Balbina Mendes nasceu em 1955 em Malhadas, Miranda do Douro. Realizou a sua primeira exposição em 1989, no Porto. Dedica-se exclusivamente à pintura, expondo regularmente em Portugal e no estrangeiro.

Participou em inúmeras exposições coletivas no Porto, Santa Maria da Feira, Guimarães, Vila Nova de Gaia, Braga, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Vila Real, Lisboa, Mirandela, Espinho, Alcanena, Queluz, Alfândega da Fé, Madrid, Coimbra, Leiria, Guarda, Évora, Estoril, Lion, entre outras.

Foi distinguida com o 1º Prémio no “Primer Certamen Internacional de Pintura Rápida”, Programa Rirra.

Realizou exposições individuais em várias localidades e galerias portuguesas e estrangeiras: Portugal• Miranda do Douro: Museu da Terra da Miranda e Casa da Cultura• Vila Real: Galeria Átrio da Câmara Municipal, Galeria da Biblioteca da UTAD, Galeria do Teatro e Museu da Vila Velha• Vila Nova de Gaia: Posto de Turismo, Auditório Municipal, Biblioteca Municipal e Casa Museu Teixeira Lopes • Lisboa: Galeria da RTP• Carnaxide: Galeria Exclusive • Oeiras: Galeria Exclusive - Oeiras Park• Vimioso: Casa da Cultura• Porto: Galeria da UNESCO e Galeria do Palácio• Braga: Biblioteca Pública da Universidade do Minho• Moita: Biblioteca Municipal• Alijó: Centro Cultural• Chaves: Galeria do Forte de São Francisco e Biblioteca Municipal• Valpaços: Centro Cultural• Guimarães: Paço dos Duques de Bragança• Bragança: C C Paulo Quintela e Centro Cultural• Freixo de Espada à Cinta: Centro Cultural• Lamego: Espaço de Arte Municipal e Museu de Lamego• Santa Marta de Penaguião: Centro Cultural • Viseu: Hotel Montebelo• Torre de Moncorvo: Museu do Ferro. Tabuaço: Biblioteca Macedo Pinto• Penafiel: Assembleia Penafidelense• Marco de Canaveses: Museu Carmen Miranda• Cascais: Quinta da Marinha• Baião: Posto do Turismo e Douro Palace Hotel• Vinhais: Salão Nobre da Câmara Municipal• Alfândega da Fé: Casa da Cultura• Espinho: Museu Municipal• Peso da Régua: Museu do Douro
Espanha• Sória –Palacio de la Audiencia• Aranda de Duero – Casa de Cultura• Zamora- Fundación Rei Afonso Henriques Estados Unidos• Newark- Public Library Bélgica• Bruxelas: - Galeria Orpheu Áustria• Viena – Europasaal- LAI.

Site de Balbina Mendes: Loja das Ideias
Máscaras de Balbina Mendes na RTP

terça-feira, 3 de maio de 2011

ARTIS X ABRE A 7 DE MAIO


Artistas seleccionados para o Salão de Artes Plásticas, artistas senenses presentes na XIII Colectiva, fotógrafos locais participantes na Mostra de Fotografia, AQUI.

ARTIS X ABRE A 7 DE MAIO (*)

Mil e um bons motivos para visitar o X Festival de Artes Plásticas de Seia

Para além da nova designação, que marca a mudança de rumo da ex-Festa das Artes e Ideias, o agora Festival de Artes Plásticas apresenta-se centrado num Salão de Artes Plásticas, cujas obras participantes são admitidas por concurso. Substituindo a antiga curadoria, com artistas de renome convidados para uma exposição colectiva, optou-se pela estratégia do concurso, com prémios, para alargar o espectro da participação e permitir ao júri seleccionar um conjunto representativo de obras para a exposição colectiva. Integraram o júri de selecção o artista plástico e professor do ensino superior politécnico, Luís Calheiros, o programador cultural da Casa da Cultura e mestrando em animação artística, Mário Jorge Branquinho, e Sérgio Reis, artista plástico e professor do ensino básico e secundário.
Concorreram 92 artistas nas modalidades de pintura e escultura, oriundos de 43 localidades portuguesas, e um artista brasileiro, de Fortaleza. De grande diversidade estética e com diferentes níveis de exigência artística, as obras foram apreciadas uma a uma tomando em consideração todos os dados fornecidos pelos respectivos autores e o número desejável de obras a seleccionar atendendo ao espaço disponível para a exposição – as galerias da Casa da Cultura. Após algumas horas de trabalho, ficou reunido um conjunto de obras com acentuado interesse estético e comunicativo, marcada originalidade e desenvoltura técnica. Algumas obras combinam criativamente vários materiais, no âmbito da técnica mista, despertando a sua tridimensionalidade em suportes tradicionais ou mesmo fora deles, procurando articular linguagens distintas em soluções criativas de grande espacialidade e impacto visual. Entre as principais características da arte actual contam-se precisamente essa intenção espacial informada, a experimentação de materiais e a fusão das fronteiras entre disciplinas, promovendo a multiplicidade e interacção de linguagens diversas. Foram seleccionadas 52 obras de 38 artistas, 15 dos quais na modalidade de Escultura. Entre as obras seleccionadas, contam-se 12 da autoria de artistas senenses: Carina Alexandra, Pedro Ribeiro e Ricardo Cardoso, na pintura; Adelino Cunha, Ana Carvalhal, António Nogueira, Daniel Lopes, Lucas Ressurreição e Virgínia Pinto, na escultura. Os premiados (Pintura, Escultura) e as menções honrosas serão anunciados na abertura oficial do Festival, a 7 de Maio.
Os artistas locais nunca foram esquecidos na ARTIS, que teve origem nas grandes colectivas de artistas senenses (1999, 2000 e 2001). A edição de 2011 mantém a exposição colectiva de artistas locais, a realizar no “foyer” do cine-teatro, e serão homenageados mais um artista e um fotógrafo senenses. Em 2010, foram distinguidos José Carlos Calado (Fotografia) e Ricardo Cardoso (Artes Plásticas). São mais algumas dezenas de bons motivos para visitar o X Festival de Artes Plásticas de Seia.
Este ano, a exposição colectiva de Fotografia trocará os espaços tradicionais de exposição para se destacar nas montras de Seia, naturalmente com a preciosa colaboração dos comerciantes. Trata-se de uma maneira diferente de levar a arte da fotografia ao grande público, muito dele avesso a frequentar exposições. Montra das artes do concelho, a ARTIS vai andar pelas montras da cidade, a revelar-se, insinuar-se, cativar.
A ARTIS X apresenta ainda obras recentes de Balbina Mendes, uma artista natural de Miranda do Douro. Conhecida pelas suas paisagens (transmontanas e durienses) a óleo, que apresenta geralmente em exposições itinerantes, Balbina Mendes explora actualmente o tema das máscaras, pintadas em grande formato. Tem mostrado as suas pinturas de máscaras em diversas exposições em Portugal e no estrangeiro e editou um livro sobre a mesma temática. As máscaras transmontanas (e a indumentária dos mascarados), com toda a sua cor e ecos ancestrais, adquirem particular presença e força nas telas de Balbina Mendes – só por si razão suficiente para uma visita à ARTIS X.
José Pessoa passará por uma das noites da ARTIS para falar do seu trabalho de várias décadas a inventariar e documentar através da fotografia as obras de arte que fazem parte do Património português. Um trabalho de ciência e arte, oportunamente chamado a mais uma edição das conversas informais – “Novos Olhares, Novos Percursos”.
Anunciam-se ainda oficinas criativas, dimensionadas para o recato da reflexão e criação artística, em contraponto com a música e o teatro, espectáculos concebidos para grandes plateias. Destaque ainda para a estreia cinematográfica de “O Voo da Papoila”, um filme do jovem realizador português natural de Seia, Nuno Portugal.
Ao todo, e por junto, são mil bons motivos para visitar o X Festival de Artes Plásticas de Seia. Falta referir mais um, que faz toda a diferença, o de ser a ARTIS (**) o grande evento artístico que mais se tem aguentado no Interior beirão e que lembra e honra Seia nos mais diversos recantos do espaço nacional.

Sérgio Reis

(*)-Publicado no jornal Porta da Estrela nº 922, 30 de Abril 2011

(**)-Especialmente a Colectiva de Artistas Senenses, que via na XIII edição.